domingo, agosto 06, 2006

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Fortaleza

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Lagoinha

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O génio português numa das mais alegres noites do Mundo: as do Pirata em Fortaleza. Parabéns Júlio... Posted by Picasa

Verdades e ficções

José Pires responde a Zé da Fonte no PortugalClub, no quadro da polémica sobre o cadáver de D. Afonso Henriques:

«Lamento informá-lo mas na altura que o "menino Afonsinho" nasceu havia nobreza há séculos na Península Ibérica.
O que não havia ainda era Portugal. Ou Espanha.
A parte norte do território peninsular encontrava-se dividida entre vários reinos e esses reinos eram dirigidos por barões que se organizavam sob monarquias variadas. Que organizaram e levaram a cabo a Reconquista! Os árabes haviam invadido a Península quinhentos anos antes e nessa altura o território estava sob o domínio da nobreza vizigótica, que substituira o domínio do desaparecido Império Romano, abraçando a religião católica.
E quanto a Viriato, o lusitano, não está provado que tivesse sido pastor nem que tivesse ovelhas ou disfrutado de grande poder nos Montes Hermínios. As suas origens situam-se - dizem alguns estudiosos mais aplicados - no Vale do Tejo e tornou-se um chefe rebelde militar que causou enormes dissabores à República Romana, 150 anos antes de Cristo. E a esmagadora maioria das suas campanhas militares desenrolou-se no território do que é hoje a Andaluzia! Não nos Montes Hermínios! Por isso hoje, no Museu de Cera de Madrid, lá parece Viriato como um heroi... hispânico, que é de facto!
A força da Europa - que para o bem ou para o mal - moldou o nosso Mundo actual, ficou a dever-se à visão e esforço de reis, nobreza e povo.
A nobreza foi a força aglutinadora que juntou os diferentes povos europeus, perdidos nas trevas da Idade Média. E essas monarquias, que ainda hoje existem, são "apenas" os soberanos dos locais onde o progresso humano mais profundamente se faz sentir em todo o mundo: Inglaterra, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Suécia, Noruega e agora a Espanha, que conhece um desenvolvimento como nunca tivera desde os tempos dos reis católicos, que a fundaram e tornaram uma Nação Única!
Acho que se devia, bem pelo contrário, permitir que a ciência observasse os restos mortais do fundador da nacionalidade e tirar daí uma série de informações que nos ajudem a melhor compreender o sentido da História.
É que a Ignorância é a Mãe de todos os Males e quanto mais soubermos melhores Homens poderemos ser. Nada há de mais reaccionário do que tentar obstaculizar o avanço do Conhecimento Humano.
Ainda há pouco, o governo espanhol permitiu que se analisassem os restos mortais de Cristóvam Colombo e assim provar de uma vez por todas que o seu corpo ( ou parte dele!) que que se encontrava sepultado na catedral de Sevilha era mesmo o dele, pondo ponto final numa porção de lendas e conjecturas.
O Obscurantismo é, pois, o Inimigo do Progresso.»
No meu próximo romance, tenho uma outra versão...
«..."O Sr. vai ter que ficar para ir ao juiz"- disse o guarda a Ricardo, quando voltou depois de tão grande conferência. Era evidente que estávamos perante um espião, para além do mais a trabalhar para os franceses, o que haveria, naturalmente, de pôr em causa os interesses da mais velha aliança do Mundo, que, como aprendera o Chefe, há mais de quarenta anos na escola primária, era a aliança luso-britânica. Os ingleses é gente com quem sempre nos entendemos e conspiramos, durante séculos. A Filipa de Lancaster era inglesa. O Duarte chamou-se Edward até no túmulo da Batalha; e o Henrique continua a ser para eles Henry, the Navigator. Não foram clones, que no século XIV não se falava nisso, mas foram autênticos cruzamentos, da maior importância para o desenvolvimento da raça e do País. Até à importação de Filipa, Portugal era um país de vocação continental. É certo que o pai de Afonso Henriques, um Henri de origem francesa, aliás de uma zona já então com boa tradição vinicola, passou por aí de barco, junto à costa. Parou para descansar e engravidou D. Teresa, com tanta sorte que, ressaibiado de tanto tempo de mar, nos deixou um principe de fina têmpera, com todas as virtudes que podem emergir do acasalamento de um mocetão previamene sujeito a abstinência com uma princesa quente pelo sonho da espera de um nobre vindo do mar com uma cruz pintada no camisolão que haveria de trazer vestido, para remissão de todos os pecados. Verdade é que depois de emprenhar a donzela o conde se foi sem ensinar o filho a navegar, dizendo apenas que ia para o sul à caça dos sarracenos, o que para nós também foi uma sorte pois que, se assim não fosse, o jovem Afonso não teria partido à descoberta do Alentejo e do Algarve, numa luta feroz contra os infiéis que, segundo lhe haviam ensinado, também eram combatidos por seu pai, como se tudo se tratasse de uma aversão de família.
As praias do sul do Sado eram já nessa época maravilhosas, mas não consta que Afonso ou algum dos seus companheiros houvessem aprendido a nadar. Essa aversão ao mar haveria de ser, segundo alguns entendidos, um problema genético que o rei teve que resolver com prudência e sabedoria logo que se esgotou o rectângulo, criando-se um drama nacional sem precedentes cerca de duzentos e vinte anos depois da proclamação da independência por Afonso Henriques. Do lado de cima e do lado direito do mapa eram castelhanos e muçulmanos; do lado esquerdo e do lado de baixo era mar e ninguém sabia nadar, que faria navegar.
Passavam aí na costa uns contrabandistas com rumo a norte, que mercadejavam armas a troco de sal e de umas moçoilas a que achavam uma graça especial em razão da tez escura. Um dia um desses mercadores trouxe uma loira e todos lhe acharam muita graça quando ela, habituada a um clima mais frio e senhora de outros costumes, se desnudou ali onde hoje é o Terreiro do Paço e se lançou à água, andando nela como se andasse em terra e deixando perceber no intervalo dos movimentos a belezas das suas curvas pélvicas e dos seus seios. Chamaram-lhe Isadora, não se sabe bem porquê, sabendo-se apenas que o Is corresponderia à terceira pessoa do presente do indicativo do verbo ser, tal qual ainda é hoje na língua inglesa.
O rei D. João quando viu a performance da amostra chamou o mercador e mandou vir uma de encomenda que tomou por esposa, precisamente porque no seu entendimento haveria de passar-se com os humanos o mesmo que se passava com os animais, área em que ele e o Condestável haviam conseguido notáveis progressos, apurando à custa dos adequados cruzamentos um cavalo mais robusto, veloz e frugal que os de todos os vizinhos.
Aquela facilidade de nadar que as loiras manifestavam, a ver pela amostra, seduzia-o, como se ali estivesse a solução de todos os problemas nacionais e a marca do novo destino do País.
Quando lhe chegou Filipa, nem ele falava uma palavra de inglês nem ela uma palavra de português. Havia em Belém uma tasca onde há muitos anos paravam contrabandistas de diversos paises do norte, uma espécie de bordel, onde uma tal Aurora lhes dava conforto e lhes marcava encontros com umas pequenas profanas e também com umas noviças de um convento próximo, que ali vinham à fonte. Essa tal Aurora falava a lingua inglesa, devido ao treino de muitos anos. Por isso, o rei chamou-a e lhe pediu dois favores: que o ensinasse a compreender a jovem esposa e que tranformasse aquele entreposto de marinheiros na primeira escola de navegação do país.
O próprio rei deu o exemplo e passou a tomar aulas de natação, mas em boa verdade nunca foi grande nadador, constando de alguns velhos documentos que se limitava a nadar como um prego. A própria Aurora, que lidava com tantos marinheiros e tanto queria agradar ao rei nunca conseguiu afastar-se da praia, para onde perdesse o pé. Nada que pudesse comparar-se com Filipa, a quem as águas agradavam tanto que ali passava todo o tempo. Gravida de Edward, que se passou a chamar Duarte quando ela melhorou os seus conhecimentos de português, passou os nove meses na água e mal a criança nasceu passou a nadar com ela, o que causava a todos grande espanto. Com Henrique agravou-se o vicio, havendo quem diga que ele começou a nadar antes de dar os primeiros passos. E Fernando, o mais novo, que morreu no cativeiro de Fez, também ele começou nas salsas águas ainda antes de começar a andar.
E assim se iniciou segundo o Chefe, a grande saga dos descobrimentos, toda ela marcada pelo sindrome da velha Albion, uma enorme ilha de que não havia por aqui nada comparável, embora os mais eminentes geógrafos antigos referissem a existencia de outras nas proximidades da velha Olissipo. Esses geógrafos, vê-se hoje, não eram de grande confiança, a apreciar os seus mapas e a desproporção dos seus diversos elementos. Por exemplo, Ptolomeu anota numa das suas cartas uma ilha de razoável tamanho em frente ao território em que hoje se situa Portugal. Verdade é que a Berlenga ou encolheu demasiado desde o tempo em que foi descoberta pelo geografo ou, pura e simplesmente, ele nunca esteve lá, tendo-se limitado a reproduzir informação que lhe chegou demasiado ampliada. Este facto que parece não ter nenhuma relevância transformou-se num elemento traumático para os reis de Portugal desde, pelo menos, os meados do século XIV. É que Portugal era o único país conhecido na Europa que não tinha uma ilha que se visse. Havia ali umas ilhotas no meio do Tejo e a Berlenga, enormemente exagerada no mapa do dito Ptolomeu. Os castelhanos tinham as Baleares, no caminho mediterrânico de Roma, os franceses tinham as ilhas do Canal e os inglesas, contava Filipa a seus filhos, tinham tantas ilhas quantas as estrelas do céu. Aí começou o sonho de Henry, o Navigator, que muitos anos mais tarde haveria de dar o nome à primeira classe da Air Portugal.
E como o sonho comanda a vida este pais fugiu para o mar semeando-se nas quatro partidas do Mundo, especialmente no Brasil, que ce, como se vê das telenovelas o país onde os índios eram mais inteligentes, aprendendo com facilidade o português, apesar de na época não se poder contar sequer com o auxilio do Linguaphone. Aí se encontram Santarém, na margem esquerda do Amazonas, Trancoso, logo a seguir a Porto Seguro, Belmonte, Cantanhede. E similitudes tão grandes de carácter como as que encontramos entre alentejanos e baianos, ambos propícios aos mesmos tipos de anedotas, como teve oportunidade de aprender o Chefe, que desde há uns quatro anos vai todos os anos pelo Natal às terras do Cruzeiro do Sul graças à gentileza do Sr. Afonso Francesconi, que nunca mais se esqueceu dele desde que aqui passou uns dezoito meses de cativeiro. O dito Sr. Afonso teve azar e nestas coisas fica-se sempre a ganhar quando se oferece um apoio desinteressado. As coisas não lhe estavam a correr bem numa empresa de camionagem que herdou de seu pai e ele teve a tentação de aceitar a oferta de um coronel do exército para trazer uma mala com cocaina para a Europa. Teve azar porque logo nesse dia estavam os cães no aeroporto e não estava lá ninguém de confiança para apanhar a mala.
"Se fosse um contentor, desses que vêm todos os dias... Mas uma simples malinha é muito injusto..."
O Chefe passou, por isso, a dar a Afonso Francesconi um especial apoio moral e a facultar-lhe as condições necessárias para ele recuperar o ânimo, o que lhe valeu este fabuloso brinde de uma viagem anual aos mares do sul, mais propriamente aos que banham as costas da Bahia e do Espírito Santo, que são os que guardam mais antigas memórias da chegada dos portugueses ao Brasil. (...)»

