sábado, fevereiro 12, 2005

Politica do PS para a emigração

Anoto as promessas eleitorais do PS num prospecto que me chegou pela Internet.
Não é suficiente mas é muito bom... Se o novo governo aproveitar as potencialidades da cooperação com o movimento associativo, com a sociedade civil e com as entidades locais, pode melhorar-se, de forma substancial, a política das Comunidades.
Vamos ter esperança... Não é possivel fazer pior do que fez o PSD.

«O Partido Socialista vai desenvolver um novo ciclo de modernização dos serviços consulares portugueses, focalizada no estabelecimento de padrões modernos de atendimento consular, simplificando os procedimentos e recorrendo às tecnologias da informação e comunicação em ordem a minorar a deslocação física dos utentes aos postos consulares.
Um futuro governo do PS vai institucionalizar o «Gabinete de Emergência» de forma a responder com prontidão às situações que carecem de apoio urgente.
Foi nos governos do PS que se abriram novos consulados e embaixadas, que foram informatizados 96 dos 122 consulados portugueses no mundo, que as chancelerias consulares foram modernizadas, que os funcionários iniciaram cursos de formação e viram consagrado o seu Estatuto Profissional.
Foi com o Partido Socialista no governo que foi aprovado o actual Regulamento Consular Português, que conferiu novas competências aos consulados, adequando a função consular às novas exigências dos portugueses residentes no estrangeiro.
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O PSD vai continuar a aplicar as suas medidas «exterminadoras», como definiu a deputada do próprio PSD, Manuela Aguiar, encerrando consulados e substituindo-os por consulados honorários, sem capacidade e competências para prestar um serviço digno aos portugueses.
Foi o governo do PSD/PP que encerrou sete consulados e embaixadas, despediu 160 funcionários, congelou os aumentos salariais dos trabalhadores consulares, permitiu que funcionários do Estado fossem detidos por falta de legalização, empurrou os consulados de Londres, Genebra, Sion, stc. para o caos completo, obrigando os utentes a invadir instalações e os funcionários a desencadear um ciclo de greves nunca visto para fazerem valer os seus direitos.
Foi o governo do PSD/PP que aumentou de forma brutal os preços dos actos consulares, tendo em alguns casos aumentado 1000 por cento, sem que houvesse quaisquer melhorias nos serviços prestados aos emigrantes.
O PSD/PP no governo, para poupar apenas 27 mil contos, encerrou as delegações regionais em Portugal da Direcção Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas, que prestavam um inestimável serviço de apoio e orientação em matéria de equivalências de estudos, emprego, segurança social, investimento, aconselhamento jurídico, etc. aos emigrantes portugueses que regressavam definitivamente ao nosso país.


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O Partido Socialista vai reestruturar a orgânica do Ensino do Português no Estrangeiro, melhorando a eficácia do sistema, privilegiando a qualidade técnico-pedagógica, numa perspectiva de serviço público.
Um futuro governo do PS vai utilizar a RTP-internacional, em parceria com instituições académicas portuguesas, como suporte do ensino da língua e cultura portuguesas no estrangeiro.
O PS no Governo vai reafirmar a certificação dos cursos de língua portuguesa, através de diplomas legais, em ordem a convertê-los em qualificados instrumentos de valorização académica e profissional.
Foi com governos do PS que o número de professores e cursos no estrangeiro cresceu, que os professores viram consagrado o seu Estatuto Profissional e que foram clarificadas as regras dos concursos.
Com o PS no Governo, foram abertos dezenas de Centros de Cultura e de Língua portuguesas no Mundo.
Durante os governos do Partido Socialista, mais de 30.000 alunos em todo o mundo aprendiam a Língua e Cultura portuguesas à distância, através do Centro Virtual Camões.
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O PSD pretende acabar com a rede pública de cursos gratuitos de Português no estrangeiro, desresponsabilizando o Estado dessa obrigação constitucional, dando prioridade ao ensino privado, em que os filhos dos portugueses vão ter de pagar para aprender a nossa língua e cultura.
Foi com os governos do PSD que o número de professores e de cursos no estrangeiro diminuiu, que os professores contratados locais se viram forçados a ocupar Consulados em protesto pela sua não colocação, que milhares de alunos viram retardado o início do ano escolar.
Foi o governo do PSD/PP que aniquilou o Instituto Camões, abandonando por completo a divulgação da língua e cultura portuguesas no mundo.
Com o PSD no Governo, não foi aberto um único Centro de Cultura ou de Língua portuguesas no estrangeiro.


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Para um Governo do Partido Socialista a intervenção social será uma prioridade, sobretudo tendo em conta as situações recorrentes de exclusão social com que se confrontam alguns dos nossos compatriotas.
Um futuro Governo do PS apostará na melhoria dos esquemas de apoio jurídico disponíveis para os utentes consulares sobre direitos dos emigrantes nos países de acolhimento, nos casos de reforma, desemprego, doença, invalidez, velhice, etc.
Um Governo socialista irá aplicar o Regulamento comunitário 118/97, para permitir aos ex-militares sem regime contributivo em Portugal estarem registados para efeitos de abertura do seu processo de contagem de tempo de serviço militar para efeitos de reforma nos países de acolhimento, através do formulário E-205.
Foi um Governo do PS que aprovou a Lei 9/2002, que permite aos ex-combatentes beneficiar do tempo de tropa para efeitos de reforma.
Foi o Partido Socialista no governo que criou os programas de apoio social ASIC (para idosos carenciados) e ASEC (para emigrantes carenciados), e que concedeu até hoje o maior apoio social aos emigrantes portugueses necessitados, como foi o caso de um milhão de contos atribuídos aos portugueses na Venezuela vítimas das cheias.
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O PSD no governo vai continuar a ignorar os emigrantes e idosos portugueses carenciados, deixando-os à sua sorte.
O Governo do PSD/PP tem impedido os portugueses idosos carenciados de aceder ao subsídio social ASIC e congelou por completo os fundos do ASEC.
As famílias dos portugueses assassinados na África do Sul foram abandonadas pelo governo do PSD/PP, e enquanto os emigrantes lusos eram violentamente atacados na Irlanda e os turistas portugueses se encontravam em dificuldade no Sudoeste Asiático, ninguém sabe onde andava o secretário de Estado das Comunidades do governo PSD/PP.
Foi o Governo do PSD/PP que excluiu do acesso ao Serviço Nacional de Saúde os cerca de 6000 portugueses ex-emigrantes na Suíça a residir em Portugal, impondo a estes cidadãos a celebração de seguros de saúde na Suíça como condição de acesso à saúde.
Ao longo dos últimos três anos de governação do PSD/PP, os dois secretários de Estado das Comunidades e actuais candidatos do PSD, José Cesário e Carlos Gonçalves, andaram a enganar os ex-militares, entretendo-os com requerimentos sucessivos, sem que até hoje alguém tenha beneficiado do tempo de tropa para efeitos de reforma.
Há três anos que o Governo do PSD/PP anda a prometer a regulamentação da Lei 9/2002, respeitante aos ex-militares, mas chegados a 2005 as promessas não passaram do papel.


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O PS no Governo vai fomentar o associativismo como elemento de promoção cívica e cultural, contribuindo para uma maior inserção das associações portuguesas no estrangeiro na vida social dos países de acolhimento, como factor de intervenção pública no seio dessas sociedades.
Um futuro governo socialista desenvolverá um novo modelo de apoio mais criativo e eficaz ao associativismo das comunidades.
Um Governo do PS irá promover acções de formação de dirigentes associativos e integrar a rede de associações das comunidades nas acções de divulgação e promoção cultural do nosso país.
Um futuro Governo do PS promoverá uma comunicação mais directa e imaginativa entre o Estado e os portugueses no estrangeiro, promovendo a participação cívica e uma integração consequente nos países de acolhimento.
Com o PS no governo, o Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), que foi criado por um Governo do Partido Socialista, irá ver asseguradas melhores condições de operacionalidade e de representatividade, salvaguardando o estrito respeito pela sua natureza consultiva e pela sua condição de expoente da democracia participativa.
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O PSD no governo virou as costas ao movimento associativo, pautando a sua governação por apoios pontuais às suas clientelas associativas, sem a mínima transparência na atribuíção dos subsídios.
O Governo do PSD/PP nada fez pela promoção do recenseamento eleitoral dos portugueses no estrangeiro, sendo cada vez menos os emigrantes inscritos nos cadernos de recenseamento eleitoral, ficando milhares de portugueses residentes no estrangeiro impedidos de participar nas eleições.
O Governo de coligação PSD/PP desprezou por completo o Conselho das Comunidades Portuguesas, governamentalizando-o e asfixiando-o financeiramente, retirando-lhe a sua autonomia e independência, e levando-o à sua completa paralização, encontrando-se sem meios para realizar a sua reunião plenária prevista para este ano.


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Um futuro Governo do Partido Socialista vai encarar a actividade empresarial desenvolvida no seio das Comunidades Portuguesas numa perspectiva estratégica de parcerias com o sistema empresarial português e, para tal, melhorar a informação sobre oportunidades de negócio, especificidades jurídicas envolventes, bases financeiras e programas de incentivos aplicáveis.
O PS no governo irá pôr fim à dupla tributação em matéria de IRS dos portugueses no estrangeiro, acabando com gravíssimas situações de injustiça, como é o caso dos portugueses na Alemanha.
Foi durante os governos do Partido Socialista que se criaram incentivos ao investimento dos emigrantes portugueses, nomeadamente o sistema Poupança Emigrante, que permitiu a milhares de portugueses residentes no estrangeiro adquirir habitação em Portugal.
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A designada Diplomacia Económica propagandeada pelo Governo PSD/PP não passou de banquetes, jantaradas e encontros de diplomatas, sem quaisquer resultados económicos para Portugal.
Foi com o governo do PSD/PP que o ICEP entrou em depressão, com os seus representantes no estrangeiro perdidos sem qualquer orientação estratégica, onde as embaixadas portuguesas e as delegações do ICEP não sabiam onde começavam e acabavam as funções e competências de uns e de outros em matéria de promoção económica de Portugal.
Os governos do PSD nunca criaram um único incentivo à poupança ou ao investimento dos portugueses residentes no estrangeiro.
Apesar de prometer sucessivamente que acabaria com a dupla tributação em IRS dos portugueses no estrangeiro, o Governo do PSD/PP nada fez nesse sentido, antes pelo contrário, os deputados da maioria PSD/PP, incluindo o actual candidato pela emigração na Europa, Carlos Gonçalves, votaram contra o Projecto de Resolução nº 127/IX/1, apresentado no parlamento pelo Deputado do PS, Carlos Luís, que propunha a isenção de dupla tributação dos emigrantes portugueses na Alemanha.


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Para o Partido Socialista, o reforço da ligação a Portugal constitui factor essencial para que os nossos compatriotas se possam rever nas raízes, na história e cultura do nosso país.
O PS no governo irá fomentar uma ligação estruturada com os eleitos, cientistas, artistas, empresários e demais personalidades relevantes das nossas comunidades.
Um futuro Governo do PS irá criar concursos para jovens criadores das comunidades nos domínios das artes e das letras, e irá recriar o Prémio de Jornalismo das Comunidades Portuguesas.
O Partido Socialista irá restabelecer um portal interactivo que sustente uma ligação dinâmica com e entre os jovens portugueses residentes no estrangeiro.
Melhorar a informação sobre equivalências, cursos, bolsas de estudo e oportunidades de emprego em Portugal, será uma aposta do futuro Governo do Partido Socialista.
Um futuro Governo do PS impulsionará o Programa Estagiar em Portugal e outros mecanismos similares que permitam uma melhor ligação a Portugal dos jovens portugueses residentes no estrangeiro.
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O PSD no Governo paralisou por completo o Programa Estagiar em Portugal, lançado pelos governos do PS e que permitiu, nos tempos do governo socialista que mais de 1000 jovens recém-formados das comunidades estagiassem anualmente em empresas portuguesas, em Portugal.
O Governo do PSD/PP abandonou por completo os jovens portugueses residentes no estrangeiro, não se lhe conhecendo uma única medida destinada a valorizar a juventude das comunidades portuguesas.
O Governo do PSD/PP acabou com o Prémio de Jornalismo das Comunidades, lançado pelos governos do Partido Socialista, que servia como estímulo à qualidade e reconhecimento do trabalho jornalístico dos portugueses no estrangeiro no domínio da imprensa escrita, da rádio e televisão.
Com o PSD/PP no governo, o Portal na Internet da secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas mantém uma informação desactualizada, sem qualquer interesse para os portugueses residentes no estrangeiro que pretendam obter informações sobre o nosso país e as outras comunidades lusas espalhadas pelo mundo, servindo apenas para promover os passeios oficiais dos membros do governo.»

