domingo, maio 14, 2006

Claro... um blog imperd�vel... O autor � o meu amigo Jos� Mateus Posted by Picasa

A decapitação da Afinsa

Estamos a assistir, ao vivo e a cores, à decapitação da Afinsa e do Forum Filatélico.
É simplesmente espantoso.
Não há notícia de que estas entidades tenham deixado de cumprir os seus compromissos. Bem pelo contrário, todos os clientes se dizem satisfeitos com os rendimentos que recebem pontualmente, há cerca de 25 anos.
São fortes os sintomas de que estamos perante uma operação destinada a destruir um potentado financeiro, para proteger interesses de outros potentados financeiros.
Todos os argumentos usados são falaciosos.
Diz-se, por exemplo, que os selos não valem o que a Afinsa e o Forum dizem que valem.
Mas as acções, na maioria dos casos, também não valem e só se cotam como cotam porque as empresas fazem a sua propaganda e os consultores as inflacionam. O caso mais evidente é o das tecnológicas, em que o valor das empresas é infimo por relação ao do conjunto das acções.
As coisas valem o que dão por elas e havia dezenas de milhar de pessoas a entender que os selos valiam o que pagavam por eles.
Agora vem uma autoridade pública a dizer que não assim...
Imaginemos que, usando o mesmo método, aparecia o Ministério Público a dizer que as acções da companhia X ou da companhia Y não valem, no seu conjunto, o que valem as empresas mas apenas 20 ou 30 por cento...
Seria a desordem total do mercado.
Imaginemos que a mesma autoridade diria - o que é uma verdade e uma evidência - que o banco X não tem dinheiro para pagar o montante dos depósitos.
Nenhum banco tem os fundos necessários para pagar o montante dos depósitos e por isso mesmo o banco que foi referido iria inevitavelmente à falência.
O que a justiça espanhola está a fazer é provocar a falência de duas empresas que tinham até agora a melhor informação mercantil e que solviam pontualmente os seus compromissos.
Curiosamente (ou talvez não) essas empresas são de capital português e parece que nada foi feito apra lhes dar protecção.
Bem pelo contrário, assistimos impunemente à golpada, quando seria caso para enviar um aviso a Espanha.
Caso Afinsa Posted by Picasa

Absolutamente chocante

Telefonou-me Benedito Alves, o filho do português preso na Arábia Saudita e extraditado para Omã e deixou-me com os cabelos em pé.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros nem sequer lhe arranjou um advogado que o defendesse, apesar de o porta-voz ter informado o País de que lhe estava a ser prestada assistência.
Benedito pediu a minha ajuda, mas não tem sequer o número do processo nem cópia de qualquer peça processual.
Pedi-lhe que contactasse o embaixador de Portugal na Arábia Saudita pois que, a dar crédito ao que disseram os jornais, a nossa embaixada em Riad haveria de ter, pelo menos o número do processo e a indicação do tribunal em que ele pende.
Respondeu-me passadas duas horas dizendo que telefonou para Riad e que o próprio embaixador o informou de que não tinham nada, nem sequer o número do processo.
O Regulamento Consular estabelece no seu artigo 40ª que «os postos e as secções consulares prestam a assistência necessária e possível às pessoas singulares e colectivas portuguesas no estrangeiro, nos termos das leis nacionais e estrangeiras em vigor, nomeadamente com (...) apoio social, jurídico ou administrativo possível e adequado».
O problema está no possivel... Ao que me disse o Benedito o porta-voz informou que não é possivel porque não há dinheiro... e por isso se abandonou o homem ao seu destino.
Tudo isto quando Freitas do Amaral voou do Falcon para Riad, quando podia ir, muito bem, no avião de uma qualquer linha aérea.
Chocante é que para libertar um drogado o mesmo Ministro mandou um embaixador ao Médio Oriente. Ele lá saberá porquê...
Agora está em jogo a sorte de um um electricista... e esta gente não tem vergonha nenhuma.
Não acredito que o primeiro-ministro saiba disto, porque são coisas destas que destroiem a imagem do Governo e José Sócrates sabe da matéria.
É um escândalo que o ministro dos Negócios Estrangeiros tenha mobilizado os esforços que mobilizou para retirar um drogado à acção da justiça e nada tenha feito para contratar um advogado para defender um cidadão português que está, muito provavelmente, envolvido num enredo de fácil solução, que lhe poderá custar uns anos de privação da liberdade.
Coimbra em dia de formatura... Posted by Picasa
Coimbra III Posted by Picasa
Coimbra Posted by Picasa
Isto � Coimbra em dia de formatura Posted by Picasa

sexta-feira, maio 05, 2006

Brasileiros presos

Cinco brasileiros detidos em Espanha por suspeita de falsificação de documentos portugueses 05.05.2006 - 17h11 Lusa

