terça-feira, setembro 28, 2010
domingo, setembro 12, 2010
Dois pesos e duas medidas...
Reproduzo o que escreve o jornal I :
«Não é habitual o conselho de administração da RTP manifestar-se sobre questões editoriais, mas o destaque dado ao longo da semana a Carlos Cruz, antigo apresentador do canal, justificou uma iniciativa invulgar. O i apurou que José Alberto Carvalho foi chamado quinta- -feira ao conselho de administração devido ao excesso de presença de Cruz no ecrã, mas, ainda assim, decidiu manter a entrevista conduzida por Judite de Sousa. A demissão do director de informação nunca esteve em causa.
As divergências foram conhecidas ontem, depois de a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) vir a público questionar o tratamento dado pelo serviço público ao tema Casa Pia. Confrontado com as críticas, o conselho de administração explicou ter manifestado ao director de informação, já no dia anterior, a discordância relativamente aos critérios de tratamento noticioso. Essa discordância, adianta o gabinete de imprensa da RTP, "respeita aos critérios de isenção e equilíbrio que a lei impõe ao serviço público".
Paquete de Oliveira, que se mantém em funções até nomeação de outro provedor, confirma que tem recebido dezenas de mensagens a contestar a abordagem da RTP e já enviou uma nota interna para o director de informação. "É óbvio que Carlos Cruz é a figura mais mediática neste processo. Mas essa qualidade não lhe confere o direito de ser excepcionado relativamente aos outros arguidos/condenados, às vítimas e seus advogados ou assistentes", adianta.
Em comunicado, a ERC manifestou preocupação com a falta de "equilíbrio, equidistância e igualdade de tratamento" de todos os agentes envolvidos no processo, mas disparou de forma mais contundente contra a RTP. Depois de reprovar "a mediatização conferida pela generalidade dos órgãos de comunicação social" a Carlos Cruz, destacou "em particular o canal generalista do serviço público", que nos últimos dias lhe conferiu lugar de destaque "em pelo menos três dos seus programas de informação de maior audiência".
convicções próprias Lembrando que o serviço público tem "especiais responsabilidades" em cumprir os princípios éticos, a ERC considera haver risco de "transmitir convicções próprias" ou procurar "audiências a qualquer custo", com prejuízo do equilíbrio, da isenção e da imparcialidade a que está obrigado.
Embora mais acentuado no caso da RTP, o puxão de orelhas foi distribuído de forma generalizada aos media. O conselho regulador lembra tratar-se de um tema de particular sensibilidade e admite que os jornalistas tenham convicções "mais ou menos marcadas", mas avisa que nem por isso deixam de estar obrigados a "informar de modo isento e com um mínimo de distanciamento".
Quando a RTP, como as outras televisões, exageraram, no mesmo sentido, mas tendenciosamente a facor do marketing judiciário ninguém disse nada.
Agora, que o apresentador vem à liça, para tentar defender-se, pretendem as autoridades, tanto a ERC como a administração da RTP, que a televisão pública trate os cidadãos de forma igual, ou seja, que dê ao Carlos Cruz o mesmo tempo que daria a qualquer outro cidadão.
Um disparate completo.
sábado, setembro 11, 2010
Governador do Banco de Portugal lança o descrédito sobre o sistema bancário
O novo governador do Banco de Portugal, um senhor de que ainda nem decorei o nome, acaba de lançar a mais terrível suspeita que um dirigente poderia ter lançado sobre o sistema bancário português.
Disse ele aos jornais que a lei não proíbe aos bancos a alteração dos spreads mesmo sem o consentimento dos devedores, desde que as condições do mercado o justifiquem.
Trata-se de uma afirmação de extrema gravidade que, por si só, abala toda a credibilidade do sistema bancário.
O spread é uma comissão, fixada no percentual que se adiciona à taxa de juro de referência contratada com o banco. A fixação, por exemplo, de Euribor mais dois de spread, significa que o devedor pagará juros a uma taxa correspondente à Euribor mais dois por cento.
A alteração das condições do mercado já se reflete na alteração da taxa básica contratada, que, normalmente, é bem mais alta que aquelas que o banco pratica na aquisição de fundos. Sobre tais taxas, de que releva a Euribor, como taxa mais comum, os bancos negoceiam com os seus clientes o pagamento de spreads de valor percentual fixo.
Isto sempre foi respeitado, nunca tendo sido posto em causa por ninguém. Pretender-se agora que o banco pode alterar, para além da taxa de referência contratada, o próprio spread que se contratou como fixo, tem vários efeitos negativos.
Em primeiro lugar, pela primeira vez em muitas dezenas de anos, a simples admissibilidade de tal postura põe em causa a seriedade das instituições bancárias. Quem negociou com um banco na convicção de que o spread era fixo e nunca variaria, tem toda a razão para considerar qualquer mudança do dito spread como uma refinada vigarice.
Em segundo lugar, uma tal hipótese, suscita a suspeita de que o sistema bancário está numa situação muito difícil, porque, de outro modo, respeitariam os compromissos assumidos, o que legitima a corrida aos depósitos como consequência natural do alarme lançado pelo governador.
Os bancos portugueses cresceram e credibilizaram-se remunerando os depósitos, nomeadamente os depósitos à ordem.
Hoje não só não o fazem, como cobram elevadas comissões pelos serviços que prestam. Na realidade, os particulares e as empresas pagam aos bancos para neles poderem depositar os fundos que os bancos emprestam a taxas muito elevadas, gerando com isso elevados lucros.
Se, contra tudo o que foi garantido pelos bancos durante anos, o próprio regulador vem dizer que as entidades bancárias podem alterar os spreads sem consulta e sem assentimento dos devedores, então é porque a situação é muito má.
E nesse caso, levantando-se suspeitas implícitas acerca da segurança dos depósitos, desaparece o único interesse que justifica que os particulares e as empresas guardem os seus recursos nos bancos: o interesse da segurança.
Já existiam múltiplas razões a justificar a substituição dos cheques e das ordens de pagamento por dinheiro fresco.
As empresas que se tenham atrasado no pagamento de impostos ou que não consigam solver todos os seus compromissos já hoje se refugiam na liquidez, não procedendo a depósitos nos bancos, para evitar o risco de os seus recursos serem penhorados.
Isso justifica que haja hoje muitos milhões de euros fora do sistema bancário.
Se os bancos, por causa disso ou por outras razões, ameaçam retaliar nos termos sugeridos pelo governador do Banco de Portugal, o resultado será que todos nós teremos receio de guardar o dinheiro nos bancos, que havíamos como entidades sérias e que agora são colocados sob suspeita.
Acreditamos que os tribunais, por mais grave que seja a crise da justiça, não deixarão passar uma barbaridade como essa que o governador do Banco de Portugal sugere.
Mas até lá, porque essa barbaridade é sintomática de uma enorme insegurança, talvez haja muita gente que entenda ser mais prudente guardar o seu dinheiro em casa, evitando aos bancos o trabalho de o guardar.
Até porque é mais barato… e hoje temos que fazer contas à nossa vida.
Guardar o dinheiro em casa implica uma razoável poupança, por relação da guardá-lo no banco, coisa que cada vez tem mais o sabor de serviço de luxo, num tempo em que é preciso poupar.
O governador do Banco de Portugal acabou por mexer com isso tudo.
PS – Em nossa opinião não é lícito aos bancos alterarem os spreads nas operações contratadas com spread fixo. A própria literatura de propaganda das instituições financeiras, publicada nos últimos anos, garante isso. Vale a pena recorrer aos tribunais.
Disse ele aos jornais que a lei não proíbe aos bancos a alteração dos spreads mesmo sem o consentimento dos devedores, desde que as condições do mercado o justifiquem.
Trata-se de uma afirmação de extrema gravidade que, por si só, abala toda a credibilidade do sistema bancário.
O spread é uma comissão, fixada no percentual que se adiciona à taxa de juro de referência contratada com o banco. A fixação, por exemplo, de Euribor mais dois de spread, significa que o devedor pagará juros a uma taxa correspondente à Euribor mais dois por cento.
A alteração das condições do mercado já se reflete na alteração da taxa básica contratada, que, normalmente, é bem mais alta que aquelas que o banco pratica na aquisição de fundos. Sobre tais taxas, de que releva a Euribor, como taxa mais comum, os bancos negoceiam com os seus clientes o pagamento de spreads de valor percentual fixo.
Isto sempre foi respeitado, nunca tendo sido posto em causa por ninguém. Pretender-se agora que o banco pode alterar, para além da taxa de referência contratada, o próprio spread que se contratou como fixo, tem vários efeitos negativos.