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

PUBLICO.PT

PUBLICO.PT

Santana e Portas encontraram um novo slogan: votar no PS é votar nos que fugiram em 2001.
O PS precisa de descodificar esta mensagem. Era importante que António Guterres explicasse porque foi embora.
Era impossivel governar em minoria naquele quadro, depois da derrota nas eleições autárquicas.
O que o PS fez foi sério. Tem que se reconhecer hoje, por maior que tenha sido a incompreensão na época.

Começou oficialmente a campanha eleitoral

Começou oficialmente a campanha eleitoral.
O PS está á frente nas sondagens, mas este vai ser um duro combate.
A capacidade de manipulação do PSD é extraordinária. O discurso é quase perfeito e o aproveitamento da vitimização está perfeito.
Passei a tarde a trabalhar, com a SIC Notícias ligada. O peso da mensagem do PSD é muito maior do que o oferecido ao PS. O discurso de Santana Lopes é extremamente agressivo e convincente para o eleitorado médio.
Não vão ser favas contadas, apesar de haver uma onda critica na comunicação social escrita.
Os votos da emigração voltam a ser determinantes para a viragem.
É fundamental esquecer todas as desinteligências internas e votar no PS, sem o que, indirectamente, se vota na situação.

sábado, fevereiro 05, 2005

Bela piada

«Um grupo de académicos concluiu, de forma irrefutável, que Cristovão Colombo era Santanista: partiu sem saber para onde ia, chegou sem saber onde estava, regressou sem saber de onde vinha. Tudo isto à custa do dinheiro dos outros. »

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

Politicamente correcto... Posted by Hello

O projecto Eduardo Moreira

Foi publicado no dia 9 de Dezembro o projecto apresentado por Eduardo Moreira para a alteração da Lei da Nacionalidade.
Será que só agora o deixaram?

Fica a citação:

«0028 II Série A - Número 023 09 de Dezembro de 2004

PROJECTO DE LEI N.ºº 544/IXALTERAÇÃO DOS ARTIGOS 1.º, 3.º, 14.º E 20.º DA LEI DA NACIONALIDADE (LEI N.ºº 37/81, DE 3 DE OUTUBRO)
Exposição de motivos
Ao pretender-se obter uma quarta alteração à Lei n.º° 37/81, de 3 de Outubro (Lei da Nacionalidade), deseja-se fazer respeitar alguns importantes elementos da nossa razão de ser como


0029 II Série A - Número 023 09 de Dezembro de 2004
povo e como nação. Por outro lado, o exercício da aplicação do instrumento legal em apreço, levou a que inúmeros cidadãos constatassem que alguns dos dispositivos legais nela impostos, vêm criando sérios embaraços à sua cidadania e que necessitam de urgente modificação visando a adequação do texto legal à nossa realidade nacional.A razão maior da alteração prende-se à concessão do direito de atribuição da nacionalidade aos netos de portugueses, que embora na actual conjuntura podem vir a obtê-la por via dos seus pais, o mesmo não lhes é possível quando o seu ascendente directo, filho de português ou de portugueses, não é detentor da nacionalidade, não podendo, em consequência, habilitar os seus descendentes do respectivo direito. E essa impossibilidade tem justificativa no caso de óbito do seu ascendente português, facto que até encontra exemplos de impossibilidade quando o seu pai ou a sua mãe, filhos de portugueses, já haviam falecido quando foi consagrado o preceito legal.Constitui uma afronta ao princípio do "jus sanguinis", que adoptamos, não reconhecer a nacionalidade portuguesa a um indivíduo apenas pela razão de que o seu pai ou a sua mãe haverem falecido. É tão português aquele que o pai e a mãe estão vivos, como aquele que já não os possui, pois o sangue que lhe corre nas veias é, da mesma forma, português.Toma-se o cuidado de coibir abusos na atribuição pretendida, impondo algumas condições de ligação a Portugal, para a sua concessão.Por outro lado, por se verificarem inúmeras queixas e plenamente justificadas, pela não n.ºcessão da nacionalidade portuguesa aos cônjuges de portugueses, principalmente pela falta de definição legal do que é uma efectiva ligação à comunidade nacional, que se pretende definir, na constância do casamento, um prazo de seis anos para se justificar como tal, resolvendo um sem número de questões, constrangimentos e demandas judiciais.Embora entendendo-se a intenção do legislador, ao formular o texto do actual artigo 14.°, o mesmo acabou por ser penalizador aos filiados, após a menoridade, por vínculo sanguíneo, constituindo-se uma injustiça e uma afronta ao princípio do "jus sanguinis" que consagramos. A redacção, ora proposta, visa corrigir a falha apontada.A derradeira alteração pretendida, visa estabelecer isenção de taxas e emolumentos consulares, bem como, para obtenção dos documentos necessários à concessão da nacionalidade portuguesa por atribuição, aos descendentes, como forma de estimular a aproximação das comunidades portuguesas à nossa Pátria. É de conhecimento geral que algumas dessas mais importantes comunidades e que nos dão uma presença extraordinária em todos os continentes, encontram-se extremamente envelhecidas, necessitando de continuadores, cuja garantia de preservação desse imenso património cultural, afectivo, histórico e patrimonial, passa pela manutenção de uma efectiva ligação a Portugal, no qual é elemento fundamental a detenção da nossa nacionalidade. Cabe estimular tal aproximação e a dispensa de ónus financeiros para a sua obtenção é de fundamental importância para a sua dinamização. Procura-se, com a presente alteração legislativa, dotar o país de uma Lei da Nacionalidade mais actual, próxima aos direitos concedidos aos emigrantes de outros países da União Europeia e a adequação à nossa condição de país emigrante, razão fundamental do nosso universalismo.Assim, nos termos regimentais aplicáveis, apresenta-se o seguinte projecto de lei:
Artigo 1.°
O n.º° 1 do artigo 1.° e o artigo 14.° da Lei da Nacionalidade, passam a ter a seguinte redacção:
Artigo 1.°
1. - São portugueses de origem:
a) Os filhos de pai português ou mãe portuguesa nascidos em território português ou sob administração portuguesa, ou no estrangeiro se o progenitor aí se encontrar ao serviço do Estado Português;b) Os filhos e os netos de pai português ou mãe portuguesa nascidos no estrangeiro se declararem que querem ser portugueses ou inscreverem o nascimento no registo civil português;c) Os indivíduos nascidos em território português, filhos de estrangeiros que aqui residam habitualmente há, pelo menos, seis anos e não estejam ao serviço do respectivo Estado, se declararem que querem ser portugueses;


0030 II Série A - Número 023 09 de Dezembro de 2004
d) Os indivíduos nascidos em território português quando não possuam outra nacionalidade.
Artigo 14.°
A filiação estabelecida por vínculo não sanguíneo, somente produz efeitos relativamente à nacionalidade, se for estabelecida durante a menoridade.
Artigo 2.°
São aditados, um n.º° 3 ao artigo 1.°, um n.º° 2 ao artigo 3.° e um n.º° 2 ao artigo 20.° da Lei da Nacionalidade, com as seguintes redacções:
Artigo 1.°
3. - Excluem-se do direito à atribuição da nacionalidade, prevista na alínea b) do n° 1 deste artigo, os netos de cidadãos portugueses, nascidos no estrangeiro, cujo pai ou mãe não detenham a nacionalidade portuguesa e seu avô ou sua avó sejam naturais dos territórios ultramarinos que vieram a se tornar Estados independentes ou que passaram a integrar território nacional de outro Estado, bem como aqueles que não falem e escrevam o idioma português.
Artigo 3.°
2. - Considera-se presunção de uma efectiva ligação à comunidade nacional, a constância do vínculo matrimonial por um período superior a seis anos, com cônjuge de nacionalidade portuguesa;3. - (actual redacção do n.º° 2 deste artigo).
Artigo 20.º
1. - (actual corpo do artigo 20.°);2. - Gozam de isenção de taxas e emolumentos consulares todos os actos de atribuição de nacionalidade praticados com base na alínea b) do artigo 1.° da presente Lei, bem como os documentos e certidões necessárias para o seu processamento.
Lisboa, 7 de Dezembro de 2004.Os Deputados do PSD: Eduardo Neves Moreira - Manuel Ferreira.»

Bilhete do Canadá

Escreve-me Amadeu Moura, do Canadá:

«Aqui, pelo Canadá (em Montreal), tivemos a visita do José Cesário. A sua digressão não foi um grande sucesso. Pouca gente para ouvi-lo e ainda menos para lhe fazerem perguntas. Mas o PSD enviou os dois candidatos que se repartiram as zonas geográficas. Em Toronto, que tem milhares de recenseados, teve o candidato Duarte Mendes. Esta escolha deve ter a ver com o facto que ele é açoriano. Em Montreal, que tem apenas 629 recenseados, os partidos não perdem muito tempo.

O curioso, nesta campanha, é a atitude do PS. O cabeça de lista deve ter ficado escondido nalgum lugar! Quem se deslocou a Toronto foi o Lello! Pelo menos, foi ele o entrevistado pelos médias! Onde andará o Aníbal Araújo? Terá ido ao Brasil?
Os folhetos do PS que recebi concentram-se na figura do Sócrates. Com uma mensagem do Lello. E mandaram-me a lista dos candidatos da EUROPA! Sem o mínimo de dados sobre os candidatos! Até parece mentira. Diria que fazem de propósito. O PS ainda não interiorizou a problemática da emigração. Aguardemos, com serenidade, o resultado das eleições.»
Infelizmente é assim...
O que passou a ser importante é o resultado global. Por isso é importante votar no PS.
Depois temos que aprofundar a democracia e criar condições para que na próxima legislatura os emigrantes tenham os seus deputados.

Concursos públicos

Interessante este mail, que me caiu na caixao do correio:

«Sabem qual é a diferença entre a carreira de Assessor no Instituto Português da Juventude (IPJ) e a carreira de Coveiro na Câmara Municipal de Lisboa...? Ora atentai lá nesta coisa vinda no Diário da República nº 285 de 6 de Dezembro de 2004:No aviso nº 11 466/2004 (2ª Série), declara-se aberto concurso no I.P.J. para um cargo de "ASSESSOR", cujo vencimento anda à roda de 2500 EUR (500 contos). Na alínea 7:..." Método de selecção a utilizar é o concurso de prova pública que consiste na ...apreciação e discussão do currículo profissional do candidato."Em contrapartida...No Aviso simples da pág. 26922, a Câmara Municipal de Lisboa lança concurso externo de ingresso para COVEIRO, cujo vencimento anda à roda de 350EUR (70contos) mensais. "... Método de selecção:Prova de conhecimentos globais de natureza teórica e escrita com a duração de 90 minutos. A prova consiste no seguinte:1. - Direitos e Deveres da Função Pública e Deontologia Profissional; 2. - Regime de Férias, Faltas e Licenças; 3. - Estatuto Disciplinar dos Funcionários Públicos.Depois vem a prova de conhecimentos técnicos:- Inumações, cremações, exumações, trasladações, ossários, jazigos, columbários ou cendrários.Por fim, o homem tem que perceber de transporte e remoção de restos mortais. Os cemitérios fornecem documentação para estudo.Para rematar:Se o candidato tiver:- A escolaridade obrigatória somará + 16 valores;- O 11º ano de escolaridade somará + 18 valores;- O 12º ano de escolaridade somará + 20 valores.No final haverá um exame médico para aferimento das capacidades físicas e psíquicas do candidato. ISTO TUDO PARA UM VENCIMENTO DE 70 CONTOS MENSAIS!Enquanto o outro, com 500, só precisa de uma cunha e de uma breve conversa...!»

sexta-feira, janeiro 28, 2005

Que mudanças para o MNE

É de ler este comunicado do Sindicato dos Trabalhadores Consulares

«COM AS ELEIÇÕES MUDARÁ ALGUMA COISA?
...E SEM MUDANÇA HAVERÁ UM FUTURO?

O rei vai nu: Ministério dos Negócios Estrangeiros, uma casa sem rei nem roque!

Após as eleições de 20 de Fevereiro –
- Para onde vai o MNE?
- Quais as respostas partidárias concretas?
- Continuaremos a ser ignorados e a desaparecer?

Com o começo da aplicação do seu Estatuto Profissional, em 2001, os 1800 trabalhadores dos Serviços Externos do MNE esperavam uma normalização da política de recursos humanos e o reconhecimento da sua dignidade de trabalhadores ao serviço do Estado português.

Após uma transição atribulada, que veio finalmente pôr fim à situação de precariedade vivida durante décadas, aguardava-se uma relação institucional moderna, fomentadora de uma gestão eficiente que permitisse aos serviços de Portugal no estrangeiro responder aos desafios e às necessidades de mudança, respeitando e motivando os funcionários para um serviço consular de qualidade e para o necessário apoio técnico e administrativo às exigências da cada vez mais complexa política externa.

