sexta-feira, janeiro 28, 2005

Que mudanças para o MNE

É de ler este comunicado do Sindicato dos Trabalhadores Consulares

«COM AS ELEIÇÕES MUDARÁ ALGUMA COISA?
...E SEM MUDANÇA HAVERÁ UM FUTURO?

O rei vai nu: Ministério dos Negócios Estrangeiros, uma casa sem rei nem roque!

Após as eleições de 20 de Fevereiro –
- Para onde vai o MNE?
- Quais as respostas partidárias concretas?
- Continuaremos a ser ignorados e a desaparecer?

Com o começo da aplicação do seu Estatuto Profissional, em 2001, os 1800 trabalhadores dos Serviços Externos do MNE esperavam uma normalização da política de recursos humanos e o reconhecimento da sua dignidade de trabalhadores ao serviço do Estado português.

Após uma transição atribulada, que veio finalmente pôr fim à situação de precariedade vivida durante décadas, aguardava-se uma relação institucional moderna, fomentadora de uma gestão eficiente que permitisse aos serviços de Portugal no estrangeiro responder aos desafios e às necessidades de mudança, respeitando e motivando os funcionários para um serviço consular de qualidade e para o necessário apoio técnico e administrativo às exigências da cada vez mais complexa política externa.

Exigia-se do novo Governo o devido respeito pelos novos (- velhos ) funcionários – que constituem metade do ministério -, reconhecendo-lhes o direito à carreira, actualizando-os como os demais, avaliando-os com critérios e seriedade, colmatando as carências estruturais na área da formação profissional, modernizando globalmente a gestão nos serviços, praticando uma política de recursos humanos que desse resposta às necessidades em expansão.

E não era o embaixador Martins da Cruz que dizia que os Diplomatas devem fazer diplomacia e a gestão do MNE deve ser assumida por gestores?
Contudo, logo no primeiro encontro como ministro transmitiu-nos que não tinha dinheiro – quando reclamávamos apenas o cumprimento da Lei -, ao mesmo tempo que visivelmente o ia gastando sem problemas em transferências e sucessivas nomeações. Depois nomeou para dirigir o sector da gestão um diplomata em fim de carreira, que punha em causa o direito dos trabalhadores à Segurança Social, e mais tarde uma conciliadora sindical para analisar porque razão estávamos descontentes com a ausência de respostas às reivindicações. Quando confrontado com as nossas manifestações de insatisfação e com ilegalidades inadmissíveis por parte dos responsáveis, chegou a afirmar-nos que a Administração Pública não funciona... mas que assinava o que os serviços lhe punham à frente – mesmo quando se tratava de perseguições ao Secretário-Geral do Sindicato!

Ao mesmo tempo que assim se fechavam os olhos ao rigor, seriedade e eficiência na administração das Necessidades, eram lançadas duas orientações: a diplomacia económica e a reestruturação consular.

DIPLOMACIA ECONÓMICA OU ECONOMIA DIPLOMÁTICA?

Por esse mundo fora, os efeitos para nós mais visíveis desta vertente passam pela equiparação de Cônsules-Gerais a Embaixadores, com direito às diversas correspondentes mordomias e a Cônsul-Adjunto, e o anúncio do sebastiânico Consulado em Xangai, que ainda agora se veio dizer ter tido de aguardar por falta de meios financeiros. Bem mais expedito, no contexto daquela reestruturação, foi o encerramento de Hong-Kong.
Que diplomacia económica é esta que só tem meios para resolver problemas de chefias, continuando os consulados contemplados com deficientes quadros de pessoal?
Que diplomacia económica é esta que está 3 anos para abrir Xangai, onde já todos os interesses estão instalados? Três anos é o tempo que a China precisou para passar de metade do movimento em software da Alemanha a 30% mais do que esta! Entretanto floresce ao lado de Hong-Kong, em Shenzhen, a mais recente e dinâmica das grandes zonas económicas especiais chinesas.

E Xangai vai abrir com que pessoal: com trabalhadores sob contrato a termo certo ou eufemisticamente designados como prestadores de serviços, como os nossos colegas na Indonésia e em Timor, ainda hoje? Será que também as novas embaixadas na Europa abrirão com pessoal em situação irregular?
Ou também com alguns remendos dispendiosos, do tipo, hoje um funcionário por duas semanas, amanhã outro por três, como avulso se veio verificando, em Londres ou Caracas por exemplo?

Quanto ao promovido Consulado em São Paulo, pelas inexplicavelmente exageradas cobranças pelos actos consulares, até já no recenseamento eleitoral, parece preferencialmente apostado na economia diplomática.

REESTRUTURAÇÃO OU DESESTRUTURAÇÃO CONSULAR?

Relativamente à reestruturação consular, que bem cedo avisámos ter de ser precedida de consultas, análise ponderada, planeamento e execução faseada, - além de termos chamado a atenção para a importância fundamental da gestão nos consulados, nunca devidamente encarada -, quase tudo correu mal.