Cinco cidadãos brasileiros foram detidos nas ilhas espanholas de Gran Canária e Lanzarote por suspeita de pertencerem a uma rede de falsificação de documentos portugueses destinados à regularização de imigrantes em situação ilegal.
A rede foi desmantelada no passado mês de Janeiro na ilha mediterrânica de Maiorca, mas tinha ramificações em Madrid e no arquipélago das Canárias, explicou a polícia espanhola.De acordo com as autoridades, as investigações da denominada "Operação Samba" vão continuar até que se consiga apurar quantas pessoas adquiriram documentação falsa e onde se encontram.As operações da polícia levaram à detenção em Maspalomas, no sul da Gran Canária, de um casal de brasileiros, de 23 e 27 anos, e em Arrecife de Lanzarote de outros três cidadãos, de 25, 27 e 38 anos.
É urgente que as autoridades portuguesas criem um bilhete de identidade fiável.
Mas mais urgente do que isso é criar em Lisboa, na Conservatória dos Registos Centrais, um cartório de depósito de documentos dispositivo fiável de controlo dos mesmos.
Circulam por aí milhares de certidões de registo civil que são falsas.
E vejam o último truque.
Como os serviços públicos podem receber certidões por fax desde que enviadas de serviços públicos... já há quem se «substitui» à Conservatória X para enviar ao consulado Y os faxes necessários para a construção de processos de atribuição de nacionalidade.
Como os consulados têm competência própria para esse tipo de registos e não há nenhum cruzamento de dados nem verificação dos documentos pela entidade com competência para o registo da nacionalidade, estão a imaginar o que vai acontecendo.

Mensagem ao Secretário de Estado das Comunidades

Senhor Secretário de Estado


Recebi do meu parceiro de Belo Horizonte esta mensagem:

Prezados colegas,

Estive (…) reunido com o novo Cônsul de Belo Horizonte e obtive algumas informações sobre as autenticações agora exigidas.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros enviou uma circular (SAC n.º 171/2005, Proc. n.º 2004.4.2 RA/3876) datada de 22/12/2005, enviado especificamente pela Direccção Geral dos Assuntos Consulares.

Essa circular dizia que em conformidade com o Art.º 540 CPC toda certidão de nascimento de brasileiros para fins de nacionalidade devem ser autenticadas no Itamaraty ANTES de serem autenticadas pelo consulado. Todos os consulados portugueses no mundo receberam essa circular, já confirmei que isso ocorreu em Londres.

Esse serviço é gratuito mas pode demorar até 30 dias. Para o envio podem ser utilizados os escritórios do Itamaraty fora de Brasília ou os correios. Temo agora que a CRC comece a devolver processos com certidões que não sejam autenticadas conforme o exigido.

Com os melhores cumprimentos,

Maurício Nogueira Gonçalves
Advogado – OAB/MG 76.806


Isto, que me chegou do meu parceiro de Belo Horizonte é uma barbaridade a dois títulos:
O artº 540º do Código de Processo Civil estabelece o seguinte:
1 - Os documentos autênticos passados em país estrangeiro, na conformidade da lei desse país, consideram-se legalizados desde que a assinatura do funcionário público esteja reconhecida por agente diplomático ou consular português no Estado respectivo e a assinatura deste agente esteja autenticada com o selo branco consular respectivo.
2 - Se os documentos particulares lavrados fora de Portugal estiverem legalizados por funcionário público estrangeiro, a legalização carece de valor enquanto se não obtiverem os reconhecimentos exigidos no número anterior.
Nada justifica que seja exigido um «reconhecimento» junto do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

E muito menos isso se justifica se estiverem em causa certidões de registo civil estrangeiras. A esse propósito, estabelece o artº 49º,1 do Código do Registo Civil:
1 - Os documentos passados em país estrangeiro, em conformidade com a lei local, podem servir de base a actos de registo ou instruir processos independentemente de prévia legalização, desde que não haja dúvidas fundadas acerca da sua autenticidade.
Quando tanto se fala de desburocratização, há sempre uns artistas que insistem em sabotar o processo e em burocratizar.
Aqui foi-se longe demais. Estamos no domínio do disparate puro.
Veja lá se faz alguma coisa em defesa da legalidade e daquele espírito de igualdade que marcou o seu discurso em S. Paulo.
Peça ai no Ministério que deixem de tratar os emigrantes como parolos…
A gente sabe que «enquanto o pau vai e vem folgam as costas». As repartições consulares trabalham menos horas do que as repartições públicas do rectêngulo luso… Porque se hão-de inventar todos os dias novos «esquemas» para reduzir a adiar o atendimento dos utentes?