Uma vergonha este retrato de Portugal em Londres

«GREVE A PARTIR DE 9 AGOSTO

Greve no Consulado Geral de Portugal em Londres a partir de 9 Agosto de 2006.
- Em sequência do envio desta comunicação de greve, foi transmitido aos trabalhadores pela voz da hierarquia colocada neste consulado, que o Sr. SECP responderá com DESPEDIMENTO.
- Os trabalhadores respondem que apenas defendem a reposição da legalidade. Neste contexto, afirmam acreditar que a Democracia portuguesa é suficientemente madura e consistente para não permitir um desrespeito tão básico da Lei da Greve.
COMUNICADO ENVIADO AO SR. SECP A 2 DE AGOSTO
Sem segurança social, sem recibo de vencimento, sem retenção de impostos, sem a declaração anual de rendimentos que a entidade empregadora está legalmente obrigada a fornecer aos trabalhadores dependentes, sem salário igual aos restantes trabalhadores que fazem igual trabalho, sem acreditação diplomática e, suprindo necessidades permanentes de trabalho do posto consular, com sucessivos contratos a termo certo, permanecem dezanove trabalhadores dos vinte e oito efectivamente ao serviço no Consulado Geral de Portugal em Londres.
De entre as várias irregularidades acima enunciadas, a questão da Segurança Social é particularmente grave por, no nosso entendimento, configurar fraude.
Esta é a leitura que fazemos das seguintes normas jurídicas:
- Decreto-Lei nº 20-A/90, de 15 de Janeiro;
- Decreto-Lei nº 140/95, de 14 de Junho; - Lei nº 15/2001, de 5 de Junho.
Destes problemas e ilegalidades, tem o Sr. Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas (SECP) recebido denúncia formal, pelo menos, desde 8 de Junho de 2005.
Há mais de um ano.
Neste contexto, no último dia do prazo que a si próprio concedeu, o Sr. SECP apresentou, pela voz do seu adjunto, telefonicamente, uma modalidade de resolução parcial do imbróglio legal criado pela entidade patronal que resultaria, objectivamente, na diminuição efectiva dos salários dos trabalhadores contratados a termo certo no Consulado Geral de Portugal em Londres.
Até ao momento não satisfez a solicitação de disponibilizar por escrito o plano que fez transmitir oralmente.
O Sr. SECP não cumpriu o compromisso assumido na reunião que realizou a 18 de Abril último com representantes dos trabalhadores contratados a termo certo no Consulado Geral de Portugal em Londres, (registado na acta que subscreveu), no sentido de lhes enviar (e a todos os trabalhadores colocados noutros Consulados em situação idêntica), até Junho/Julho, para consulta, uma proposta de resolução para os gravíssimos problemas que os afectam.
Estes trabalhadores, na sua quase totalidade com formação média ou superior, colocados na mais baixa categoria profissional da carreira técnica (Assistentes Administrativos – 1 Escalão), custam mensalmente ao erário público cerca de 60% do valor que custam os seus colegas da mesma categoria e que fazem exactamente o mesmo trabalho, mas possuem vínculo permanente.
Esta situação por não ser legal, nem justa, não é aceitável.Contudo, trabalhadores assim remunerados, integram, e nalguns casos efectivamente dirigem, entre outros, os seguintes serviços consulares: Tribunais, Recenseamento Militar e Eleitoral, Registo e Identificação Civil, Notariado e Informação.
É o salário destes trabalhadores que o Sr. SECP quer reduzir para resolver o inaceitável imbróglio que, desrespeitando a lei, a entidade patronal criou.
Esquecendo o imperativo constitucional, segundo o qual, a trabalho igual deve corresponder salário igual.Este empregador, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), o Estado português, impõe no Consulado Geral de Portugal em Londres condições de trabalho que desrespeitam clara e gravemente a lei.
Humilhando os trabalhadores; não cuidando das condições que permitam, com um mínimo de qualidade, em tempo próprio, servir os 500 mil portugueses que o anterior Ministro dos Negócios Estrangeiros disse ao Jornal Público residirem no Reino Unido.
Aos trabalhadores contratados a termo certo não resta outra solução. Regresso à greve a partir de 9 de Agosto. Em resultado da suspensão da suspensão da greve decretada para o mês de Abril último.Outras medidas de defesa da legalidade e de direitos elementares e de protesto, a seu tempo, serão anunciadas.
Londres, 2 de Agosto de 2006»
Isto é uma vergonha que se arrasta há demasiado tempo.
O Estado não pode agir assim.
O choque tecnológico e Durão Barroso chegou-me ao Brasil por via do Mundo Lusíada Posted by Picasa
Carlos Pereira aproveita a vazio... Posted by Picasa