Exceptuando o problema do destino dos funcionários cujos postos encerraram, que, com maior ou menor satisfação, se conseguiu negociar, pôde constatar-se:
Falta de instruções para encerramento e destino do espólio; funcionários enviados como turistas sem pedido de visto às competentes autoridades, do que resultaram situações de instabilidade e ilegalidade prolongadas por meses e até um detido em S. Francisco e devolvido para Hong-Kong; falta de tempo para planear ou executar a transferência de posto/país/continente; encerramentos sem consideração pelos anos lectivos e tudo o mais que em devido tempo dissecámos (
www.stcde.pt, Bis – a reestruturação...).

E quanto aos resultados?
Os reforços quase não foram sentidos porque o pessoal está a diminuir, os disponíveis são poucos e as necessidades bem maiores. Praticamente só Macau – que absorveu Hong-Kong -, Andorra – que não tinha pessoal afectado -, Luxemburgo, Genebra e Londres tiveram reforços significativos, sendo que a crise destes dois últimos já se não resolve quantitativamente mas exige as melhorias de gestão e soluções duradouras que sempre reclamámos.
Aliás, Londres tem entretanto mais pessoal precário do que funcionários e, na expectativa da abertura do consulado em Manchester, finalmente criado no DR, impõe-se de novo a pergunta: vai abrir com que pessoal?
E quando os cidadãos-emigrantes reclamarem por erros...“a termo certo”? Haverá responsáveis?

Nas cidades atingidas pelo encerramento dos serviços consulares, havendo que juntar Windhoek aos consulados extintos, começou por se falar “a torto e a direito” em consulados honorários.

Os protestos locais levaram a optar por um escritório consular em Osnabrück - que também já carece de contratados a prazo! -, estrutura que em termos legais não tem poderes próprios e só tem podido dar resposta graças ao esforço e ao risco dos colegas que ali ficaram, exorbitando as suas competências.
Porque os escritórios são, legalmente, como balcões de atendimento, não têm existência jurídica própria: dão para entregar e levantar papéis, tudo o mais passa pelos postos consulares dos quais dependem. Ir para além disso é um atropelo legal.
Mas, lendo o Diário da República, é também essa a solução já consagrada para a Córsega.
Em Windhoek deixou-se uma funcionária numa baiuca consular pura e simplesmente não legalizada (!), porque os responsáveis ainda estão a pensar em qual será a solução adequada – silêncio, para não perturbar -; em Rouen passou-se o mesmo até à abertura do honorário que só agora teve lugar, ao qual a funcionária ficou emprestada (?); em Hong-Kong, Pau (Bayonne), Nancy e Reims há honorários no papel.

PRIVATIZAÇÃO CONSULAR?

Vários outros “papéis” criaram mais alguns honorários, mas o seu estatuto obriga a questionarmo-nos.

O Regulamento Consular de 97 começa por dizer que não podem praticar actos de registo civil e notariado, emitir documentos de identificação e viagem, conceder vistos e processar recenseamento eleitoral.

Mas logo o DL 75/98 veio dizer que, a título excepcional, alguns podem fazê-lo (excepto conceder vistos), enquanto não estiver concluída (?) a reestruturação consular, e, no mesmo ano, uma portaria veio definir que a Lei de excepção só é aplicável a honorários situados a mais de 500 Km dos de carreira, em ilhas, em países onde não haja representação oficial ou...aos que pratiquem mais de 1000 actos/ano.

Estando a conceder este estatuto excepcional a consulados honorários que não satisfazem nenhum dos critérios, e que nem existiam, a que propósito se criam excepções ilegais à excepção legal?
Fazendo de conta que já existiam e praticavam 1000 actos?

Assim, recorrendo à técnica da pescadinha de rabo-na-boca, o consulado honorário, de serviço habilitado a título excepcional enquanto durar a reestruturação consular, renasce como serviço honorário substituto da estrutura profissional, transformando-se no último elo da cadeia...da dita reestruturação consular!

Será que em Portugal se vão extinguir conservatórias, notariados e Governos Civis, e nomear empresários como conservadores, notários e governadores civis...honorários, aos quais, eventualmente, se emprestarão, por despacho verbal, funcionários públicos dos serviços extintos?

Será esta forma de privatização a reforma modernizadora da Administração Pública?

HAVERÁ GESTÃO DOS RECURSOS HUMANOS NOS SERVIÇOS EXTERNOS?

Se a gestão já vem sendo má, é de prever que estas fragilidades e incoerências contribuam para a piorar.

De quem dependem hierarquicamente os funcionários emprestados? Quem faz a sua avaliação de desempenho e classificação de serviço? Como se definem os objectivos?

Os vinculados à Administração Pública integrantes do Quadro Único de Vinculação dos Serviços Externos, aos quais se juntam quase outras tantas centenas de trabalhadores do Quadro Único de Contratação, somando no seu conjunto já só uns 1600, aguardam, na sua maioria, as classificações de serviço de 2003, de 2002 e mesmo as de 2001. Em breve aguardarão as de 2004...