Exigia-se do novo Governo o devido respeito pelos novos (- velhos ) funcionários – que constituem metade do ministério -, reconhecendo-lhes o direito à carreira, actualizando-os como os demais, avaliando-os com critérios e seriedade, colmatando as carências estruturais na área da formação profissional, modernizando globalmente a gestão nos serviços, praticando uma política de recursos humanos que desse resposta às necessidades em expansão.

E não era o embaixador Martins da Cruz que dizia que os Diplomatas devem fazer diplomacia e a gestão do MNE deve ser assumida por gestores?
Contudo, logo no primeiro encontro como ministro transmitiu-nos que não tinha dinheiro – quando reclamávamos apenas o cumprimento da Lei -, ao mesmo tempo que visivelmente o ia gastando sem problemas em transferências e sucessivas nomeações. Depois nomeou para dirigir o sector da gestão um diplomata em fim de carreira, que punha em causa o direito dos trabalhadores à Segurança Social, e mais tarde uma conciliadora sindical para analisar porque razão estávamos descontentes com a ausência de respostas às reivindicações. Quando confrontado com as nossas manifestações de insatisfação e com ilegalidades inadmissíveis por parte dos responsáveis, chegou a afirmar-nos que a Administração Pública não funciona... mas que assinava o que os serviços lhe punham à frente – mesmo quando se tratava de perseguições ao Secretário-Geral do Sindicato!

Ao mesmo tempo que assim se fechavam os olhos ao rigor, seriedade e eficiência na administração das Necessidades, eram lançadas duas orientações: a diplomacia económica e a reestruturação consular.

DIPLOMACIA ECONÓMICA OU ECONOMIA DIPLOMÁTICA?

Por esse mundo fora, os efeitos para nós mais visíveis desta vertente passam pela equiparação de Cônsules-Gerais a Embaixadores, com direito às diversas correspondentes mordomias e a Cônsul-Adjunto, e o anúncio do sebastiânico Consulado em Xangai, que ainda agora se veio dizer ter tido de aguardar por falta de meios financeiros. Bem mais expedito, no contexto daquela reestruturação, foi o encerramento de Hong-Kong.
Que diplomacia económica é esta que só tem meios para resolver problemas de chefias, continuando os consulados contemplados com deficientes quadros de pessoal?
Que diplomacia económica é esta que está 3 anos para abrir Xangai, onde já todos os interesses estão instalados? Três anos é o tempo que a China precisou para passar de metade do movimento em software da Alemanha a 30% mais do que esta! Entretanto floresce ao lado de Hong-Kong, em Shenzhen, a mais recente e dinâmica das grandes zonas económicas especiais chinesas.

E Xangai vai abrir com que pessoal: com trabalhadores sob contrato a termo certo ou eufemisticamente designados como prestadores de serviços, como os nossos colegas na Indonésia e em Timor, ainda hoje? Será que também as novas embaixadas na Europa abrirão com pessoal em situação irregular?
Ou também com alguns remendos dispendiosos, do tipo, hoje um funcionário por duas semanas, amanhã outro por três, como avulso se veio verificando, em Londres ou Caracas por exemplo?

Quanto ao promovido Consulado em São Paulo, pelas inexplicavelmente exageradas cobranças pelos actos consulares, até já no recenseamento eleitoral, parece preferencialmente apostado na economia diplomática.

REESTRUTURAÇÃO OU DESESTRUTURAÇÃO CONSULAR?

Relativamente à reestruturação consular, que bem cedo avisámos ter de ser precedida de consultas, análise ponderada, planeamento e execução faseada, - além de termos chamado a atenção para a importância fundamental da gestão nos consulados, nunca devidamente encarada -, quase tudo correu mal.

Exceptuando o problema do destino dos funcionários cujos postos encerraram, que, com maior ou menor satisfação, se conseguiu negociar, pôde constatar-se:
Falta de instruções para encerramento e destino do espólio; funcionários enviados como turistas sem pedido de visto às competentes autoridades, do que resultaram situações de instabilidade e ilegalidade prolongadas por meses e até um detido em S. Francisco e devolvido para Hong-Kong; falta de tempo para planear ou executar a transferência de posto/país/continente; encerramentos sem consideração pelos anos lectivos e tudo o mais que em devido tempo dissecámos (
www.stcde.pt, Bis – a reestruturação...).

E quanto aos resultados?
Os reforços quase não foram sentidos porque o pessoal está a diminuir, os disponíveis são poucos e as necessidades bem maiores. Praticamente só Macau – que absorveu Hong-Kong -, Andorra – que não tinha pessoal afectado -, Luxemburgo, Genebra e Londres tiveram reforços significativos, sendo que a crise destes dois últimos já se não resolve quantitativamente mas exige as melhorias de gestão e soluções duradouras que sempre reclamámos.
Aliás, Londres tem entretanto mais pessoal precário do que funcionários e, na expectativa da abertura do consulado em Manchester, finalmente criado no DR, impõe-se de novo a pergunta: vai abrir com que pessoal?
E quando os cidadãos-emigrantes reclamarem por erros...“a termo certo”? Haverá responsáveis?

Nas cidades atingidas pelo encerramento dos serviços consulares, havendo que juntar Windhoek aos consulados extintos, começou por se falar “a torto e a direito” em consulados honorários.

Os protestos locais levaram a optar por um escritório consular em Osnabrück - que também já carece de contratados a prazo! -, estrutura que em termos legais não tem poderes próprios e só tem podido dar resposta graças ao esforço e ao risco dos colegas que ali ficaram, exorbitando as suas competências.
Porque os escritórios são, legalmente, como balcões de atendimento, não têm existência jurídica própria: dão para entregar e levantar papéis, tudo o mais passa pelos postos consulares dos quais dependem. Ir para além disso é um atropelo legal.
Mas, lendo o Diário da República, é também essa a solução já consagrada para a Córsega.
Em Windhoek deixou-se uma funcionária numa baiuca consular pura e simplesmente não legalizada (!), porque os responsáveis ainda estão a pensar em qual será a solução adequada – silêncio, para não perturbar -; em Rouen passou-se o mesmo até à abertura do honorário que só agora teve lugar, ao qual a funcionária ficou emprestada (?); em Hong-Kong, Pau (Bayonne), Nancy e Reims há honorários no papel.

PRIVATIZAÇÃO CONSULAR?

Vários outros “papéis” criaram mais alguns honorários, mas o seu estatuto obriga a questionarmo-nos.

O Regulamento Consular de 97 começa por dizer que não podem praticar actos de registo civil e notariado, emitir documentos de identificação e viagem, conceder vistos e processar recenseamento eleitoral.

Mas logo o DL 75/98 veio dizer que, a título excepcional, alguns podem fazê-lo (excepto conceder vistos), enquanto não estiver concluída (?) a reestruturação consular, e, no mesmo ano, uma portaria veio definir que a Lei de excepção só é aplicável a honorários situados a mais de 500 Km dos de carreira, em ilhas, em países onde não haja representação oficial ou...aos que pratiquem mais de 1000 actos/ano.

Estando a conceder este estatuto excepcional a consulados honorários que não satisfazem nenhum dos critérios, e que nem existiam, a que propósito se criam excepções ilegais à excepção legal?
Fazendo de conta que já existiam e praticavam 1000 actos?

Assim, recorrendo à técnica da pescadinha de rabo-na-boca, o consulado honorário, de serviço habilitado a título excepcional enquanto durar a reestruturação consular, renasce como serviço honorário substituto da estrutura profissional, transformando-se no último elo da cadeia...da dita reestruturação consular!

Será que em Portugal se vão extinguir conservatórias, notariados e Governos Civis, e nomear empresários como conservadores, notários e governadores civis...honorários, aos quais, eventualmente, se emprestarão, por despacho verbal, funcionários públicos dos serviços extintos?

Será esta forma de privatização a reforma modernizadora da Administração Pública?

HAVERÁ GESTÃO DOS RECURSOS HUMANOS NOS SERVIÇOS EXTERNOS?

Se a gestão já vem sendo má, é de prever que estas fragilidades e incoerências contribuam para a piorar.

De quem dependem hierarquicamente os funcionários emprestados? Quem faz a sua avaliação de desempenho e classificação de serviço? Como se definem os objectivos?

Os vinculados à Administração Pública integrantes do Quadro Único de Vinculação dos Serviços Externos, aos quais se juntam quase outras tantas centenas de trabalhadores do Quadro Único de Contratação, somando no seu conjunto já só uns 1600, aguardam, na sua maioria, as classificações de serviço de 2003, de 2002 e mesmo as de 2001. Em breve aguardarão as de 2004...

Uns e outros vêm também ansiando por um sistema de formação profissional adequado, que acompanhe a evolução das coisas, que colmate a formação inicial que nunca lhes foi ministrada, que lhes permita desempenhar cabalmente as funções de extensão da Administração Pública no estrangeiro, em muitas e diversificadas vertentes.
Em vez de ser uma componente fundamental da modernização dos serviços, a formação, apenas iniciada há 8 anos, constitui uma lotaria: quem não pode jogar não pode ganhar, quem joga com frequência lá vai ganhando uma terminação de vez em quando, já que, como é sabido, a sorte só pode beneficiar uma minoria.

Se as coisas correm mal nas estruturas profissionais, como será em honorários ou em simbioses equívocas?

Qual a explicação para o facto de, extinguindo consulados ou (secções consulares de) embaixadas, as Necessidades, entendendo dever criar estruturas de substituição ou ampliar a rede consular em novas paragens, não recorrem às previstas na Convenção de Viena que têm existência jurídica própria – vice-consulados e agências consulares –, logo capacidade para cumprir de acordo com as exigências?

Porque seriam logicamente dirigidas por funcionários dos serviços externos?

ALGUÉM FALOU EM PROTECÇÃO CONSULAR?

Quem dirige uma estrutura consular é, nos termos da Convenção de Viena, representante dos nacionais residentes na respectiva área de jurisdição consular junto das autoridades locais.

Pode intervir junto das mais diversas instâncias – tribunais, polícias, prisões – e nas mais complicadas situações – catástrofes, exploração ilegal.

É normal que a Comunicação Social portuguesa se debruce precisamente sobre as ocorrências anómalas, como se tem podido constatar na recente catástrofe no sudoeste asiático ou na, não longínqua, ocorrida na Venezuela; como também não estarão esquecidas as situações precárias de portugueses na Irlanda do Norte ou nas explosões de descontentamento à porta de Londres.

Mas o apoio minimamente satisfatório ou o funcionamento condigno exigem meios que o MNE não tem querido criar.

A intervenção dos funcionários exige a sua acreditação junto das autoridades locais, pressupondo frequentemente a titularidade de passaporte especial, dois horrores para o pulsar das Necessidades.

O funcionamento adequado dos serviços – em expansão – não suporta a absoluta ausência de concursos de ingresso, acesso ou de preenchimento de cargos de chefia intermédia ou técnicos na área social ao longo de sucessivos anos.
A capacidade de resposta não se coaduna com remendos ilegais a termo certo, que têm colmatado as situações mais aflitivas ou substituído os quadros nas mais recentes embaixadas.

A protecção consular exige meios materiais que faltam quando se trata do imprescindível.

Só na base da boa-vontade, do brio profissional, da consideração pelos utentes (ou até da ilusão) é, frequentemente, possível atender às premências gritantes, sem perspectiva de carreira, compensação de trabalho extraordinário ou em dias de descanso, reconhecimento público ou superior, por vezes nem um mero agradecimento, ou pior ainda, quando as coisas se complicam, atirando para cima dos funcionários dos serviços externos as responsabilidades de quem quer, pode e manda.
Não foi um dirigente nosso, do quadro do Consulado-Geral de Macau – que para isso suspendeu a sua actividade sindical – um dos bombeiros voluntários sem sono na ilha de Phuket, na Tailândia?


TRÊS ANOS SEM NEGOCIAÇÕES – IGNORADOS ATÉ DESAPARECER?

Se Martins da Cruz se desculpou como acima referimos e Teresa Gouveia, lavando as mãos, entendeu que o que custa dinheiro dependia das Finanças (como se não tivesse orçamento disponível) e o demais era com os inoperantes serviços (como se dela não dependessem e não houvesse Leis a respeitar), o actual Ministro, reconhecendo que a máquina do MNE está mais emperrada do que há 7 anos atrás, recebeu, respondeu às interpelações, jurou diálogo e negociações.

Mas, nem os seus pedidos às Finanças surtiram o efeito devido, nem os seus orçamentos parecem chegar para nós, nem os seus serviços mostram disponibilidade para negociar devidamente.

