quinta-feira, novembro 17, 2005

Criticas ao funcionamento do CCP

Telegrama da Lusa:
Comunidades: Quatro conselheiro protestam contra funcionamento do Conselho

Lisboa, 17 Nov (Lusa) - Quatro conselheiros das comunidades portuguesas criticaram hoje o actual funcionamento deste órgão de consulta do Governo para as questões da emigração e apelaram aos restantes membros para aderirem ao protesto.
Numa nota de protesto, os conselheiros José Machado (França), Gabriel Fernandes (Reino Unido), Manuel de Melo e António Dias Ferreira (Suíça) apelam aos membros do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) que se acham "inconformados com o actual estado de coisas" para que adiram ao protesto "na perspectiva de uma corrente forte que deixe aberta a porta de uma eventual demissão colectiva".
Em declarações à Agência Lusa, Manuel de Melo explicou que o principal objectivo da nota de protesto é apelar aos conselheiros que não estejam satisfeitos com a actuação do CCP para aderirem ao protesto. O conselheiro criticou também a "incapacidade e inoperância" do CCP em assumir-se como órgão de consulta do Governo.
"A nota de protesto é uma forma de manifestar a nossa profunda indignação em relação ao que se está a passar actualmente nas comunidades portuguesas", sublinhou o conselheiro da Suíça, que é membro do CCP desde a sua criação, em 1997.
A forma como os consulados de Portugal em São Paulo e Londres estão a funcionar, em que os utentes para serem atendidos têm que marcar antecipadamente, foi um exemplo apontado por Manuel de Melo para referir o "mau estado" dos serviços junto das comunidades.
"O funcionamento à porta fechada destes consulados, que nem em situações de emergência abrem as portas, exigia uma intervenção energética do CCP junto do Governo e do primeiro-ministro", frisou.
Outro exemplo apontado pelo conselheiro relaciona-se com o ensino do português no estrangeiro.
"Perspectivam-se grandes alterações e o CCP continua às escuras e sem fazer nada", criticou.
Na nota de protesto, os quatro conselheiros referem ainda que "não aceitam pactuar com estes comportamentos e desmandos, pelo que se demarcam publicamente da postura adoptada pelo actual Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas".
"O actual CCP passou a olhar apenas para o próprio umbigo, assumindo-se como um órgão meramente servidor de dinheiros públicos, cujas verbas de funcionamento são escandalosamente engolidas em viagens e reuniões sem quaisquer resultados práticos para as comunidades portuguesas e que seriam melhor aproveitadas se investidas no apoio a projectos do movimento associativo", lamentam os conselheiros.
Criticam ainda a postura do presidente do Conselho Permanente, Carlos Pereira, que "continua a assobiar para o lado como se nada diga respeito ao conselho, adoptando um silêncio cúmplice e indigno de quem preside ao órgão representativo dos portugueses residentes no estrangeiro".
Contactado pela Agência Lusa, o presidente do Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas escusou-se a fazer qualquer comentário.
O Conselho das Comunidades Portuguesas, órgão de consulta do Governo para as questões da emigração, é composto por 96 conselheiros, tutelado por um Conselho Permanente constituído por 15 membros e está dividido em secções locais e regionais.
CMP.

Eleições geram caos nos consulados em França

Emigrantes enfrentam informações descoordenadas nos vários serviços Problemas podem prejudicar votação nas presidenciais



