SIC Online
A primeira notícia da SIC tem o conteúdo que pode ver-se no link...
Tudo pode resumir-se a mais um caso em que um português não tem qualquer apoio das autoridades consulares portuguesas...
É vulgar...
sexta-feira, abril 29, 2005
O que é isto, meus senhores?
Lemos isto hoje no portal Sapo:
«O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) enviou ontem às autoridades do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, um pedido de clemência para o jovem cidadão português Ivo Ferreira, detido naquele país há 23 dias.
Lusa
Num comunicado do Ministério sobre o assunto enviado à Agência Lusa, a tutela refere apenas na quarta-feira a família do jovem português solicitou ao MNE que enviasse um pedido de clemência aos Emirados Árabes Unidos. No mesmo documento, o Governo assegura que desde 10 de Abril que o embaixador português na Arábia Saudita tem "apoiado por todos os meios diplomáticos e legais" o cineasta Ivo Ferreira, detido desde 05 de Abril por consumo de haxixe. O porta-voz do Ministério disse à Agência Lusa estranhar, "perante o alarido feito hoje pela família de Ivo Ferreira", que tenham passado 23 dias antes de se dirigirem à tutela para que fosse feito o pedido de clemência. O Ministério só poderia ter feito o pedido após solicitação da família, explicou. O apelo de clemência foi dirigido ao Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos, de que o Dubai faz parte. O pai do jovem, Cândido Ferreira, afirmou quinta-feira à Lusa que desde a detenção do filho que tem vindo a solicitar a intervenção do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português, que, entretanto, enviou ao Dubai o embaixador colocado na Arábia Saudita. Contudo, e de acordo com a versão de Cândido Ferreira, o embaixador português na Arábia Saudita não conseguiu desbloquear a situação no Dubai, onde se deparou com grandes dificuldades no terreno, não tendo sido ainda possível arranjar um advogado de defesa para Ivo Ferreira. Embora a deslocação ao Dubai do embaixador português na Arábia Saudita tenha sido "psicologicamente bom" para Ivo Ferreira, o certo é que, nas palavras de Cândido Ferreira, nada adiantou para a libertação do jovem cineasta. "Foi uma viagem pouco frutífera", desabafou o pai de Ivo Ferreira, que em Lisboa já teve contactos com o secretário de Estado das Comunidades. No comunicado divulgado pelo MNE ao final da noite de quinta-feira, acrescenta-se que o embaixador na Arábia Saudita tem "mantido contacto regular" com o detido, que "recebe também assistência consular dos parceiros comunitários" de Portugal. "Dada a natureza da legislação daquele país, que penaliza o consumo de estupefacientes, as diligências realizadas ainda não surtiram os efeitos desejados", refere o comunicado. O jovem cineasta Ivo Ferreira, de 29 anos, está numa cadeia numa esquadra no Dubai desde 05 de Abril, após ter sido detido na sequência de uma denúncia feita pela ex-namorada do amigo com quem partilhava o apartamento, onde foi encontrado o resto de um cigarro de haxixe.»
O que o telegrama nos diz são duas coisas importantes:
a) Que o embaixador em Riade foi ao Dubai e não conseguiu sequer encontrar um advogado para asssistir o jovem detido;
b) Que o governo português pediu ao governo dos Emirados Árabes Unidos «clemência» para um português que foi detido naquele país por ser consumidor de haxixe.
É muito grave se for verdade o que consta da alínea a).
Há muitos advogados no Dubai e o que o jovem precisa é de assistência jurídica.
Mas parece-me ainda mais grave que o governo português pressione o governo dos Emirados para que abafe um processo judicial.
Isto confere a todos os paises terceiros o direito de pedir ao governo português clemência para com os seus cidadãos que caiam nas malhas da justiça em Portugal.