Em primeiro lugar, pela primeira vez em muitas dezenas de anos, a simples admissibilidade de tal postura põe em causa a seriedade das instituições bancárias. Quem negociou com um banco na convicção de que o spread era fixo e nunca variaria, tem toda a razão para considerar qualquer mudança do dito spread como uma refinada vigarice.
Em segundo lugar, uma tal hipótese, suscita a suspeita de que o sistema bancário está numa situação muito difícil, porque, de outro modo, respeitariam os compromissos assumidos, o que legitima a corrida aos depósitos como consequência natural do alarme lançado pelo governador.
Os bancos portugueses cresceram e credibilizaram-se remunerando os depósitos, nomeadamente os depósitos à ordem.
Hoje não só não o fazem, como cobram elevadas comissões pelos serviços que prestam. Na realidade, os particulares e as empresas pagam aos bancos para neles poderem depositar os fundos que os bancos emprestam a taxas muito elevadas, gerando com isso elevados lucros.
Se, contra tudo o que foi garantido pelos bancos durante anos, o próprio regulador vem dizer que as entidades bancárias podem alterar os spreads sem consulta e sem assentimento dos devedores, então é porque a situação é muito má.
E nesse caso, levantando-se suspeitas implícitas acerca da segurança dos depósitos, desaparece o único interesse que justifica que os particulares e as empresas guardem os seus recursos nos bancos: o interesse da segurança.
Já existiam múltiplas razões a justificar a substituição dos cheques e das ordens de pagamento por dinheiro fresco.
As empresas que se tenham atrasado no pagamento de impostos ou que não consigam solver todos os seus compromissos já hoje se refugiam na liquidez, não procedendo a depósitos nos bancos, para evitar o risco de os seus recursos serem penhorados.
Isso justifica que haja hoje muitos milhões de euros fora do sistema bancário.
Se os bancos, por causa disso ou por outras razões, ameaçam retaliar nos termos sugeridos pelo governador do Banco de Portugal, o resultado será que todos nós teremos receio de guardar o dinheiro nos bancos, que havíamos como entidades sérias e que agora são colocados sob suspeita.
Acreditamos que os tribunais, por mais grave que seja a crise da justiça, não deixarão passar uma barbaridade como essa que o governador do Banco de Portugal sugere.
Mas até lá, porque essa barbaridade é sintomática de uma enorme insegurança, talvez haja muita gente que entenda ser mais prudente guardar o seu dinheiro em casa, evitando aos bancos o trabalho de o guardar.
Até porque é mais barato… e hoje temos que fazer contas à nossa vida.
Guardar o dinheiro em casa implica uma razoável poupança, por relação da guardá-lo no banco, coisa que cada vez tem mais o sabor de serviço de luxo, num tempo em que é preciso poupar.
O governador do Banco de Portugal acabou por mexer com isso tudo.
PS – Em nossa opinião não é lícito aos bancos alterarem os spreads nas operações contratadas com spread fixo. A própria literatura de propaganda das instituições financeiras, publicada nos últimos anos, garante isso. Vale a pena recorrer aos tribunais.
quinta-feira, setembro 09, 2010
Uma visão lúcida do presente...
Ernâni Lopes e Medina Carreira num retrato falado da situação portuguesa e europeia.
terça-feira, setembro 07, 2010
Uma paragem no tempo
Resolvi parar por uns tempos as crónicas e apontamentos que vou colocando aqui...
Ocupei-me com outras tarefas.
Aí estão três livros nos Smashwords...
Ocupei-me com outras tarefas.
Aí estão três livros nos Smashwords...
segunda-feira, setembro 06, 2010
A questão do orçamento e o futuro
Há uma polémica em torno do orçamento do Estado para 2011 que importou um elemento muito estranho: o dos compromissos internacionais.
Ouvi ontem o porta-voz do PS afirmar que o OGE deve, no essencial, respeitar os compromissos internacionais de Portugal.
Ora, não é essa a função do mesmo.
O orçamento serve, antes de tudo, para prever as receitas e as despesas e adequar a dimensão das segundas ao volume das primeiras.
sexta-feira, junho 25, 2010
Carta de Francisco Seixas da Costa a um menino português
Olá, Mathis
Soube há pouco, por um jornal, que não te deixaram entrar na escola, aqui em França, porque levavas vestida a camisola da seleção portuguesa. Os teus pais, ao que parece, ficaram aborrecidos com isso.
Queria dizer-te que não deves ficar preocupado com o que aconteceu. Pelos vistos, o objetivo da direção da tua escola foi evitar a possibilidade de outros meninos, de várias nacionalidades - a começar pelos franceses -, poderem meter-se contigo e criar alguma confusão. Se calhar, na tua escola, há meninos da Coreia do Norte...
É muito bom que tenhas sentido orgulho em usar a nossa camisola. A França é o país onde vives mas, como se viu, Portugal é o país que trazes no teu coração. É aqui que, provavelmente, irás fazer a tua vida, no futuro, mas isso não te torna menos português. A França é uma terra onde há muita gente que veio de outros países, como de Portugal, à procura de oportunidades para trabalhar. A França deu-lhes essa possibilidade e os portugueses retribuíram com o seu esforço, com a sua seriedade e a sua honestidade, para a riqueza da sociedade francesa. E aqui estão, também em sua casa. Ninguém deve nada a ninguém. E tu és a melhor prova do sucesso da integração dos portugueses em França, com a tua mãe francesa e o teu pai luso-descendente.
Os portugueses que aqui vivem devem ser sempre leais para com a França que os acolhe, da mesma maneira que a França tem de aceitar que tu, tal como os outros meninos que se sintam ligados a Portugal, possam mostrar isso, nas ruas ou nas camisolas. Pode discutir-se se a escola é o lugar mais indicado para andar com as camisolas da nossa seleção, mas, aos teus amigos de cá, deves lembrar que foi a Revolução Francesa, aquela que está na bela "La Marseillaise", que ensinou o mundo a lutar pela liberdade, a defender a igualdade entre todos e a demonstrar a nossa fraternidade perante os outros.
Para ti, caro Mathis, quero deixar-te um abraço bem lusitano e um convite para, um destes dias, vires, com os teus pais, visitar a Embaixada. E também espero que, qualquer que seja o resultado que a seleção portuguesa venha a ter no Mundial, tragas vestida a camisola das quinas. É que nós, os portugueses, temos por tradição ser muito orgulhosos do nosso país, tanto nos bons como nos maus momentos.
Francisco Seixas da Costa
Soube há pouco, por um jornal, que não te deixaram entrar na escola, aqui em França, porque levavas vestida a camisola da seleção portuguesa. Os teus pais, ao que parece, ficaram aborrecidos com isso.
Queria dizer-te que não deves ficar preocupado com o que aconteceu. Pelos vistos, o objetivo da direção da tua escola foi evitar a possibilidade de outros meninos, de várias nacionalidades - a começar pelos franceses -, poderem meter-se contigo e criar alguma confusão. Se calhar, na tua escola, há meninos da Coreia do Norte...
É muito bom que tenhas sentido orgulho em usar a nossa camisola. A França é o país onde vives mas, como se viu, Portugal é o país que trazes no teu coração. É aqui que, provavelmente, irás fazer a tua vida, no futuro, mas isso não te torna menos português. A França é uma terra onde há muita gente que veio de outros países, como de Portugal, à procura de oportunidades para trabalhar. A França deu-lhes essa possibilidade e os portugueses retribuíram com o seu esforço, com a sua seriedade e a sua honestidade, para a riqueza da sociedade francesa. E aqui estão, também em sua casa. Ninguém deve nada a ninguém. E tu és a melhor prova do sucesso da integração dos portugueses em França, com a tua mãe francesa e o teu pai luso-descendente.
Os portugueses que aqui vivem devem ser sempre leais para com a França que os acolhe, da mesma maneira que a França tem de aceitar que tu, tal como os outros meninos que se sintam ligados a Portugal, possam mostrar isso, nas ruas ou nas camisolas. Pode discutir-se se a escola é o lugar mais indicado para andar com as camisolas da nossa seleção, mas, aos teus amigos de cá, deves lembrar que foi a Revolução Francesa, aquela que está na bela "La Marseillaise", que ensinou o mundo a lutar pela liberdade, a defender a igualdade entre todos e a demonstrar a nossa fraternidade perante os outros.
Para ti, caro Mathis, quero deixar-te um abraço bem lusitano e um convite para, um destes dias, vires, com os teus pais, visitar a Embaixada. E também espero que, qualquer que seja o resultado que a seleção portuguesa venha a ter no Mundial, tragas vestida a camisola das quinas. É que nós, os portugueses, temos por tradição ser muito orgulhosos do nosso país, tanto nos bons como nos maus momentos.
Francisco Seixas da Costa
sexta-feira, junho 18, 2010
A crise e a falsidade
O mais interessante da crise que vivemos - e cuja sintomatologia é visível desde o verão de 2007 - é a transformação da comunicação social.