Uns e outros vêm também ansiando por um sistema de formação profissional adequado, que acompanhe a evolução das coisas, que colmate a formação inicial que nunca lhes foi ministrada, que lhes permita desempenhar cabalmente as funções de extensão da Administração Pública no estrangeiro, em muitas e diversificadas vertentes.
Em vez de ser uma componente fundamental da modernização dos serviços, a formação, apenas iniciada há 8 anos, constitui uma lotaria: quem não pode jogar não pode ganhar, quem joga com frequência lá vai ganhando uma terminação de vez em quando, já que, como é sabido, a sorte só pode beneficiar uma minoria.

Se as coisas correm mal nas estruturas profissionais, como será em honorários ou em simbioses equívocas?

Qual a explicação para o facto de, extinguindo consulados ou (secções consulares de) embaixadas, as Necessidades, entendendo dever criar estruturas de substituição ou ampliar a rede consular em novas paragens, não recorrem às previstas na Convenção de Viena que têm existência jurídica própria – vice-consulados e agências consulares –, logo capacidade para cumprir de acordo com as exigências?

Porque seriam logicamente dirigidas por funcionários dos serviços externos?

ALGUÉM FALOU EM PROTECÇÃO CONSULAR?

Quem dirige uma estrutura consular é, nos termos da Convenção de Viena, representante dos nacionais residentes na respectiva área de jurisdição consular junto das autoridades locais.

Pode intervir junto das mais diversas instâncias – tribunais, polícias, prisões – e nas mais complicadas situações – catástrofes, exploração ilegal.

É normal que a Comunicação Social portuguesa se debruce precisamente sobre as ocorrências anómalas, como se tem podido constatar na recente catástrofe no sudoeste asiático ou na, não longínqua, ocorrida na Venezuela; como também não estarão esquecidas as situações precárias de portugueses na Irlanda do Norte ou nas explosões de descontentamento à porta de Londres.

Mas o apoio minimamente satisfatório ou o funcionamento condigno exigem meios que o MNE não tem querido criar.

A intervenção dos funcionários exige a sua acreditação junto das autoridades locais, pressupondo frequentemente a titularidade de passaporte especial, dois horrores para o pulsar das Necessidades.

O funcionamento adequado dos serviços – em expansão – não suporta a absoluta ausência de concursos de ingresso, acesso ou de preenchimento de cargos de chefia intermédia ou técnicos na área social ao longo de sucessivos anos.
A capacidade de resposta não se coaduna com remendos ilegais a termo certo, que têm colmatado as situações mais aflitivas ou substituído os quadros nas mais recentes embaixadas.

A protecção consular exige meios materiais que faltam quando se trata do imprescindível.

Só na base da boa-vontade, do brio profissional, da consideração pelos utentes (ou até da ilusão) é, frequentemente, possível atender às premências gritantes, sem perspectiva de carreira, compensação de trabalho extraordinário ou em dias de descanso, reconhecimento público ou superior, por vezes nem um mero agradecimento, ou pior ainda, quando as coisas se complicam, atirando para cima dos funcionários dos serviços externos as responsabilidades de quem quer, pode e manda.
Não foi um dirigente nosso, do quadro do Consulado-Geral de Macau – que para isso suspendeu a sua actividade sindical – um dos bombeiros voluntários sem sono na ilha de Phuket, na Tailândia?


TRÊS ANOS SEM NEGOCIAÇÕES – IGNORADOS ATÉ DESAPARECER?

Se Martins da Cruz se desculpou como acima referimos e Teresa Gouveia, lavando as mãos, entendeu que o que custa dinheiro dependia das Finanças (como se não tivesse orçamento disponível) e o demais era com os inoperantes serviços (como se dela não dependessem e não houvesse Leis a respeitar), o actual Ministro, reconhecendo que a máquina do MNE está mais emperrada do que há 7 anos atrás, recebeu, respondeu às interpelações, jurou diálogo e negociações.

Mas, nem os seus pedidos às Finanças surtiram o efeito devido, nem os seus orçamentos parecem chegar para nós, nem os seus serviços mostram disponibilidade para negociar devidamente.

E é assim, embora os quadros estejam dizimados e haja a perspectiva de as aposentações acelerarem em breve, a maioria dos grandes consulados não tenham vice-cônsul (mais de metade dos lugares estão vagos), não haja uma única promoção há 5 anos, não se actualizem os contratados desde 2000 (talvez venham agora as mini-actualizações 2003/4) e os vinculados desde 2002, às situações de precariedade corresponda normalmente a ausência de segurança social, o contencioso tenha atingido proporções desmesuradas e continue a crescer, os serviços já nem aceitem reuniões informativas e assinem as actas das raras reuniões.

