Correio da Manhã
O anúncio pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros de que apresentar um breve um diploma que permite acabar com as nomeações políticas para as embaixadas e consulados é, com os argumentos que vêm aduzidos, uma enorme hipocrisia. Mas, mais grave do que isso, configura um enorme erro, que vai custar ao Estado muito mais do que o que vai poupar.
As nomeações políticas não têm nada de mal, se forem bem administradas.
Bem pelo contrário.
Fixemos primeiro o que entendemos por nomeação política: é a nomeação, para o exercício de funções públicas, por via contratual, de uma pessoa que a Administração entende que, pelos seus conhecimentos e pela sua personalidade, melhor de adequa à realização de tarefas concretas ou ao cumprimento de determinada missão.
Não faz nenhum sentido que o porta-voz do Ministério seja um funcionário de carreira, como não faz nenhum sendido que os adidos de imprensa das embaixadas sejam funcionários de carreira.
Muito menos sentido faz que sejam funcionários de carreira do Ministério dos Negócios Estrangeiros os técnicos que têm que acompanhar determinados dossiers nas missões com elevado pensor técnico.
Nestas missões até há circunstâncias que justificariam que os próprios embaixadores fossem políticos.
Não temos uma escola superior de formação de diplomatas.
Os nossos diplomatas são diplomatas de tarimba, uns melhores do que outros, mas todos com essa mesma característica.
Não há em Portugal uma formação diplomática que se possa qualificar de académica e muito menos de científica. Com isso perde muito o exercício da função política do domínio da política externa.
Por isso mesmo se justifica que o Governo não deva abdicar do poder e do direito de, por via das nomeações políticas, possa corrigir as deficiências do aparelho do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
A lógica deve ser a de escolher as pessoas mais adequadas para as respectivas funções.
Sem prejuizo de a especificidade das funções diplomáticas e consulares justificar que haja um quadro próprio de diplomatas, parece-me que é preciso mexer nas leis, em termos que permitam o acesso a esse tipo de funções de funcionários de outros de outras áreas da Administração. Não há nenhuma razão que justifique que a carreira diplomática seja uma carreira absolutamente fechada e, num certo sentido, auto-gerida.
Bem pelo contrário, justifica-se que a lógica actual seja posta em causa, nomeadamente por via da sujeição às mesmas regras de controlo e inspecção a que estão sujeitos os demais serviços públicos.
Isso poderia melhorar, de forma extraordinária, a qualidade da prestação dos serviços públicos e a qualidade do exercício da função diplomática.
Há personalidades que, sem serem funcionários, demonstram ser capazes de ser excelentes ministros, administradores de empresas, negociadores de grandes projectos. Porque é que estas mesmas personalidades não hão-de poder ser embaixadores?
Mas é a outros niveis que a questão ganha mais acutilância.
Com o nivel de aptidões e de exigências que é feito a um cônsul, não tenho quaisquer dúvidas de que qualquer jurista com uma especial preparação na área dos registos e do notariado poderia exercer as funções com melhor qualidade do que muitos dos diplomatas que hoje ocupam os postos consulares. Em especial, não tenho quaisquer dúvidas de qualquer conservador/notário de uma qualquer comarca de terceira poderia exercer as funções com muito melhor qualidade.
O mesmo pode e deve dizer-se relativamente aos funcionários. Porque não hão-de alterar-se as leis em termos que permitam a mobilidade e o acesso de funcionários que o Estado já tem, com preparação adequada, para o exercício de determinadas funções?
Um dos maiores erros do actual sistema está na forma absolumente fechada do acesso aos lugares administrativos em embaixadas e consulados. Aí é que seria muito interessante fazer concursos documentais abertos, em vez de se contratarem funcionários sem preparação e sem experiência, às vezes mesmo sem a mínima noção do que é o País.
Perguntem aos gestores das Lojas do Cidadão como se resolvem esses problemas que eles sabem.
quarta-feira, novembro 16, 2005
Novas dificuldades relativamente ao Mikael
O Mikael chegou a Lisboa às 7 da manhã e vai ter o seu bilhete de identidade às 5 da tarde.
Mas novas dificuldades se levantam, agora no Consulado de Moscovo.
A mãe procurou o consulado para fazer uma declaração autorizando o pai a levar o menor para Genebra, onde vive a família.
O Consulado Geral de Portugal em Moscovo exige que Joulia procure um notário russo, faça uma procuração em lingua russa, mande traduzir essa procuração num tradutor oficial e a leve ao Consulado que fará a legalização.