Cumprimentos
Miguel Reis

Boa noite Camaradas

Hoje é para mim um dia particularmente feliz.
Ontem foi um dia especialmente triste, depois de uma noite mal dormida em que escrevi num fôlego uma carta de demissão.
As reflexões cansam, quando tocam o soturno. E as sínteses cansam ainda mais.
Resolvi abandonar o Partido Socialista, após 31 anos de fidelidade e auto-contenção.
Não faz nenhum sentido continuar num partido que não passa de um central de gestão de interesses particulares, onde pautam meia dúzia de mandaretes.
É uma pena, porque Portugal tem hoje um bom Governo e um excelente Primeiro Ministro.
Digo-o com a autoridade de que se lhe opôs e a humildade de quem tem que reconhecer que se enganou sobre o perfil da figura.
O que se vê e o que se sabe não faz adivinhar bons dias.
O Partido acabará por liquidar o Governo, tais são os conflitos de interesses que passam pelas suas malhas.
Reservo para um dia destes melhores explicações no que hei-de escrever como homem livre e independente, sem a contenção de que é devedor um militante partidário.
Escrevi uma carta a Almeida Santos cujo conteudo revelarei quando for oportuno.

sexta-feira, abril 28, 2006

Notícias de Londres

Dão a cara, assinam, protestam e pedem o afastamento do Cônsul-Geral em Londres, João Bernardo Weinstein. Centenas de Emigrantes no Reino Unido (serão uns 350 ou 4000 mil no total) enviaram um abaixo-assinado a Sócrates, DFA e deputados acusando o cônsul de ser responsável pelo «caos» dos serviços consulares.
Anunciam que em breve chegarão a Lisboa mais assinaturas, mostram-se dispostos a uma manifestação em Londres junto do consulado.
O abaixo-assinado refere que há cidadãos que se vêem obrigados a cancelar viagens «por não conseguirem marcações de entrevistas para obter documentos», e outros que têm que se dirigir a Portugal para tratar de documentos.
«Os nacionais são obrigados a enviar fax para fazerem marcações, quando deveriam somente apresentar-se perante este Consulado-geral e obterem os seus documentos», insurgem-se, acrescentando que «os utentes que protestam são simplesmente postos na rua por dois seguranças que não falam português», além de perdas de dias trabalho e dinheiro causadas por «informação incorrecta» prestada por alguns dos funcionários sem preparação.
«Quando se telefona para falar com o cônsul-geral, este não está disponível e com muita frequência se encontra fora do posto» , afrm-se no abaixo-assinado que contundentemente diz de João Weinstein: «Este senhor não sabe, não quer, tem ódio e até repugnação de aparecer à comunidade».
É uma pena que as coisas tenham chegado a este ponto - os serviços consulares não são, não devem, não podem ser uma polícia de choque ou uma força legionária contra os Emigrantes e o MNE só faz mal quando, a tempo e horas, não aprende com a doutrina dos factos.
Foi assim ontem em Toronto, agora em Roterdão e Londres, e não vale a pena falar de mais passados, alguns passados muito tristes e abafados. Pois para que serve a Inspecção Diplomática e Consular?
De Notas Verbais