As únicas acções concretas do Gabinete do Ministro que sentimos foram as diligências para emperrar a negociação salarial 2004 dos trabalhadores nos Centros Culturais do Instituto Camões – que não dispõem ainda de Estatuto Profissional de enquadramento ou meros contrato de trabalho assinados! –, e os contactos com os Grupos Parlamentares e os Deputados da competente Comissão Parlamentar, para tentar impedir a alteração de regime de concessão de passaporte especial marca Necessidades, que estas sabiam não corresponder à vontade daqueles mas quis impor (e nem esse aplicar), e que a Assembleia da República, em boa hora, veio a consagrar por unanimidade!

O STCDE veio cumprindo a sua parte: Cadernos Reivindicativos, cartas abertas, recurso às instâncias parlamentares, interpelações sucessivas, contributos para diversas áreas, como ainda recentemente a propósito da pretendida revisão do Regulamento Consular -
www.stcde.pt . Mas os resultados são fracos.

A falta de vontade política, que passa pelo deixar degradar a gestão das Necessidades, que leva à aposentação dos seus funcionários administrativos tão cedo quanto a Lei o permite, tem empurrado a necessidade de afirmação dos direitos dos trabalhadores para a esfera jurídica.

Aí vimos ganhando o que deveria ser negociado em sede própria, com todos os inconvenientes daí decorrentes, em esforço, em tempo, em custos para o erário público, em deformação do Estado de Direito Democrático. Será assim que se respeita e promove o diálogo social e se aplica com justiça e parcimónia os dinheiros dos contribuintes?

Há diplomatas que, em conversa, nos vêm manifestando a sua estranheza pelo não andamento das coisas, que reconhecem ser imperiosa a mudança de situação, não apenas para a sua carreira.
Só que esses não são o poder nas Necessidades. Cumprem a sua vocação profissional, fazem Diplomacia.

Com as eleições, mudará alguma coisa?
Que projectos terão os partidos para responder a esta situação?
Haverá candidatos disponíveis para assumir esse compromisso?
Quem quer servir as Comunidades Portuguesas?»

O artigo de Freitas do Amaral

VISAOONLINE

Diogo Freitas do Amaral não mudou muito.
Ainda há dias estive a ler textos seus de 1975. Alguns podiam ser escritos hoje. Ele está quase no mesmo local.
Quem mudou, convergindo para o centro, foram os partidos da esquerda.
Diogo Freitas do Amaral está hoje à esquerda de muita gente do PS.
O PS, para além de ter virado ao centro, tem muita gente da direita, sendo que alguma desta gente veio da outra ponta do arco.

quinta-feira, janeiro 27, 2005

Ajustes de contas...

Rudy Gallego, da África do Sul, ajusta contas com Manuel de Melo:

« Finalmente UMA BOA NOTÍCIA: MANUEL DE MELO ACABA DE SER SUSPENSO PELO MNE das suas funções no Consulado de Portugal em Genebra. Espero que o Partido Socialista, caso ganhe as eleições, aproveite esta "boleia" e se "esqueça" deste espécimen que é um fardo para qualquer partido pois, com as suas atitudes insensatas, ataca tudo e todos, à laia de um pseudo jornalista cá da nossa praça que por sistema e em atitudes de atrasado mental, se põe a atacar todos os membros da nossa comunidade que o não apoiam financeiramente.
Talvez por se identificar com este tipo de personalidade é que o Manuel de Melo, sem procurar saber onde estava a verdade, me atacou cobardemente quando o anormal do pseudo jornalista – de momento a contas com a justiça Sul-Africana por eu o ter processado por difamação de carácter – numa atitude de ódio incontrolado e após eu lhe ter pago tratamentos e consultas por sofrer de uma cirrose no fígado, numa altura em que ninguém se prestou disponível para o ajudar, publicou no seu pasquim mensal e na Internet, artigos altamente difamatórios sobre mim. Agora já se arrependeu do que fez e não se cansa de mandar emissários para eu suspender os processos judiciais contra ele e a prontificar-se a pedir desculpas públicamente e mesmo a desmentir o que escreveu…só que agora já é tarde, pois o mal está feito!
Ora, não há fumo sem fogo, como diz o ditado, o Manuel de Melo no entender do seu querido amigo Joaquim Magalhães, é um homem de fibra e não tem dono nem rabos de palha, poderia agora encontrar uma maneira de não ser "esquecido" se o Partido Socialista ganhar as eleições, denunciando públicamente o nome daquele que andou a fazer contrabando de diamantes, de passaportes roubados e tráfico humano, pois é do conhecimento geral aí em Genebra que ele, Manuel de Melo, sabe muito bem quem andou a cometer estes crimes. Poderia assim redimir-se de certas atitudes menos decorosas que tomou no passado, mandando para a prisão esse criminoso. Ser solidário com Manuel de Melo ? Nunca! Só se ele mudasse de atitude drasticamente. Como não creio que essa mudança será possível, só posso acrescentar que o Ministério dos Negócios Estrangeiros pecou por diferença ao apenas ter suspenso o Manuel de Melo em vez de o ter EXONERADO.