Muitos portugueses residentes em França não deverão poder votar nas próximas eleições presidenciais devido à descoordenação da informação sobre o assunto. A própria embaixada de Portugal reconheceu, na passada terça-feira, que "a informação correcta só agora foi possível dar porque a Comissão Organizadora do Recenseamento Eleitoral dos Portugueses no Estrangeiro (COREPE - um serviço do Ministério dos Negócios Estrangeiros) nunca esclareceu muito bem a lei eleitoral sobre os portugueses no estrangeiro"."Acho que já não é possível recensear-se, nós somos intermediários e temos de mandar tudo para Portugal até dia 22 de Novembro e o problema é que a documentação segue por via diplomática e passa pelo ministério antes de chegar ao STAPE. Nas últimas eleições mandámos tudo com 10 dias de antecedência e não chegou a tempo", respondeu o consulado de Bordéus, anteontem, quando o JN contactou todos os consulados portugueses em França, passando por um "cidadão comum" desejoso de votar.Em Orleans o recenseamento já não era possível para as eleições presidênciais. "A data limite era 8 de Setembro e mesmo estando recenseado em Portugal, para nós, é uma inscrição nova. Mas espere um bocadinho, um dia mandam uma circular, noutro dia mandam outra, aqui também andamos a nadar, sabe?". A informação completa-se após uns minutos a desfolhar papéis "Todos se podem recensear até ao dia 22".No consulado de Clermont-Ferrand é pedida a "carte de séjour" (título de residência já abolido para os europeus!), enquanto que em Nogent-Sur-Marne a informação é categórica "Já não pode votar nestas eleições, porque o prazo terminou a 8 de Setembro, mas pode recensear-se até dia 22".

IN «Jornal de Notícias», Fernando Oliveira, correspondente em Paris.

Eulália e o turismo religioso

Escreve Eulália Moreno no PortugalClub:


«Caros Amigos(as) do PortugalClub

No site da apresentadora Ana Maria Braga encontrei esse texto .
Atenção devotos de Nossa Senhora de Fátima: qualquer milagre pretendido , por favor, utilizem a apresentadora que, pelos vistos, está muito bem cotada com Nossa Senhora de Fátima..., de repente, até se arvorando em "procuradora" da Própria.

É revoltante. Sinto-me indignada ao ver Nossa Senhora de Fátima ser aproveitada em promoções pessoais de pessoas como essa senhora, que não é modelo algum de dignidade para ninguém.

Além de ser mentira que a Missa daq Esperança tenha surgido para pedir pela saúde de Ana Maria Braga. Infelizmente tantos e tantas portugueses e portuguesas padecem do mesmo mal mas o suportam e vencem sem necessidade de palhaçadas públicas, já que no conforto da família e dos Amigos é que os milagres se processam.

Lamentável!!!!!!!!!!


Um abraço Eulalia»

A seguir Blog da Ana Maria Braga:

«A quinta edição da Missa da Esperança contou com a presença de mais de 100 mil pessoas.Ana Maria e equipe tiveram uma grande demonstração de amor em Portugal na semana passada na Missa da Esperança, realizada em Fátima.Mais de 100 mil pessoas acompanharam a cerimônia. Entre elas, as cantoras Joana, Maria Bethânia e Marco Paulo (considerado um dos melhores de Portugal), a atriz Christiane Torloni e o técnico Luiz Felipe Scolari.O movimento foi tão grande que, para chegar em Fátima, formou-se um congestionamento de 40 km. Fátima fica a 120 km ao norte de Lisboa.Esse ano, foi a quinta edição da missa. Foi um lindo dia de sol, perfeito para agradecer as graças recebidas.Em Fátima, as pessoas sentem uma energia especial... É a força de Nossa Senhora que está presente em cada cantinho daquele santuário! A primeira Missa da Esperança foi realizada no Brasil, em 2000. Foi organizada pela comunidade portuguesa que pedia pelo restabelecimento da saúde de Ana Maria Braga. A segunda missa , em 2001, também foi no Brasil. Em 2004, Ana Maria depositou um envelope com todos os pedidos enviados por telespectadores de fé... Este ano, ela recebeu a carta de Elaine Collodoro contando que viu a apresentadora depositar aos pés da santa o envelope que havia enviado à produção. Nele, ela contava a triste história de sua mãe, Maria Collodoro, que sofria com um grave tumor na cabeça. Depois da missa, em 2004, o tumor milagrosamente regrediu. Os médicos ficaram impressionados, pois nunca tinham visto algo parecido acontecer. Em 2005, também levei um envelope com pedidos do Brasil. Nunca percam a fé!»
Será que a minha amiga Eulália não consegue perceber que isto está tudo certo?
Turismo religioso é isto...
Pena não haver mais Anas Marias Bragas, para vender mais Fátima.
Fátima é um grande negócio e pode ser um negócio muito maior.
E nisso os brasileiros são muito, muito bons, como mostra o sucesso das suas igrejas.
Eu sou ateu, mas acho que a liberdade religiosa e a liberdade relativa a todas as demais fantasias deve ser protegida, sem quaisquer limites.
Só lá vai quem quem e só acredita em milagres quem quer.
Se isso dá felicidade às pessoas, porque havemos de abalar essa felicidade.
Parabéns, mais uma vez, ao Paulo Machado e ao ICEP.
Esta foi uma acção de sucesso.