O que este português precisa é de ser bem assistido por bons advogados e não de cunhas que ainda o encravarão mais...
terça-feira, abril 26, 2005
Cito o PortugalClub, num texto de ali colocado por António Ferreira, de Brasilia:
«PORTUGAL surgiu de forma inesperada e feia na imprensa brasileira. O Tribunal Superior do Trabalho aponta a embaixada portuguesa em Brasília como campeã nas condenações laborais do seu corpo diplomático em Brasília. Serão 74 as acções judiciais contra a embaixada portuguesa e as condenações estão relacionadas com o desrespeito por direitos laborais consagrados na lei. Entre estes, estão o não pagamento do décimo terceiro mês, de horas extraordinárias, de subsídios de férias e de contribuições ao Estado brasileiro, bem como demissões sem justa causa. Depois de Portugal, vem a Embaixada da Indonésia, com dez condenações pela Justiça Trabalhista. Um dos principais problemas das embaixadas, inclusive a de Portugal, é o não pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Trata-se de um fundo que pertence ao trabalhador, constituído a partir de depósitos mensais que o empregador deve fazer por conta de cada empregado. A maioria das embaixadas não recolhe o FGTS, que pode ser levantado pelo trabalhador em várias situações, como demissão sem justa causa, compra de casa própria, reforma e casos de doença. O mau desempenho português está, inclusive, no sítio do Tribunal Superior do Trabalho na Internet. A embaixada portuguesa alega que grande parte das reclamações já teria sido solucionada mediante acordo e que somente restariam uma dezena delas. O assessor de imprensa da embaixada em Brasília, Carlos Fino, informou que o ex-embaixador António Franco solucionou boa parte das dívidas laborais, mediante acordo. Segundo ele, os dados do levantamento do Tribunal estarão desactualizados. «Preocupante». Segundo um levantamento feito pela Justiça do Trabalho, a pedido do presidente do Tribunal Superior, o ministro Vantuil Abdala, há 194 acções contra embaixadas em Brasília. A assessora-chefe de imprensa do Tribunal, Miriam Moura, disse ao EXPRESSO que o estudo foi realizado após um encontro com o núncio apostólico no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri, e o embaixador da República dos Camarões, Martin Nguele, decanos do corpo diplomático, no dia 4 de Março. Miriam observou que os acordos feitos pela embaixada de Portugal com aqueles que reclamavam prejuízos laborais ainda não foram comunicados ao Tribunal Superior do Trabalho. No sítio do Tribunal na Internet, o presidente Vantuil Abdala considera a «situação preocupante sob o aspecto diplomático», mas acrescenta que «é importante que haja uma solução quanto ao pagamento, pelas embaixadas, dos direitos dos trabalhadores, objecto de condenação na Justiça Trabalhista». O levantamento do TST não inclui as condenações por não pagamento de débitos à Previdência, que podem ser maiores do que os laborais. Por enquanto, o Ministério das Relações Exteriores não se pronunciou oficialmente sobre o caso.»
Não vale a pena branquear estas pílulas.
Situações deste tipo multiplicam-se pelo Mundo, dando de Portugal uma imagem péssima...
Por mim, tenho vergonha sempre que constato situações grotescas como as que verificamos no tratamento dos funcionários consulares.
Não sei até que ponto a boa solução não seria fechar tudo e... abrir de novo, com outra gente e outros métodos.
As notícias de Londres não são boas... O desprestígio da representação portuguesa é total. Para além da má reputação junto da comunidade portuguesa, a nossa representação consular está completamente desacreditada junto de instituições sociais inglesas com quem tive oportunidade de manter contactos nestes dias. 

domingo, abril 24, 2005
25 de Abril evocado por Vital Moreira
Uma fotografia de uma edicao historica do Republica num post de Vital Moreira.
Grande confusao...
Cheguei a Londres perto do meio dia... (Desculpem a falta de acentos, mas escrevo este post de um computador alheio...).
Nas primeiras conversas com compatriotas chamaram-me a atencao para uma noticia que dava como certo que o PS quer acabar com o voto por correspondencia na emigracao.
A noticia vem no endereco acima reproduzido e o autor da mesma e o Paulo Pisco, que aparece identificado como o director do Departamento das Comunidades do PS.
Reproduzo o texto:
Nas primeiras conversas com compatriotas chamaram-me a atencao para uma noticia que dava como certo que o PS quer acabar com o voto por correspondencia na emigracao.