Rodolfo (Rudy) Gallego»

Ainda sobre o apoio judiciário

Entendem alguns juizes (cada vez mais) que os honorários do advogado incluem as despesas que os mesmos têm que suportar para desenvolver o patrocínio.
Como se resolve esta questão quando o advogado esteja vinculado, pelo pacto social da sociedade de que faz parte, a exercer a advocacia em regime de exclusividade no quadro da sociedade?
Esse problema é especialmente relevante no que se refere às despesas.
Estas são suportadas pela sociedade, que adquire os equipamentos e os consumíveis e que nos faculta os meios indispensáveis para o exercício da nossa actividade. No final de cada mês são imputados a cada processo os respectivos custos.
Deveriam estas despesas ser pagas à sociedade de advogados. Mas, por sistema, os tribunais recusam esse pagamento.
Os advogados que trabalham na nossa sociedade não têm computadores, nem impressoras, nem telefones...
Não terão, por isso mesmo, condições para a prestação de apoio judiciário a partir do momento em que a sociedade proiba - como tem legitimidade para fazer - o uso dos seus equipamentos para a prestação de apoio judiciário.
A solução - se não houver uma solução legislativa adequada à realidade - é pedir escusa.

A propósito do apoio judiciário...

«Há uns tempos quando a Ordem lançou um apelo aos advogados para que aceitassem as nomeações oficiosas com um sentido civico, dispus-me a ver dar o meu nome para as listas.
Depois veio a vaga da imigração dos finais do século e eu e os demais colegas do escritório aceitamos estabelecer uma "quota" de serviço cívico para dar apoio a essa gente: Nunca contamos receber os honorários normalmente fixados, porque temos todos a ideia de que o Estado é uma entidade relapsa e de que a emissão de um cheque para um advogado é, tradicionalmente, um acto que causa sofrimento ao pessoal do Ministério da Justiça, o que, só por si, justifica os atrasos, os esquecimentos e os desmazelos.
Sempre procurei tratar os patrocinados no quadro do apoio judiciário como os demais clientes, apesar de isso constituir uma enorme injustiça.
Se todos os clientes pagassem o mesmo por cada hora que dispendemos, os clientes que pagam os nossos serviços pagariam muito menos, porque aquilo que pagam é onerado pelos custos que o apoio judiciário tem para o nosso escritório.
Na base desse padrão de igualdade, sempre procuramos gerir os processos dos "oficiosos" em termos de obter a maior eficácia das nossas intervenções. Assim, sendo a lei anterior má, porque pouco permissiva nessa matéria, sempre que algum colega estivesse impedido de realizar determinada diligência, por incompatibilidade de agenda, procuravamos que o juiz aceitasse a sua substituição por outro, sempre com o argumento de que essa era a melhor solução para a boa prestação do apoio judiciário.
Há juizes de bom senso... E quase sempre esta "saida" foi aceite... Há uns meses tive que ir para o estrangeio num período em que se vencia um prazo para uma diligência num desses processos com apoio judiciário. Em vez de alegar impedimento, pedi a uma colega do escritório que agisse no meu lugar, invocando o meu impedimento.
O juiz entendeu que não podia ser e quase que me insultou pela ousadia de, sem qualquer custo adicional, resolver a questão essencial que o apoio judiciário suscita - a do próprio apoio, na medida das necessidades e no momento oportuno. Mandou desentranhar o requerimento e mandou comunicar à Ordem.
Recorri, pagando por cautela taxa de justiça - o que é um absurdo porque não sou parte - e recebi agora a decisão, que é do Supremo Tribunal Administrativo, dando razão ao juiz da primeira instância e condenando-me em 450 € de custas. Claro que não vou recorrer para o Tribunal Constitucional, porque isso haveria de custas mais 1.500 €, segundo a bitola mínima agora praticada.
O que eu vou fazer, meus amigos, é tirar dos factos a adequada consequência. Então nós fazemos sacrificios, procuramos fazer o melhor e o Estado, de que os tribunais são órgãos de soberania, trata-nos a coice?
Já viram que a qualidade de advogado oficioso é equiparada à de parte para efeitos de recurso? Que se o advogado discordar e recorrer tem que pagar custas, mesmo que o Estado não cumpra as suas obrigações para com os advogados em matéria de pagamento dos honorários miseráveis constantes da tabela?
Eu, por mim, juro solenemente que, levando embora os processos que tenho até ao fim, nunca mais aceitarei prestar apoio judiciário a quem que quer seja.
Quando me apetecer dar borlas dou-as eu... Quando alguém precisar de ajuda ajudarei. Mas nunca mais hei-de ajudar ninguém, ficando o Estado com a fama de benemérito e o advogado a pagar custas brutais, como compensação da sua generosidade.»