Os jornais, as estações de rádio e as televisões continua a merecer crédito no que se refere ao noticiário dos crimes e dos acidentes rodoviários. Mas a história recente (dos últimos três anos) vem demonstrando que não merecem nenhum crédito no plano da informação económica e financeira, em que são usados e abusados por uma manipulação gigantesca gerada a montante.
Dependentes da informação dos auditores e das empresas de informação especializada, nomeadamente das de rating, os meios de comunicação social acabam por ser meras peças de uma engrenagem marcada pelos conflitos de interesses e por uma nova ética, assente, essencialmente, numa lógica lúdica.
Talvez por isso mesmo - e porque têm medo - nenhum meio de comunicação social deu notícia tempestiva dos riscos de falência dos bancos que faliram; como, agora, nenhum ousa avisar que há um efetivo risco de os depositantes perderem os valores que tenham depositados nos bancos, pela simples razão de que os bancos não têm dinheiro para solver as suas obrigações.
E não é só em Portugal. Na Alemanha só um dos bancos principais tem um passivo superior a 95% do PIB alemão.
Os jornais, as estações de rádio e as televisões continua a merecer crédito no que se refere ao noticiário dos crimes e dos acidentes rodoviários. Mas a história recente (dos últimos três anos) vem demonstrando que não merecem nenhum crédito no plano da informação económica e financeira, em que são usados e abusados por uma manipulação gigantesca gerada a montante.
Dependentes da informação dos auditores e das empresas de informação especializada, nomeadamente das de rating, os meios de comunicação social acabam por ser meras peças de uma engrenagem marcada pelos conflitos de interesses e por uma nova ética, assente, essencialmente, numa lógica lúdica.
Talvez por isso mesmo - e porque têm medo - nenhum meio de comunicação social deu notícia tempestiva dos riscos de falência dos bancos que faliram; como, agora, nenhum ousa avisar que há um efetivo risco de os depositantes perderem os valores que tenham depositados nos bancos, pela simples razão de que os bancos não têm dinheiro para solver as suas obrigações.
E não é só em Portugal. Na Alemanha só um dos bancos principais tem um passivo superior a 95% do PIB alemão.
segunda-feira, maio 17, 2010
A crise sustentável
Esta crise que vivemos, com especial evidência há três anos, é o que se chama uma crise sustentável, porque na forma como lhe respondem, em vez de a resolver a agravam.
A União Europeia tem uma série de mentiras e de paradoxos que só os tolinhos não constatam:
1. Não é viável a nenhum país gastar mais do que aquilo que produz, de forma permanente e contínua;
2. Não é viável fazer despesas sociais se o setor produtivo nãon gerar receitas que as suportem.
Acho que não devemos entrar em dramatismos porque há países maiores que o nosso e que estão muito piores.
Felizmente, Portugal ainda está muito «longe» da situação de muitas famílias, cuja dívida corresponde a vários produtos familiares brutos. O problema é que os sucessivos governos parecem ser menos calculistas e menos prudentes que essas famílias, desde logo no cuidado que colocam na negociação dos financiamentos.
Tudo isto é muito pouco transparente...
A União Europeia tem uma série de mentiras e de paradoxos que só os tolinhos não constatam:
1. Não é viável a nenhum país gastar mais do que aquilo que produz, de forma permanente e contínua;
2. Não é viável fazer despesas sociais se o setor produtivo nãon gerar receitas que as suportem.
Acho que não devemos entrar em dramatismos porque há países maiores que o nosso e que estão muito piores.
Felizmente, Portugal ainda está muito «longe» da situação de muitas famílias, cuja dívida corresponde a vários produtos familiares brutos. O problema é que os sucessivos governos parecem ser menos calculistas e menos prudentes que essas famílias, desde logo no cuidado que colocam na negociação dos financiamentos.
Tudo isto é muito pouco transparente...
sábado, maio 15, 2010
Queda do euro cria excelentes expetativas
O euro fixou-se hoje em 1,259 dólares. No dia 1 de Janeiro valia 1,436 dólares.
Esta queda acentuada da moeda europeia é excelente para Portugal, mesmo que ela possa ter implicações na importação de petróleo.
O ideal seria que o euro baixasse até à paridade 1 € = 1 dólar, porque isso nos permitiria aumentar substancialmente o comércio com os Estados Unidos.
Acredito que a queda do euro vai melhorar francamente a balança dos serviços.
Esta queda acentuada da moeda europeia é excelente para Portugal, mesmo que ela possa ter implicações na importação de petróleo.
O ideal seria que o euro baixasse até à paridade 1 € = 1 dólar, porque isso nos permitiria aumentar substancialmente o comércio com os Estados Unidos.
Acredito que a queda do euro vai melhorar francamente a balança dos serviços.
domingo, março 28, 2010
Os filhos do Estado
Caiu-me na caixa do correio este texto, assinado por Miguel Angelo Santinho Barata. Parece-me verosímil e não é mais do que o retrato de um fenómeno corrente no país...
«De acordo com os dados disponíveis, que datam ainda de 2008, existem em Portugal cerca de catorze mil crianças institucionalizadas, em situações de protecção que resultam dos mais variados cenários, consubstanciados nos maus tratos de toda a ordem a este universo de crianças e menores, bem como resultante da incapacidade financeira dos progenitores.
Cada criança que vive á guarda das respectivas instituições de acolhimento custa ao Estado português, em números redondos, 800 euros/mês.
Na verdade é só fazer contas. Nem é contabilidade e engenharia financeira complexa. É pura aritmética, de tal modo simples e objectiva que foi talvez por isso mesmo que acabou por escapar a este governo, como de resto tem escapado a todos os que tem passado pelo poder em Portugal , nos últimos anos, uma questão tão importante como esta . Mas se a este governo, tão balanceado para as questões sociais de fundo, escapou este pormenor, foi porque de facto este tema lhe serviu apenas para agitar bandeiras em nome de um Estado Social que de imaginação e criatividade parece ter pouco ou mesmo nada. È que além de gastar desmesuradamente, muitas vezes canalizando enormes verbas para algumas instituições de acolhimento cuja credibilidade e seriedade poderão ser, legitimamente postas em causa, o governo socialista não tratou com seriedade a questão da protecção social ás famílias. Porque a protecção social nunca será só uma questão financeira e orçamental, mas também uma questão de afectos e laços de sangue, a que os irmãos da fraternidade da rosa sempre se proclamaram tão ideologicamente ligados.
Quando se fala num valor entregue a cada instituição de acolhimento, um pouco acima dos 800 euros por criança, estamos a falar de um modo sustentar uma “espécie de negócio” de caridadezinha, à boa maneira do tempo da outra senhora, retirando ás muitas famílias, que se vêm desmembradas de filhos em tenra idade, quantas vezes por razões de circunstância trágico financeira, de poderem manter a sagrada estrutura que por certo representa a sua família.
Mas o que deveria então o governo fazer para inverter este cenário (?).
Pois muito bem; à excepção daquelas crianças e adolescentes menores de idade, que por maus tratos físicos de todas a espécie ou mesmo por violência de carácter psicológico são entregues á protecção do Estado, todas as outras, sobretudo aquelas que são retiradas aos progenitores por razões de ordem económico, ou seja , por manifesta incapacidade de dar resposta ao seu sustento, deveriam manter-se no seio familiar, sendo que parte da verba disponibilizada para as instituições seria utilizada então no sentido de solucionar parcialmente as carências financeiras dos progenitores face ás suas crianças.
Isto sim, isto é que seria uma política de verdadeiro apoio social ás famílias e uma autêntica protecção ás crianças no sentido da conservação dos seus afectos e defendendo deste modo os reais valores da Família, numa sociedade que para ser mais desenvolvida, próspera e justa, não pode abdicar de tal património.
Sabe-se que mais de metade das crianças institucionalizadas não o estão por razões de violência física ou psicológica, mas porque a condição económica dos seus progenitores para aí os levou. Com uma política de autenticidade e realmente séria neste particular, o governo pouparia muito dos cerca de 1 400 milhões de euros/ano que disponibiliza para as tais instituições de acolhimento.
Na verdade é muito difícil acreditar que o governo alguma vez se tenha preocupado seriamente com esta questão, sobretudo vista desta forma integrada ou seja, protecção/família/criança/utilidade do investimento. (?) Ou será que existem outros interesses, defendidos até á exaustão por alguns lóbis que fazem das misérias sociais a sua forma de vida e o seu ganha pão, à semelhança de outros tempos em que se brincava a uma outra “caridadezinha” de tão má memória (?)