A noticia vem no endereco acima reproduzido e o autor da mesma e o Paulo Pisco, que aparece identificado como o director do Departamento das Comunidades do PS.
Reproduzo o texto:
O director do departamento das Comunidades do PS, Paulo Pisco, que se encontra em Toronto, disse sexta-feira à Lusa que o voto dos emigrantes deverá passar a ser presencial, abandonando-se assim o voto por correspondência.
Segundo aquele dirigente, "está na forja a alteração da Lei Eleitoral no tocante ao voto para a Emigração, com vista à Assembleia da República, que passará a ser o voto presencial".
Acentua que "democraticamente é muito mais seguro o voto presencial do que este voto por correspondência, que permite teoricamente uma certa interferência em todas as fases do processo".
Interrogado sobre a forma de actuar, nas eleições, nas comunidades afastadas às vezes mais de 500 quilómetros de um Consulado, Paulo Pisco acentuou que "é ainda cedo para pormenorizar a forma de fazer", dizendo não saber, de momento, como é que tudo vai funcionar, "sabendo apenas que o sistema vai mesmo ser alterado". Aquele dirigente, falando no resultado das eleições legislativas nesta zona do mundo, disse que "para nós, no PS, foi uma surpresa não termos conseguido eleger pelo menos um deputado" e "de facto não conseguimos dar nenhuma explicação".
O Partido Socialista diz, entretanto, que vai abrir três novas secções no Canadá, nas cidades de London, Hamilton e Kingston. Pensa-se assim organizar e expandir as estruturas do PS no estrangeiro. Paulo Pisco, que participava num encontro comemorativo do sexto aniversário da secção de Toronto, de que é secretário - coordenador Joel Filipe, disse ainda que está a ser estudada "a substituição de muitos dos Consulados Honorários por escritórios consulares, para evitar a tal promiscuidade que às vezes é referida".
O responsável pelo Departamento de Comunidades disse ainda que vê o "grupo de pessoas que aqui estão, grande parte delas que não são filiadas no PS, como pessoas que têm uma grande expectativa em relação ao Governo do PS para as políticas que têm a ver com as comunidades".
Isto nao pode ser verdade...
Nao acredito que o PS ande de cavalo para burro.
O que e preciso e passarmos ao voto electronico... e nao acabar com o voto por correspondencia apenas porque os responsaveis pela organizacao da campanha eleitoral no circulo Fora da Europa sao incompetentes e nao tem o minimo respeito pelos seus concidadaos.
O PS tem que dar uma grande volta na sua organizacao referentes as comunidades da Diaspora.
Esta gente que aparece a falar em nome do Partido nao tem nem pensamento, nem qualificacao, nem sequer uma cultura de nivel minimo que lhe permita representar o partido com um minimo de dignidade.
O Lello e um bronco... Mas os seus apendices sao muito piores...
quinta-feira, abril 21, 2005
orelhas.pt :: Carlos Andre
orelhas.pt :: Carlos Andre
Outra peça interessante para compreender o paternalismo com que os políticos encaram a indústria vidreira...
Outra peça interessante para compreender o paternalismo com que os políticos encaram a indústria vidreira...
GLASS.CZ - czech (bohemian) crystal glass, glass beads and jewellery manufacturers and exporters
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Afinal MGlass nem sequer é original...
Há na República Checa...
Afinal MGlass nem sequer é original...
Há na República Checa...
O Cartel do Vidro
marinhagrandemglass.com
Esta é a nova imagem do cartel do vidro da Marinha Grande...
Cartelização com apoio do Estado...
Esta é a nova imagem do cartel do vidro da Marinha Grande...
Cartelização com apoio do Estado...
marinhagrandemglass.com
marinhagrandemglass.com
Vejam este texto...
A mesma lógica da unicidade sindical... Quem não aderir, quem não se suicidar, quem quiser manter os seus produtos, a sua marca e a sua qualidade tem que suportar a concorrência subsidiada pelo Estado que a Vitrocristal lhe faz com meios poderosissimos.
Vejam o que está a acontecer aos Mortensens...
Vejam este texto...