Novo Cônsul de Portugal em Newark

Jornal Digital

Sobre a suspensão de Manuel de Melo

Jornal Digital

Programa para as Comunidades Portuguesas

Bases Programáticas

Valeu a pena discutir.
Boa parte dos pontos pelos quais eu e os meus amigos se bateram estão aqui consignados:

«A valorização das Comunidades Portuguesas em todas as suas vertentes será um dos objectivos fundamentais para um Governo do PS. Para isso, apostamos no estímulo à sua participação cívica e na elevação do seu estatuto social, económico, educacional e formativo, defendendo a igualdade de oportunidades entre todos os portugueses, independentemente de estarem ou não a residir em Portugal.
Factor essencial da ligação a Portugal, a melhoria e simplificação dos serviços consulares merecerá uma atenção especial. Um futuro Governo do PS modernizará a rede consular, adequando-a à realidade actual das comunidades, desburocratizando procedimentos administrativos e recorrendo às tecnologias da informação e comunicação em ordem a minorar a deslocação física dos utentes aos postos consulares.
As iniciativas dirigidas às novas gerações de luso - descendentes, o aperfeiçoamento do apoio social aos idosos e excluídos e ao movimento associativo constituem domínios onde implementaremos novos modelos de políticas activas.

Estimular a actividade empresarial no seio das comunidades portuguesas, encarando-a numa perspectiva estratégica de parcerias com o sistema empresarial nacional, incentivar a melhoria da qualidade das emissões da RTP-I e dotar o Conselho das Comunidades Portuguesas de maior operacionalidade e representação, salvaguardando o estrito respeito da sua natureza consultiva, são igualmente aspectos basilares duma política estruturada e coerente que queremos implementar no sector.»

Bases programáticas para um governo do PS

Bases Program�ticas

Apareceram finalmente na Internet as bases programáticas do Governo Ssócrates...
Tem alguns aspectos interessantes e outros menos interessantes.
Vamos analisá-lo com cuidado.

Sócrates promete auditar as contas públicas

PS - Partido Socialista

Já ouvi dizer isto a alguém. Ninguém o fez... Vamos ver se Sócrates consegue fazê-lo.
Mas com que auditores?
Os auditores são quase como os autores dos pareceres. Fazem as auditoriras ao sabor de quem lhes paga.

POSI - O que é...

POSI


José Francisco mandou-me um mail perguntando o que é o POSI. diz que vê o emblema em muitos sites mas sempre sem link esclarecedor.
Aqui fica...
Parece-me que há um conjunto de iniciativas que podem ser perfeitamente exploradas pelos portugueses residentes no estrangeiro.
E é desejável que eles aproveitem as janelas que agora se abrem.
Talvez seja necessário constituir uma sociedade em Portugal... Mas nada impede que o trabalho seja feito no estrangeiro.