Pedido de esclarecimentos à CNE


Exmº Senhor
Presidente da Comissão Nacional de Eleições

Esta sociedade presta serviços jurídicos no estrangeiro e tem uma rede de correspondentes em todas as cidades com grande aglomeração de portugueses.
Questinados sobre a capacidade eleitoral activa dos portugueses bi-nacionais, nas próximas eleições presidenciais, temos informado os consulentes de que os cidadãos que sejam portugueses e também nacionais de outros países e que neles residam perderam a capacidade eleitoral activa nas eleições do Presidente da República, atento o disposto na Lei Orgânica no 5/2005, de 8 de Setembro e as alterações introduzidas no artº 2º,2 da Lei Eleitoral do Presidente da República.
Fiquei pois surpreendido com a notícia publicada pelo Jornal de Notícias, em que o STAPE dá informação diversa, no sentido de que cidadãos bi-nacionais naquelas condições tem direito de voto.
Solicito que, para evitar erros, tenham a amabilidade de me esclarecer as dúvidas que atrás exponho informando-nos se, na interpretação da Comissão Nacional de eleições podem votar nas eleições presidenciais os cidadãos portugueses que sejam também nacionais de outro país e nele residam.
Os meus melhores cumprimentos
Miguel Reis

Pedido de esclarecimentos ao STAPE

Porque não gosto de viver com dúvidas enviei ao STAPE, em nome da nossa sociedade de advogados, o seguinte pedido de esclarecimentos:


Exmºs Senhores:
Esta sociedade presta serviços jurídicos no estrangeiro e tem uma rede de correspondentes em todas as cidades com grande aglomeração de portugueses.
Questinado sobre a capacidade eleitoral activa dos portugueses bi-nacionais, nas próximas eleições presidenciais, temos informado os consulentes de que os cidadãos que sejam portugueses e também nacionais de outros países e que neles residam perderam a capacidade eleitoral activa nas eleições do Presidente da República, atento o disposto na Lei Orgânica no 5/2005, de 8 de Setembro e as alterações introduzidas no artº 2º,2 da Lei Eleitoral do Presidente da República.
Fiquei pois surpreendido com a notícia publicada pelo Jornal de Notícias, em que o STAPE dá informação diversa, no sentido de que cidadãos bi-nacionais naquelas condições tem direito de voto.
Solicito que, para evitar erros, tenham a amabilidade de me esclarecer as dúvidas que atrás exponho.
Os meus melhores cumprimentos
Miguel Reis

Dúvidas sobre o direito de voto nas Presidenciais

Amadeu Moura, do Canadá, escreveu-me um e_mail com este teor:

«Tenho seguido com a devida atenção os seus “posts” sobre as eleições presidenciais, sobretudo a observação e denúncia do impedimento dos bi-nacionais residente nos países da segunda nacionalidade de poderem exercer o direito de voto.
Ora, o JN de hoje, citando o STAPE, diz que os bi-nacionais podem votar. Será que o TAPE não faz distinção do país de residência e, daí, induzir em erro as pessoas?
Poderia alumiar a nossa lanterna?»