Disparates

Caiu-me na caixa de correio esta notícia, assinada por Odair Sene, editor do Jornal Mundo Lusíada, de S. Paulo.
Parece-me que há aqui uma tonteria qualquer, que não faz nenhum sentido.
Liguei a dois outros jornalistas que me confirmaram a notícias, mas ainda manifestam a esperança de que a legalidade e a boa educação sejam repostas.
Será altura de o Embaixador Seixas da Costa voltar a intervir para restaurar os bons princípios.

Imprensa luso-brasileira "impedida" de entrar no
Consulado de São Paulo

Odair Sene (São Paulo, 05/08)- É lamentável, mas a imprensa luso-brasileira não poderá estar presente no Consulado de Portugal de São Paulo, órgão público pertencente ao Estado português, por alguma determinação, ou do órgão, ou dos organizadores, no caso a Câmara Portuguesa, coisa que é pouco provável.

O evento é em recepção ao primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, que estará no Brasil entre os dias nove e doze de Agosto, para tratar de investimentos portugueses no Brasil. Curiosamente, este é assunto obrigatório nas edições do Jornal Mundo Lusíada, um dos impedidos de trabalhar e poder levar a informação aos seus leitores.

Há de se lamentar – portanto – a ausência da mídia luso-brasileira neste evento, já que se trata de uma visita oficial e, portanto, de interesse público. E interesse público é o que não falta em nosso veículo, já que publicamos jornal impresso em São Paulo e mantemos um site acessado mensalmente em quinze países.

Não pode-se imaginar que o Governo português tenha este tipo de prioridade em sua política governamental, a qual mostra nítido interesse em barrar profissionais da imprensa, caso do Mundo Lusíada, que vem buscando valorizar e estreitar as relações comerciais entre Portugal e Brasil, fazendo o que pode para melhorar o elo de ligação entre os países irmãos e os países de língua portuguesa.

Quem tomou esta decisão, ceifando o direito da liberdade, o fez prejudicando o próprio Estado português e a emigração portuguesa residente em São Paulo, e não um ou outro veículo, que acaba por publicar, invés de notas enaltecedoras,
outras como esta – lamentáveis.

Odair Sene- editor
Jornal Mundo Lusíada
São Paulo, Brasil.
Tel. (5511) 4125-2081
Telemóvel (5511) 9939-4031
Site:
www.mundolusiada.com.br

sábado, agosto 05, 2006

Curiosa notícia...

Curiosa notícia, esta que leio no Público:


Sogilub pede fiscalização para desmontar rede paralela
Milhares de toneladas de óleos usados escapam a sistema de recolha da entidade gestora

04.08.2006 - 19h45 Helena Geraldes PUBLICO.PT

Milhares de toneladas de óleos usados não estão a chegar às mãos da entidade criada no ano passado para gerir estes resíduos perigosos. A Sogilub – Sociedade de Gestão Integrada de Óleos Lubrificantes Usados já pediu ao Ministério do Ambiente a fiscalização necessária para desmontar o que denuncia ser uma “rede paralela”.
Para Fernando Moita, director-executivo da Sogilub, “mais do que debater para onde vão os óleos usados deve discutir-se o que está relacionado com a sua recolha”.

Hoje, o ministro do Ambiente afirmou que os óleos usados serão queimados em cimenteiras (co-incineração) se não houver solução para eles. Esta posição mereceu o protesto da associação ambientalista Quercus, que lembra a existência de alternativas.
Mas segundo Fernando Moita, “os óleos mais perigosos são aqueles que não estão a ser recolhidos”, acabando nos rios e solos. Ou pior, aqueles que “estão a ser recolhidos em circuitos paralelos, não controlados”, denuncia o responsável pelo sistema integrado de gestão.“Desde que começámos a funcionar, no terreno, [a 1 de Janeiro de 2006] temos tido enormes problemas ao nível da recolha.
Actualmente, diz, milhares de toneladas de óleos usados estão a ser desviadas para uma rede paralela, que os recolhe e vende a empresas que os queimam como combustível. Sem qualquer controlo.
“Esta situação só traz benefícios para as empresas que compram os óleos usados, combustível muito mais barato. São condições de concorrência ilegal”.
A Sogilub já alertou o Instituto de Resíduos, do Ministério do Ambiente, pedindo uma “fiscalização eficaz e duradoura”.
Não temos nem meios nem autoridade para fazer a fiscalização”. No entanto, lamenta, “tardamos em ver medidas”.
“Numa primeira fase dever-se-ia começar com quem faz a recolha, que se conhece, e saber quem vende”, defende Fernando Moita.