E é assim, embora os quadros estejam dizimados e haja a perspectiva de as aposentações acelerarem em breve, a maioria dos grandes consulados não tenham vice-cônsul (mais de metade dos lugares estão vagos), não haja uma única promoção há 5 anos, não se actualizem os contratados desde 2000 (talvez venham agora as mini-actualizações 2003/4) e os vinculados desde 2002, às situações de precariedade corresponda normalmente a ausência de segurança social, o contencioso tenha atingido proporções desmesuradas e continue a crescer, os serviços já nem aceitem reuniões informativas e assinem as actas das raras reuniões.

As únicas acções concretas do Gabinete do Ministro que sentimos foram as diligências para emperrar a negociação salarial 2004 dos trabalhadores nos Centros Culturais do Instituto Camões – que não dispõem ainda de Estatuto Profissional de enquadramento ou meros contrato de trabalho assinados! –, e os contactos com os Grupos Parlamentares e os Deputados da competente Comissão Parlamentar, para tentar impedir a alteração de regime de concessão de passaporte especial marca Necessidades, que estas sabiam não corresponder à vontade daqueles mas quis impor (e nem esse aplicar), e que a Assembleia da República, em boa hora, veio a consagrar por unanimidade!

O STCDE veio cumprindo a sua parte: Cadernos Reivindicativos, cartas abertas, recurso às instâncias parlamentares, interpelações sucessivas, contributos para diversas áreas, como ainda recentemente a propósito da pretendida revisão do Regulamento Consular -
www.stcde.pt . Mas os resultados são fracos.

A falta de vontade política, que passa pelo deixar degradar a gestão das Necessidades, que leva à aposentação dos seus funcionários administrativos tão cedo quanto a Lei o permite, tem empurrado a necessidade de afirmação dos direitos dos trabalhadores para a esfera jurídica.

Aí vimos ganhando o que deveria ser negociado em sede própria, com todos os inconvenientes daí decorrentes, em esforço, em tempo, em custos para o erário público, em deformação do Estado de Direito Democrático. Será assim que se respeita e promove o diálogo social e se aplica com justiça e parcimónia os dinheiros dos contribuintes?

Há diplomatas que, em conversa, nos vêm manifestando a sua estranheza pelo não andamento das coisas, que reconhecem ser imperiosa a mudança de situação, não apenas para a sua carreira.
Só que esses não são o poder nas Necessidades. Cumprem a sua vocação profissional, fazem Diplomacia.

Com as eleições, mudará alguma coisa?
Que projectos terão os partidos para responder a esta situação?
Haverá candidatos disponíveis para assumir esse compromisso?
Quem quer servir as Comunidades Portuguesas?»

O artigo de Freitas do Amaral

VISAOONLINE

Diogo Freitas do Amaral não mudou muito.
Ainda há dias estive a ler textos seus de 1975. Alguns podiam ser escritos hoje. Ele está quase no mesmo local.
Quem mudou, convergindo para o centro, foram os partidos da esquerda.
Diogo Freitas do Amaral está hoje à esquerda de muita gente do PS.
O PS, para além de ter virado ao centro, tem muita gente da direita, sendo que alguma desta gente veio da outra ponta do arco.

quinta-feira, janeiro 27, 2005

Ajustes de contas...

Rudy Gallego, da África do Sul, ajusta contas com Manuel de Melo:

« Finalmente UMA BOA NOTÍCIA: MANUEL DE MELO ACABA DE SER SUSPENSO PELO MNE das suas funções no Consulado de Portugal em Genebra. Espero que o Partido Socialista, caso ganhe as eleições, aproveite esta "boleia" e se "esqueça" deste espécimen que é um fardo para qualquer partido pois, com as suas atitudes insensatas, ataca tudo e todos, à laia de um pseudo jornalista cá da nossa praça que por sistema e em atitudes de atrasado mental, se põe a atacar todos os membros da nossa comunidade que o não apoiam financeiramente.
Talvez por se identificar com este tipo de personalidade é que o Manuel de Melo, sem procurar saber onde estava a verdade, me atacou cobardemente quando o anormal do pseudo jornalista – de momento a contas com a justiça Sul-Africana por eu o ter processado por difamação de carácter – numa atitude de ódio incontrolado e após eu lhe ter pago tratamentos e consultas por sofrer de uma cirrose no fígado, numa altura em que ninguém se prestou disponível para o ajudar, publicou no seu pasquim mensal e na Internet, artigos altamente difamatórios sobre mim. Agora já se arrependeu do que fez e não se cansa de mandar emissários para eu suspender os processos judiciais contra ele e a prontificar-se a pedir desculpas públicamente e mesmo a desmentir o que escreveu…só que agora já é tarde, pois o mal está feito!
Ora, não há fumo sem fogo, como diz o ditado, o Manuel de Melo no entender do seu querido amigo Joaquim Magalhães, é um homem de fibra e não tem dono nem rabos de palha, poderia agora encontrar uma maneira de não ser "esquecido" se o Partido Socialista ganhar as eleições, denunciando públicamente o nome daquele que andou a fazer contrabando de diamantes, de passaportes roubados e tráfico humano, pois é do conhecimento geral aí em Genebra que ele, Manuel de Melo, sabe muito bem quem andou a cometer estes crimes. Poderia assim redimir-se de certas atitudes menos decorosas que tomou no passado, mandando para a prisão esse criminoso. Ser solidário com Manuel de Melo ? Nunca! Só se ele mudasse de atitude drasticamente. Como não creio que essa mudança será possível, só posso acrescentar que o Ministério dos Negócios Estrangeiros pecou por diferença ao apenas ter suspenso o Manuel de Melo em vez de o ter EXONERADO.


Rodolfo (Rudy) Gallego»

Ainda sobre o apoio judiciário

Entendem alguns juizes (cada vez mais) que os honorários do advogado incluem as despesas que os mesmos têm que suportar para desenvolver o patrocínio.
Como se resolve esta questão quando o advogado esteja vinculado, pelo pacto social da sociedade de que faz parte, a exercer a advocacia em regime de exclusividade no quadro da sociedade?
Esse problema é especialmente relevante no que se refere às despesas.
Estas são suportadas pela sociedade, que adquire os equipamentos e os consumíveis e que nos faculta os meios indispensáveis para o exercício da nossa actividade. No final de cada mês são imputados a cada processo os respectivos custos.
Deveriam estas despesas ser pagas à sociedade de advogados. Mas, por sistema, os tribunais recusam esse pagamento.
Os advogados que trabalham na nossa sociedade não têm computadores, nem impressoras, nem telefones...
Não terão, por isso mesmo, condições para a prestação de apoio judiciário a partir do momento em que a sociedade proiba - como tem legitimidade para fazer - o uso dos seus equipamentos para a prestação de apoio judiciário.
A solução - se não houver uma solução legislativa adequada à realidade - é pedir escusa.

A propósito do apoio judiciário...

«Há uns tempos quando a Ordem lançou um apelo aos advogados para que aceitassem as nomeações oficiosas com um sentido civico, dispus-me a ver dar o meu nome para as listas.
Depois veio a vaga da imigração dos finais do século e eu e os demais colegas do escritório aceitamos estabelecer uma "quota" de serviço cívico para dar apoio a essa gente: Nunca contamos receber os honorários normalmente fixados, porque temos todos a ideia de que o Estado é uma entidade relapsa e de que a emissão de um cheque para um advogado é, tradicionalmente, um acto que causa sofrimento ao pessoal do Ministério da Justiça, o que, só por si, justifica os atrasos, os esquecimentos e os desmazelos.
Sempre procurei tratar os patrocinados no quadro do apoio judiciário como os demais clientes, apesar de isso constituir uma enorme injustiça.
Se todos os clientes pagassem o mesmo por cada hora que dispendemos, os clientes que pagam os nossos serviços pagariam muito menos, porque aquilo que pagam é onerado pelos custos que o apoio judiciário tem para o nosso escritório.
Na base desse padrão de igualdade, sempre procuramos gerir os processos dos "oficiosos" em termos de obter a maior eficácia das nossas intervenções. Assim, sendo a lei anterior má, porque pouco permissiva nessa matéria, sempre que algum colega estivesse impedido de realizar determinada diligência, por incompatibilidade de agenda, procuravamos que o juiz aceitasse a sua substituição por outro, sempre com o argumento de que essa era a melhor solução para a boa prestação do apoio judiciário.
Há juizes de bom senso... E quase sempre esta "saida" foi aceite... Há uns meses tive que ir para o estrangeio num período em que se vencia um prazo para uma diligência num desses processos com apoio judiciário. Em vez de alegar impedimento, pedi a uma colega do escritório que agisse no meu lugar, invocando o meu impedimento.
O juiz entendeu que não podia ser e quase que me insultou pela ousadia de, sem qualquer custo adicional, resolver a questão essencial que o apoio judiciário suscita - a do próprio apoio, na medida das necessidades e no momento oportuno. Mandou desentranhar o requerimento e mandou comunicar à Ordem.
Recorri, pagando por cautela taxa de justiça - o que é um absurdo porque não sou parte - e recebi agora a decisão, que é do Supremo Tribunal Administrativo, dando razão ao juiz da primeira instância e condenando-me em 450 € de custas. Claro que não vou recorrer para o Tribunal Constitucional, porque isso haveria de custas mais 1.500 €, segundo a bitola mínima agora praticada.
O que eu vou fazer, meus amigos, é tirar dos factos a adequada consequência. Então nós fazemos sacrificios, procuramos fazer o melhor e o Estado, de que os tribunais são órgãos de soberania, trata-nos a coice?
Já viram que a qualidade de advogado oficioso é equiparada à de parte para efeitos de recurso? Que se o advogado discordar e recorrer tem que pagar custas, mesmo que o Estado não cumpra as suas obrigações para com os advogados em matéria de pagamento dos honorários miseráveis constantes da tabela?
Eu, por mim, juro solenemente que, levando embora os processos que tenho até ao fim, nunca mais aceitarei prestar apoio judiciário a quem que quer seja.
Quando me apetecer dar borlas dou-as eu... Quando alguém precisar de ajuda ajudarei. Mas nunca mais hei-de ajudar ninguém, ficando o Estado com a fama de benemérito e o advogado a pagar custas brutais, como compensação da sua generosidade.»

Novo Cônsul de Portugal em Newark

Jornal Digital

Sobre a suspensão de Manuel de Melo

Jornal Digital

Programa para as Comunidades Portuguesas

Bases Programáticas

Valeu a pena discutir.
Boa parte dos pontos pelos quais eu e os meus amigos se bateram estão aqui consignados:

«A valorização das Comunidades Portuguesas em todas as suas vertentes será um dos objectivos fundamentais para um Governo do PS. Para isso, apostamos no estímulo à sua participação cívica e na elevação do seu estatuto social, económico, educacional e formativo, defendendo a igualdade de oportunidades entre todos os portugueses, independentemente de estarem ou não a residir em Portugal.
Factor essencial da ligação a Portugal, a melhoria e simplificação dos serviços consulares merecerá uma atenção especial. Um futuro Governo do PS modernizará a rede consular, adequando-a à realidade actual das comunidades, desburocratizando procedimentos administrativos e recorrendo às tecnologias da informação e comunicação em ordem a minorar a deslocação física dos utentes aos postos consulares.
As iniciativas dirigidas às novas gerações de luso - descendentes, o aperfeiçoamento do apoio social aos idosos e excluídos e ao movimento associativo constituem domínios onde implementaremos novos modelos de políticas activas.

Estimular a actividade empresarial no seio das comunidades portuguesas, encarando-a numa perspectiva estratégica de parcerias com o sistema empresarial nacional, incentivar a melhoria da qualidade das emissões da RTP-I e dotar o Conselho das Comunidades Portuguesas de maior operacionalidade e representação, salvaguardando o estrito respeito da sua natureza consultiva, são igualmente aspectos basilares duma política estruturada e coerente que queremos implementar no sector.»

Bases programáticas para um governo do PS

Bases Program�ticas

Apareceram finalmente na Internet as bases programáticas do Governo Ssócrates...
Tem alguns aspectos interessantes e outros menos interessantes.
Vamos analisá-lo com cuidado.

Sócrates promete auditar as contas públicas

PS - Partido Socialista

Já ouvi dizer isto a alguém. Ninguém o fez... Vamos ver se Sócrates consegue fazê-lo.
Mas com que auditores?
Os auditores são quase como os autores dos pareceres. Fazem as auditoriras ao sabor de quem lhes paga.

POSI - O que é...

POSI


José Francisco mandou-me um mail perguntando o que é o POSI. diz que vê o emblema em muitos sites mas sempre sem link esclarecedor.
Aqui fica...
Parece-me que há um conjunto de iniciativas que podem ser perfeitamente exploradas pelos portugueses residentes no estrangeiro.
E é desejável que eles aproveitem as janelas que agora se abrem.
Talvez seja necessário constituir uma sociedade em Portugal... Mas nada impede que o trabalho seja feito no estrangeiro.