Isto chamar-se-ia pura incompetência.
O Consulado tem obrigação de tomar a declaração de Joulia em lingua portuguesa e de reconhecer a assinatura da mãe.
Vou pedir escalrecimentos imediatamente. Mas agora são 18 horas em Moscovo.
Lá se perdeu um dia, de forma inútil, com a burocracia portuguesa.
Obrigado Bandeirantes
A Televisão Bandeirantes interessou-se pelo caso do Mikael desde a primeira hora até à última.
O Sandro Barboza assumiu este caso com uma paixão que levou até à partida do menino do aeroporto de Guarulhos para Lisboa.
Lá esteve no aeroporto, a despedir-se do Mikael, que voltou a passar ontem à noite, no Jornal da Band, com um simpático «ciao Brasil».
Quando a equipa da Band procedia às filmagens, vi, ao fundo, um homem pequeno de cabelo grisalho, cuja cara me é familiar.
Parecia mesmo o Secretário de Estado António Braga quem estava a assistir a tudo aquilo.
Claro que se fosse o António Braga eu teria dito ao Sandro Barboza quem era e ele não deixaria de o entrevistar.
Mas não era, obviamente. Porque, se fosse, no mínimo ter-me-ia cumprimentado quando cruzamos os dois no saguão do aeroporto de S. Paulo.
Por acaso seguiu neste mesmo avião um passageiro que se chama António Braga, mas não é seguramente o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.
Se fosse, eu estou certo - porque penso que não é um cobardolas qualquer - que se me teria dirigido e me teria falado dos e_mails que lhe enviei e a que ele, pura e simplesmente, não deu resposta.
Fosse ou não fosse, o que sinto é que, depois do descalabro a que se chegou e apesar das divergências que, relativamente a algumas questões, tenho afirmado relativamente a José Lello, é altura de dizer: «Volta Lello que estás perdoado».
terça-feira, novembro 15, 2005
Resposta à Eulália Moreno
Querida Eulália:
Obrigada pelas tuas palavras, que são excessivas no que toca à minha pessoa.
Procuro ser um profissional competente. Mas procuro ser, antes de tudo, um cidadão respeitável.
Por mais que isto doa a muita gente, a questão do Miguel é apenas mais uma bolha provocada pela peste.
O que é preciso é debelar esta peste que nos agride a todos, mas agride de forma especial os mais fracos.
Nem eu nem ninguém é capaz de resolver os problemas se o próprio sistema os cria a um ritmo e com qualidades que ficam encobertas na imensidão do silêncio.
Nunca se saberá quem está a ser prejudicado e ofendido.
Porque é gente anónima, que não tem recursos nem acesso aos advogados.
Dos que têm meios, não tenho muita pena. Eu ou alguém lhes resolve os problemas. Eles pagam para isso.
E os outros, os pobres, os desprotegidos, os que nem sequer sabem ler?
Até é que residente o fulcro da desumanidade.
Pronta intervenção? Enganas-te. Intervenção de desespero: nosso e da família.
O escritório tem este caso desde Junho e nunca os meus colegas conseguiram aceder ao Consulado. Foi preciso fazer escândalo na porta para que o António Miguel e a mulher conseguissem entrar sem advogado. Para lhe dizerem que era impossível fazer o que acabaram por fazer.
Foi preciso eu, no dia seguinte, chamar uma estação de televisão e fazer outro escândalo na porta, para me deixarem entrar e, apesar de eu ter explicado o que era preciso fazer e o que a lei estabelece nestes casos, disseram-me que não faziam.
Achas que isto é «pronta intervenção».
A pronta intervenção é impossível em S. Paulo. O que podia resolver-se numa hora, custou dezenas de horas.
E isto era um caso simplicíssimo, sem nenhuma dificuldade. Imagina os que são mais complexos.
Os cidadãos estão entregues aos bichos.
Abraço do
Miguel Reis
Obrigada pelas tuas palavras, que são excessivas no que toca à minha pessoa.
Procuro ser um profissional competente. Mas procuro ser, antes de tudo, um cidadão respeitável.
Por mais que isto doa a muita gente, a questão do Miguel é apenas mais uma bolha provocada pela peste.
O que é preciso é debelar esta peste que nos agride a todos, mas agride de forma especial os mais fracos.
Nem eu nem ninguém é capaz de resolver os problemas se o próprio sistema os cria a um ritmo e com qualidades que ficam encobertas na imensidão do silêncio.