Remeti-o para um artigo que escrevi sobre a matéria em http://www.lawrei.com/defaultM4.asp?id=847

A noticia do Jornal de Notícias diz o contrário do que eu digo sobre a matéria.

Reproduzo-a...


«O recenseamento eleitoral para os portugueses que residem no estrangeiro para as eleições presidenciais de 22 de Janeiro termina na próxima terça-feira, informou hoje o Secretariado Técnico dos Assuntos para o Processo Eleitoral (STAPE).
De acordo com o STAPE, os portugueses residentes no estrangeiro que desejam votar para as eleições presidenciais podem recensearem-se nas embaixadas e nos consulados até à próxima terça- feira.
Uma excepção está prevista na lei para os eleitores que contem actualmente 17 anos e atinjam a maioridade até à data das eleições, sendo o prazo de inscrição alargado por mais uma semana, até 28 de Novembro.
O direito a votar nas próximas eleições presidenciais estende- se aos bi-nacionais inscritos nos cadernos eleitorais do respectivo consulado.
No estrangeiro, o recenseamento não é obrigatório e um emigrante só se inscreve nos cadernos eleitorais da embaixada ou consulado da área de residência uma vez.
Os emigrantes votaram pela primeira vez para as eleições presidenciais em 2001, acto marcado pela forte abstenção, que rondou os 95 por cento.
Nas últimas presidenciais estavam inscritos nos cadernos eleitorais 186.619 portugueses residentes no estrangeiro.
Enquanto para as eleições legislativas, os emigrantes portugueses votam por correspondência, para as presidenciais, o voto é presencial.
Nas presidenciais de 2001, os portugueses residentes no estrangeiro puderam votar durante três dias nos consulados».

Há serviços de qualidade

Escreve a minha Colega Helena Serra num comentário:

«António Miguel confirmou-me que às 16H45 já tinha o bilhete de identidade do menor consigo, diligentemente, porque pedido e fundamentado o pedido de urgência, entregue pelo Arquivo de Identificação de Lisboa no Areeiro.
Só nos faltava mais esta do Consulado Português em Moscovo... é inaceitável, indamíssivel e de uma incompetência...Os emigrantes estão entregues à bicharada e será caso para se dizer "A insustentável leveza de ser um português fora do território nacional".

Helena Cunha Serra

Há serviços portugueses que funcionam muito bem. Um deles é o Serviço de Identificação Civil.
Este bilhete de identidade demorou menos de seis horas a emitir.
Os emigrantes são respeitados no SIC.

quarta-feira, novembro 16, 2005

Será que Cavaco vai avalisar o «encerramento» do Consulado de Portugal em S. Paulo?

DN Online: Cavaco Silva no Brasil para contactos com empresários

Tudo indica que sim - que Cavaco Silva vai avalisar o «encerramento» ao público do Consulado Geral de Portugal em S. Paulo. Ou não fosse tal «encerramento» obra de Martins da Cruz...
Quanto mais não seja Cavaco tem aqui uma forma de de demarcar do seu opositor Mário Soares, que defendeu, com toda a clareza, que o Consulado deveria estar de portas abertas aos portugueses.
Mário Soares fez questão de não visitar o Consulado e de não aceitar o convite que lhe foi feito pelo Cônsul Geral para um «encontro» com empresários na chamada «residência oficial».
Concordemos ou não com a existência de uma tal «residência» para um Cônsul, verdade é que não pode aceitar-se que ela seja usada para operações eleitorais, pagas com dinheiro do Estado.
Mário Soares é especialmente cuidadoso nestas coisas e demarcou-se com toda a clareza dizendo que estava em pré-campanha eleitoral.
Cavaco Silva parece que tem menos pruridos e aceitou que o Estado pague um jantar que foi anunciado em sua homenagem, na residência do referido cônsul.
A máquina do Estado está, assim, posta ao serviço de Cavaco Silva e ele aceita-o como coisa normal.
Não menos critícável é a postura da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil, que organizou um almoço de campanha em favor de Cavaco Silva, sem tratar em pé de igualdade os demais candidatos.