Portugal: inquiry concludes bomb killed Prime Minister Carneiro in 1980

By Paul Mitchell
10 January 2005

A new parliamentary inquiry into the deaths of the Portuguese prime minister and defence minister in 1980 has concluded they were the victims of a bomb blast on board their aircraft.
Prime Minister Francisco Sa Carneiro, Defence Minister Adelino Amaro da Costa, along with their wives, the Head of Cabinet Patricio Gouveia and two pilots were all killed on December 4, 1980 when their plane crashed at Camarate, in the suburbs of the capital Lisbon.
Three previous parliamentary inquiries in Portugal had hinted at an assassination plot. One suggested an accident and the others decided there was no conclusive evidence either way.
In December 2004, Nuno Melo, president of the latest commission of inquiry, announced, “We have evidence of an explosive device placed under the floor of the pilot’s cabin, which had sufficient strength to damage control cables and injure the pilots.” Melo explained that chemical analysis of the plane wreckage demonstrated the presence of potassium and lead, which can be used to make a bomb. “It seems sufficiently clear to me that the Cessna 421A crashed at Camarate during the night of December 4, 1980 due to sabotage,” Melo stated.
Melo also suggested that a possible motive for the assassinations was illegal gun running from Portugal to Iran during the 1980 Iranian hostage crisis. The seizure of 52 hostages in the US Embassy in Teheran was the culmination of the Iranian Revolution of 1978/79. Following the overthrow of the last government appointed by the Shah of Iran, Ayatollah Ruhollah Khomeini assumed power. The inability of President Carter to secure the hostages’ release contributed to his unpopularity and helped spell defeat for Ronald Reagan in the 1980 election.
According to the commission, da Costa had cancelled a shipment of guns from Portugal to Iran which then resumed five days after his death. More guns were sent from Portugal to Iran on January 22, 1981—two days after President Reagan’s inaugural speech, during which he announced the release of the hostages.
Other evidence presented to the commission alleges that the guns, re-labelled as farm machinery, were shipped with the help of Army Marshall Costa Gomes, who was Portuguese president from 1974-1976, and Admiral Pinheiro de Azevedo, who was prime minister in 1975. Two former members of the right-wing terrorist group Commandos in Defence of Western Civilisation (Codeco) admitted they knew who had planted the bomb.
The theory that the ministers were assassinated to cover up a secret US arms deal with Iran involving shipments via Portugal has been pursued by Ricardo Sa Fernandez, the lawyer representing the relatives of the crash victims, who is also a former Portuguese finance minister.
In his book, The Crime of Camarate, Sa Fernandez claims the intended victim of the plane crash was actually da Costa. He says da Costa had discovered documents showing that Portuguese army officers secretly helped send arms to Iran in a deal between officials linked to 1980 presidential and vice-presidential candidates Reagan and George Bush Senior, and intended to raise the issue at the United Nations Security Council.
The documents included profiles of Portuguese army officers who used a “slush fund” set up by the Portuguese army to finance undercover operations during its colonial wars in Africa, investigations into the theft of arms from NATO stores, and records of shipments using false certificates from Portuguese ports.
Link with Iran-Contra scandal
That Portugal was a favoured intermediary in illegal US undercover operations was confirmed by a US Congressional inquiry in the mid-1980s into the Iran-Contra scandal. It found evidence that Lisbon airport was used in the movement of missiles from the US to Iran to provide funds for the right-wing death squads in Nicaragua.
Rumours that US-Iran arms shipments had started in 1980 circulated for several years before former Iranian president Abol Hassan Bani Sadr referred to them in a 1987 article in the Miami Herald, a few months after the Iran-Contra scandal broke.
A few journalists investigated Bani Sadr’s allegations but it was a 1991 New York Times op-ed piece by Gary Sick—a former naval officer and National Security Adviser specialising on Iran—that created a storm. Sick, once a skeptic, had become convinced that there might be some truth to the allegations.
Sick explained that whilst researching his book, October Surprise: America’s Hostages in Iran and the Election of Ronald Reagan, he interviewed many individuals who independently told him that the Iranians were allegedly rewarded with arms and spare parts for their largely US-made weaponry in return for keeping the hostages in captivity until after the election.
Sick says Republicans were concerned that Carter might be re-elected if he managed to get the hostages released. The Reagan-Bush campaign manager William Casey—a former spy chief in World War II and Reagan’s future CIA director—is alleged to have held secret meetings with envoys from the Iranian regime in the months leading up to the autumn 1980 elections.
Sick stated that Iran suddenly broke off negotiations with the Carter administration over the hostage issue until just before the election. The hostages were then released moments after Reagan’s inauguration, and arms worth hundreds of millions of dollars shipped to Iran to help in its war against Iraq. Israel appears to have been a key intermediary. Israel’s oil came from Iran, and arms sales to Iran were central to its economy. Moreover, Israel regarded Iran as a counterweight to Iraq and Saddam Hussein.
Sick also pointed out that Reagan replied to a question about his involvement in the hostage release by stating, “I did some things actually the other way to try and be some help to get the hostages out of there.” He refused to elaborate saying “things are still classified”. According to Sick, it was “the first time anybody involved in the 1980 Reagan campaign has said they were doing anything about the hostages. It directly contradicts what they’ve all been saying repeatedly: That no person was involved, that they wouldn’t touch that issue with a 10-foot pole, that they were keeping it at absolute arm’s length.”
Sick reached the conclusion that the seeds of the Iran-Contra scandal were planted during the 1980 election, which he described as a “covert political coup”.
Journalists working for various news organisations, including the Public Broadcasting Service documentary “Frontline”, ABC News “Nightline” and the German magazine Der Spiegel, took up Sicks’ allegations. Some, such as Newsweek and the New Republic, called the October Surprise allegations “a conspiracy theory run wild” and “the conspiracy that wasn’t”.
An “Open Letter from Former American Hostages in Iran”, dated June 13, 1991, called for an unbiased, bipartisan congressional investigation with the power to subpoena witnesses and documents. It stated: “For the last ten years there have been rumours, reports and allegations of foul play in the 1980 presidential election. The thought that any American, whether a private citizen or government official, may have participated in delaying release of the hostages for political gain is distressing. Until recently, these allegations have been dismissed as unsubstantiated. But substantial enough information has been presented by respected and persistent investigators to warrant a thorough examination of this matter.”
Congress initiated two investigations. The Senate investigation concluded that Casey was “fishing in troubled waters” by having “conducted informal, clandestine and potentially dangerous efforts on behalf of the Reagan campaign to gather intelligence” on Carter’s hostage negotiations. However it found that, “by any standard, the credible evidence now known falls far short of supporting the allegation of an agreement between the Reagan campaign and Iran to delay the release of the hostages” (Committee on Foreign Relations 1992, p115).
The House of Representatives report declared that, “There was no October Surprise agreement ever reached” and “wholly insufficient credible evidence” to suggest the Reagan campaign ever communicated with the Iranian government.
However, several questions remained unanswered including, how it was possible for Reagan to effect the immediate release of the hostages and resume arm sales so quickly, why no evidence was available about Casey’s whereabouts on key days and why secret tape recordings of arms dealers involved in the shipments were not released.
Whatever the truth of the October Surprise allegations, it is clear that at about the time of the Portugal arm shipments and da Costa’s death the US ruling elite were effecting a change of foreign policy—backing Iraq to prevent a wave of Muslim fundamentalism throughout the Gulf states, and financing and arming a jihad (holy war) by Mujaheddin fighters against the Moscow-backed regime in Kabul in order to undermine the Soviet Union. Under the plan, an estimated 35,000 Islamic militants from the Middle East, Central Asia, Africa and the Philippines were trained and armed to fight in Afghanistan, prominent amongst them being Osama bin Laden.

É preciso fazer qualquer coisa...

Emigraçãoo Portuguesa. Carlos Fontes

Fenómenos de exploração grosseira de compatriotas nossos, continuam por aqui e por ali, com alguma grosseria.
De vez em quando há um jornal que fala... E há alguém que diz aqui d'el rei.
É preciso melhorar a informação no terreno e prevenir.

Língua Portuguesa em Providence

Portal Comunidades.Net

Vamos ver como é que o jovem cônsul Ricardo Cortês vai promover a língua portuguesa em Rhode Island.
Que meios terá e que acções vai propôr?
O que a experiência nos diz é que estas declarações de chegada nunca se cumprem.
Não sejam as associações a velar pela manutenção da língua e... sabemos como tem sido.

Discurso vazio

Portal Comunidades.Net

Discurso completamene vazio este de António Monteiro, na sua deslocação a Angola para assinar o programa anual de cooperação.
É caso para perguntar, para além do mais, porque foi agora, à beira das eleições em vez de ter ido no ano passado.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros funciona cada vez pior.

Do lado do PSD...

Portal Comunidades.Net

Do lado do PSD o discurso é muito parecido.
Continua a esquecer-se em ambos os terrenos a importância que os emigrantes podem desempenhar no quadro da globalização.

Aprofundar a cidadania

Portal Comunidades.Net

Há uma melhoria sensível no texto agora vindo a público, ao qual foi retirado o sentido proteccionista e miserabilista das primeiras provas.
«Aprofundar a cidadania» só pode ser interpretado como o reconhecimento de que os niveis de cidadania dos portugueses residentes no estrangeiro andam por baixo.
É preciso dizer, de forma clara, que eles são tão portugueses como nós que vivemos em Portugal.

Casimiro volta à carga

Cito, sem comentários:
«Gostariamos aqui de perguntar também!....
E o pessoal do PSD e do PS, que aparecem todos os dias, só para nos fechar consulados, aumentar os Documentos Consulares, dificultarem a vida dos Emigrantes???
Aparecer para que?... Para vir comer os nossos melhores Carneiros?
Distribuir medalhas igual noiva na porta de igreja distribuindo rebuçados?
Vem com as amantes .. sendo pagas como sendo secretárias?
Qual a diferença entre o Cesário e o Medalhudo de Azemeis?
Todos os Consulados que o Cesário fechou foi deixado organizado pelo Lello, que os queria fechar antes do antigo 1º Ministro , que desertou, por não conseguir governar Portugal....
Ai agora querem voltar para quê??? Para Montar um governo "arcoIris"?
Eu vou votar em gente que ainda não mostrou que não presta!...
As Listas do PND da Europa e do Resto do Resto , são todos da Emigração!..
Honestidade com a Diáspora é isso.. ai!.... Se gosta-se de ser corneado... iria para Um praça de Touros!.... O PORTUGALCLUB é a melhor coisa do mundo.. quando fala bem de nosso Partido e mal dos Outros!.... Eramos Oposição... era precisa rachar lanha!... agora que já somos Governo de Novo.... O PORTUGALCLUB... Não presta ... è Fascista.... è Salazarista!...»

Portugal Expresso

Portugal Expresso

Quase concluida a nova página da rede Portugal Expresso.
Por enquanto ainda nos estaleiros do Rodrigo Laranjo, da Magna 4.
Filho de um português do Porto é dos melhores informáticos que encontrei até hoje... Em S. Paulo.

Sintomático (sic)

Para interpretar e meditar:

«Que nos interessa là o Melo e o Carrelo e companhia, isso so interessa os socialistas,
o que nos interessa a nos os imigras, sâo gajos e gajas que estejam fora dos partidos que aqui passam a vida a denunciar a aselhice, toda a gente sabe que no terceiro dia dum governo socialista na europa, este é mais de direita que os da direita, mas que os da direita, nâo viram para a esquerda, salvo o Chirac, quando bebe duas Coronas, mas logo se esquece tanto que nem vê que està a apoiar o gajo que o vai levar à prisâo... Votem num pedreiro, pelo menos melhoraram a sua vida de familia, para o resto, nâo hà hipotese as disciplinas partidàrias escravizam os homens. Votem todos à esquerda, até o braço torcer, o PS nâo é um partido de esqueda. Votem contra, mas nâo pela direita, deixem deixem là os carrelos e melos, que mercem o meu respeito como homens.. Coisas para vos, nâo comerei tremoços com os socialistas, recusarei a sopa dos tipos da direita».
Fernando Oliveira (Paris)

quarta-feira, janeiro 26, 2005

PS - Partido Socialista

PS - Partido Socialista

No PS ninguém tem vergonha do seu líder.

PUBLICO.PT - �ltima Hora

PUBLICO.PT - Ultima Hora

Afinal parece que ha novos numeros do defice publico...

Notas Verbais

Notas Verbais

Sempre atento, Carlos Albino traz-nos as últimas das embaixadas.

terça-feira, janeiro 25, 2005

Um bocadinho mais tarde...