quarta-feira, abril 26, 2006

A questão dos passaportes e dos bilhetes de identidade

É um bom sinal o anúncio de que os passaportes portugueses passarão a ter uma emissão centralizada, deixando de ser emitidos nos consulados e (ao que parece) também nos governos civis.
O mesmo método deve ser adoptado para os bilhetes de identidade, com a maior urgência.
É a única forma que temos para dar a esses documentos a credibilidade que eles merecem.
De vez em quando, as polícias descobrem e os jornais anunciam descobertas de documentos de identidade e de viagem falsos, alegadamente emitidos pelas autoridades portuguesas.
Todos os que estão minimamente informados sabem que essas descobertas não representam mais do que uma gota de água no universo das falsificações de documentos portugueses.
O que se passa na Inglaterra é gritante, com gente de todas as nacionalidades apresentando documentos portugueses comprovadamente falsos.
Sabemo-lo de experiência própria quando nos procuram para os ajudar a «renovar os papéis» e constatamos que estamos perante falsificações perfeitas que não resistem, porém, à inexistência de documentos do registo civil que as suportem.
É óbvio que não podemos denunciar essas pessoas que nos procuram como advogados e a quem aconselhamos, por regra, o não uso dos documentos, sob pena de poderem vir a responder pela prática de crimes.
A perfeição de algumas falsificações leva-nos a questionar a sua origem.
Alguns dos documentos só são falsos porque não existem quaisquer registos dos individuos em causa nas repartições do registo civil português.
Esta constatação deve levar-nos mais longe: também o registo dos actos de atribuição e de aquisição da nacionalidade devem ser centralizados e sujeitos a um rigoroso processamento num registo central da nacionalidade, que, em meu entendimento deve permanecer, embora com outras regras, na Conservatória dos Registos Centrais.
Hoje, não há, em bom rigor, nenhum controlo da fiabilidade dos registos consulares.
A introdução de um sistema de duplo controlo introduzida com a última alteração ao Regulamento da Nacionalidade Portuguesa foi completamente destruida pela inversa lógica do Regulamento Consular, que confere aos consulados competência própria para o processamento de registos atributivos de nacionalidade.
Há um quantidade enorme de actos que podem ser pura e simplesmente eliminados, com grande poupança de energia, de tempo e de dinheiro.
Mas há regras mínimas de segurança que não podem deixar de ser implementadas, por via de um rigoroso controlo dos documentos e (mais do que isso) por via do cruzamento de dados.
Nunca ninguém descobrirá se o António Jorge da Silva, filho de um tal Joaquim Ferreira da Silva, natural da freguesia de S. Jorge de Arroios é mesmo filho de um cidadão português, se esta verificação se não fizer de forma rigorosa.
O grande drama é que se fazem falsificações em repartições consulares portuguesas.
Não será a regra.
São evidentemente excepções; mas como a ocasião faz o ladrão, o que é preciso é acabar com elas.
Uma cliente minha perdeu um hotel em Porto Seguro por causa de uma falsificação desse tipo. O processo criminal aberto a propósito foi pura e simplesmente arquivado.
Num dia destes publico aqui os fac-simile dos documentos.

Comunicado do Conselho das Comunidades Portuguesas

Novo Passaporte Português
deixa de ser feito nos Consulados

O Conselho das Comunidades Portuguesas congratula-se com a recente apresentação do Passaporte Electrónico Português, pelo Ministro da Administração Interna, Dr. António Costa.

No entanto, lamentamos que sejam suprimidos todos os postos emissores de Passaportes no estrangeiro alegando «questões técnicas e de segurança», passando a centralizar a fabricação dos mesmos Passaportes em Lisboa.

Portugal consegue fazer um novo Passaporte «com a tecnologia mais avançada do mundo» e não consegue garantir que os Portugueses residentes no estrangeiro mantenham a celeridade que este serviço de proximidade tinha até aqui.

Por exemplo, durante muitos anos foi-nos garantido que não era possível abrir centros emissores de Bilhetes de Identidade nos postos consulares e afinal, quando houve vontade política, os Centros emissores foram abertos.

Os Portugueses residentes no estrangeiro têm más recordações dos documentos que são feitos em Portugal. Ainda não há muito tempo, era necessário esperar anos (!!!), para se obter um simples Bilhete de Identidade.

O Conselho das Comunidades Portuguesas espera que o Governo reconsidere esta posição e encontre os meios necessários para abrir centros emissores mais perto das populações portuguesas residentes no estrangeiro.

Também esperamos que o Governo consiga instalar, em tão curto espaço de tempo, as 121 máquinas de recolha de dados biométricos nos postos consulares portugueses no estrangeiro. Acreditamos que pelo menos neste aspecto, as Comunidades Portuguesas não ficarão esquecidas. Mesmo se vamos ter máquinas sofisticadas de recolha de dados, em postos consulares (ainda há alguns) que não estão em rede nem têm o programa de gestão consular.