Pois é, as instituições de acolhimento empregam pessoas, dão afinal trabalho a muita gente e quem sabe…saldo positivo ao final do ano, apesar de serem instituições com estatuto alheado do lucro.
E porque há tantas crianças institucionalizadas (?) Não acontece tudo apenas por vontade dos tribunais. Até chegar ao momento da decisão do Juíz, cada processo passa pela mão de muitos agentes envolvidos, mas cuja seriedade e os interesses a de alguns deles, a maioria dos cidadãos desconhece. Tudo isto num país que caminha para um cenário em que a adopção, a médio prazo, será banalizada.
Há os que há muito lutam por isso. E há muito que se sabe quem eles são.
Afinal vivemos numa espécie de país modernaço com gente modernaça , feita de tiques de vanguardismo infantil e globalizador, e em que os pobres perderam o direito á procriação, sendo que ao cometerem esse delito, os seus filhos serão, mais tarde ou mais cedo, propriedade do Estado. »
«De acordo com os dados disponíveis, que datam ainda de 2008, existem em Portugal cerca de catorze mil crianças institucionalizadas, em situações de protecção que resultam dos mais variados cenários, consubstanciados nos maus tratos de toda a ordem a este universo de crianças e menores, bem como resultante da incapacidade financeira dos progenitores.
Cada criança que vive á guarda das respectivas instituições de acolhimento custa ao Estado português, em números redondos, 800 euros/mês.
Na verdade é só fazer contas. Nem é contabilidade e engenharia financeira complexa. É pura aritmética, de tal modo simples e objectiva que foi talvez por isso mesmo que acabou por escapar a este governo, como de resto tem escapado a todos os que tem passado pelo poder em Portugal , nos últimos anos, uma questão tão importante como esta . Mas se a este governo, tão balanceado para as questões sociais de fundo, escapou este pormenor, foi porque de facto este tema lhe serviu apenas para agitar bandeiras em nome de um Estado Social que de imaginação e criatividade parece ter pouco ou mesmo nada. È que além de gastar desmesuradamente, muitas vezes canalizando enormes verbas para algumas instituições de acolhimento cuja credibilidade e seriedade poderão ser, legitimamente postas em causa, o governo socialista não tratou com seriedade a questão da protecção social ás famílias. Porque a protecção social nunca será só uma questão financeira e orçamental, mas também uma questão de afectos e laços de sangue, a que os irmãos da fraternidade da rosa sempre se proclamaram tão ideologicamente ligados.
Quando se fala num valor entregue a cada instituição de acolhimento, um pouco acima dos 800 euros por criança, estamos a falar de um modo sustentar uma “espécie de negócio” de caridadezinha, à boa maneira do tempo da outra senhora, retirando ás muitas famílias, que se vêm desmembradas de filhos em tenra idade, quantas vezes por razões de circunstância trágico financeira, de poderem manter a sagrada estrutura que por certo representa a sua família.
Mas o que deveria então o governo fazer para inverter este cenário (?).
Pois muito bem; à excepção daquelas crianças e adolescentes menores de idade, que por maus tratos físicos de todas a espécie ou mesmo por violência de carácter psicológico são entregues á protecção do Estado, todas as outras, sobretudo aquelas que são retiradas aos progenitores por razões de ordem económico, ou seja , por manifesta incapacidade de dar resposta ao seu sustento, deveriam manter-se no seio familiar, sendo que parte da verba disponibilizada para as instituições seria utilizada então no sentido de solucionar parcialmente as carências financeiras dos progenitores face ás suas crianças.
Isto sim, isto é que seria uma política de verdadeiro apoio social ás famílias e uma autêntica protecção ás crianças no sentido da conservação dos seus afectos e defendendo deste modo os reais valores da Família, numa sociedade que para ser mais desenvolvida, próspera e justa, não pode abdicar de tal património.
Sabe-se que mais de metade das crianças institucionalizadas não o estão por razões de violência física ou psicológica, mas porque a condição económica dos seus progenitores para aí os levou. Com uma política de autenticidade e realmente séria neste particular, o governo pouparia muito dos cerca de 1 400 milhões de euros/ano que disponibiliza para as tais instituições de acolhimento.
Na verdade é muito difícil acreditar que o governo alguma vez se tenha preocupado seriamente com esta questão, sobretudo vista desta forma integrada ou seja, protecção/família/criança/utilidade do investimento. (?) Ou será que existem outros interesses, defendidos até á exaustão por alguns lóbis que fazem das misérias sociais a sua forma de vida e o seu ganha pão, à semelhança de outros tempos em que se brincava a uma outra “caridadezinha” de tão má memória (?)
Pois é, as instituições de acolhimento empregam pessoas, dão afinal trabalho a muita gente e quem sabe…saldo positivo ao final do ano, apesar de serem instituições com estatuto alheado do lucro.
E porque há tantas crianças institucionalizadas (?) Não acontece tudo apenas por vontade dos tribunais. Até chegar ao momento da decisão do Juíz, cada processo passa pela mão de muitos agentes envolvidos, mas cuja seriedade e os interesses a de alguns deles, a maioria dos cidadãos desconhece. Tudo isto num país que caminha para um cenário em que a adopção, a médio prazo, será banalizada.
Há os que há muito lutam por isso. E há muito que se sabe quem eles são.
Afinal vivemos numa espécie de país modernaço com gente modernaça , feita de tiques de vanguardismo infantil e globalizador, e em que os pobres perderam o direito á procriação, sendo que ao cometerem esse delito, os seus filhos serão, mais tarde ou mais cedo, propriedade do Estado. »
quinta-feira, março 25, 2010
Pequenas mentiras e grandes mentiras...
Anda o país intochicado com a questão de saber se o primeiro-ministro José Sócrates mentiu ou não mentiu sobre o negócio da TVI, coisa que não tem nenhuma importância perante a dimensão das mentiras acumuladas sobre a situação económica e financeira.
Se virmos os sucessivos relatórios das entidades publicas nacionais e europeias somos forçados a concluir que todas têm andado a mentir durante todo este tempo sobre as contas públicas.
Tomando em conta a incongruência entre os diversos documentos que, ao longo dos últimos anos, retratam a situação macro-económica, forçosa é a conclusão de que as próprias estatísticas foram falseadas, porque não corrigidas.
Todos os comentadores estão seduzidos pelos «mercados», comos e os mercados fossem milagrosos e imaculados. Toda a gente manda bitaites e diz disparates, uns para apoiar o governo e outros para o criticar.
O PEC e toda esta montagem que se vem fazendo não é mais do que uma operação concertada para arruinar o país e nos espoliar.
O que o governo tem que fazer é limitar a sua atividade aos recursos que tem, acabando com o enormíssimo desperdício que há na administração pública.
Não se compreende por que razão as empresas são obrigadas a fechar se não tiverem recursos que lhes permitam continuar a laborar e o Estado não pode reduzir os seus funcionários se não tem dinheiro para lhes pagar.
A voracidade do governo e da administração tem que ser contida.
Quem não tem dinheiro não tem vícios; não pode gastar o que não tem e muito menos pedir dinheiro emprestado quando nada indica que possa vir a pagar.
É essencial por os pés na terra e acabar com todas (rigorosamente) todas as despesas inúteis.
É essencial criar condições que nos permitam evitar a fome, o que só é possivel com o aproveitamento dos recursos internos, visando o equilibrio da balança alimentar.
Nada será resolvido com uma simples mudança da corte e a continuação dos mesmos hábitos, da mesma economia artificial, do fosso entre a nossa produtividade e a dos paises mais avançados da Europa, porque destruimos recursos em excesso com atividades inúteis, que inviabilizam os preços.
As grandes mentiras estão, em boa parte, no artificialismo de diversas politicas que, visando a redução artificial do número de desempregados, criou quadros absolutamente insustentáveis. É o que se passa com politicas de formação absolutamente incorretas, porque não qualificam, com políticas de subsídios que se limitam a tapar buracos e nada contribuem para a melhoria de produtividade e, sobretudo, com o esbanjamento generalizado na administração pública.
Quando se auditar o Plano Tecnológico concluir-se-à, seguramente, que se trata de uma das maiores vigarices do primeiro quartel do Seculo XXI.
Se virmos os sucessivos relatórios das entidades publicas nacionais e europeias somos forçados a concluir que todas têm andado a mentir durante todo este tempo sobre as contas públicas.
Tomando em conta a incongruência entre os diversos documentos que, ao longo dos últimos anos, retratam a situação macro-económica, forçosa é a conclusão de que as próprias estatísticas foram falseadas, porque não corrigidas.
Todos os comentadores estão seduzidos pelos «mercados», comos e os mercados fossem milagrosos e imaculados. Toda a gente manda bitaites e diz disparates, uns para apoiar o governo e outros para o criticar.