«O Voto para mudar Portugal é o Branco!. mas neste momento, em que um Partido, majoritário, ameaça tomar conta de Portugal, e acabar com ele e os Portugueses, é preferivel, elegermos o PSD, que está com a Crista Baixa, e assim, baixamos a Crista também do Galisé, que está ai com o Pescoço todo enpinado. Deixo aqui bem claro, que não estou acusando ninguém em Particular , antes sim todos no Coletivo!... Gostaram?
PORTUGALCLUB// Lutando contra a Ditadura do PS»
... Posted by Hello

Umas horas depois...

«O PS, só Gosta de Febras.
Toucinho que o Coma o PSD.
A Ben da Verdade, nenhum dos dois vale o Papel Higiênico que gastam!...
Gente !.... Atenção O Certo seria o Voto em Branco!
Mas isso não vai evitar que um dos dois se Eleja!...
Gente ... rui ... são os Dois... O PSD será melhor ...
O PS..... Vai ser pura tirania.... Vai ser pior que qualquer Salazar da vida.

Gente.... Vamos em Peso no PSD....
Melhor ... Muito melhor o Medalhudo de Oliveira de Azemeis do que o Vingativo Lello.
PORTUGALCLUB// Vamos com PSD»
A terra a quem a trabalha... Posted by Hello

A loucura continua...

O homem passou-se mesmo.
Veja-se esta sequência:

«Uma Coisa garanto o Futuro Governo PS, vai ser Café pequeno perto do PSD. Mas vocês ainda não ganharam, e já estão com as garras de fora desse geito , amendrontador.... Será que não estamos a tempo de fazer campanha renhida a favor do PSD????
Eu já estou rependando isso!... Melhor um Governo Rui1.... do que um Governo Vingativo e anti-Democrático!...(sic)»



«Temos ai a frase e podemos publicar a integra. Não estou me referindo ao Amigo Miguel , mas observe bem, que estou me referindo ao Partido.... "AOS" Partidos... PS e PSD.... Repito: Ainda não ganharam , e já estão com as garras de fora. Vou mais longe: aCrescentando, não só com as garras, mas com toda a dentadura , esperando a hora de morder... A ditadura força Bruta, que se avisinha, qualquer um que ganhe vai ser de doer, nos costados dos que menos podem!.... O Amigo Miguel, não precisa levar para o lado pessoal, pois não foi essa, nem será minha intenção. O Sistema Eleitoral Politico em PORTUGAL, é antidemocrático e ditadorial.... Tenho dito e digo. Ponto. Casimiro Martins Rodrigues Militante do PS. Mas tenho os Cornos em pé.»
Com a resposta imediata de um emigrante da Bélgica:
«Mas o que é que se passa Sr. Presidente Casimiro?Há muito tempo que nos tem alertado para a má política do Governo para a Emigração. Há muitos dias que nos vem dizendo que é do contra e tem vindo fazendo campanha pelo voto em branco.
Hoje é a reviravolta total e diz-nos, na entre-linhas, que afinal está tudo bem, que é a favor da continuidade da política do PSD para a emigração ao dizer: vamos com o PSD. Seja coerente Senhor Presidente Casimiro, senão mais ninguém vai acreditar no que nos transmite ou escreve.
Fernando C. Moreira Liège (Bélgique)»
Temos que continuar a trabalhar a pedra bruta...  Posted by Hello

Cobardia...

Fiquei francamente aborrecido com esta montagem.
Acho que, nos termos em que foi feita, é um golpe cobarde e desleal, que me obriga a mudar completamente a minha posição.
Não vou insultar ninguém, não vou dizer que o homem é louco, vingativo ou o que quer que seja.
Deixei é de pensar que é um bom homem. E isso entristece-me.
Acho que tudo isto é marcado por enorme cobardia.
Já sabia que este forum não é um espaço aberto. É um espaço censurado, uma espécie de quinta onde o Casimiro só planta as couves que entende.
Ele, aliás, confessa-o de forma frontal e por isso não pode ser acusado do que quer que seja. O que não legítimo é manipular os textos a que tem acesso e montá-los a seu bel prazer.
Seja como for, para o bem e para o mal, o PortugalClub é um fenómeno que merece ser estudado.

Não resisti a enviar um último post:



«Senhor Casimiro:

O que o Sr. fez não é sério. Pior do que isso: é ordinário.
O Sr. retirou um conjunto de frases do contexto e fez uma montagem.
Se o Sr. é homem publique a mensagem que lhe mandei sem comentários.
Se é um garotola, deixei ficar tudo como está...
O que eu escrevi está tudo no endereço
http://portugalglobal.blogspot.com/ que o Sr. suprime de forma desonesta.
Com esta brincadeira o Sr. passou todas as marcas.
Porque isto é desonesto.
Eu é que tenho culpa; eu sei.
Dei-lhe confiança demais. E o sr. entrou pela via de ordinarice.
Esteja descansado, que eu prometo fazer-lhe muito pior e publicar um colectânea de Casimiro por ele próprio.
Sei que o Sr. não vai publicar isto, como não publicou a mensagem anterior. Porque o Sr. não sabe respeitar a liberdade dos outros.
Pode fazer deste texto o que quiser, mas não o autorizo a truncá-lo a modificá-lo, a transformá-lo.»

Felizmente há luar...

Boa parte das citações são retiradas do contexto e do tempo histórico em que estavam integradas.
Ainda bem que os textos integrais existem nem discreto blogue, que não é conhecido e que praticamente acessivel apenas um restrito grupo de amigos.
São as minhas confissões, do meu dia a dia e eu tenho o direito de as gerir como bem entenda, até porque o bloguismo não é propriamente comunicação de massas.
Quem anda à chuva molha-se...
E qualquer um está sujeito a apanhar um bronco pela frente, que lhe faz uma coisa destas.
Aprendemos todos os dias... E ficamos a conhecer melhor, também todos os dias, os «fenómenos» na nossa emigração.

Cá vai, para que não se apague a História

A barbaridade é esta, com a grafia original, apenas sem os verdes e os vermelhos do texto original:


(" Palavras e pensamentos de Miguel Reis " )

Situação difícil

A questão da escolha dos candidatos a deputados pelo circulo Fora da Europa está ultrapassada. Foi, claramente, uma golpada do José Lello, mas está feita. Os candidatos são maus - do que me dizem deles são mesmo muito maus. Mas os anteriores também eram muito maus... O voto em branco é uma tentação. Mas de que serviria ele? Serviria apenas para poder responsabilizar o José Lello pela má escolha que fez. Sugeri aos camaradas socialistas do Brasil que recuem e aceitem apoiar os tais candidatos desde que eles se comprometam politicamente. Como é gente que mal se conhece o melhor é fazê-lo por escrito.

******************* Continua o Pensamento de Miguel Reis *************
Está tudo doido...

O PS é um partido democrático e não faria sentido que tivesse, no seu estatuto, um instituto próprio do antigo regime.
Isto não passa de uma confissão da golpaça.
Eu sei, porque estava em S. Paulo no mês passado, que José Lello foi informado de tudo o que se estava a passar.
Sei também que um dos seus assessores veio com o mesmo argumento. Mas tendo-lhe respondido os dirigentes da Federação, não ripostou, como se tudo estivesse regularizado.
É uma vergonha. Nem o PC ousa ir tão longe...
"Toronto lamenta ausência de emigrantes da lista eleitoral"Apetece responder:
Vocês é que têm culpa porque votam neles.Ainda não perceberam que ser deputado pela emigração fora da Europa é um altíssimo tacho e, quiçá, a única forma de alguns tipos do Continente correrem o Mundo. Vejam o Diário da Assembleia da República e o que tem sido a intervenção dos não emigrantes que vos representam. Uma vergonha completa. Eu tenho que prestar homenagem ao Eduardo Moreira. Mas tem o mérito de sentir na pele o que é ser emigrante,Hoje há um ambiente de generalizada rejeição dos portugueses da Diáspora por parte dos políticos do bloco central. São ignorantes – alguns são mesmo burros – andam nisto para tratar de negociatas pessoais e, porque não têm uma dimensão estratégica da diáspora, o que têm como projecto consiste em reduzir as comunidades existentes a uma série de Malacas.O Lello inventou os “luso-descententes” e influenciou o artº 47º do Regulamento da Nacionalidade, que impede os portugueses residentes em países de língua estrangeira de registarem os seus filhos em Portugal. Deu, de outro lado, uma machadada de morte na união das famílias portuguesas, criando um esquema (o da vaguidade das ligações efectivas à comunidade portuguesa) que inviabiliza a união das famílias. Tenho um cliente chinês (que fala português) casado com uma portuguesa, que vive com cinco filhos que são portugueses, que sustenta os sogros que são portugueses... mas não pode ser português, porque não consegue provar que tem uma ligação efectiva à comunidade portuguesa. Isto só é possível porque vocês, os que tiveram (e continuam a ter...) que abalar daqui não têm voz nos órgãos legislativos. Se não fossem as massas que mandam para aqui (quase 10% do valor das exportações) mandavam-vos bugiar. Até nisso são enganados... Mal sabem os filhos dos emigrantes com outra nacionalidade que são considerados emigrantes se depositarem dinheiro em bancos portugueses... mas não são se quiserem ficar em Portugal mais de 90 dias. Se o fizerem correm o risco de ser expulsos.Isto é a suprema hipocrisia.Não me choca nada se, perante as listas que temos aí, votarem em branco. O voto em branco não é a mesma coisa que não votar. É uma declaração de vontade de participação política e a rejeição frontal da política proteccionista dos senhores de Lisboa e Porto.Você são tratados como uns saloios.
E eu acho que é a hora de devolver o insulto.
Enviei há dias ao PS umas breves notas de medidas e incluir no programa de governo. Coisas simples para resolver algumas necessidades prementes. Veremos se lhe são alguma importância ou se vão, pura e simplesmente, para o lixo.
Cumpri a minha obrigação de participar. Veremos se cumprem a deles...
É só cortar e colar:
Carta a José Sócrates
Os meus amigos do Brasil ficaram muito aborrecidos com a ofensa do PS. Não está certo que, de um lado, os desafiem a envolvers-se na vida cívica e do outro os desrespeitem de forma tão grosseira.
Entendi escrever uma carta ao José Sócrates, a qual é, simultaneamente, um desagravo desses amigos.
Aqui fica:
Exmº Senhor
Engº José Sócrates
Secretário Geral do Partido Socialista
Largo do Rato
Lisboa
Estimado Camarada:
Não posso deixar de lhe dirigir uma palavra, relacionada com as escolhas de candidatos a deputados para os círculos da emigração.
Faço-o com o à-vontade de quem sempre assumiu - nalguns casos em público e por escrito - que nunca aceitaria ser candidato e que sempre defendeu que os candidatos deveriam sair das próprias comunidades da diáspora.
Faço-o em coerência com os compromissos políticos que decorrem das minhas intervenções cívicas, como militante do PS, ao longo de vários anos, junto de algumas comunidades portuguesas com peso relevante no contexto da sociedade em que todos nos inserimos.
Daí que, mais importante que os negócios das comendas, seja especialmente relevante reflectir sobre as políticas da cidadania portuguesa – desde a questão da nacionalidade à questão do acesso aos serviços públicos, nomeadamente dos serviços consulares – procurando melhorar a sua qualidade e a sua coerência, por via do aproveitamento dos recursos que as novas tecnologias nos fornecem.
No entendimento dos nossos camaradas do Brasil, o Aníbal Araújo não tem nem a confiança nem o prestígio suficiente para poder representar os nossos compatriotas na Assembleia da República. É conhecido na comunidade como um mero angariador de anúncios para uma publicação que poucos conhecem, porque não tem difusão.
E nada tem a ver com as comunidades no exterior.Fernando Ramos é uma pessoa pouco conhecida, não se lhe conhecem ideias políticas e não reune consensos.
A ambos se reconhece como coisa comum o de nada de relevante terem feito pela comunidade portuguesa. Esta é a opinião generalizada dos camaradas do Partido Socialista.
Daí que a postura adoptada pelos órgãos nacionais do PS seja entendida como uma afronta aos órgãos locais mas, sobretudo, como uma enorme falta de respeito pelas regras democráticas.Mas o quadro é outro; e não há nenhuma dúvida de que o voto em branco é forma democrática de sufrágio.
No nosso sistema constitucional, o voto em branco é a forma de dizer: «quero participar na vida política, mas não tenho candidato que me mereça confiança.
Por isso voto em branco».Nesse debate, ficou para mim claro que os camaradas rejeitaram liminarmente a hipótese de virem a apoiar as pessoas que já estavam indigitadas e relativamente às quais a Federação havia declarado formalmente a sua desconfiança.
Por isso me pareceu que a maioria das opiniões se inclina para que se apele ao voto em branco, como forma de protestar pela prepotência de que os órgãos locais foram alvo.
Dir-se-à que fica prejudicado o partido, mas, respondem os camaradas, entre os deputados escolhidos por Lisboa e os do PSD não se alcançam diferenças, pelo que o partido, em vez de perder, ganhará se eles não forem eleitos.Se os camaradas do Brasil deliberarem apelar ao voto em branco como forma de penalizar os responsáveis por este abuso, estarei, naturalmente com eles.Porque, como eles, penso que o Partido não perde nada com isso.
Antes se valoriza, porque é um partido democrático e deve começar por respeitar a própria democracia interna.No dia 20 de Fevereiro veremos o resultado desta barbaridade.
Pena é que se tenha desfeito o sonho de conquistar desta vez dois deputados no círculo Fora da Europa, o que estava perfeitamente ao nosso alcance.
Lastimo, sinceramente, ter-me envolvido nas acções políticas em que me envolvi, procurando ajudar na implementação de uma estrutura efectiva do PS no Brasil, que hoje conta com cerca de 300 militantes.
Eu deveria ter percebido que isto não interessa a quem tem da emigração uma visão tacanha que eu não comungo e na qual não quero participar.Sem prejuízo de tudo isso
- e da clareza de pensamentos e de propósitos de que nunca abdiquei
Miguel Reis