Sogilub em negociações com empresas estrangeiras para a regeneração

Cerca de 50 por cento dos óleos usados actualmente produzidos em Portugal são enviados para reciclagem e 20 por cento para valorização energética, diz a Sogilub. O resto está armazenado porque não existe no país uma unidade de regeneração. Apesar disso, este é o processo considerado prioritário pela legislação em vigor (Decreto-Lei nº153/2003, de 11 de Julho), à frente da reciclagem e da valorização energética. Aquele documento legal impõe a regeneração de, pelo menos, 25 por cento dos óleos usados até 31 de Dezembro de 2006.
Fernando Moita adianta que “têm vindo a ser estabelecidas negociações com várias empresas, todas estrangeiras, para encaminhar parte dos óleos usados para regeneração”.
Mas “há coisas que não são instantâneas [...]. E as negociações são difíceis porque está em causa a exportação de um resíduo perigoso. E ninguém gosta de receber esse tipo de resíduos”. Fernando Moita acredita que, “gradualmente, as metas serão atingidas”.Quanto à possibilidade da construção em Portugal de uma futura unidade de regeneração de óleos usados, Fernando Moita mostra dúvidas.
“Não é que não tenhamos resíduos suficientes. Mas a existência de uma rede paralela que os desvia do nosso sistema dificulta. Além disso, a utilização da co-incineração em cimenteiras traz riscos para a viabilização de uma futura unidade. Existem riscos ao nível do escoamento”.
Para o director-executivo da entidade gestora, a prioridade deve ser dada à recolha, mais do que à regeneração. “O processo de regeneração de óleos usados não é assim tão simples, caso contrário todos o fariam”, salienta. “Os processos físicos e químicos utilizados [para transformar os óleos usados em óleos de base para posterior incorporação de óleos lubrificantes] consomem muita energia e produzem elevadíssimas quantidades de resíduos extremamente difíceis de encaminhar”.
Mas as metas de recolha, previstas no caderno de encargos da entidade, podem não chegar a ser cumpridas, devido ao à recolha paralela.
“O país está a deixar o verdadeiro problema aumentar de dimensões, descontroladamente”.

Quem está a ganhar dinheiro com isto?
Quem quer estragar-lhe o negócio e porquê?

Diplomacia do croquete

Muito interessante a entrevista do Embaixador Francisco Seixas da Costa ao «Expresso» de hoje.
Leio-a numa noite fria de S. Paulo, pouco depois de ter chegado de Fortaleza.
Diz, em certo passo, Seixas da Costa, respondendo à jornalista que lhe perguntava porque foi apra a diplomacia:

«Para mim, isso não foi um esforço, tinha o gosto pelas temáticas internacionais. Comecei a assinar o «L’Express» aos 18 anos. Um último aspecto: saber viver no estrangeiro, adaptarmo-nos a mundos diferentes, à barreira das línguas e, todos os três ou quatro anos, criar novos amigos, lidar com novos interlocutores, recomeçar tudo de novo, da montagem da casa à arrumação dos livros... E há os problemas familiares. A diplomacia aparece ligada ao «glamour», havendo mesmo alguns patetas que ainda falam da «diplomacia do croquete». Não se diz que o facto de alguém casar com um diplomata quase sempre significa a morte anunciada da sua própria carreira profissional, obrigando a uma dupla exclusividade.»
Estimo tanto o Dr. Seixas da Costa que, naturalmente, lhe perdoo a deselegância.
Um desses patetas sou eu, como é sabido de muitos dos leitores.
Lembro-me, recentemente, de ter usado a expressão, de forma algo contundente, por duas vezes.
Há uns dois ou três anos, não recordo bem, quando o Brasil organizou, em Fortaleza, um encontro Brasil-Africa, que reuniu vários ministros das relações exteriores e de pastas económicas de paises africanos e de países de lingua portuguesa, fazendo coincidir esse evento com um Encontro de Empresas dos Países de Lingua Portuguesa.
Isso coincidiu com o 10 de Junho e Seixas da Costa ainda não estava no Brasil.
Houve umas recepções em Brasilia e no Rio de Janeiro e não havia nenhum representante do Estado português em nenhum desses dois eventos, chegando-se ao ponto de se ter que convidar Pedro Pires, presidente da Cabo Verde, para presidir ao jantar do Dia de Portugal.
O caso mais recente de «diplomacia do croquete» foi mais expressivo.
O ICEP organizou uma recepção aos principais importadores de vinhos de um pais da Europa Central, tendo sido usada a residência do embaixador para esse evento.
A certa altura do banquete faltou a comida: um delicioso vitello tonato, que ligava muito bem com os vinhos portugueses.
Uma zelosa funcionária foi procurar saber o que se passava, quase como o J. Cristo nas bodas de Canaan, tendo constatado que vinho não faltava mas que a comida tinha sido desviada para a despensa do embaixador, com prejuizo do prestigio do banquete.
Indignada, a funcionária reclamou a devolução, acabando por ser acusada de ter roubado uma colher de prata e de ser enxovalhada com correspondência para toda a sua entourage.
Há um processo crime a correr em Lisboa mas...
Não falo do Brasil, porque as coisas mudaram, efectivamente com a vinda de Seixas da Costa, que é um diplomata que considero muito.
Tanto que não fico ofendido com o barrete de «pateta» que enfio em toda a plenitude.
A diplomacia do croquete existe e tem muita força...
Pena é que, em certos países, seja a única área com alguma eficácia.
Passada essa desnecessária manifestação corporativa, a entrevista é notável.
Vale a pena ler.

quinta-feira, agosto 03, 2006

O jantar com Sócrates em S. Paulo

Escreve a jornalista Eulália Moreno no PortugalClub:
«Os convites para o jantar promovido pela Câmara do Comércio que será oferecido ao Primeiro Ministro e sua comitiva nas instalações do Consulado Geral de Portugal em São Paulo custam para sócios, 200 reais, para não sócios 250 reais, para portugueses , em geral, não estão disponíveis, para luso-descendentes, idem.
Ah, a imprensa também não é convidada, claro que nem sequer benvinda.

Quando é preciso urdir no breu das tocas, jornalistas são pessoas " não gratas". Quando é para papaguear e contar mentiras sobre a eficiência do Consulado e dos seus funcionários "admitidos" pela porta do cavalo- levando-se em consideração tipo físico, cor dos olhos, dos cabelos, perfume importado, capacidade para dirigir o automóvel particular do consulado, etc...etc... enfim, critérios bem, digamos, pessoais e personalizados- , jornalistas são convidados para cafés da manhã no hotel Pestana, para visitas de Natal à casa do sr. Sousa, para visitar as obras da Provedoria ( por favor, nada de perguntas sobre os milhares de euros confiados ao sr. Sousa e miseravelmente repassados(?) à directoria ), etc...

O dr. Almeida e Silva, presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas foi ultrapassado pela Câmara do Comércio que entrou na conversa do sr. Sousa e deu o aval para o tal jantar. Murmura-se à boca pequena, que as entidades bancárias sediadas em São Paulo e mais a EDP, PT Telecom, foram " convidadas" a colaborar com 10 mil reais ( ou serão dólares?) para o tal jantar. Qual será a ementa do tal jantar?? Caro, hein??? E as empresas darão esse dinheiro a troco do quê? A PT Telecom patrocinou alguns boletins do Consulado, no tempo do Fezas Vital, a troco da entrega do Banco de Dados consular que esteve na origem da denúncia feita pelo Miguel Reis e pelo capitão José Verdasca e que custou o cargo ao Fezas, o Guterres passou uns dias na fazenda Cayman em Mato Grosso do Sul do grupo de celulose Klabin e pouco tempo depois essa empresa ganhou licitações importantíssimas em Portugal, aquele amigalhaço do Fujão Barroso, o cheio da grana no Rio de Janeiro, também arranjou umas negociatas em Portugal. Enfim, sempre essa promiscuidade, esse nojo.