A grande hipocrisia ou o anúncio de um erro grave

Correio da Manhã

O anúncio pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros de que apresentar um breve um diploma que permite acabar com as nomeações políticas para as embaixadas e consulados é, com os argumentos que vêm aduzidos, uma enorme hipocrisia. Mas, mais grave do que isso, configura um enorme erro, que vai custar ao Estado muito mais do que o que vai poupar.
As nomeações políticas não têm nada de mal, se forem bem administradas.
Bem pelo contrário.
Fixemos primeiro o que entendemos por nomeação política: é a nomeação, para o exercício de funções públicas, por via contratual, de uma pessoa que a Administração entende que, pelos seus conhecimentos e pela sua personalidade, melhor de adequa à realização de tarefas concretas ou ao cumprimento de determinada missão.
Não faz nenhum sentido que o porta-voz do Ministério seja um funcionário de carreira, como não faz nenhum sendido que os adidos de imprensa das embaixadas sejam funcionários de carreira.
Muito menos sentido faz que sejam funcionários de carreira do Ministério dos Negócios Estrangeiros os técnicos que têm que acompanhar determinados dossiers nas missões com elevado pensor técnico.
Nestas missões até há circunstâncias que justificariam que os próprios embaixadores fossem políticos.
Não temos uma escola superior de formação de diplomatas.
Os nossos diplomatas são diplomatas de tarimba, uns melhores do que outros, mas todos com essa mesma característica.
Não há em Portugal uma formação diplomática que se possa qualificar de académica e muito menos de científica. Com isso perde muito o exercício da função política do domínio da política externa.
Por isso mesmo se justifica que o Governo não deva abdicar do poder e do direito de, por via das nomeações políticas, possa corrigir as deficiências do aparelho do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
A lógica deve ser a de escolher as pessoas mais adequadas para as respectivas funções.
Sem prejuizo de a especificidade das funções diplomáticas e consulares justificar que haja um quadro próprio de diplomatas, parece-me que é preciso mexer nas leis, em termos que permitam o acesso a esse tipo de funções de funcionários de outros de outras áreas da Administração. Não há nenhuma razão que justifique que a carreira diplomática seja uma carreira absolutamente fechada e, num certo sentido, auto-gerida.
Bem pelo contrário, justifica-se que a lógica actual seja posta em causa, nomeadamente por via da sujeição às mesmas regras de controlo e inspecção a que estão sujeitos os demais serviços públicos.
Isso poderia melhorar, de forma extraordinária, a qualidade da prestação dos serviços públicos e a qualidade do exercício da função diplomática.
Há personalidades que, sem serem funcionários, demonstram ser capazes de ser excelentes ministros, administradores de empresas, negociadores de grandes projectos. Porque é que estas mesmas personalidades não hão-de poder ser embaixadores?
Mas é a outros niveis que a questão ganha mais acutilância.
Com o nivel de aptidões e de exigências que é feito a um cônsul, não tenho quaisquer dúvidas de que qualquer jurista com uma especial preparação na área dos registos e do notariado poderia exercer as funções com melhor qualidade do que muitos dos diplomatas que hoje ocupam os postos consulares. Em especial, não tenho quaisquer dúvidas de qualquer conservador/notário de uma qualquer comarca de terceira poderia exercer as funções com muito melhor qualidade.
O mesmo pode e deve dizer-se relativamente aos funcionários. Porque não hão-de alterar-se as leis em termos que permitam a mobilidade e o acesso de funcionários que o Estado já tem, com preparação adequada, para o exercício de determinadas funções?
Um dos maiores erros do actual sistema está na forma absolumente fechada do acesso aos lugares administrativos em embaixadas e consulados. Aí é que seria muito interessante fazer concursos documentais abertos, em vez de se contratarem funcionários sem preparação e sem experiência, às vezes mesmo sem a mínima noção do que é o País.
Perguntem aos gestores das Lojas do Cidadão como se resolvem esses problemas que eles sabem.