A mesma lógica da unicidade sindical... Quem não aderir, quem não se suicidar, quem quiser manter os seus produtos, a sua marca e a sua qualidade tem que suportar a concorrência subsidiada pelo Estado que a Vitrocristal lhe faz com meios poderosissimos.
Vejam o que está a acontecer aos Mortensens...
Marinha Grande espera solução para Mglass
Marinha Grande espera solução para Mglass
Isto é lobbying puro... Pressão política...
Onde estão os resultados? E as contas?
É interessante conhecer as contas da América... Quem colocou o dinheiro? E quem tem as acções?
Talvez fosse bom investigar...
Isto é lobbying puro... Pressão política...
Onde estão os resultados? E as contas?
É interessante conhecer as contas da América... Quem colocou o dinheiro? E quem tem as acções?
Talvez fosse bom investigar...
Espantoso este artigo do Diário Económico sobre a marca MGlass...
Falta de apoios à Mglass ameaça indústria vidreira da Marinha Grande
Este artigo é sintomático... Apesar dos milhões de euros recebidos do Estado a Vitrocristal - que é a proprietária da marca MGlass - não a consegue implementar sem continuar a sorver os cofres públicos.
Esta é das maiores perversões que conheço.
A marca nasceu como marca regional, destinada a ser usada por todos os fabricantes que respeitassem padrões de qualidade minimos.
No princípio a ideia de marca era de Marine Glass... Depois, porque Jorgen Mortensen entrou em litigio com alguns industriais que lhe copiavam os modelos e ele tinha a marca JM Glass, adoptaram a marcar MGlass... Foi só tirar o J...
A marca era uma bem público, mas cedo andou em bolandas e acabou em mãos privadas e a fazer cocorrência a tudo o que era industrial...
Tenho perguntado a diversas pessoas porque razão a Vitrocristal ACE afastou a generalidade das empresas, que nela se associaram.O que me têm dito - e eu não consegui confirmar em absoluto - é que tudo consistiu numa "engenharia" adequada a viabilizar apoios indirectos a empresas que não os podiam receber directamente, por não pagarem ao Estado e à Segurança Social.
Interessante saber que a marca MGlass já custou 22 milhões de euros.
Interessante perguntar quanto vendeu até agora...
Uma marca para todas as empresas é uma perversão e uma fraude...
Não existe um fabricante MGlass, nem um padrão MGlass.
Este artigo é sintomático... Apesar dos milhões de euros recebidos do Estado a Vitrocristal - que é a proprietária da marca MGlass - não a consegue implementar sem continuar a sorver os cofres públicos.
Esta é das maiores perversões que conheço.
A marca nasceu como marca regional, destinada a ser usada por todos os fabricantes que respeitassem padrões de qualidade minimos.
No princípio a ideia de marca era de Marine Glass... Depois, porque Jorgen Mortensen entrou em litigio com alguns industriais que lhe copiavam os modelos e ele tinha a marca JM Glass, adoptaram a marcar MGlass... Foi só tirar o J...
A marca era uma bem público, mas cedo andou em bolandas e acabou em mãos privadas e a fazer cocorrência a tudo o que era industrial...
Tenho perguntado a diversas pessoas porque razão a Vitrocristal ACE afastou a generalidade das empresas, que nela se associaram.O que me têm dito - e eu não consegui confirmar em absoluto - é que tudo consistiu numa "engenharia" adequada a viabilizar apoios indirectos a empresas que não os podiam receber directamente, por não pagarem ao Estado e à Segurança Social.
Interessante saber que a marca MGlass já custou 22 milhões de euros.
Interessante perguntar quanto vendeu até agora...
Uma marca para todas as empresas é uma perversão e uma fraude...
Não existe um fabricante MGlass, nem um padrão MGlass.
Entre as 100 maiores empresas?
Região de Leiria - 100 Maiores Empresas'2002
Interessante este texto de Carlos André sobre a história da Vitrocristal...Pena que ele não diga quanto vende anualmente essa empresa e quanto recebe do Estado.
Interessante este texto de Carlos André sobre a história da Vitrocristal...Pena que ele não diga quanto vende anualmente essa empresa e quanto recebe do Estado.
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