O PEC e toda esta montagem que se vem fazendo não é mais do que uma operação concertada para arruinar o país e nos espoliar.
O que o governo tem que fazer é limitar a sua atividade aos recursos que tem, acabando com o enormíssimo desperdício que há na administração pública.
Não se compreende por que razão as empresas são obrigadas a fechar se não tiverem recursos que lhes permitam continuar a laborar e o Estado não pode reduzir os seus funcionários se não tem dinheiro para lhes pagar.
A voracidade do governo e da administração tem que ser contida.
Quem não tem dinheiro não tem vícios; não pode gastar o que não tem e muito menos pedir dinheiro emprestado quando nada indica que possa vir a pagar.
É essencial por os pés na terra e acabar com todas (rigorosamente) todas as despesas inúteis.
É essencial criar condições que nos permitam evitar a fome, o que só é possivel com o aproveitamento dos recursos internos, visando o equilibrio da balança alimentar.
Nada será resolvido com uma simples mudança da corte e a continuação dos mesmos hábitos, da mesma economia artificial, do fosso entre a nossa produtividade e a dos paises mais avançados da Europa, porque destruimos recursos em excesso com atividades inúteis, que inviabilizam os preços.
As grandes mentiras estão, em boa parte, no artificialismo de diversas politicas que, visando a redução artificial do número de desempregados, criou quadros absolutamente insustentáveis. É o que se passa com politicas de formação absolutamente incorretas, porque não qualificam, com políticas de subsídios que se limitam a tapar buracos e nada contribuem para a melhoria de produtividade e, sobretudo, com o esbanjamento generalizado na administração pública.
Quando se auditar o Plano Tecnológico concluir-se-à, seguramente, que se trata de uma das maiores vigarices do primeiro quartel do Seculo XXI.
Um insulto aos idosos...
Passei há dias pela minha aldeia e tive a oportunidade de ler uma carta que a Caixa Geral de Depósitos dirigiu recentemente aos reformados, entre os quais se encontra a minha mãe.
A carta fala da crise, na mesma onda em que sobre a mesma se tem falado nas televisões, como se fosse um mal, uma peste que tivesse vindo ao mundo e de que ninguém tenha tido culpa concreta.
Por isso, diz a Caixa, enganando os velhotes, que não pode pagar mais do que umas centésimas de juro, entre os 0,1% e os 0,3%.
É preciso refletir sobre isto...
Durante anos e anos a usura foi considerada crime. Hoje está, literalmente institucionalizada. Os bancos não pagam nada aos depositantes em renuneração dos depósitos à ordem, mas depois vendem esse dinheiro a preços disparatados, que no crédito ao consumo chegam aos 30%.
Os políticos do arco do poder pactuam entre si - em todos os paises da Europa - com um projeto de engano das populações, como se estivessem todos empenhados (e parece que estão) em salvar os especuladores em geral e as instituições financeiras em particular.
Toda a informação passada nas televisões tem o sabor de informação manipulada, cuidadosamente manipulada, para criar condições para os especuladores.
Mas os políticos não estão inocentes neste jogo... Vejamos só dois aspetos...
As taxas de juros no banco central estão pouco acima do limiar zero. Mas o banco central português, que é o banco do Estado, não se vai abastecer ao banco central europeu. Vai à banca comercial pagar as taxas «cozinhadas» paras entidades de rating, cujo trabalho, até pela dimensão das suas equipas, não merece nenhuma credibilidade nem nenhum respeito.
De outros lado os empréstimos ao tesouro feitos pelos portugueses são pagos miseravelmente, quando é certo que osa empréstimos contraidos junto da banca comercial são remunerados por taxas bem mais elevadas.
Custava muito ao Estado remunerar os depósitos dos idosos à melhor taxa que paga nos seus empréstimos?
Parece que não...
O que o Estado merecia é que esta gente, que tão humilhada está levante todo o dinheiros dos bancos e o guarde na enxerga. É o minimo que podem fazer, para que não lhes faltem ao respeito.
A carta fala da crise, na mesma onda em que sobre a mesma se tem falado nas televisões, como se fosse um mal, uma peste que tivesse vindo ao mundo e de que ninguém tenha tido culpa concreta.
Por isso, diz a Caixa, enganando os velhotes, que não pode pagar mais do que umas centésimas de juro, entre os 0,1% e os 0,3%.
É preciso refletir sobre isto...
Durante anos e anos a usura foi considerada crime. Hoje está, literalmente institucionalizada. Os bancos não pagam nada aos depositantes em renuneração dos depósitos à ordem, mas depois vendem esse dinheiro a preços disparatados, que no crédito ao consumo chegam aos 30%.
Os políticos do arco do poder pactuam entre si - em todos os paises da Europa - com um projeto de engano das populações, como se estivessem todos empenhados (e parece que estão) em salvar os especuladores em geral e as instituições financeiras em particular.
Toda a informação passada nas televisões tem o sabor de informação manipulada, cuidadosamente manipulada, para criar condições para os especuladores.
Mas os políticos não estão inocentes neste jogo... Vejamos só dois aspetos...
As taxas de juros no banco central estão pouco acima do limiar zero. Mas o banco central português, que é o banco do Estado, não se vai abastecer ao banco central europeu. Vai à banca comercial pagar as taxas «cozinhadas» paras entidades de rating, cujo trabalho, até pela dimensão das suas equipas, não merece nenhuma credibilidade nem nenhum respeito.
De outros lado os empréstimos ao tesouro feitos pelos portugueses são pagos miseravelmente, quando é certo que osa empréstimos contraidos junto da banca comercial são remunerados por taxas bem mais elevadas.
Custava muito ao Estado remunerar os depósitos dos idosos à melhor taxa que paga nos seus empréstimos?
Parece que não...
O que o Estado merecia é que esta gente, que tão humilhada está levante todo o dinheiros dos bancos e o guarde na enxerga. É o minimo que podem fazer, para que não lhes faltem ao respeito.
sábado, março 20, 2010
Uma economia parasitária
Leio no «Correio da Manhã»:
«O presidente da comissão executiva do Banco Espírito Santo (BES), Ricardo Espírito Santo Salgado, recebeu mais de um milhão de euros no ano de 2009. Os 1,050 milhões foram divididos em ordenados (435 mil), prémios (603 mil) e subsídios (12 mil), revela o relatório sobre o governo da sociedade entregue ontem na Comissão de Mercado de Valores Mobiliários.
No total, o BES gasta 12,1 milhões em remunerações e prémios com o Conselho de Administração, que é composto por 27 membros, dos quais 11 executivos e 16 não executivos. A remuneração dos administradores executivos representou 79% do total da remuneração auferida pelo Conselho de Administração. O regime complementar de pensões dos administradores garante que o salário de referência para a reforma corresponde a cem por cento da última remuneração anual ilíquida. »
É a economia parasitária que alimentamos.
Depositamos o dinheiro nos bancos e não recebemos um cêntimo como contrapartida. Eles emprestam-no por valor que vão de 3% a 30% e não nos remuneram nada.
Era justo que retirassemos o dinheiro dos bancos. Aoi menos por um dia.
Talvez pensassem em nós...
domingo, fevereiro 21, 2010
A indústria da solidariedade já está em marcha
Má sorte a dos madeirenses, em cima de quem caiu o «poder de deus» que, mais uma vez, veio demonstrar que, a existir, não é perfeito.
O comendador Berardo deu a entender que houve milagre, porque se destruir uma capela mas se salvou uma nossa senhora.
O Presidente da República, abalado como todos nós, foi à televisão apresentar as condolências que, seguramente, todos nós queriamos apresentar aos familiares das vitimas. O Governo voou para a Madeira e vai reunir amanhã para decretar um luto nacional de três dias.
Nem Chavez a Juan Carlos se callaram e ofereceram apoio às vitimas, no que foram seguidos pelo Benfica. O Banif, que é um banco madeirense, já abriu uma conta e começaram a multiplicar-se os apelos à solidariedade que se tem traduzido não só em pedidos de dinheiro como na rejeição da oferta de bens.
É o novo estilo da solidariedade, chocantemente transformada em indústria.
A indústria da solidariedade (que, por regra, gera enormes lucros e desfalques) já está em marcha, sem que se veja, mais uma vez, um simples sinal de controlo.
Estamos com um elevadíssimo número de desempregados e ninguém se lembrou de que eles poderiam ser a base para um projeto de voluntariado, visando a reconstrução da Madeira, pagos com um justo salário sem acumulação de mais valias.
Há pessoas que não têm dinheiro mas que estariam dispostas a desfazer-se de alguns dos seus bens, para ajudar os seus compatriotas, como sempre se fez em situações de catástrofe. Mas isso não é, nos nossos dias, politicamente correto., porque desprotege os negócios que uma catástrofe sempre potencia.