Não gostei do que vi nas Novas Fronteiras.Tudo muito fraco, muito superficial, muito débil.Fiquei chocado com o que Alberto Costa escreve sobre a Justiça.
Os sinais dizem-nos que Sócrates está prisioneiro.
O peso pesado desta maioria é, claramente Jaime Gama, esse peixe de águas profundas que Mário Soares criou no seu aquário e que há uns tempos se incompatibilizou com ele.Gama não ousa enfrentar Mota Amaral nos Açores, apesar de ser açoriano,
O PS pode ser seriamente penalizado com isso
O personagem não é simpático e há muita gente que não aceita dar-lhe o voto depois dos seus últimos discursos.Para além do mais, Jaime Gama não é fiável.
Combate os seus próprios camaradas, como se viu quando colocou o presidente da Federação da Suiça do Partido Socialista a pão e água durante um ano. Em Viana do Castelo, Gama colocou como cabeça de lista um dos seus próceres, Luís Amado, que se fala que será o próximo ministro dos Negócios Estrangeiros. É uma pessoa estranha, muito pouco conhecida, consta que com grandes simpatias pela administração Bush, sobretudo depois de te frequentado u a universidade americana, havida como a escola da Cia para quadros políticos estrangeiros.
Por lá passou também Durão Barroso e viu-se o resultado.No Porto diz-se que o número dois é José Lello, há muito tido como um homem de mão de Gama.
É um político conhecido pelo gracejo, a quem não se conhece uma ideia política sólida.
Mas poderá vir a ser o próximo ministro das Obras Públicas, se não for ministro da Defesa. O que se dá como certo é que ficará numa área de «grandes negócios».
Na Guarda fica o «Cardeal» Pina Moura, representante dos interesses espanhóis da Iberdrola. Muito criticado pelas suas faltas estratégicas às reuniões da comissão parlamentar de economia e finanças este antigo comunista é entre os políticos portugueses um dos que melhor tem sabido gerir os seus interesses pessoais em termos de poder.
Matilde Sousa Franco, viúva do malogrado António de Sousa Franco aparece a encabeçar a lista de Coimbra, o que foi interpretado por alguns analistas apenas como uma forma de arranjar emprego à respeitável senhora.Da biografia oficial consta, porém, um dado importante: Matilde Sousa Franco é membro da direcção da Oikos. A Oikos - Cooperação e Desenvolvimento é havida como sendo uma entidade ligada à Opus Dei.
Deixa-se esta anotação para pôr em crise a ideia de que Matilde Sousa Franco é uma coitadinha qualquer, que claramente não é... Sempre se diz, porém, que ficaria melhor como provedora da Santa Casa da Misericórdia do que como cabeça de lista pelo círculo de Coimbra.
...círculo Fora da Europa foi feita «pela Federação do Resto do Mundo». Mas esta federação não existe... Como é isto possível?- Oh Magalhães, eu não me quero meter nisso. Isso é tudo uma merda, com gente de merda, eu trabalho, não tenho sequer tempo para me meter nisso...- Mas, porra, a gente sempre pediu a tua opinião, tu tens-nos ajudado, isto não pode ficar assim, temos que dizer alguma coisa às pessoas, que não vão compreender...O Magalhães estava simplesmente amargurado.
Ele tem trabalhado que nem um cão na organização de actividades políticas para promover a imagem do PS.
É de uma injustiça incrível não respeitarem o seu trabalho, a sua dedicação, o seu amor ao PS.numa comunidade como a do Brasil, marcada pela concorrência entre os vários comendadores.
O Almeidinha também é comendador, mas tem a vantagem de ninguém lho chamar porque ele o encobre. Não precisa do título, porque tem outros;
«Está decidido. Não será chefe de lista quem ousa dizer que o líder é bicha».
Já me chamaram paneleiro várias vezes.
Rio-me porque sei que não sou e sei que toda a gente no mundo sabe que não sou. Se eu fosse agiria como o chefe porque alguém estaria a violar um dos meus maiores direitos: o direito à privacidade.
Cada um usa o rabo como entende, tendo porém o direito de exigir que do mesmo não haja notícia.
PORTUGALCLUB// A Informação Real
"O PortugalClub, nas linhas acima, passa pensamentos e Palavras da Autoria e responsabilidade de Nosso Companheiro Miguel Reis/ Militante do PS»

Não era bebedeira...

Perante o que se contém no post anterior, armado de paciência, mandei-lhe a seguinte mensagem:

«Oh Casimiro... Você bebeu hoje? Veja lá se tem tino...e se volta a si.
O Sr. já teve razão uma série de vezes e assim perde completamente o crédito.
Ninguém tem criticado mais o Lello do que eu. Mas não é caso para esse ódio nem para essa falta de senso.
O Lello não é igual ao Cesário...
O Lello transformou os nossos consulados que eram um vergonha em repartições decentes. A gente pode não concordar com ele no método das escolhas... Mas agora não vamos chover no molhado.
Você que é um tipo inteligente (deixe-me dizer-lhe, como seu amigo, que você é um bronco mas é inteligente) deveria já ter percebido que essa desenteria não leva a nada e só o encrava.
É ou não é verdade que, com todas as divergências de pormenor, estivemos sempre do mesmo lado, contra as prepotências e os abusos do Cesário, contra a destruição dos serviços de apoio aos portugueses?
Vamos jogar tudo isso fora?
Vamos criar um vazio?
Vamos dar o ouro ao bandido? Você tem que pôr essa inteligência a funcionar...
Há passos importantes que se deram nestes dias. Há compromissos... Tem havido conversas muito duras.
Só não erra quem não é homem?
O que é que nós queremos (eu não sou emigrante mas tenho estado sempre do vosso lado... e você não me vai desmentir) não é melhorar a condição dos portugueses?
O que nós queremos não é que eles tenham mais informação, que tenham serviços via Internet, que se sintam na sua casa mesmo que estejam à distância?
Para que é que você isto (o Portugal Club), foi para destruir, para vaidade pessoal ou para ajudar a melhorar as condições dos emigrantes?
Então vamos ter tino... As listas não são as melhores, mas têm gente séria. Até aqueles que a gente não conhece podem vir a ser bons representantes se se comprometerem com as comunidades.
O que temos que fazer agora é comprometê-los, obrigá-los a aceitar as legítimas aspirações dos emigrantes.
Há um velho ditado que diz que «todos os burros comem a palha; é preciso é saber dar-lha». É isso que temos que fazer.
Você duvida da seriedade do Carrelo?
Você duvida da combatividade do Melo?
Você acha que o Lello vai voltar atrás nalgum compromisso se as comunidades lhe fizerem saber o que querem? Nisso, ninguém pode acusar o Lello de ter falhado a compromissos.
Eu critiquei o método da escolha. Mas isso está ultrapassado... No resto sempre o defendi (lembra-se?). Há uma obra notável que ele fez em termos de instalações. Com o orgulho que ele tem (é um homem do Porto, não se esqueça) acaba por ser a pessoa ideal para realizar uma série de projectos que não irão avante se cruzarmos os braços.
Para já lhe digo: é o único político português com capacidade e contactos para dar uma ajuda à Portuguesa e para repor no lugar a que ela tem direito.
É o único político português com arrojo suficiente para instalar «lojas de cidadão» onde as pessoas estão a ser mal servidas.
Com todos os defeitos que tenha, é uma pessoa que cumpre quando se compromete. E eu tenho autoridade para dizer isto, porque andei as turras com ele.
Fala você de autoritarismo... Não tem razão nenhuma...
Há é má informação, porque isto tem estado tudo morto. E ainda não houve tempo para dizer que as coisas mudaram.
Todos temos defeitos, mas você sabe que o PS é o partido das liberdades. É do nosso cerne lutar contra o autoritarismo e vamos continuar a fazê-lo.
Ou você julga que se o PS ganhar continua aquela pouca vergonha em S. Paulo, de um consulado à porta fechada. Posso dizer-lhe que foi o Lello quem, depois de ouvir os companheiros de S. Paulo perguntou como é que isso era possível... Porque ele estava mal informado. E ao que sei garantiu que a primeira coisa que fará um governo do PS é abrir as portas do consulado ao público e que a segunda será mudar o consulado para o centro da cidade, onde possam chegar todas as pessoas.
Isso é positivo. Temos que ter a humildade de dialogar e de nos entendermos. Temos que pensar nas comunidades, mais do que nos nosso interesses pessoais.
E temos que ter nós próprios dignidade.
A política é a mais nobre das artes. Não a podemos misturar com merdas, papeis higiénicos e cornos, no lugar das ideias.
Você é um grande lider e os lideres não fazem a merda que você fez nos últimos dois dias.
Pare um bocadinho e pense, que é o que o meu amigo precisa.
Não tem necessidade de por esta mensagem no ar... Mas se tiver a coragem de o fazer, faça-o só depois de relaxar, pensar e agir como um ser racional.
Tenho a certeza de que ao meu lado estão milhares de pessoas (falei com algumas delas) que não querem que o Casimiro se transforme naquilo que ele não merece.»
Falamos a seguir e ele respondeu-me que não estava bêbado porque lhe tinha acabado o vinho. Acreditei e lancei uma apelo ao bom-senso.
É uma pena que ele destrua este interessante forum, de onde todos os dias desaparecem pessoas interessantes.
Disse-lhe que o texto não era para publicar, que era um texto para ele ler e meditar.
E o que é que fez o homem?
A maior sacanisse que me fizeram nos últimos tempos: retirou textos que têm uma história e um tempo do seu contexto e publicou uma miscelânea que só não é ofensiva porque é desonesta...

Descambou mesmo...

Este Casimiro é um personagem. Alguns amigos meus dizem que é completamente louco e eu respondo que talvez não seja, talvez seja apenas bronco, mas que disso não tem culpa.
Ontem lancei um sinal para testar até que ponto ele se porta de forma séria. Enviei-lhe o post antecedente...
«Meu Caro Casimiro:

Sabe a consideração e o respeito que tenho por si. Sou muito leal e exigente com os meus amigos. E considero-o um amigo, que sempre tratei como tal.
Por isso tenho autoridade para criticar o que entendo dever ser criticado.
Já exprimi a minha opinião sobre o Carlos Luís e o Melo e não volto a conversar sobre isso.
O que lhe digo é que estou convicto (por razões que não tenho que explicar) que o Manuel de Melo vai mesmo ser deputado. Ponto final sobre esta matéria.
O meu post anterior tem a ver apenas com uma coisa: não é preciso entrar no plano do insulto gratuito.
E agora o Sr. insultou-me a mim, o que não lhe admito.
Nunca escondi que sou sócio do PS e tenho um passado respeitável de luta pelas liberdades e pelos direitos dos meus concidadãos.
Quando entendo criticar o meu próprio partido, critico sem pedir autorização a ninguém.
Que o Sr. venha agora insinuar que eu estou envolvido numa postura menos honesta (“Mas vocês ainda não ganharam, e já estão com as garras de fora desse geito , amendrontador....” ) é coisa que, claramente não lhe admito, porque é uma falta de respeito intolerável para comigo.»