As obras no Consulado, cujo imóvel é alugado, foram patrocinadas pelos empresários portugueses em São Paulo, segundo alguns, nenhum dinheiro teria vindo de Portugal. Isso é conversa prá boi dormir.Se as empresas são de capital português, se estão ligadas ao Estado, ao desviar, "lavar", ou seja qual for a denominação que queiram dar a essas trafulhices, dando dinheiro para obras dessa natureza, configuram crime. Crime além de uma falta de vergonha de fazer corar o mais reles dos políticos portugueses ou brasileiros. E o Primeiro Ministro aceitando isso, é conivente com essa promiscuidade, com essa palhaçada.

Não dá mesmo para entender. De repente, não é mesmo para entender. E os idiotas que são associados às Câmaras do Comércio, como a de São Paulo, que prima pela inutilidade? O que ganham com isso? Vejo a pujança da Câmara do Comércio em Fortaleza, testemunhei a garra com que o falecido dr. Rebelo orientava a Câmara do Comércio de Belo Horizonte. E a de São Paulo? O que essa Câmara já organizou ou patrocinou em benefício dos seus associados? O que eu vi foram as sessões de medalhas prá cá, medalhas prá cá, muita conversa. Muita parra prá pouca uva. Muita pompa e circunstância. Resultados práticos, nenhuns. E com a palavra alguma empresa, dessas médias ou pequenas que sejam associadas. Alguma grande parceria em vista com a intermediação da Câmara? Vamos deixar de tretas, arregaçar as mangas e trabalhar!!! A Corte portuguesa tem a sua filial na Câmara do Comércio daqui de São Paulo. Só mordomia, jantaradas na Hípica, eventos na Sala São Paulo. Coisa prá gente finíssima. Por fora bela viola, por dentro pão bolorento. Mas , cuidado, já começa a cheirar. (...)»
1. Não tenho nada a ver com a denúncia da venda dos ficheiros do Consulado a uma empresa privada. Esse mérito pertence, integralmente, ao Capitão José Verdasca.
2. A reacção da Eulália é uma reacção natural, emocional, voluntarista.
Isto nunca se viu... mas não é razão para não comparecermos todos os que puderem comprar o convite àquele jantar.
3. A minha primeira atitude foi uma vontade danada de não ir. Patética atitude... Não vale a pena... Se tudo correr bem eu vou estar lá, muito bem disposto... É, aliás, uma oportunidade única para entrar naquela casa.

sexta-feira, julho 28, 2006

A lógica da saia justa

José Sócrates vem ao Brasil numa correria cujo itinerário se desconhece.
Chega a 8, está a 9 em S. Paulo, a 10 no Rio e parte para Lisboa a 11.
Recebi há pouco um telefonema de um amigo informando que me havia inscrito para um jantar, no dia 9, na Rua do Canadá nº 324.
Isto soou-me a alguma coisa familiar.
Pois... é o endereço do Consulado Geral de Portugal em S. Paulo, como se pode ver por este link.
O «convite» é da Câmara Portuguesa de Comércio do Brasil e custa 200 reais para os sócios e 250 reais para os não sócios.
Tudo bem se o local da homenagem não fossem instalações públicas marcadas por uma polémica ainda não acabada.
A marcação da homenagem da Câmara de Comércio a José Sócrates nas instalações do Consulado tem, claramente, o sabor de uma «saia justa» ao Primeiro Ministro, depois do que foram as posições do PS sobre o controvérsio «negócio» daquelas instalações.
Tudo é muito «escuro» desde a contratação da locação, por um valor brutal, comparado com os valores correntes do mercado, até ao seu financiamento.
Parece que uma parte dos «custos» mudança terá sido paga com a venda de dados pessoais do consulado a uma empresa de telecomunicações, do que corre ou correu um processo criminal aberto pela Comissão Nacional de Protecção de Dados.
Para além disso, soube-se na época que a Caixa Geral de Depósitos pagou parte das despesas, do Consulado e da «residência», só de um ou só de outra e que foram recebidos dinheiros com os mesmos fins da Portugal Telecom ou de alguma das suas participadas, da EDP ou de alguma das suas participadas. A PT e a EDP são empresas cotadas em bolsa e não há expressão desses «subsídios», a meu ver ilegais, nas suas contas, para além de que doações desta natureza indiciam práticas passiveis de procedimento criminal.
Nenhuma empresa dá dinheiro a uma entidade pública não caritativa se dela não quiser obter vantagens... E isso tem um nome.
A mudança do consulado processou-se num quadro muito escuro e indiciário de uma grande promiscuidade de interesses, o que motivou pedidos de esclarecimento e denúncias da parte do Partido Socialista.
Tanto quanto sei essas contas não estão ainda esclarecidas e haverá uma investigação no Tribunal de Contas relacionada com elas.
A realização de um jantar de homenagem a José Sócrates naquelas instalações só pode ser interpretada como uma forma de «arrumar» esse processo e de branquear tudo o que é duvidoso e escuro.
Eu ainda estava no PS quando essa contestação se verificou e acompanhei os socialistas do Brasil e de Lisboa na indignação perante essas operações.
Saí do Partido Socialista mas tenho lá a maioria dos meus amigos e considero, apesar disso, que José Sócrates foi para todos nós uma extraordinária surpresa: é, talvez, o melhor Primeiro Ministro que Portugal teve depois do 25 de Abril.
Como se diz em Portugal, «saiu melhor que a encomenda».
Mas isso não justifica tudo...
Parece-me desnecessário que ele arrisque colocar-se na situação de aceitar a homenagem de uma Câmara de Comércio, paga pelos participantes a 250 reais por cabeça, em instalações públicas manchadas por suspeitas de pecado.
Acaso se poderá cogitar na hipótese de alguma entidade privada organizar um almoço de homenagem ao Primeiro Ministro, nos jardins de S. Bento, pago à razão de 20 contos por cabeça? Ou que se diria do Prof. Cavaco se uma qualquer outra Câmara promovesse evento idêntico, ao mesmo preço, nos jardins de Belém?
É preciso que haja nisto tudo um bocadinho de bom-senso...
O preço não é importante, mas ainda assim, a comparação peca por defeito. É que, se tomarmos em consideração o diferencial entre os salários minimos, os 250 reais correspondem a cerca de 300 €, ou seja 60 contos.
O que diria de Sócrates de ele vendesse a sua vaidade nos jardins de S. Bento por esse preço? Tudo, para além do mais, com a agravante de que os jardins de S. Bento não estão sob suspeita de nenhum negócio duvidoso.
Parece-me que José Sócrates não merece isto e que o facto de Francisco Seixas da Costa ter sido, justamente, homenageado como Personagem do Ano, não dá a ninguém o direito de congeminar este tipo de habilidades.
Isto é uma enorme maldade...

A Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil - São Paulo tem o prazer de convidar seus associados e amigos para o jantar em homenagem ao
Primeiro-Ministro de Portugal:
EXMO. ENG. JOSÉ SÓCRATES

Data:
09 de agosto de 2006 – Quarta-feira
Horário:
20:00 horas
Local:
Rua Canadá, 324
Manobrista no local

Adesão:
Sócio R$ 200,00 e Não-Sócio R$ 250,00 - Vagas limitadas
R.S.V.P.:
Até dia 08 de agosto, pelo telefone: (11) 3272-9872 ou por e-mail:
administrativo@camaraportuguesa.com.br

Pagamento:
Depósito bancário em nome de Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil, Unibanco, agência 7001, conta corrente 250001-6, com posterior envio de comprovante para o fax (11) 3272-9872 ramal 24.
*Curriculo
José Sócrates
Nascido em Vilar de Maçada, concelho de Alijó, distrito de Vila Real, em 6 de Setembro de 1957, Engenheiro Civil, pós-graduado em Engenharia Sanitária, na Escola Nacional de Saúde Pública, Militante do Partido Socialista desde 1981.
Presidente da Federação Distrital de Castelo Branco entre 1986 e 1995, foi membro do Secretariado Nacional do Partido Socialista desde 1991, e membro da Comissão Política do PS, porta-voz do PS para a área do Ambiente a partir de 1991.
Deputado à Assembléia da República de 1987 a 1995 e desde 2002 (V, VI, VII, VIII e IX Legislaturas), pelo círculo de Castelo Branco, tendo sido, na IX Legislatura, Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PS, membro da Comissão Parlamentar de Defesa Nacional e membro da Comissão Permanente da Assembléia da República.
Foi Também, Membro da Assembléia Municipal da Covilhã.
Ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território do XIV Governo Constitucional.
Ministro Adjunto do Primeiro-Ministro do XIII Governo Constitucional, Secretário de Estado Adjunto do Ministro do Ambiente do XIII Governo Constitucional.
Eleito Secretário Geral do Partido Socialista em Setembro de 2004.

quinta-feira, julho 27, 2006

Dourar a pílula...

No «Diário de Noticias» de hoje doura-se a pílula, como era de esperar. Ainda bem...
Acrescentam-se explicações que parecem razoáveis. Ainda bem...
Não há nenhum escândalo com Manuel Alegre... Fico alegre.
Há é uma questão de fundo por resolver que é a do favorecimento pessoal que os legisladores se dão a eles próprios, atribuindo-se privilégios que ninguém mais tem.
Deveriam ser os primeiros a ter vergonha.
Como é que se pode falar de ética?

Diz o DN:

«No primeiro dia de férias, que ontem começou a gozar nos Açores, Manuel Alegre foi surpreendido com a notícia sobre a inclusão do seu nome na lista mensal de aposentados e reformados da Caixa Geral de Aposentações (CGA) para o mês de Agosto.
E reage com a maior das indignações em declarações ao DN: "É a coisa mais miserável que me fizeram na vida. Nem no tempo do Salazar..." Helena Roseta, uma das suas maiores apoiantes, reage no mesmo tom: "É uma tentativa de assassinato político".
Também ao DN, a ex-deputada e membro da comissão nacional do PS, considerou "muito estranho que num dia se conheçam as faltas dos deputados na Assembleia da República e falem dele no dia seguinte se saiba da reforma", acrescentando: "É terrível e difícil acreditar que isto é inocente".
Quem acredita na inocência de Alegre é o PS, que ontem se mobilizou em defesa do seu militante histórico, parecendo enterrar de vez as feridas que ficaram abertas na recente eleição presidencial.
O próprio José Sócrates telefonou ao poeta, transmitindo-lhe a sua solidariedade e a indignação pela notícia ontem divulgada. Alegre, segundo a referida lista, tem direito a receber 3219,15 euros de reforma da CGA como coordenador de programas de texto da Radio Difusão Portuguesa, cargo que desempenhou durante alguns meses a seguir ao 25 de Abril.
Ao DN, Alegre garantiu que não recebe "nenhuma reforma da rádio" e explica: "Como trabalhei alguns meses na rádio e sempre mantive esse vínculo, no meu regime contributivo, ao longo destes 30 anos, está uma parte da rádio. Mas isso é muito pouco, é quase uma insignificância naqueles três mil euros e tal que é a reforma a que tenho direito pelos descontos que entretanto efectuei".
O também vice-presidente da Assembleia da República insurge-se contra as notícias sobre a reforma e diz que tudo não passa de "uma mentira e infâmia que visa atingir uma pessoa impoluta", reagindo com indignação: "Nunca enriqueci com a política.
Nunca ninguém me comprou nem comprará. Sempre me bati por valores éticos e morais."Helena Roseta corrobora estas afirmações, lembrando que Alegre se limitou a manter o vínculo à RDP e que os descontos dizem respeito "a trinta e tal anos de trabalho como deputado. É completamente abusivo o que se disse".
Vítor Ramalho, deputado do PS e um elemento muito próximo de Mário Soares, sai em defesa do rival nas últimas presidenciais e adianta que a polémica "nada tem a ver com Manuel Alegre, mas com a circunstância de ele ser político e de se viver hoje numa altura em que a reforma da Segurança Social afecta as expectativas de muitos e é socialmente quente".
Ramalho garante que Alegre se limitou a "manter o vínculo à RDP" e que depois, quando transitou para o Governo em 1975 (com a tutela da Comunicação Social), ficou com o vínculo suspenso, mas com as garantias sociais intactas".
Segundo este deputado, "ninguém pode ser prejudicado por exercer funções governativas ou parlamentares".
Também ao DN, o dirigente nacional do PS José Lello assegura que Alegre "não cometeu nenhuma ilegalidade".
Uma declaração significativa, vinda de um adversário do poeta nas fileiras socialistas.No passado dia 16 de Maio, Alegre completou 70 anos. Sendo funcionário público, a CGA notificou-o directamente: o poeta nega ter desencadeado qualquer mecanismo para esse efeito:
"É um procedimento automático. Eu nem me lembrava disso, tal como não me lembrei quando fiz 65 anos e podia tê-lo feito, como fez, por exemplo, o Jorge Sampaio."
O economista Eugénio Rosa, especialista na matéria, diz o mesmo: "Como nunca se desligou da RDP, chegou aos 70 anos e foi reformado 'compulsivamente'.
A pensão não diz respeito só à RDP, mas sobretudo às funções de deputado. Aliás, os valores até são equivalentes ao ordenado médio de um deputado".
Eugénio Rosa acrescenta até que Alegre terá direito "a outra reforma, para a qual nem descontou, que é a subvenção mensal vitalícia como deputado".
Alegre reagiu ainda com indignação às declarações do líder do PSD, Marques Mendes, que aproveitou a notícia para exigir esclarecimentos públicos. "Em política não vale tudo", subinha o poeta, desbafando: "Isto está a ficar tão difícil que dá vontade de emigrar outra vez!" »

terça-feira, julho 25, 2006

Ao que chegamos...

Leio no «Público» e tenho dificuldade em acreditar que isto é verdade...
Até o Manel Alegre... que desilusão.
Não conheço nenhum sistema em que a prestação de três meses de actividade dê direito a uma reforma de mais e seiscentos contos.
Esta notícia estragou-me o dia... Uma vergonha para um homem que já tem uma estátua num jardim público. Assoe-se e limpe o ranho à estátua.