Nunca se saberá quem está a ser prejudicado e ofendido.
Porque é gente anónima, que não tem recursos nem acesso aos advogados.
Dos que têm meios, não tenho muita pena. Eu ou alguém lhes resolve os problemas. Eles pagam para isso.
E os outros, os pobres, os desprotegidos, os que nem sequer sabem ler?
Até é que residente o fulcro da desumanidade.
Pronta intervenção? Enganas-te. Intervenção de desespero: nosso e da família.
O escritório tem este caso desde Junho e nunca os meus colegas conseguiram aceder ao Consulado. Foi preciso fazer escândalo na porta para que o António Miguel e a mulher conseguissem entrar sem advogado. Para lhe dizerem que era impossível fazer o que acabaram por fazer.
Foi preciso eu, no dia seguinte, chamar uma estação de televisão e fazer outro escândalo na porta, para me deixarem entrar e, apesar de eu ter explicado o que era preciso fazer e o que a lei estabelece nestes casos, disseram-me que não faziam.
Achas que isto é «pronta intervenção».
A pronta intervenção é impossível em S. Paulo. O que podia resolver-se numa hora, custou dezenas de horas.
E isto era um caso simplicíssimo, sem nenhuma dificuldade. Imagina os que são mais complexos.
Os cidadãos estão entregues aos bichos.
Abraço do
Miguel Reis
Uma carta da Eulália
Meu querido Miguel
Dizer o que para além de tudo o que eu sempre digo e direi sobre ti?
Parabéns por mais essa vitória contra a incompetência. É de gente da tua fibra que nós precisamos para evitar que qualquer dia destes, eu comece a dizer que sou filha de italianos, espanhóis, libaneses... de qualquer Pátria menos a portuguesa que tanto tem envergonhado aqueles que A amam.
A tua pronta intervenção só veio a provar a grandeza do teu caracter como profissional e , mais do que isso o teu sentimento como Homem que também é pai.
São esses gestos que nos emocionam . Os pequenos grandes gestos de um Português que utiliza a sua inteligência na defesa dos nossos. O Reino ainda não se convenceu de que esteja onde estiver um cidadão ou cidadã portuguesa, está Portugal. Meu Deus, como os nossos concidadãos estão parvos, mesquinhos e idiotas!!! A começar pelos diplomatas que mais e mais nos envergonham.
Abraço grande
Eulalia
Dizer o que para além de tudo o que eu sempre digo e direi sobre ti?
Parabéns por mais essa vitória contra a incompetência. É de gente da tua fibra que nós precisamos para evitar que qualquer dia destes, eu comece a dizer que sou filha de italianos, espanhóis, libaneses... de qualquer Pátria menos a portuguesa que tanto tem envergonhado aqueles que A amam.
A tua pronta intervenção só veio a provar a grandeza do teu caracter como profissional e , mais do que isso o teu sentimento como Homem que também é pai.
São esses gestos que nos emocionam . Os pequenos grandes gestos de um Português que utiliza a sua inteligência na defesa dos nossos. O Reino ainda não se convenceu de que esteja onde estiver um cidadão ou cidadã portuguesa, está Portugal. Meu Deus, como os nossos concidadãos estão parvos, mesquinhos e idiotas!!! A começar pelos diplomatas que mais e mais nos envergonham.
Abraço grande
Eulalia
Um post de Jorge Silva (França)
Caro colega conselheiro Carlos Pereira:
Não vou aqui colocar o conteúdo da sua resposta, prova que não há polémicas mas, não deixarei de dar uma "pequenina achega".