Portugal: inquiry concludes bomb killed Prime Minister Carneiro in 1980

By Paul Mitchell
10 January 2005

A new parliamentary inquiry into the deaths of the Portuguese prime minister and defence minister in 1980 has concluded they were the victims of a bomb blast on board their aircraft.
Prime Minister Francisco Sa Carneiro, Defence Minister Adelino Amaro da Costa, along with their wives, the Head of Cabinet Patricio Gouveia and two pilots were all killed on December 4, 1980 when their plane crashed at Camarate, in the suburbs of the capital Lisbon.
Three previous parliamentary inquiries in Portugal had hinted at an assassination plot. One suggested an accident and the others decided there was no conclusive evidence either way.
In December 2004, Nuno Melo, president of the latest commission of inquiry, announced, “We have evidence of an explosive device placed under the floor of the pilot’s cabin, which had sufficient strength to damage control cables and injure the pilots.” Melo explained that chemical analysis of the plane wreckage demonstrated the presence of potassium and lead, which can be used to make a bomb. “It seems sufficiently clear to me that the Cessna 421A crashed at Camarate during the night of December 4, 1980 due to sabotage,” Melo stated.
Melo also suggested that a possible motive for the assassinations was illegal gun running from Portugal to Iran during the 1980 Iranian hostage crisis. The seizure of 52 hostages in the US Embassy in Teheran was the culmination of the Iranian Revolution of 1978/79. Following the overthrow of the last government appointed by the Shah of Iran, Ayatollah Ruhollah Khomeini assumed power. The inability of President Carter to secure the hostages’ release contributed to his unpopularity and helped spell defeat for Ronald Reagan in the 1980 election.
According to the commission, da Costa had cancelled a shipment of guns from Portugal to Iran which then resumed five days after his death. More guns were sent from Portugal to Iran on January 22, 1981—two days after President Reagan’s inaugural speech, during which he announced the release of the hostages.
Other evidence presented to the commission alleges that the guns, re-labelled as farm machinery, were shipped with the help of Army Marshall Costa Gomes, who was Portuguese president from 1974-1976, and Admiral Pinheiro de Azevedo, who was prime minister in 1975. Two former members of the right-wing terrorist group Commandos in Defence of Western Civilisation (Codeco) admitted they knew who had planted the bomb.
The theory that the ministers were assassinated to cover up a secret US arms deal with Iran involving shipments via Portugal has been pursued by Ricardo Sa Fernandez, the lawyer representing the relatives of the crash victims, who is also a former Portuguese finance minister.
In his book, The Crime of Camarate, Sa Fernandez claims the intended victim of the plane crash was actually da Costa. He says da Costa had discovered documents showing that Portuguese army officers secretly helped send arms to Iran in a deal between officials linked to 1980 presidential and vice-presidential candidates Reagan and George Bush Senior, and intended to raise the issue at the United Nations Security Council.
The documents included profiles of Portuguese army officers who used a “slush fund” set up by the Portuguese army to finance undercover operations during its colonial wars in Africa, investigations into the theft of arms from NATO stores, and records of shipments using false certificates from Portuguese ports.
Link with Iran-Contra scandal
That Portugal was a favoured intermediary in illegal US undercover operations was confirmed by a US Congressional inquiry in the mid-1980s into the Iran-Contra scandal. It found evidence that Lisbon airport was used in the movement of missiles from the US to Iran to provide funds for the right-wing death squads in Nicaragua.
Rumours that US-Iran arms shipments had started in 1980 circulated for several years before former Iranian president Abol Hassan Bani Sadr referred to them in a 1987 article in the Miami Herald, a few months after the Iran-Contra scandal broke.
A few journalists investigated Bani Sadr’s allegations but it was a 1991 New York Times op-ed piece by Gary Sick—a former naval officer and National Security Adviser specialising on Iran—that created a storm. Sick, once a skeptic, had become convinced that there might be some truth to the allegations.
Sick explained that whilst researching his book, October Surprise: America’s Hostages in Iran and the Election of Ronald Reagan, he interviewed many individuals who independently told him that the Iranians were allegedly rewarded with arms and spare parts for their largely US-made weaponry in return for keeping the hostages in captivity until after the election.
Sick says Republicans were concerned that Carter might be re-elected if he managed to get the hostages released. The Reagan-Bush campaign manager William Casey—a former spy chief in World War II and Reagan’s future CIA director—is alleged to have held secret meetings with envoys from the Iranian regime in the months leading up to the autumn 1980 elections.
Sick stated that Iran suddenly broke off negotiations with the Carter administration over the hostage issue until just before the election. The hostages were then released moments after Reagan’s inauguration, and arms worth hundreds of millions of dollars shipped to Iran to help in its war against Iraq. Israel appears to have been a key intermediary. Israel’s oil came from Iran, and arms sales to Iran were central to its economy. Moreover, Israel regarded Iran as a counterweight to Iraq and Saddam Hussein.
Sick also pointed out that Reagan replied to a question about his involvement in the hostage release by stating, “I did some things actually the other way to try and be some help to get the hostages out of there.” He refused to elaborate saying “things are still classified”. According to Sick, it was “the first time anybody involved in the 1980 Reagan campaign has said they were doing anything about the hostages. It directly contradicts what they’ve all been saying repeatedly: That no person was involved, that they wouldn’t touch that issue with a 10-foot pole, that they were keeping it at absolute arm’s length.”
Sick reached the conclusion that the seeds of the Iran-Contra scandal were planted during the 1980 election, which he described as a “covert political coup”.
Journalists working for various news organisations, including the Public Broadcasting Service documentary “Frontline”, ABC News “Nightline” and the German magazine Der Spiegel, took up Sicks’ allegations. Some, such as Newsweek and the New Republic, called the October Surprise allegations “a conspiracy theory run wild” and “the conspiracy that wasn’t”.
An “Open Letter from Former American Hostages in Iran”, dated June 13, 1991, called for an unbiased, bipartisan congressional investigation with the power to subpoena witnesses and documents. It stated: “For the last ten years there have been rumours, reports and allegations of foul play in the 1980 presidential election. The thought that any American, whether a private citizen or government official, may have participated in delaying release of the hostages for political gain is distressing. Until recently, these allegations have been dismissed as unsubstantiated. But substantial enough information has been presented by respected and persistent investigators to warrant a thorough examination of this matter.”
Congress initiated two investigations. The Senate investigation concluded that Casey was “fishing in troubled waters” by having “conducted informal, clandestine and potentially dangerous efforts on behalf of the Reagan campaign to gather intelligence” on Carter’s hostage negotiations. However it found that, “by any standard, the credible evidence now known falls far short of supporting the allegation of an agreement between the Reagan campaign and Iran to delay the release of the hostages” (Committee on Foreign Relations 1992, p115).
The House of Representatives report declared that, “There was no October Surprise agreement ever reached” and “wholly insufficient credible evidence” to suggest the Reagan campaign ever communicated with the Iranian government.
However, several questions remained unanswered including, how it was possible for Reagan to effect the immediate release of the hostages and resume arm sales so quickly, why no evidence was available about Casey’s whereabouts on key days and why secret tape recordings of arms dealers involved in the shipments were not released.
Whatever the truth of the October Surprise allegations, it is clear that at about the time of the Portugal arm shipments and da Costa’s death the US ruling elite were effecting a change of foreign policy—backing Iraq to prevent a wave of Muslim fundamentalism throughout the Gulf states, and financing and arming a jihad (holy war) by Mujaheddin fighters against the Moscow-backed regime in Kabul in order to undermine the Soviet Union. Under the plan, an estimated 35,000 Islamic militants from the Middle East, Central Asia, Africa and the Philippines were trained and armed to fight in Afghanistan, prominent amongst them being Osama bin Laden.