Vamos a ver como será...
O comendador Berardo deu a entender que houve milagre, porque se destruir uma capela mas se salvou uma nossa senhora.
O Presidente da República, abalado como todos nós, foi à televisão apresentar as condolências que, seguramente, todos nós queriamos apresentar aos familiares das vitimas. O Governo voou para a Madeira e vai reunir amanhã para decretar um luto nacional de três dias.
Nem Chavez a Juan Carlos se callaram e ofereceram apoio às vitimas, no que foram seguidos pelo Benfica. O Banif, que é um banco madeirense, já abriu uma conta e começaram a multiplicar-se os apelos à solidariedade que se tem traduzido não só em pedidos de dinheiro como na rejeição da oferta de bens.
É o novo estilo da solidariedade, chocantemente transformada em indústria.
A indústria da solidariedade (que, por regra, gera enormes lucros e desfalques) já está em marcha, sem que se veja, mais uma vez, um simples sinal de controlo.
Estamos com um elevadíssimo número de desempregados e ninguém se lembrou de que eles poderiam ser a base para um projeto de voluntariado, visando a reconstrução da Madeira, pagos com um justo salário sem acumulação de mais valias.
Há pessoas que não têm dinheiro mas que estariam dispostas a desfazer-se de alguns dos seus bens, para ajudar os seus compatriotas, como sempre se fez em situações de catástrofe. Mas isso não é, nos nossos dias, politicamente correto., porque desprotege os negócios que uma catástrofe sempre potencia.
Vamos a ver como será...
Pouca vergonha
Sem comentários...
Um texto de Eugénio Rosa:
Orçamento do Estado para 2010
Um texto de Eugénio Rosa:
Orçamento do Estado para 2010
A EVASÃO E A FRAUDE FISCAL EM PORTUGAL EXPLICAM MAIS DE 3 000 MILHÕES DE EUROS DO DÉFICE DE 2009, E NÃO VAI DIMINUIR EM 2010
O GOVERNO CONGELA OS SALÁRIOS DOS TRABALHADORES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA MAS INSCREVE NO ORÇAMENTO 1. 319 MILHÕES € PARA ADQUIRIR SERVIÇOS A PRIVADOS
No quadro seguinte estão a verbas inscritas nos orçamentos dos diversos serviços e fundos autónomos do Estado destinado a aquisição de serviços a privados em 2010 Um discurso muito repetido pelo governo e por toda a direita é a necessidade de conter despesas do Estado. No entanto, essa contenção não se verifica em relação a despesas que beneficiam privados. A prová-lo está a inscrição no OE2010 de 1.318,9 milhões € apenas para aquisição de estudos, pareceres, projectos, assistência técnica, trabalhos especializados e outros serviços, ou seja, trabalhos que muitos deles podiam ser feitos por trabalhadores da Administração Pública.
Divulgar este estudo é contribuir para que a crise não seja utilizada para justificar tudo.
Eugénio Rosa – Economista – Mais estudos em http://www.eugeniorosa.com/
Tristezas e felicidades
Estou muito triste com o que está a acontecer em Portugal, mas não escondo um imensa felicidade por ter tomado, no dia 5 de Maio de 2005 a decisão de me demitir do Partido Socialista, do qual era militante desde 1975 .
Foram 30 anos em que acreditei que a democracia representativa passava, essencialmente, pelos partidos políticos, crença que fui perdendo progressivamente e cujas paredes desabafaram para mim, de forma irrecuperável, naquele dia.
No mesmo dia tomei uma outra decisão: a de que nem eu nem os meus colegas de escritório prestariam, doravante, quaisquer serviços ao Estado ou quaisquer entidades públicas.
Tenho seis filhos, nunca imaginei poder deixar-lhes uma fortuna, mas sempre ambicionei construir um património ético que os possa orientar na vida. E foi isso que me motivou a sair do único partido político em que militei durante 30 anos e a decidir não prestar, em nenhumas circunstâncias, serviços ao Estado ou a entidades públicas.
Era para mim claro que avançávamos a passos largos para um crise financeira sem precedentes, justificada pela vigarice generalizada relativa ao novos produtos que inundaram os mercados de capitais, pela má gestão dos dinheiros públicos e pelo artificialismo das principais políticas.
Já pressentia isso durante os governos precedentes e tinha alguma esperança de que um governo do PS pudesse mudar alguma coisa. Mas cedo me apercebi de que, tomado o poder, nada mudara para além das moscas, como se, para além dos partidos – ou independentemente dos partidos – existisse (como existe) uma classe política que tem como elemento essencial de coesão a falta de vergonha e a falta de seriedade.
A falta de vergonha e a falta de seriedade são os melhores catalisadores da ousadia que talvez seja a mais determinante qualidade para a tomada do poder.
Indivíduos sem nenhuma qualificação para ocupar cargos de direção intermédios podem chegar a ministros se tiverem ousadia e se se associarem a outros indivíduos com idênticas qualidades.
A partir deles gera-se uma cadeia de desvergonha e de falta de seriedade que corrói o país, com a cobertura da comunicação social e de oposições que, pela lógica do próprio sistema, tem pessoas da mesma laia, à espera da sua oportunidade.
O Estado ganhou uma opacidade que o torna, a ele próprio, suspeito. E por isso mesmo, não trabalhar para o Estado ou para entidades ou empresas públicas é, para quem o possa fazer, uma medida de higiene elementar.
Estou feliz por ter tido a coragem de fugir dessa engrenagem. Morreria de vergonha se o meu nome andasse nos jornais como anda o de alguns colegas, acusados de coisas horríveis na praça pública, alguns deles pela simples razão de que se encostaram a entidades onde a teia das máfias e a falta de verticalidade das pessoas geram situações inaceitáveis.
Instalou-se neste país a ideia de que ninguém vai preso.
Houve a exceção do Abílio Curto, é certo, talvez mas tentar mostrar que há justiça. Houve a exceção do Oliveira Costa, com aquele sabor a bode expiatório, que resulta do simples facto de ser membro de um órgão coletivo e de todos os outros terem ficado à solta. Mas a ideia geral é a de que se vive no país um ambiente de completa impunidade e de uma absoluta falta de transparência que a protege por sistema, só abalada de vez em quando por uma qualquer luta tribal como aquela a que estamos a assistir.
Não tenho grande consideração por José Sócrates, a respeito de quem já escrevi coisas bem desagradáveis. Nunca votei nele, porque não votei nas duas últimas eleições.
«Parece que foi ontem a virada do século e já passaram cinco anos.
Os meu filhos cresceram e eu amadureci.
Portugal continua a ser o país mais corrupto da Europa e eu sinto-me um marginal feliz, um conservador relapso, que insiste em não embarcar nessas modernices que sangram esta desgraçada nação.
Este ano perdi vários amigos da minha geração, essencialmente por isso: porque não suportam o que eles qualificam como a minha «malvada língua». Não importa: como amigos destes não vale a pena ter inimigos.
Finaram-se alguns dos mais velhos, de quem guardo gratas recordações, como é o caso de Emídio Guerreiro. Ganhei outros, de quem não deixo o nome, para os não os marginalizarem, também.
Outros passaram a olhar-me de soslaio, como seu eu fosse um polícia ou um inspector de uma coisa qualquer, quando me limito a ser um crítico.
Ainda num dia destes um desses se mostrou agastado quando, numa roda de amigos e conhecidos, questionei a política de comunicação da PT, a propósito dos negócios do sector de media e venda da participação na UOL.
A PT fez passar para os jornais a ideia de que foram fabulosos negócios, nomeadamente o da UOL, que lhe terá permitido realizar um lucro de 165 milhões de euros. Já ninguém se lembra que a participação da PT na UOL resulta da integração da ZipNet na companhia e que a ZipNet custou a módica quantia de 400 milhões de dólares, dos quais 50 milhões para pagamento a advogados e consultores.
Já ninguém se lembra, tampouco, de quanto custou a Lusomundo e é importa que tudo isso seja esquecido, para que os otários não voltem para a rua questioner a competência dos gestures e a limpeza dos negócios.
Um dos dramas deste país está em que a sua riqueza se esvai de um lado na corrupção e de outro na especulação e no engano dos investidores, sem que aconteça o que quer que seja.
Foi uma surpresa para mim a qualidade de José Sócrates como primeiro ministro. Mas todo o terreno está minado à sua volta. Por mais que ele queira é quase impossível dar a volta a isto.
E se Cavaco ganhar vai ser o fim: é o bloco central de interesses na sua melhor forma e o fim da ética como referencial na política, a benefício de um economicismo que apenas permitirá o enriquecimento dos grandes e de uma teia de oportunistas sem ética e sem escrúpulos que aproveita os benefícios do «centro».