Grande asneira. O homem não percebeu patavina do que eu quis dizer. E ripostou nestes termos (respeito integralmente a grafia):

«Quando se Corta e critica na Casaca dos Outros, é arroz doce!... Quando nos nossos olhos, passa a ser pimenta malagueta!...
Favas para o PSD... Para o PS...vamos servir só Costeletas ou Leitão á Bairrada!...
No Róscofe do Ps, bom passar uma Vaselina importada... no CÓ do PSD, vai com Cuspo mesmo!... e olha Lá...
Dr Reis, não posso pensar com dois Célebros ( se é que o tenho ) . O PORTUGALCLUB, não tem filiação nem compromisso politico com nenhum dos partidos que por ai existem. nem do Salazar, gosto mais, aliás nunca Gostei... só falava isso... Para ver até onde a Liberdade de expressão existe em PORTUGAL. Mas quer saber, quero que O Salazar, Marcelo Caitano, Spinola, e todos os outros estão bem no fundo do Inferno. O PORTUGALCLUB, é livre de qualquer cor partidária... Somos Oposição!....
Quanto ao Melo e carrelo, reafirmo, o que todos sabem: Não são candidatos a Deputado. São candidatos a Suplente...
Suplente e nada é a mesma merda!... Me desculpe a possivel ofensa!.... Mas eles estão sim enganado a Emigração.... pois estão pedindo Votos para se elegerem Deputados... qaundo na Realidade... não são elegiveis!... Contra esta realidade... só emganam quem não entende do Sistema Eleitoral de PORTUGAL. Sou Contra o Voto enganoso... Sou a Favor do Voto em Branco... Como protesto!....
Reafirmo... O Carrello, é emigrante... o Melo é um funcionário Publico de Portugal em Serviço em um Consulado de Portugal, portanto trabalha em território Português.... O melo, não poderia ter-se eleito CCP, a Lei era Clara... mas foi desrespeitada.
Miguel Reis, conforme o Sr me disse, eu não tenho todas as informações... mas tenho as Suficientes... para dizer com claresa que o Melo, não é Candidato a Deputado... é candidato a suplente de deputado.... e nunca por esse caminho vai ser Deputado... Estão enganando a Diáspora. E Mais o PORTUGALCLUB, está aqui não ofendendo ninguèm... apenas fazendo um serviço de Apoio e Informação.....
Quando no minimo nos defendemos!.... de acusações... como essas que começa a me fazer..... Enquanto o Desrespeito ao POVO de PORTUGAL continuar neste ritmo, e que promete ficar bem pior.... com o PS que por ai vem... Vamos ter muito mais serviço pela frente.
Uma Coisa garanto o Futuro Governo PS, vai ser Café pequeno perto do PSD. Mas vocês ainda não ganharam, e já estão com as garras de fora desse geito , amendrontador.... Será que não estamos a tempo de fazer campanha renhida a favor do PSD????
Eu já estou rependando isso!... Melhor um Governo Ruim.... do que um Governo Vingativo e anti-Democrático!.....
PORTUGALCLUB// Na bola da Vez.»


Passadas umas horas, Casimiro já tinha virado o bico ao prego para apoiar o PSD, depois de há menos de uma semana se declarar apoiante do PDN e da CDU:
«O PS, só Gosta de Febras.
Toucinho que o Coma o PSD.
A Ben da Verdade, nenhum dos dois vale o Papel Higiênico que gastam!...
Gente !.... Atenção O Certo seria o Voto em Branco!
Mas isso não vai evitar que um dos dois se Eleja!...
Gente ... rui ... são os Dois... O PSD será melhor ...
O PS..... Vai ser pura tirania.... Vai ser pior que qualquer Salazar da vida.

Gente.... Vamos em Peso no PSD....
Melhor ... Muito melhor o Medalhudo de Oliveira de Azemeis do que o Vingativo Lello.
PORTUGALCLUB// Vamos com PSD»

segunda-feira, janeiro 24, 2005

Isto está a descambar...

Sempre fui de uma grande tolerância perante este "fenómeno" que se chama PortugalClub. Tive a oportunidade de felicitar, por várias vezes, o Casimiro pela sua obra.
O meu amigo Carlos Albino é da mesma opinião, ainda recentemente expressa no seu blogue.
Desvalorizei sempre as contradições e os exageros que surgem nesta tela, porque elas e eles são, em si mesmos, resultado da liberdade de comunicação.
Estou-me marimbando para os vivas ao Salazar que o Casimiro para aqui lança de vez em quando. Cada um alimenta os fantasmas que e não vale a pena dar-lhes outros quando aqueles lhes estão agarrados à alma.
Uma coisa é a opinião política... Outra, bem distinta, é a honra das pessoas.
E nesse plano eu acho que se estão a ultrapassar as margens, insultando-se cidadãos impolutos.
O que o Casimiro escreve do Melo e do Carlos Luís é injusto e ofensivo.
«Eu Casimiro, não entendo nada de nada, por isso, mesmo, gostaria que alguém entendido me explica-se, porque ? Se a Dona Sardinha , não quer ser Deputada pelos Emigrantes, pois nada tem a ver com eles, e vai ser portanto indicada para qualquer coisa na UE. Então porque não larga o OSSO logo? Assim que ela indo para A UE, assume no lugar dela o Carlos Luis, que também não é Emigrante, mas quem sabe, pega o Melo de Ajudante dele, daqueles que carregam as malas? Porque tanta Palhaçada? Porque o Melo se Sugeita tanto a ser um OficeBoy ?
Agora!... Quem não enxerga que alguêm no MNE está fazendo o Melo de "vitima", para que a bobalhada dos Emigrantes nele votem, e elegem a Rainha Dona Sardinha? Melo, Honre seu nome e as Calças que veste!... Respeite a Emigração... Aliás você devia reconhecer que não É Emigrante. Você é um Funcionario Publico. Um funcionário de representação Consular!...Você trabalha, dentro de um Espaço considerado Território Nacional!....
VOTO em BRANCO... Para Manter o Respeito!.... PORTUGALCLUB: Machado? Onde estás Tú ???»
O Carlos Luis era emigrante antes de se envolver na política. Foi exilado em França, sofreu... e viveu mais tempo no estrangeiro do que em Portugal.
Então o Melo não é emigrante pelo facto de ser funcionário de um consulado?
E agora insinua-se que eles "estão feitos" com alguém do MNE para se colocarem numa posição de vítimas?
Isso é insultuoso. O Melo tem ainda um processo disciplinar por defender as crianças portuguesas que os suiços queriam por em escolas de deficientes. E outro por exigir que o Consulado garanta aos portugueses serviços de qualidade.
Isto está a descambar para um rumo intolerável, porque começa a tocar na honras das pessoas.
Não seria necessário ir por esse caminho de má-criação.
Era assim em Lisboa... Posted by Hello

Casimiro igual a ele próprio

No seu estilo tão peculiar, Casimiro volta à carga. Reproduzo o seu texto tal qual ele figura no PortugalClub:

«1º Você não vai eleger o Melo, nem o Carrelo, pela simples e verdadeira rasão de que eles não, são candidatos. Apenas emprestaram o nome para figurarem como figurantes em um local de Lista, que todos sabemos é eligivel. A figuração deles, apenas se presta a servirem de Isca, na ponta de uma vara, para pegar Carapaus.
2º Gostaria, de lhes dizer caro Amadeu, que prezo muito sua companhia no PortugalClub, onde lhes é permitido dizer o que quizer. Só não lhes podemos permitir, que tente desmoralizar o PORTUGALCLUB, com isinuações, que não goste de que possiveis mensagens suas não foram divulgadas. O Sr. precisa ser menos distraido, e ler as mensagens até final, pois a sua pode não ser a primeira. E as mensagens as vezes levam agrgadas até 4 ou mais mensagens. Precisa ler tudo... ou não entrar com balófias. Sua mensagem, pode encontrala em qualquer uma das 200 páginas que o PortugalClub tem na Net , por exemplo
http://groups.msn.com/portugal
3º O Sr Vote lá np PS, que vai eleger o Medalhudo de Oliveira de Azemeis, e promova a eleição da Dona Sardinha na Europa. Que Emigrante mesmo... no PSD ou no PS , não tem para ninguém!.... Quer ser enganado seja.... Não engane os outros!...
Emigrantes mesmo só no PND e no PCP.... Pronto!... Se gosta mesmo de ser "Corneado" é facil, vá na Feira. e compre um Par dos de BOI bem grandes e saia nas Ruas enfeitado.... Na Minha Cabeça não... Que não gosto de carapuças....
PORTUGALCLUB// Chifre é no PS e no PSD»

O Casimiro é teimoso que nem um burro e vai levar esta até ao fim.
Há uns tempos ele dizia que era do PS.
Depois passou a defender o volto em branco.
Agora diz que vota no PND.
Bem prega frei Tomás... Depois da irritação decorrente da completa marginalização das comunidades na escolha dos candidatos, é preciso ter tino e pensar no que é a função do voto.
Nestas eleições o que está verdadeiramente em causa é a escolha entre manutenção do Santana Lopes ou a escolha do Sócrates.
Votar em branco ou votar em qualquer partido - para além do PS e do PSD - não aquenta nem arrefenta. E nem se diga que a votação nos circulos da emigração não tem importância. Ela pode determinar a maioria, como já aconteceu noutras eleições.

Protesto de Amadeu Moura....

Amadeu Moura, do Canadá, protesta junto do PortugalClub e suscita suspeita de censura:

«Mal soube das sanções aplicadas ao Manuel de Melo, procurei obter informações para descortinar o porquê de tal medida, lançando no Portugal Club uma mensagem de pedido de esclarecimentos. A minha mensagem não veio a publico mas, entretanto, apareceu o “comunicado” do porta-voz do MNE e, mais tarde, Miguel Reis a por os pontos nos ii.
A ladainha do MNE era de pôr o comum dos cidadãos de pré-aviso. Tantas sanções e tantas suspensões, vindas de onde vêm, são logo de duvidar!
O MNE é useiro e vezeiro a castigar o pessoal dito subalterno. Os diplomatas, esses, ficam sempre ora inocentados, ora com sanções extremamente diminutas, devidos às circunstâncias atenuantes...
E têm havido “gaffes” de bradar aos céus! Aqui em Montreal, há uns anos, houve uma queixa. O MNE despacha um inspector diplomático para averiguar os autos. O denunciador das manobras acabou por ser castigado...

É que as averiguações são feitas por gente da mesma igualha. Todos primos, conhecidos, gente de punho de renda, de linhagem, que gere o Palácio das Necessidades como uma sua coutada no Alentejo.

Os funcionários recrutados localmente aos destacados sem estatuto diplomático, são considerados como outrora o eram os agricultores alentejanos, sem direitos e sujeitos à arbitrariedade dos patrões.

É por isso que a sanção ao Melo aparece agora e não é de todo inocente. Os PSD actuais não andam muito longe dos “fachos” da altura do Rui Patrício. Aliás, são descendentes directos desses. Os pais comeram na manjedoura do salazarismo e os filhos, agora, são “democratas”. Mas quando sentem que podem perder o poder democraticamente, abandonam todas as regras do jogo, recorrendo a toda a espécie de artimanhas. A matriz é a mesma. E convém que estejamos a atento a isso.

Por isso, reitero o meu apoio ao Melo e lanço um apelo a todos os participantes do PortugalClub do círculo “Europa” que votem na lista de que o Melo é candidato

Elegendo-o. será uma das maiores bofetadas de luva branca aos Carneiro Jacintos, Antonios Monteiros e Carlos Gonçalves.

Amadeu Moura»

domingo, janeiro 23, 2005

Solidariedade com Manuel de Melo

Não resisto a transcrever esta mensagem recebida da Suiça:

«Caros compatriotas

Hoje, dia 21 de Janeiro, às 7 da manhã, ao abrir o meu PC, fiquei a saber que o Manuel de Melo, candidato a deputado pelo Partido Socialista pelo Círculo da Europa, foi notificado de que o Ministro dos Negócios Estrangeiros o suspendeu como funcionário do Consulado Geral de Portugal em Genebra.

O Melo, funcionário exemplar (nota Muito Bom) e com um curriculum invejável, mais uma vez é confrontado com uma medida cobarde, provocadora, e altamente atentatória da sua dignidade de cidadão honesto, interveniente e irreverente perante os poderes instituídos.

O Melo, é um defensor intransigente dos portugueses”emigrantes”. É um Homem que tem provado ao longo da sua vida não virar a cara à luta, independentemente de saber que essa sua posição o tem prejudicado muitíssimo, e, em particular, à sua família.

Calar o Melo, já vários o tentaram calar.

Já lhe tiraram o pão da boca.

Mas enganem-se aqueles que ao longo destes últimos anos o têm incomodado quase mensalmente com processos disciplinares.

O Melo é feito de uma fibra muito especial.

Neste momento difícil para o Melo e para a sua família, era muito importante que todos aqueles que “conhecem” o Melo, se solidarizem com ele, o apoiem e repudiem veementemente a decisão do Ministro e do seu Secretário de Estado Carlos Gonçalves.

Vamos, “todos”, criar um verdadeiro movimento de apoio e solidariedade ao Melo denunciando e repudiando a decisão do Ministério.

A suspensão do Manuel de Melo, é altamente atentatória dos nossos direitos de cidadania, e merece a nossa total condenação, repulsa e indignação.



António Dias Ferreira - Suíça»