Continuo a pensar e a perguntar, porque motivo o conselheiro Carlos Pereira deu uma "ajuda" no comunicado do secretariado da Secção do CCP-França? volto a perguntar então, se não há gente lá dentro para tal acção? até poderá ser possível mas ... o futuro dirá os factos. Depois é também de pressupôr que.... se o conselheiro Carlos Pereira deu uma "ajudinha" a este secretariado de Secção de França,.... imagine agora se todos os outros secretariados das Secções do CCP. por esse mundo fora, o solicitarem para uma ajudinha aos seus comunicados e, como todo bom samaritano não vai dizer que não, pergunto eu, como vai o colega Carlos Pereira arranjar tempo para desempenhar com "espírito livre e aberto" as suas funções de Presidente do CP/CCP? Digo isto porque, muito embora pese os distúrbios e outras violências que se passam em França , e devam ser tomadas com o rigor e considerações necessárias, outros casos também muito graves se passam no seio da nossa Comunidade que merecem toda a atenção do CCP. porque aí sim, diz respeitos aos portugueses e à nossa própria Comunidade e, até hoje, 14 Novembro 2005, estou à espera de um digno comunicado do secretariado do CP/CCP ou por iniciativa pessoal do seu presidente em defesa do pequeno Miguel e que toda a gente já está ao corrente. E mais outro comunicado a denunciar a forma estranha do funcionamento do consulado no Brazil que provocou esta pouca vergonha (não me diga que não está ao corrente), e pedir com firmeza aos responsáveis de tutela, para que assumem as suas responsabilidades em defesa dos direitos cívicos dos nossos cidadãos, residentes fora de Portugal. Não será isso um justo trabalho do CCP? e, que dizem os nossos colegas Conselheiros do Brazil? já os contactou sobre a matéria Sr. Presidente? é que "cá deste lado" também não os ouço e gostava muito de conhecer a versão destes nossos colegas, sobre as declarações do advogado Miguel Reis dado que, seria até muito importante se assim fosse....
E por terminar pode ficar descansado caro colega, que eu "descansado estou" e ficarei, quando me anuncia que vai haver reunião dos conselheiros de França do CCP com o nosso SECP. E que nestes tempos dos "turbos" e grandes velocidades tudo se vai organizar em dez (10) dias para que todos os conselheiros possam ser informados "atempadamente" antes da sua vinda a França. Francamente......
Sinceras saudações,
Conselheiro Jorge SILVA-Paris
Do PortugalClub
As verrinas da Eulália
A minha amiga Eulália continua verrinosa.
Vejam o que escreve no PortugalClube sobre a Missa da Esperança:
Vejam o que escreve no PortugalClube sobre a Missa da Esperança:
«A Missa da Esperança foi devidamente divulgada nos Jornais onde trabalho como uma inicativa da Comunidade Portuguesa de São Paulo porque essa é a minha obrigação como jornalista.
Na qualidade de Eulalia Moreno, contribuinte fiscal em Portugal, tenho a dizer que foi mais uma palhaçada para levar o nosso dinheiro, já que as verbas do Icep provém das nossas contribuições. Todo ano é esse regabofe de artistas brasileiros e suas comitivas se exibirem para enganar trouxas. Este ano, então, extrapolou: dona Maria Bethânia, praticante do candomblé, filha de Mãe Menininha do Gantois ( que devia estar rolando no caixão na hora da missa), Joanna que é um fracasso de público quando se apresenta nos Coliseus de Portugal, o padre Antonio Maria que desde que aceitou " casar" o jogador Ronaldinho com a Cicarelli naquele castelo de Chantilly ( pelos vistos o amor e o respeito derreteram rapidamente como o próprio nome do Castelo) ficou muito mal visto, ou melhor, bem visto como o oportunista que sempre foi, Cristiane Torloni que na época do sr. Santana Flopes, secretaria da Cultura ( quando declarou que adorava " as peças para violino de Chopin") , envolveu-se sentimentalmente com o próprio e conseguiu verbas astronomicas para uma peça completamente louca que esteve em cartaz sempre com casas vazias e cujo prejuízo nós aguentamos, Ana Maria Braga que só passou a amiga de Portugal e dos portugueses via "milagre de N.Sra. de Fátima na cura de um câncer" porque antes disso, só fazia piadas de portugueses chamando-os sempre de burros. Isso só para falar do " produto nacional brasileiro", convidado para o Trem da Alegria que o sr. Paulo Machado promove anualmente. Aliás , quem assistiu á transmissão pela tv, viu claramente que as pessoas presentes em Fátima estavam, literalmente, se marimbando, para as cantorias dos brasileiros, estavam ali com os seus corações e as almas voltadas para Nossa Senhora de Fátima.