É que a corrupção de que falo não tem nada de ilegal, bem pelo contrário.
Pagar 1.000 pelo que vale apenas 500 só se justifica por via de uma actividade corrupta; mas é de uma dificuldade extrema provar onde esta corrupção existe, porque ela respeita, de um ponto de vista formal, todos os requisitos legais.
Vimos o que aconteceu com a formação profissional, área em que se gastaram milhões sem nenhum resultado.
Ouvimos agora falar de negócios milionários, também eles absolutamente regulares, mas em que é impossível deixar de pensar que alguém está a ganhar muito dinheiro de forma legal mas eticamente reprovável.
Ainda recentemente o Tribunal de Contas publicou um relatório sobre a reforma consular que indicia, de forma espantosa, comportamentos deste tipo. Mas não acontece nada, porque a fronteira entre a má gestão e a corrupção é difusa e a má gestão não é punida.
O Plano Tecnológico promete ser fonte da nova onda de práticas corruptas.
São milhões de euros e ninguém parece interessado em que se implemente um sistema de auditoria rigoroso que anule esta sangria de recursos.
Há negócios que se situam no plano da burla pura e simples, mas não há sensibilidade para os censurar, em boa parte por ignorância das tecnologias que envolvem as realidades.
Campo fértil dessas realidades é o da informática, onde, de vez em quando, constatamos que se gastaram milhões em operações que não valem sequer centenas.
Nuns casos tudo terá acontecido por mero desconhecimento dos responsáveis. Mas noutros estamos perante vigarices no seu estado mais puro.
Nem se diga que o know-how justifica tudo. Hoje o know how é muito aberto e é determinável, com rigor, o tempo útil que um programa demora a construir, sendo, por essa via determinável o seu custo razoável.
Parece, porém, que essa e outras transparências não interessam. Como não interessa nem a transparência e a facilidade dos concursos, que continuam bloqueados com mecanismos indutores de concorrência desleal.
Uma empresa nova mas sem histórico pode ter a melhor tecnologia e o melhor pessoal, mas não conseguirá fazer nada perante a burocracia do Estado se não tiver «histórico» ou não tiver uma grande cunha.
Há vícios que não são apenas estruturais. São estruturantes…
Muitos passam, infelizmente, pelos escritórios dos advogados, a coberto de um conceito ultrapassado de segredo profissional.
Há quem sustente (e é política oficial da Ordem dos Advogados) que o segredo abrange a lista dos clientes de cada advogado, nomeadamente porque a respectiva divulgação prejudicaria os profissionais colocados em pior posição, servindo de instrumento de propaganda dos que estão melhor no mercado.
É um argumento absolutamente falacioso.
O que é importante, na sociedade dos nossos dias, é que o público possa verificar ele próprio a existência de conflitos de interesses, por via de um registo que deveria incluir não só o nome dos clientes como os assuntos tratados quando eles, de algum modo, impliquem uma relação com o Estado ou com uma entidade pública.
Ainda recentemente uma conhecida advogada dizia numa entrevista a um jornal que a sua sociedade tem relações privilegiadas com um conjunto de câmaras municipais e que isso a qualifica, de forma especial, para assistir os particulares que tenham relações jurídicas com tais câmaras. É, obviamente, um raciocínio perverso e completamente viciado. Como é possível sugerir que alguém que tenha um litígio com uma câmara possa confiar no advogado que presta serviços à própria câmara?
Os contratos de advogados com entidades públicas deveriam ser mesmo públicos, para que todos os possamos auditar.
Porque foram celebrados com aqueles advogados e não com outros?
Se se invoca experiência e qualidade na prestação de serviços, onde está ela?
Todos temos o direito de saber, ou este país continuará a ser um país de compadres.
É uma vergonha o que se está a passar, com escândalos escarrapachados todos os dias nos jornais, envolvendo gente que passou ou está na política.
Não faz nenhum, mesmo nenhum sentido, que um advogado que queira dedicar-se à política possa continuar a advogar enquanto é deputado. Mas, sobretudo, é chocante que dele não haja um registo público de interesses que permita aos cidadãos saber que relações têm que possam ser beneficiadas pela sua actividade política.
Ou José Sócrates tem a coragem de mexer destas coisas ou acabará por ser sufocado por esta pouca vergonha.
O perigo está no bloco central de interesses que se consolidará, de modo fortíssimo, se Cavaco Silva ganhar as eleições. Por isso até há pessoas no PS a quem incomoda a ideia de Mário Soares vir a vencer.
O objectivo principal de 2006 deveria ser o de tirar Portugal do topo dos países corruptos na Europa.»
Passaram quase cinco anos e o texto continua absolutamente atual, com a única diferença de que hoje escrevo no português moderno e antes escrevia no português antigo.
Lastimavelmente, há texto que, lidos depois, como lemos este, têm o sabor de profecias.
É para mim inequívoco que José Sócrates está a ser alvo de uma campanha demolidora que o ataca, essencialmente, no plano do caráter. O que, verdadeiramente, caracteriza essa campanha é que ela é uma campanha ad hominem, assente em suspeitas que não ataca nada de essencial das políticas, mas o procura destruir a ele (nem sequer ao governo) a golpes de bisturi, como se pretendesse não a instauração de uma nova ordem, mas apenas a substituição de alguns atores nesse teatro mafioso a que pacificamente nos habituamos.
Tudo indica que estamos a assistir apenas a uma espécie de reorganização da companhia, quando a crise potencia uma maior «unidade» dos partidos do arco do poder (o bloco central alargado) e justifica uma redistribuição dos lugares dos boys & girls das diversas cores.
José Sócrates, muito provavelmente, não vai resistir até porque tem anticorpos no seu próprio partido, desejosos de que ele parta. Mas nenhum indício há de que, se isso acontecer, alguma coisa mudará.
Tudo continuará na mesma… Porque convém.
Não imaginam o prazer enorme que é poder dizer que nada temos a ver com essa canalha.
sábado, janeiro 02, 2010
Perguntas sem resposta
Perguntas sem respostas...
Reproduzo, no estado em que as recebi:
«1- Por que é que a secretaria da saúde, Kathleen Sebelius, assinou um decreto dando total imunidade jurídica aos fabricantes de vacinas contra a gripe H1N1, em caso de perseguição jurídica (por parte das vitimas dessas vacinas, seja por Efeitos secundários indesejáveis, seja por falecimentos)? Isto não
parece mais uma licença para matar?
2- Por que, Madame Bachelot (ministra da saúde em França) pediu no inicio de Fevereiro de 2009, a um grupo de advogados constitucionais, um memorando sobre a seguinte questão: a instituição de um plano de vacinação para toda a população seria ilegal e inconstitucional? Ao que os especialistas reponderam, garantindo que uma situação excepcional e um estado de emergência sanitária justificava amplamente a remoção de todas as liberdades pessoais!
3- Por que que a OMS modificou, no dia 27 de Abril de 2009, a sua definição de pandemia? Antes, para declarar uma pandemia, os requisitos eram muito mais exigentes! Agora, basta que a doença seja identificada em dois países de uma mesma zona OMS!
Fonte: http://www.who.int/csr/disease/influenza/pipguidance09FR.pdf (ver pag. 13 do pdf e as explicações nas paginas seguintes)
4- Como é possível que a patente da vacina contra a gripe suína (H1N1) tenha sido apresentada em 2008 (muito antes da aparição do vírus desaparecido desde da famosa epidemia da gripe espanhola, em 1918)?
Fonte:
5- Por que obra do destino o presidente francês Sarkozy teve a intuição de ir assinar um contracto de investimento de um montante de 100 milhões de euros, no dia 9 de Março de 2009, para a construção de uma fabrica de produção de vacinas contra a gripe? E imagine onde! No México, precisamente
onde nasceu a gripe suína!
6- Por que, que nenhuma mídia e nenhum especialista nos diz que a gripe normal mata a cada ano entre 250.000 e 500.000 pessoas, ou seja, mais de 1.000 mortes por dia (são os números oficiais da OMS)?
Fonte: http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs211/en/index.html (veja no texto por baixo de seasonal epidemics)
7- Por que, que toda a imprensa mundial diz repetidamente que o vírus da gripe A irá provocar uma batolada de mortes, quando os factos demonstram que não passa de uma gripezinha (muito menos grave que a gripe normal) que fez apenas 2.000 mortes em mais de 5 meses? A gripe normal faria, no mesmo espaço de tempo, 200.000 mortes !
Fonte: http://www.who.int/csr/don/2009_09_18/en/index.html (na tabela podemos ver 3.486 mortes até 13 de Setembro. Um numero ridículo comparado com a gripe sazonal (devo relembrar que o hemisfério sul está a sair do inverno! Deveríamos ter tido milhões de mortes na Argentina, no Chile, no Brasil e na Austrália, segundo as previsões da OMS! Onde é que eles estão?)