«Manuel Alegre reformado com três mil euros por três meses na RDP
25.07.2006 - 10h37 PUBLICO.PT

O deputado do PS Manuel Alegre foi reformado este mês com 3219,95 euros mensais por ter desempenhado, segundo o próprio, durante “pouco tempo”, funções de “coordenador de programas de texto” da RDP (Rádio Difusão de Portugal), segundo a lista dos aposentados e reformados divulgada pela Caixa Geral de Aposentações (CGA).
O “Correio da Manhã” de hoje avança que o vice-presidente da Assembleia da República esteve apenas três meses como director dos Serviços Criativo e Culturais da RDP.
Apesar de garantir ao “Correio da Manhã” que sempre descontou por esse cargo na RDP, Manuel Alegre confessa que “se não fossem eles [CGA] a escrever” uma carta a informá-lo da reforma “nem teria dado por isso”.
O candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais afirma que vai optar por receber o ordenado como deputado e um terço da reforma que agora lhe foi concedida.
Manuel Alegre entrou para a RDP logo depois de ter regressado do exílio em Argel, pouco depois do 25 de Abril.
Mas assim que foi eleito deputado do PS, nas primeiras eleições democráticas para a Assembleia Constituinte, em Abril de 1975, nunca mais desempenhou trabalho efectivo no cargo para o qual fora designado.
Alegre revela, no entanto que, caso alguma vez não tivesse sido eleito, “teria regressado para a RDP”.
Quando questionado pelo “Correio da Manhã” sobre o tempo de trabalho efectivo na RDP e o valor da reforma agora divulgado, Manuel Alegre fez questão de sublinhar que tudo “é legal”.
Sobre o facto de este cargo não ser referido na sua biografia do Parlamento, o deputado do PS confessa que houve “uma lacuna” que não é da sua responsabilidade.»

terça-feira, julho 18, 2006

Ainda sem comentários...

Lisboa, 18 Jul (Lusa) - A libanesa Ibtissam Abibe e o seu filho de nacionalidade portuguesa que deixaram o Líbano chegaram hoje às 09:20 a Lisboa, fugidos de uma situação "muito difícil" e com críticas ao Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
No domingo, Ibtissam Abibe, casada com um português, e o seu filho de seis anos saíram do Líbano de autocarro, "numa longa viagem" de mais de cinco horas para Damasco, na Síria, de onde partiram segunda-feira para Madrid de avião.
Na manhã de hoje, enquanto esperava pela mulher, Nelson Abibe, natural da Guiné-Bissau com ascendência libanesa e nacionalidade portuguesa, criticou a actuação do Ministério dos Negócios Português, a quem pediu ajuda quando na semana passada começou o conflito no Líbano.
Nelson Abibe pediu ajuda para o regresso a Portugal da mulher e do filho, mas o MNE nunca soube dar informações sobre a localização dos dois, adiantou.
Este português acrescentou ainda que foi ele próprio a dar as indicações, adiantando que o MNE não cumpriu uma promessa de que teria hoje no Aeroporto de Lisboa um dos seus representantes à espera de Ibtissam Abibe.
Esta informação é contudo negada por fonte oficial do MNE, que disse à Lusa que a Direcção-Geral dos Assuntos Consulares e Nelson Abibe conversaram diversas vezes ao longo dos últimos dias.
A mesma fonte do MNE acrescentou que um representante da Direcção-Geral dos Assuntos Consulares esteve hoje de manhã no aeroporto e entrou em contacto com Nelson Abibe, que no entanto o "expulsou" de ao pé de si.
à chegada, Ibtissam Abibe explicou que a ajuda que recebeu foi da embaixada espanhola, responsável pelo seu regresso a Portugal.
Sobre a situação que se vive no Líbano, Ibtissam Abibe disse que é "confusa, com tudo fechado", nomeadamente o aeroporto, e que "não há comida".
Ibtissam e Nélson casaram-se em 1998 em Portugal, onde viveram até 2001, ano em que foi negado o visto de residência a Ibtissam Abibe, por alegadamente não ter ligações suficientemente fortes a Portugal.
Depois da recusa, os dois foram para a Guiné-Bissau e no final do ano passado, Ibtissam Abibe foi para o Líbano de férias e também com o objectivo de solicitar o reagrupamento familiar, que se faria em Portugal.
Nelson Abibe garantiu que agora vai voltar a pedir o visto de residência para mulher e inscrever o filho numa escola portuguesa, "nem que seja particular".
SB.
Lusa/fim

quinta-feira, julho 13, 2006

Apenas chocante...

É tão chocante que não precisa de comentários:


SOU, NATURAL DA ÍNDIA E TENHO NACIONALIDADE INDIANA, MEU MARIDO É PORTUGUÊS DE NACIONALIDADE, MEUS DOIS FILHOS TAMBEM O SÃO. TENHO CASA PRÓPRIA E DUAS CASAS DE COMÉRCIO QUE SÃO O MEU SUSTENTO E DA MINHA FAMÍLIA ONDE EMPREGO NORMALMENTE PORTUGUESAS. TIREI UM CURSO DE PORTUGUÊS PARA ESTRANGEIROS NUM CENTRO CULTURAL LUSO-ASIÁTICO COM FORMADORES PORTUGUESES CERTIFICADOS, QUE CONCLUÍ COM SUCESSO. TIREI A CARTA DO CONDUÇÃO LOGO Á PRIMEIRA, NA PRÁTICA E TEORIA SEM CHUMBAR. EM CASA NÓS FALAMOS PORTUGUÊS E INDIANO, MAS TAMBÉM SEI FALAR INGLÊS. E ACHO QUE QUANTO MAIS LÍNGUAS SOUBERMOS MELHOR. OS MEUS DOIS FILHOS ESTUDAM NO ENSINO OFICIAL PORTUGUÊS. DOU-ME MUITO BEM COM OS MEUS VIZINHOS E AMIGOS PORTUGUESES E RESIDIMOS EM PORTUGAL DESDE 1997. TEMOS AMIGOS(AS) PORTUGUÊSES E ALGUNS ESTRANGEIROS. 90% DOS MEUS VIZINHOS SÃO LUSOS. VISITEI PORTUGAL DE NORTE Á SUL. FALO FLUENTEMENTE A LÍNGUA DE CAMÕES. NÃO CONHEÇO MUITO SOBRE A HISTÓRIA E LITERATURA PORTUGUÊSA NO ENTANTO, CONHEÇO BEM A HISTÓRIA, A LITERATURA E A ESCRITA INDIANAS QUE POSSO ENSINAR AOS MEUS AMIGOS LUSOS QUE QUEIRAM APRENDER. MAS POSSO APRENDER A HISTÓRIA E O HINO DE PORTUGAL! NA VERDADE, ESTOU A FAZÊ-LO COM UM PROFESSOR DE HISTÓRIA DE PORTUGAL. APRENDI O PORTUGUÊS E COM VONTADE TUDO SE APRENDE!

QUANTOS PORTUGUESES PASSAM LOGO Á PRIMEIRA NA CARTA DE CONDUÇÃO E QUANTOS CHUMBAM?

POR OUTRO LADO, MEU MARIDO E EU PAGAMOS OS IMPOSTOS E RESPEITAMOS AS LEIS PORTUGUESAS PORTANTO, CONTRIBUÍMOS PARA O DESENVOLVIMENTO DE PORTUGAL.

O QUE ME IMPEDE ENTÃO DE ADQUIRIR A NACIONALIDADE PORTUGUESA?