Enquanto que o Conselho das Comunidades Portuguesas tem pedido uma reestruturação consular que permita facilitar o acesso dos atentes, aproximar os postos das Comunidades e desburocratizar os serviços, este é um passo que não vai nessa direcção.

O Governo português continua a não querer tomar em consideração que os cerca de cinco milhões de Portugueses que residem no estrangeiro são uma mais-valia para o país e, pelo contrário, continua a considerar que a rede consular é um fardo para Portugal.


Carlos Pereira
Presidente do Conselho Permanente
Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP)

sexta-feira, abril 21, 2006

Enamorada de Lisboa

Maribel está cada vez mais enamorada de Lisboa e sem saudades dos Estados Unidos. Esta foto, que desmente categoricamente a noticia de La Primera, foi tirada hoje na janela do meu gabinete em Lisboa, com a ponte 25A e as Amoreiras ao fundo. Posted by Picasa

No exílio... com amor

Victor Malca - a quem continuam a chamar o «gato Malca», talvez pela fama que colheu há anos no Rio de Janeiro, está de boa saúde e Chabuca continua a acompanhá-lo com a mesma ternura de há 40 anos. É sempre um prazer revê-los e ouvir as histórias desconcertantes deste homem de inteligência rara e de trato fino. Posted by Picasa

A perseguição de Maribel Malca

Os peruanos estão loucos... Agora dizem que Maribel, que perseguem há anos sem nenhum fundamento, fugiu para os Estados Unidos... Posted by Picasa

quarta-feira, abril 12, 2006

Sobre o acórdão dos maus tratos...

Trato de polé terá tido a matéria que é hoje assunto do dia em Lisboa.
A propósito, recebi esta mensagem do meu amigo Victor Silva Lopes


1. Os órgãos de comunicação social estão hoje, a fazer um alarido sobre um acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, de 5 de Abril, que alegadamente, no seu texto, teria considerado «como "lícito" e "aceitável" o comportamento da responsável de um lar de crianças com deficiências mentais, acusada de maus tratos a vários menores» (cfr. notícia do Público).
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2. Infelizmente - algo que já nos vai habituando - o tratamento jornalístico da questão é, não apenas superficial, como contraditório com o que foi decidido no aludido acórdão. Parece que apenas interessa aos jornalistas em questão achincalhar a decisão, desinformando, confiados que, porque os juízes estão sujeitos ao dever de reserva, abster-se-ão de se pronunciarem sobre a questão.
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3. O texto integral do aludido acórdão encontra-se publicado no site da DGSI e pode ser acedido por completo ao público. Trata-se do Ac. STJ, 05.04.2006,
proc. 06P468, Relator: Conselheiro João Bernardo.
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4. Este acórdão do STJ limitou-se a confirmar a decisão do Tribunal de Primeira Instância, que condenou a funcionária (não responsável) da instituição em causa, na pena de dezoito meses de prisão, suspensa por um ano, pela prática de um crime de maus tratos.
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5. No mais, analisa diversos conceitos jurídicos, fundamentando-se em artigos doutrinais e jurisprudenciais, atento não propriamente o feeling jornalístico, mas os requisitos que a lei impõe no que se refere ao art.º 152.º do Código Penal, a saber, a gravidade da conduta traduzida por crueldade, insensibilidade ou até vingança, e seguindo a doutrina de Taipa de Carvalho (Comentário Conimbricense ao Código Penal, Vol. I), segundo o qual este tipo legal de crime exige a reiteração da prática dos factos, mas decidindo-se em termos jurisprudenciais que embora « reiteração é, na maior parte das vezes, elemento integrante destes requisitos mas, excepcionalmente, o crime pode verificar-se sem ela». Além disso, consignou que «castigos moderados aplicados a menor por quem de direito, com fim exclusivamente educacional e adequados à situação, não são ilícitos, devendo, no entanto, ter-se consciência de que estamos numa relação extremamente vulnerável e perigosa quanto a abusos».
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Post Script 1: Alguns factos apurados em julgamento
1. A funcionária por uma ou duas vezes deu palmadas no rabo à CC quando esta não queria ir para a escola e uma vez deu uma bofetada ao FF por este lhe ter atirado com uma faca;
2. Ao EE mandou-o uma vez de castigo para o quarto sozinho quando este não quis comer a salada à refeição, tendo este ficado a chorar por ter medo de ficar sozinho;
3. A arguida não tinha preparação profissional para desempenhar as funções de responsável do Lar, nomeadamente para lidar com deficientes mentais;
4. A arguida residia no Lar, passando aí todo o dia e aí pernoitando, trabalhando das 7h às 23h [16 horas por dia] e às vezes durante a noite quando era necessário ajudar a colega que fazia o horário nocturno, nomeadamente por algum utente estar doente;
5. A arguida tinha a seu cargo cerca de 15 utentes.
6. A arguida exerce funções de empregada de limpeza no Centro de Actividades Ocupacionais, tem como habilitações literárias a 4ª classe, vive sozinha e não tem antecedentes criminais.
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Post Script 2: Alguns parágrafos da fundamentação, omitidos pelos órgãos de comunicação social:
«Há que saber até onde pode ir considerando, consequentemente, insusceptível de preenchimento de qualquer ilícito criminal o que fica aquém. Sempre com a consciencialização de que estamos numa relação extremamente vulnerável e perigosa quanto a abusos».
«A relação é de pessoa com poder relativamente a outra que o não tem e estará, com frequência, prejudicada, quanto a serenidade e ponderação, pelos comportamentos de descompensação por parte nos menores».
«A linha de fronteira passa por dois pontos:Um reportado à finalidade da correcção;Outro à sua adequação à educação do menor.O bem do menor concretizado na sua educação terá se ser sempre a finalidade da correcção. De fora ficam, pois, os casos, muito frequentes, em que o agente procura (conscientemente ou não) projectar no educando os seus próprios problemas, encontrando neste elemento de descarga emocional».
«Do mesmo modo, o arremessar duma faca para mais a quem o educa, justifica, numa educação sã, o realçar perante o menor do mal que foi feito e das suas possíveis consequências. Uma bofetada a quente não se pode considerar excessiva.Quanto à imposição de ida para o quarto por o EE não querer comer a salada, pode-se considerar alguma discutibilidade. As crianças geralmente não gostam de salada e não havia aqui que marcar perante elas a diferença. Ainda assim, entendemos que a reacção da arguida também não foi duma severidade inaceitável. No fundo, tratou-se dum vulgar caso de relacionamento entre criança e educador, duma situação que acontece, com vulgaridade, na melhor das famílias».