8- Por que, apesar destes números de mortalidade insignificantes (2.000 em vez de 200.000), a maior parte dos países fizeram encomendas monstruosas para centenas de milhões de doses de vacinas desde o mês de Junho de 2009?
Fonte: (Não é preciso, isso deu todos os dias nos telejornais. Apenas para relembrar, Portugal: 6 milhões de doses, França 94 milhões de doses, Canadá 50,4 milhões de doses, E.U.A 195 milhões de doses, Brasil: 40 milhões de doses e etc.)
9- Portanto, para quê tomar medidas excepcionais este ano, visto que a gripe é menos virulenta que os outros anos? Quais são os fatos que justificam tais decisões quando não existe nada de especial? Porquê as leis de emergência (lei marcial) já foram aprovadas na maioria dos países (sem revelar o
conteúdo)?
10- Por que o exercito americano foi implantado em todo o território dos E.U.A ?
Fonte: http://www.progressive.org/wx081209b.html (Este artigo menciona que o Pentágono quer aumentar o número dos seus efectivos para cerca de 400.000 no terreno. Mas a maioria dos militares já estão implantados).
11- Para quê mais de 800 campos de concentração foram instalados nos Estados Unidos, estes últimos anos (por enquanto, estão vazios)? Porquê que eles são geridos pela a FEMA (Federal Emergency Management Agency), que actua nas grandes catástrofes do território (como no furacão katrina)?
http://www.youtube.com/watch?v=1qQ4iFI5Np8&feature=player_embedded (este ultimo vídeo já foi removido (censura), só podia! Mas dizia o seguinte: Neste vídeo You Tube, uma mulher que pretende ser um soldado, explica como ela participou num exercício de repetição na Califórnia, praticando a colocação de barreiras e postos de controle, de modo que as autoridades possam verificar quem recebeu a vacina contra a gripe suína. Aqueles que tenham sido vacinados serão equipados com uma bracelete munida de um chip RFID, a fim de ser localizados e monitorados. Para aqueles que não tomaram a vacina, será lhes oferecida no local, caso continuem a recusar, eles serão transportados para um campo de internamento, de acordo com este testemunho.)
Fonte:
12- Por quê que nos escondem que em 1918, foram as pessoas vacinadas que morreram de gripe espanhola, e não as não vacinadas? Isso quer dizer que elas foram mortas pela a vacina e não pela a gripe?
13- Por que nos escondem que todas as epidemias do século 20 foram provocadas por campanhas de vacinação ?
Fonte: http://www.vaccinationdebate.com/web2.html (uma de muitas fontes)
14- Por que é que autorizam a adição de esqualeno na futura vacina contra a gripe H1N1, quando esse adjuvante foi explicitamente reconhecido como responsável pelo o síndrome da Guerra do Golfo que, adoeceu 180.000 GI?s (25% dos soldados) após a injeção da vacina contra o anthrax? Saiba que o
esqualeno foi proibido por um juiz federal em 2004!
15- Por que 50% dos médicos ingleses recusam-se a tomar a vacina contra o H1N1, será que eles não confiam no procedimento de preparação?
Fontes:
16- Por que nos apresentam o Tamiflu como um antiviral eficaz, quando todas as campanhas de utilização deste produto foram catastroficamente ineficazes? Mais, este medicamento provoca desordens psicológicas e neurais, provocando em alguns casos suicídios dos consumidores!
17- Por que que as autoridades sanitárias, que supostamente querem o nosso bem estar e protecção, autorizam que um novo tipo de vacina (segundo suas palavras) seja testado directamente em centenas de milhões de cobaias (ou seja, nós), sem que os protocolos normais de comercialização sejam respeitados, e sem nenhuma garantia de segurança da dita vacina ?
Fonte:
Para quê estas manobras todas? Quem está por trás disto?
A instauração de uma NOVA ORDEM MUNDIAL, com um único governo (ditador, claro!), será que já ouviu falar disso? Não? Então está com umas décadas de atraso na sua informação. Sinto muito pelo choque, para alguns. Mas isto está a acontecer agora. Tudo está pronto. Só faltava um pretexto para aplicar as leis marciais e a carta será jogada! E esse pretexto é uma pandemia mediática que precipitará o publico para as vacinas que ele verá como salvador, mas na verdade será essa arma biológica que acabará com ele (o público).
Repito. Esta vacina não tem nada a ver com as vacinas que conhecemos até hoje. É uma arma fabricada com a cumplicidade dos laboratórios. Não há nada a temer do vírus H1N1 (bastante contagioso, mas pouco virulento). A Austrália que está no fim do inverno já fez o balanço. Poucas mortes (88 mortes para uma população de 20 milhões de habitantes), porque eles não tinham vacinas. Será para o próximo inverno (Junho a Setembro 2010) que haverá muitas, quando a vacina estará disponível para eles também.
Perca um bocado de tempo a examinar as fontes. E, quando a campanha de vacinação estiver em obra, pergunte-se uma coisa: A pessoa que acabou de morrer será que tomou a vacina? Será que tomou algum antiviral (tipo Tamiflu)? Se a resposta for sempre sim, então você saberá, com certeza, qual
foi a causa da morte.
Um padre croata avisa seus fieis: "A vacina H1N1 contém um microchip, e destruirá toda a humanidade"
As declarações do sacerdote Bustruk Miroslav foi tema de grande controvérsia na Croácia. Na verdade, ele convidou os croatas a recusarem a vacinação contra a gripe suína. Durante uma cerimónia religiosa, as palavras do Padre Bustruk causaram grande polémica na Croácia.
O que disse ele?
"Peço-vos para não se deixarem vacinar sob qualquer circunstância, contra a suposta gripe suína. O mundo é o objecto de um plano de destruição massiva da humanidade. Com essa vacina, veremos novas doenças surgirem em toda a parte", disse ao jornal croata Jutarnji List. "A vacina H1N1 é uma arma muito sofisticada, incluindo um microchip que irá controlar a saúde de todos os seres humanos", acrescentou. O padre Jure Zubovik veio dar apoio ao seu colega e acrescentou que as observações feitas pelo padre Bustruk são defendidas pela Igreja. Ele também disse que "algumas pessoas estão actualmente na prisão porque ousaram falar, e advertiram contra a vacina." O Vaticano planeia enviar um comunicado a todos os governos do mundo.
Saberemos mais nessa altura.»
sábado, dezembro 26, 2009
É tudo a sacar...
O maior problema das finanças portuguesas não está na divida pública nem no seu crescimento mas no facto de tal crescimento se dever a um desperdício intolerável e e à má gestão dos recursos públicos, que não trará nenhum retorno e só agravará a situação dos contribuintes.
Os apoios ao investimento reprodutivo são são reduzidos e de tal modo sinuosos que poucos recorrem a eles, seja para instalar uma unidade comercial ou industrial, seja para difundir um serviço. O que se vê, nas leis e na prática, são apoios a atividades de efeito reflexo duvidoso, que custam milhões de euros e alimentam uma cadeia de entidades que só existe, literalmente, para sacar.
Ainda num dia destes me caiu na caixa do correio a oferta dos custos de 40% de uma viagem a um país do Oriente, sem que me fosse pedida qualquer garantia de que eu estava efetivamente interessado em investir nessa região.
Os subsidios servem, na maior parte das situações, para encobrir o subemprego e têm um efeito terrivbelmente injusto no plano da concorrência. Há empresas que produzem, não desperdiçam e pagam tudo dos seus cofres, enquanto há outras que vivem à conta do Estado, acumulando dividas ao fisco e à Segurança Social sem que lhes aconteça o que quer que seja.
Os subsidios servem, na maior parte das situações, para encobrir o subemprego e têm um efeito terrivbelmente injusto no plano da concorrência. Há empresas que produzem, não desperdiçam e pagam tudo dos seus cofres, enquanto há outras que vivem à conta do Estado, acumulando dividas ao fisco e à Segurança Social sem que lhes aconteça o que quer que seja.
Dramático é que vamos seu nós, contribuintes, a pagar todas essa asneiras e outras que ninguém denuncia.
Por exemplo: é por demais evidente que na situação atual não interessa ao Estado comprar o que quer que seja pelo menor preço, porque, com isso, se prejudica a ele próprio, uma vez que não arrecada tanto imposto.
Por mais paradoxal que seja, há n contratos onde as coisas são vistas ao contrário. Não há preocupação pela poupança decorrente de uma compra por mais baixo preço, mas preocupação em que o negócio gere lucros, de forma a incrementar a receita.
Coisa mais artifical que esta é dificil de encontrar.
A justificação está no título: é tudo a sacar...
sábado, dezembro 19, 2009
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