O FACTO DE AINDA NÃO CONHECER UMA PARTE DA HISTÓRIA E DO HINO DE PORTUGAL?

A INTEGRAÇÃO NUMA QUALQUER SOCIEDADE NÃO É UM PROCESSO CONSTANTE DE APRENDIZAGEM? NÃO SE APRENDE TODOS OS DIAS QUANDO SE QUER APRENDER?

CONHEÇO A GASTRONOMIA PORTUGUESA, MAS SOU VEGETARIANA POR RAZÕES RELIGIOSAS. UM PORTUGUÊS NÃO PODE GOSTAR DE GASTRONOMIA INDIANA, CHINESA OU AFRICANA? PARA A ADVOGADA DO MINISTÉRIO PÚBLICO ERA IMPORTANTE SABER O QUE É QUE COMÍA EM CASA. PARA TER A NACIONALIDADE É PRECISO COMER COMIDA PORTUGUÊSA EM CASA? E DEIXAR A NOSSA RELIGIÃO? NÃO HÁ PORTUGUESES VEGETARIANOS? NÃO HÁ PORTUGUESES HINDÚS, MUÇULMANOS E BUDHISTAS?

FIQUEI A SABER PELA SRª ADVOGADA DO M.P. QUE AFINAL O VASCO DA GAMA (DESCOBRIDOR PORTUGUÊS DO CAMINHO MARÍTIMO DA ÍNDIA) PERTENCIA À HISTÓRIA DA ÍNDIA E NÃO À HISTÓRIA DE PORTUGAL! O QUE É UMA NOVIDADE PARA MIM. EU SEMPRE PENSEI QUE ERA AO CONTRÁRIO.

UMA DAS PERGUNTAS DA ADVOGADA DO M.P. ERA SOBRE O CENTRO COMERCIAL COLOMBO. O QUE É QUE O C.C. COLOMBO TEM DE ESPECIAL PARA OS PORTUGUESES TEREM DE SABER OBRIGATORIAMENTE ? AGRADECIA QUE ME RESPONDESSEM! PENSEI QUE O MOSTEIRO DOS JERÓNIMOS ERA MAIS IMPORTANTE OU POR EXEMPLO A CIDADE DE FÁTIMA.

QUANTOS PORTUGUESES SABEM O HINO E A HISTÓRIA DE PORTUGAL? 20%, 30%, 50%? QUANTOS? SÓ PARA CITAR ALGUNS CASOS, O DECO, O DERLEI, O JARDEL, O MAKUKULA, O OBIKWELU, O DEIVID E O NANI, CONHECEM O HINO E A HISTÓRIA DE PORTUGAL? EU NÃO SOU JOGADORA DE FUTEBOL OU ATLETA. ISTO É QUE É IMPORTANTE PARA SE SER PORTUGUÊS? ACHO QUE HOUVE DISCRIMINAÇÃO!

EM RELAÇÃO A SOCIEDADE PORTUGUESA, EU SOU UMA BOA OBSERVADORA E JULGO QUE AINDA HÁ MUITOS JOVENS PORTUGUESES E ESTRANGEIROS QUE NÃO RESPEITAM OS MAIS VELHOS E ISSO NÃO ME AGRADA. ISSO PODE INFLUENCIAR NEGATIVAMENTE O FACTO DE EU IR PEDIR A NACIONALIDADE PORTUGUESA? NÃO POSSO TER UMA OPINIÃO NEGATIVA SOBRE ALGUMAS COISAS QUE ACONTECEM EM PORTUGAL? OU TENHO DE MENTIR E DIZER QUE É TUDO BOM? ISTO PREOCUPA-ME PORQUE VIVO E TRABALHO EM PORTUGAL E GOSTO DO PAÍS. NO JAPÃO POR EXEMPLO OS MAIS VELHOS SÃO MAIS RESPEITADOS E ISSO AGRADA-ME, MAS EU NÃO QUERO TER A NACIONALIDADE JAPONESA, PORQUE NÃO ESTOU A VIVER NO JAPAÕ E NÃO SOU CASADA COM UM JAPONÊS. QUERO SER PORTUGUESA E O MEU MARIDO TAMBÉM QUER QUE EU SEJA PORTUGUESA.

ACREDITO QUE O QUE ME FIZERAM FOI UMA VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS, DIREITOS DE IGUALDADE DE TRATAMENTO E OPORTUNIDADE , DE LIBERDADE DE RELIGIÃO E DE EXPRESSÃO . E FOI COMETIDA UMA GRANDE INJUSTIÇA. GOSTARIA QUE NUNCA MAIS NENHUM CIDADÃO ESTRANGEIRO NESTA SITUAÇÃO SEJA IMPEDIDO DE ADQUIRIR A NACIONALIDADE PORTUGUSESA DESTA FORMA E NESTAS CONDIÇÕES.

TODAS AS PERGUNTAS FEITAS PELA ADVOGADA DO M.P ESTÃO GRAVADAS NO TRIBUNAL DE RELAÇÃO DE LISBOA.

PARECE QUE TER ORGULHO DE SER PORTUGUÊS É SÓ SABER O HINO NACIONAL, E CONHECER A HISTÓRIA DE PORTUGAL. UM CRIMONOSO QUE NÃO PAGA IMPOSTOS E SABE O HINO E A HISTÓRIA DE PORTUGAL JÁ PODE SER PORTUGUÊS?

UM PORTUGUÊS QUE VAI PARA FRANÇA ,INGLATERA OU ÍNDIA O QUE É QUE LEVA COM ELE? APENAS LEVA A LINGUA PORTUGUESA (QUE E MAIS IMPORTANTE) E NÃO APENAS O HINO NACIONAL OU A HISTÓRIA E A RELIGIÃO.


A FAMÍLIA É UM CORPO!
A MÃE É O CORAÇÃO DE UMA FAMÍLIA.
QUERO DIZER QUE UM CORPO (FAMÍLIA) TEM DE ANDAR COM O SEU CORAÇÃO (MÃE) NA MÃO?
ONDE ESTÁ A HARMONIA?

GOSTARÍAMOS DE APELAR AOS SENHORES GOVERNANTES/POLÍTICOS E AOS SENHORES LEGISLADORES QUE INCLUÍSSEM NA LEI CLARAMENTE QUE QUEM QUISER ADQUIRIR A NACIONALIDADE PORTUGUESA TEM DE SABER O HINO NACIONAL , A HISTÓRIA DE PORTUGAL NA PONTA DA LÍNGUA E DE CONHECER TODA A CULTURA PORTUGUESA. E MAIS, NO ACTO DE CASAMENTO OBRIGATORIAMENTE CANTAR O HINO NACIONAL.

EU QUERO QUE JUSTIÇA SEJA FEITA NO MEU CASO!
QUE SEJA UM EXEMPLO PARA TODA A GENTE!

O MEU AGREDECIMENTO A TODOS OS QUE ACREDITAM NA JUSTIÇA.


ALPA KANABAR

P.S. QUEM QUISER CONSULTAR/CONHECER O MEU PROCESSO, TEM O NÚMERO 9909/05-7 7ª SECÇÃO DATADO DE: 17.05.2006 DO TRIBUNAL DE RELAÇÃO DE LISBOA

MEU CONTACTO É O 218862120 (SERVIÇO) / menal@sapo.pt