segunda-feira, abril 10, 2006

Nunca deixe de pagar ao seu advogado

Amit era um alto funcionário da corte do Rei Akbar.
Há muito tempo, nutria um desejo incontrolável de chupar os
voluptuosos seios da Rainha até se fartar.
Todas as vezes que tentou, deu-se mal.Um dia, ele revelou seu desejo a Birbal, principal advogado da região epediu que ele fizesse algo para ajudá-lo.Birbal, depois de muito pensar - i.e. estudar o assunto - concordou, sob acondição de Amit lhe pagar mil moedas de ouro. Amit aceitou o acordo que,todavia, não foi formalizado por escrito.No dia seguinte, Birbal preparou um líquido que causava comichões ederramou-o no soutien da Rainha, enquanto esta tomava banho.
Logo a comichão começou e aumentou de intensidade,
deixando o Rei preocupado e a Rainha desesperada.A corte fazia consultas a médicos, quando Birbal disse que apenas umasaliva especial, se aplicada por quatro horas, curaria o mal. Birbal tambémdisse que essa saliva s ó poderia ser encontrada na boca de Amit.O Rei Akbar ficou muito feliz e então chamou Amit que, pelas quatro horasseguintes, se fartou de gozar, chupando à vontade as suculentas e deliciosasmamas da Rainha. Lambendo, mordendo, apertando e passando a mão, ele fezfinalmente o que sempre desejou.Satisfeito, encontrou-se no dia seguinte com o advogado Birbal. Com o seudesejo plenamente realizado e a sua líbido satisfeita, Amit recusou-se apagar ao advogado. Amit sabia que, naturalmente, Birbal nunca poderia contaro facto ao Rei.Mas Amit subestimou o advogado.
No dia seguinte, Birbal colocou o mesmo líquido nas cuecas do Rei.

O Rei mandou chamar Amit...

(MDH : Nunca, nunca mesmo, deixe de pagar ao seu advogado )

segunda-feira, abril 03, 2006

Interessante entrevista

Muito interessante esta entrevista de Francisco Seixas da Costa ao «Portugal Digital».
Concordo a 99% com o que diz...
Sobre o 1% da nossa divergência falaremos num dia destes...