Novas dificuldades relativamente ao Mikael

O Mikael chegou a Lisboa às 7 da manhã e vai ter o seu bilhete de identidade às 5 da tarde.
Mas novas dificuldades se levantam, agora no Consulado de Moscovo.
A mãe procurou o consulado para fazer uma declaração autorizando o pai a levar o menor para Genebra, onde vive a família.
O Consulado Geral de Portugal em Moscovo exige que Joulia procure um notário russo, faça uma procuração em lingua russa, mande traduzir essa procuração num tradutor oficial e a leve ao Consulado que fará a legalização.
Isto chamar-se-ia pura incompetência.
O Consulado tem obrigação de tomar a declaração de Joulia em lingua portuguesa e de reconhecer a assinatura da mãe.
Vou pedir escalrecimentos imediatamente. Mas agora são 18 horas em Moscovo.
Lá se perdeu um dia, de forma inútil, com a burocracia portuguesa.

Obrigado Bandeirantes

A Televisão Bandeirantes interessou-se pelo caso do Mikael desde a primeira hora até à última.
O Sandro Barboza assumiu este caso com uma paixão que levou até à partida do menino do aeroporto de Guarulhos para Lisboa.
Lá esteve no aeroporto, a despedir-se do Mikael, que voltou a passar ontem à noite, no Jornal da Band, com um simpático «ciao Brasil».
Quando a equipa da Band procedia às filmagens, vi, ao fundo, um homem pequeno de cabelo grisalho, cuja cara me é familiar.
Parecia mesmo o Secretário de Estado António Braga quem estava a assistir a tudo aquilo.
Claro que se fosse o António Braga eu teria dito ao Sandro Barboza quem era e ele não deixaria de o entrevistar.
Mas não era, obviamente. Porque, se fosse, no mínimo ter-me-ia cumprimentado quando cruzamos os dois no saguão do aeroporto de S. Paulo.
Por acaso seguiu neste mesmo avião um passageiro que se chama António Braga, mas não é seguramente o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.
Se fosse, eu estou certo - porque penso que não é um cobardolas qualquer - que se me teria dirigido e me teria falado dos e_mails que lhe enviei e a que ele, pura e simplesmente, não deu resposta.
Fosse ou não fosse, o que sinto é que, depois do descalabro a que se chegou e apesar das divergências que, relativamente a algumas questões, tenho afirmado relativamente a José Lello, é altura de dizer: «Volta Lello que estás perdoado».

Mikael viajou para Lisboa

Na hora do embarque, com Miguel Reis e Roberto LInhares Posted by Picasa
Despedida do William Posted by Picasa
Com o taxista William Posted by Picasa
Mikael com o Sandro Barbosa, da Band, e Roberto LInhares, no aeroporto de Guarulhos Posted by Picasa

terça-feira, novembro 15, 2005

Resposta à Eulália Moreno

Querida Eulália:

Obrigada pelas tuas palavras, que são excessivas no que toca à minha pessoa.
Procuro ser um profissional competente. Mas procuro ser, antes de tudo, um cidadão respeitável.
Por mais que isto doa a muita gente, a questão do Miguel é apenas mais uma bolha provocada pela peste.
O que é preciso é debelar esta peste que nos agride a todos, mas agride de forma especial os mais fracos.
Nem eu nem ninguém é capaz de resolver os problemas se o próprio sistema os cria a um ritmo e com qualidades que ficam encobertas na imensidão do silêncio.
Nunca se saberá quem está a ser prejudicado e ofendido.
Porque é gente anónima, que não tem recursos nem acesso aos advogados.
Dos que têm meios, não tenho muita pena. Eu ou alguém lhes resolve os problemas. Eles pagam para isso.
E os outros, os pobres, os desprotegidos, os que nem sequer sabem ler?
Até é que residente o fulcro da desumanidade.
Pronta intervenção? Enganas-te. Intervenção de desespero: nosso e da família.
O escritório tem este caso desde Junho e nunca os meus colegas conseguiram aceder ao Consulado. Foi preciso fazer escândalo na porta para que o António Miguel e a mulher conseguissem entrar sem advogado. Para lhe dizerem que era impossível fazer o que acabaram por fazer.
Foi preciso eu, no dia seguinte, chamar uma estação de televisão e fazer outro escândalo na porta, para me deixarem entrar e, apesar de eu ter explicado o que era preciso fazer e o que a lei estabelece nestes casos, disseram-me que não faziam.
Achas que isto é «pronta intervenção».
A pronta intervenção é impossível em S. Paulo. O que podia resolver-se numa hora, custou dezenas de horas.
E isto era um caso simplicíssimo, sem nenhuma dificuldade. Imagina os que são mais complexos.
Os cidadãos estão entregues aos bichos.
Abraço do
Miguel Reis

Uma carta da Eulália

Meu querido Miguel

Dizer o que para além de tudo o que eu sempre digo e direi sobre ti?
Parabéns por mais essa vitória contra a incompetência. É de gente da tua fibra que nós precisamos para evitar que qualquer dia destes, eu comece a dizer que sou filha de italianos, espanhóis, libaneses... de qualquer Pátria menos a portuguesa que tanto tem envergonhado aqueles que A amam.
A tua pronta intervenção só veio a provar a grandeza do teu caracter como profissional e , mais do que isso o teu sentimento como Homem que também é pai.

São esses gestos que nos emocionam . Os pequenos grandes gestos de um Português que utiliza a sua inteligência na defesa dos nossos. O Reino ainda não se convenceu de que esteja onde estiver um cidadão ou cidadã portuguesa, está Portugal. Meu Deus, como os nossos concidadãos estão parvos, mesquinhos e idiotas!!! A começar pelos diplomatas que mais e mais nos envergonham.

Abraço grande
Eulalia

Um post de Jorge Silva (França)


Caro colega conselheiro Carlos Pereira:

Não vou aqui colocar o conteúdo da sua resposta, prova que não há polémicas mas, não deixarei de dar uma "pequenina achega".
Continuo a pensar e a perguntar, porque motivo o conselheiro Carlos Pereira deu uma "ajuda" no comunicado do secretariado da Secção do CCP-França? volto a perguntar então, se não há gente lá dentro para tal acção? até poderá ser possível mas ... o futuro dirá os factos. Depois é também de pressupôr que.... se o conselheiro Carlos Pereira deu uma "ajudinha" a este secretariado de Secção de França,.... imagine agora se todos os outros secretariados das Secções do CCP. por esse mundo fora, o solicitarem para uma ajudinha aos seus comunicados e, como todo bom samaritano não vai dizer que não, pergunto eu, como vai o colega Carlos Pereira arranjar tempo para desempenhar com "espírito livre e aberto" as suas funções de Presidente do CP/CCP? Digo isto porque, muito embora pese os distúrbios e outras violências que se passam em França , e devam ser tomadas com o rigor e considerações necessárias, outros casos também muito graves se passam no seio da nossa Comunidade que merecem toda a atenção do CCP. porque aí sim, diz respeitos aos portugueses e à nossa própria Comunidade e, até hoje, 14 Novembro 2005, estou à espera de um digno comunicado do secretariado do CP/CCP ou por iniciativa pessoal do seu presidente em defesa do pequeno Miguel e que toda a gente já está ao corrente. E mais outro comunicado a denunciar a forma estranha do funcionamento do consulado no Brazil que provocou esta pouca vergonha (não me diga que não está ao corrente), e pedir com firmeza aos responsáveis de tutela, para que assumem as suas responsabilidades em defesa dos direitos cívicos dos nossos cidadãos, residentes fora de Portugal. Não será isso um justo trabalho do CCP? e, que dizem os nossos colegas Conselheiros do Brazil? já os contactou sobre a matéria Sr. Presidente? é que "cá deste lado" também não os ouço e gostava muito de conhecer a versão destes nossos colegas, sobre as declarações do advogado Miguel Reis dado que, seria até muito importante se assim fosse....
E por terminar pode ficar descansado caro colega, que eu "descansado estou" e ficarei, quando me anuncia que vai haver reunião dos conselheiros de França do CCP com o nosso SECP. E que nestes tempos dos "turbos" e grandes velocidades tudo se vai organizar em dez (10) dias para que todos os conselheiros possam ser informados "atempadamente" antes da sua vinda a França. Francamente......
Sinceras saudações,
Conselheiro Jorge SILVA-Paris
Do PortugalClub