Sobre os restantes presentes, nem faço comentários porque é tudo muito pequeno e mesquinho para a minha cabeça. »
Na qualidade de Eulalia Moreno, contribuinte fiscal em Portugal, tenho a dizer que foi mais uma palhaçada para levar o nosso dinheiro, já que as verbas do Icep provém das nossas contribuições. Todo ano é esse regabofe de artistas brasileiros e suas comitivas se exibirem para enganar trouxas. Este ano, então, extrapolou: dona Maria Bethânia, praticante do candomblé, filha de Mãe Menininha do Gantois ( que devia estar rolando no caixão na hora da missa), Joanna que é um fracasso de público quando se apresenta nos Coliseus de Portugal, o padre Antonio Maria que desde que aceitou " casar" o jogador Ronaldinho com a Cicarelli naquele castelo de Chantilly ( pelos vistos o amor e o respeito derreteram rapidamente como o próprio nome do Castelo) ficou muito mal visto, ou melhor, bem visto como o oportunista que sempre foi, Cristiane Torloni que na época do sr. Santana Flopes, secretaria da Cultura ( quando declarou que adorava " as peças para violino de Chopin") , envolveu-se sentimentalmente com o próprio e conseguiu verbas astronomicas para uma peça completamente louca que esteve em cartaz sempre com casas vazias e cujo prejuízo nós aguentamos, Ana Maria Braga que só passou a amiga de Portugal e dos portugueses via "milagre de N.Sra. de Fátima na cura de um câncer" porque antes disso, só fazia piadas de portugueses chamando-os sempre de burros. Isso só para falar do " produto nacional brasileiro", convidado para o Trem da Alegria que o sr. Paulo Machado promove anualmente. Aliás , quem assistiu á transmissão pela tv, viu claramente que as pessoas presentes em Fátima estavam, literalmente, se marimbando, para as cantorias dos brasileiros, estavam ali com os seus corações e as almas voltadas para Nossa Senhora de Fátima.
Sobre os restantes presentes, nem faço comentários porque é tudo muito pequeno e mesquinho para a minha cabeça. »
Acho que não tem razão nenhuma.
Fátima tem uma potencialidade turística, em termos de turismo religioso, que é fantástica.
Penso que o ICEP deve aproveitar este elevado potencial e que o dinheiro que gastou é muito bem gasto.
Deixemo-nos de lérias. Falou-se mais de Fátima por causa da Missa da Esperança do que se falou relativamente a muitas outras iniciativas em que se gastou muito mais dinheiro.
O homem tem arrojo
José Maria Martins
Um amigo meu diz que para ter sucesso na política o que é preciso é ter arrojo e não ter vergonha.
É preciso, antes de tudo, ser-se convencido.
Convencido de que os demais concorrentes não são melhores nem piores, estão apenas, provavelmente, melhor colocados.
O José Martins, que eu conheço há anos, está mesmo convencido, como se vê do seu blog.
Um amigo meu diz que para ter sucesso na política o que é preciso é ter arrojo e não ter vergonha.
É preciso, antes de tudo, ser-se convencido.
Convencido de que os demais concorrentes não são melhores nem piores, estão apenas, provavelmente, melhor colocados.
O José Martins, que eu conheço há anos, está mesmo convencido, como se vê do seu blog.
Protesto de Conselheiros do CCP
NOTA DE PROTESTO
Os recentes acontecimentos amplamente divulgados pela comunicação social, que envolveram uma criança de origem portuguesa de 4 anos de idade que ficou retida em São Paulo, são o corolário de um somatório de factos que revelam a existência de disfuncionamentos graves em alguns consulados portugueses, que vão muito além daquilo que será, certamente, a incapacidade e incompetência de alguns diplomatas portugueses em gerir esses mesmos consulados, e que encontram escopo em sucessivas políticas governamentais dirigidas às comunidades portuguesas de todo inaceitáveis e intoleráveis.
A não ser assim, há muito que as autoridades de Lisboa já teriam tomado as medidas e decisões necessárias para inverter este estado de coisas e punir os responsáveis.
Mas se as autoridades de Lisboa e os seus representantes diplomáticos e consulares continuam a trilhar caminhos proibidos, deixando um rasto de autismo do último grau, o presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) continua a assobiar para o lado como se nada daquilo que se está a passar diga respeito ao Conselho, adoptando um silêncio cúmplice e indigno de quem preside ao órgão representativo dos portugueses residentes no estrangeiro.
Lamentavelmente, o actual CCP passou a olhar apenas para o próprio umbigo, assumindo-se como um órgão meramente sorvedor de dinheiros públicos, cujas verbas de funcionamento são escandalosamente engolidas em viagens e reuniões sem quaisquer resultados práticos para as comunidades portuguesas e que seriam melhor aproveitadas se investidas no apoio a projectos do movimento associativo.
Também os actuais deputados eleitos pelos círculos da emigração continuam quedos e mudos, numa demonstração exasperante de falta de respeito e consideração para com aqueles que neles votaram.