É preciso fazer qualquer coisa...

Emigraçãoo Portuguesa. Carlos Fontes

Fenómenos de exploração grosseira de compatriotas nossos, continuam por aqui e por ali, com alguma grosseria.
De vez em quando há um jornal que fala... E há alguém que diz aqui d'el rei.
É preciso melhorar a informação no terreno e prevenir.

Língua Portuguesa em Providence

Portal Comunidades.Net

Vamos ver como é que o jovem cônsul Ricardo Cortês vai promover a língua portuguesa em Rhode Island.
Que meios terá e que acções vai propôr?
O que a experiência nos diz é que estas declarações de chegada nunca se cumprem.
Não sejam as associações a velar pela manutenção da língua e... sabemos como tem sido.

Discurso vazio

Portal Comunidades.Net

Discurso completamene vazio este de António Monteiro, na sua deslocação a Angola para assinar o programa anual de cooperação.
É caso para perguntar, para além do mais, porque foi agora, à beira das eleições em vez de ter ido no ano passado.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros funciona cada vez pior.

Do lado do PSD...

Portal Comunidades.Net

Do lado do PSD o discurso é muito parecido.
Continua a esquecer-se em ambos os terrenos a importância que os emigrantes podem desempenhar no quadro da globalização.

Aprofundar a cidadania

Portal Comunidades.Net

Há uma melhoria sensível no texto agora vindo a público, ao qual foi retirado o sentido proteccionista e miserabilista das primeiras provas.
«Aprofundar a cidadania» só pode ser interpretado como o reconhecimento de que os niveis de cidadania dos portugueses residentes no estrangeiro andam por baixo.
É preciso dizer, de forma clara, que eles são tão portugueses como nós que vivemos em Portugal.

Casimiro volta à carga

Cito, sem comentários:
«Gostariamos aqui de perguntar também!....
E o pessoal do PSD e do PS, que aparecem todos os dias, só para nos fechar consulados, aumentar os Documentos Consulares, dificultarem a vida dos Emigrantes???
Aparecer para que?... Para vir comer os nossos melhores Carneiros?
Distribuir medalhas igual noiva na porta de igreja distribuindo rebuçados?
Vem com as amantes .. sendo pagas como sendo secretárias?
Qual a diferença entre o Cesário e o Medalhudo de Azemeis?
Todos os Consulados que o Cesário fechou foi deixado organizado pelo Lello, que os queria fechar antes do antigo 1º Ministro , que desertou, por não conseguir governar Portugal....
Ai agora querem voltar para quê??? Para Montar um governo "arcoIris"?
Eu vou votar em gente que ainda não mostrou que não presta!...
As Listas do PND da Europa e do Resto do Resto , são todos da Emigração!..
Honestidade com a Diáspora é isso.. ai!.... Se gosta-se de ser corneado... iria para Um praça de Touros!.... O PORTUGALCLUB é a melhor coisa do mundo.. quando fala bem de nosso Partido e mal dos Outros!.... Eramos Oposição... era precisa rachar lanha!... agora que já somos Governo de Novo.... O PORTUGALCLUB... Não presta ... è Fascista.... è Salazarista!...»

Portugal Expresso

Portugal Expresso

Quase concluida a nova página da rede Portugal Expresso.
Por enquanto ainda nos estaleiros do Rodrigo Laranjo, da Magna 4.
Filho de um português do Porto é dos melhores informáticos que encontrei até hoje... Em S. Paulo.

Sintomático (sic)

Para interpretar e meditar:

«Que nos interessa là o Melo e o Carrelo e companhia, isso so interessa os socialistas,
o que nos interessa a nos os imigras, sâo gajos e gajas que estejam fora dos partidos que aqui passam a vida a denunciar a aselhice, toda a gente sabe que no terceiro dia dum governo socialista na europa, este é mais de direita que os da direita, mas que os da direita, nâo viram para a esquerda, salvo o Chirac, quando bebe duas Coronas, mas logo se esquece tanto que nem vê que està a apoiar o gajo que o vai levar à prisâo... Votem num pedreiro, pelo menos melhoraram a sua vida de familia, para o resto, nâo hà hipotese as disciplinas partidàrias escravizam os homens. Votem todos à esquerda, até o braço torcer, o PS nâo é um partido de esqueda. Votem contra, mas nâo pela direita, deixem deixem là os carrelos e melos, que mercem o meu respeito como homens.. Coisas para vos, nâo comerei tremoços com os socialistas, recusarei a sopa dos tipos da direita».
Fernando Oliveira (Paris)