As verrinas da Eulália

A minha amiga Eulália continua verrinosa.
Vejam o que escreve no PortugalClube sobre a Missa da Esperança:


«A Missa da Esperança foi devidamente divulgada nos Jornais onde trabalho como uma inicativa da Comunidade Portuguesa de São Paulo porque essa é a minha obrigação como jornalista.
Na qualidade de Eulalia Moreno, contribuinte fiscal em Portugal, tenho a dizer que foi mais uma palhaçada para levar o nosso dinheiro, já que as verbas do Icep provém das nossas contribuições. Todo ano é esse regabofe de artistas brasileiros e suas comitivas se exibirem para enganar trouxas. Este ano, então, extrapolou: dona Maria Bethânia, praticante do candomblé, filha de Mãe Menininha do Gantois ( que devia estar rolando no caixão na hora da missa), Joanna que é um fracasso de público quando se apresenta nos Coliseus de Portugal, o padre Antonio Maria que desde que aceitou " casar" o jogador Ronaldinho com a Cicarelli naquele castelo de Chantilly ( pelos vistos o amor e o respeito derreteram rapidamente como o próprio nome do Castelo) ficou muito mal visto, ou melhor, bem visto como o oportunista que sempre foi, Cristiane Torloni que na época do sr. Santana Flopes, secretaria da Cultura ( quando declarou que adorava " as peças para violino de Chopin") , envolveu-se sentimentalmente com o próprio e conseguiu verbas astronomicas para uma peça completamente louca que esteve em cartaz sempre com casas vazias e cujo prejuízo nós aguentamos, Ana Maria Braga que só passou a amiga de Portugal e dos portugueses via "milagre de N.Sra. de Fátima na cura de um câncer" porque antes disso, só fazia piadas de portugueses chamando-os sempre de burros. Isso só para falar do " produto nacional brasileiro", convidado para o Trem da Alegria que o sr. Paulo Machado promove anualmente. Aliás , quem assistiu á transmissão pela tv, viu claramente que as pessoas presentes em Fátima estavam, literalmente, se marimbando, para as cantorias dos brasileiros, estavam ali com os seus corações e as almas voltadas para Nossa Senhora de Fátima.
Sobre os restantes presentes, nem faço comentários porque é tudo muito pequeno e mesquinho para a minha cabeça. »
Acho que não tem razão nenhuma.
Fátima tem uma potencialidade turística, em termos de turismo religioso, que é fantástica.
Penso que o ICEP deve aproveitar este elevado potencial e que o dinheiro que gastou é muito bem gasto.
Deixemo-nos de lérias. Falou-se mais de Fátima por causa da Missa da Esperança do que se falou relativamente a muitas outras iniciativas em que se gastou muito mais dinheiro.

O homem tem arrojo

José Maria Martins

Um amigo meu diz que para ter sucesso na política o que é preciso é ter arrojo e não ter vergonha.
É preciso, antes de tudo, ser-se convencido.
Convencido de que os demais concorrentes não são melhores nem piores, estão apenas, provavelmente, melhor colocados.
O José Martins, que eu conheço há anos, está mesmo convencido, como se vê do seu blog.