Os portugueses residentes no estrangeiro não têm por isso interlocutores para fazer valer os seus direitos. Se por um lado as autoridades de Lisboa não os ouvem, por outro o seu órgão representativo (CCP) e os deputados por eles eleitos não intervêm, dando a sensação de uma conivência promíscua com os autores da enorme humilhação e vexame porque estão a passar as nossas comunidades.
O quadro que hoje se apresenta aos portugueses no exterior revela-se demasiado pernicioso e inquinado, atingindo proporções que há muito ultrapassaram os limites do razoável.
Enquanto conselheiros sérios e responsáveis, continuamos fiéis aos princípios que nortearam a nossa candidatura ao CCP, razão pela qual não aceitamos pactuar com estes comportamentos e desmandos, pelo que nos demarcamos publicamente da postura adoptada pelo actual Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas e em particular do seu presidente, que em nada se coaduna com os verdadeiros interesses e aspirações das comunidades portuguesas no exterior.
Apelamos por isso, aos conselheiros das comunidades portuguesas que se acham inconformados com o actual estado de coisas, para que adiram ao presente protesto, na perspectiva de uma corrente forte que deixe aberta a porta de uma eventual demissão colectiva.
Aos 15 de Novembro de 2005.
OS CONSELHEIROS DO CCP
José Machado (França)
Manuel de Melo (Suíça)
Gabriel Fernandes (Reino Unido)
António Dias Ferreira (Suíça)
Os recentes acontecimentos amplamente divulgados pela comunicação social, que envolveram uma criança de origem portuguesa de 4 anos de idade que ficou retida em São Paulo, são o corolário de um somatório de factos que revelam a existência de disfuncionamentos graves em alguns consulados portugueses, que vão muito além daquilo que será, certamente, a incapacidade e incompetência de alguns diplomatas portugueses em gerir esses mesmos consulados, e que encontram escopo em sucessivas políticas governamentais dirigidas às comunidades portuguesas de todo inaceitáveis e intoleráveis.
A não ser assim, há muito que as autoridades de Lisboa já teriam tomado as medidas e decisões necessárias para inverter este estado de coisas e punir os responsáveis.
Mas se as autoridades de Lisboa e os seus representantes diplomáticos e consulares continuam a trilhar caminhos proibidos, deixando um rasto de autismo do último grau, o presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) continua a assobiar para o lado como se nada daquilo que se está a passar diga respeito ao Conselho, adoptando um silêncio cúmplice e indigno de quem preside ao órgão representativo dos portugueses residentes no estrangeiro.
Lamentavelmente, o actual CCP passou a olhar apenas para o próprio umbigo, assumindo-se como um órgão meramente sorvedor de dinheiros públicos, cujas verbas de funcionamento são escandalosamente engolidas em viagens e reuniões sem quaisquer resultados práticos para as comunidades portuguesas e que seriam melhor aproveitadas se investidas no apoio a projectos do movimento associativo.
Também os actuais deputados eleitos pelos círculos da emigração continuam quedos e mudos, numa demonstração exasperante de falta de respeito e consideração para com aqueles que neles votaram.
Os portugueses residentes no estrangeiro não têm por isso interlocutores para fazer valer os seus direitos. Se por um lado as autoridades de Lisboa não os ouvem, por outro o seu órgão representativo (CCP) e os deputados por eles eleitos não intervêm, dando a sensação de uma conivência promíscua com os autores da enorme humilhação e vexame porque estão a passar as nossas comunidades.
O quadro que hoje se apresenta aos portugueses no exterior revela-se demasiado pernicioso e inquinado, atingindo proporções que há muito ultrapassaram os limites do razoável.
Enquanto conselheiros sérios e responsáveis, continuamos fiéis aos princípios que nortearam a nossa candidatura ao CCP, razão pela qual não aceitamos pactuar com estes comportamentos e desmandos, pelo que nos demarcamos publicamente da postura adoptada pelo actual Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas e em particular do seu presidente, que em nada se coaduna com os verdadeiros interesses e aspirações das comunidades portuguesas no exterior.
Apelamos por isso, aos conselheiros das comunidades portuguesas que se acham inconformados com o actual estado de coisas, para que adiram ao presente protesto, na perspectiva de uma corrente forte que deixe aberta a porta de uma eventual demissão colectiva.
Aos 15 de Novembro de 2005.
OS CONSELHEIROS DO CCP
José Machado (França)
Manuel de Melo (Suíça)
Gabriel Fernandes (Reino Unido)
António Dias Ferreira (Suíça)
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