domingo, novembro 27, 2005

Do tempo da outra senhora... Posted by Picasa

Comentários para quê?

Reproduzo do PortugalClub esta nota de Gabriel Cipriano do Rio de Janeiro:



«Há dias, em NOTAS SOLTAS, fizemos breve referência a uma carta que o Cônsul Geral do Rio de Janeiro, em funções até Janeiro, subscreveu e que foi lida na Sessão Solene do aniversário da CASA DAS BEIRAS, no dia 19 passado. Pelo que temos observado, aqui no Portugalclub,vão mal nossos diplomatas consulares. seus assessores e adjuntos. E fazemos referência ao conjunto porque também Henrique Almeida, o representante do consulado, presente ao ato para presidir a sessão solene, prevaricou, ao assumir o papel de transmissor de assunto pessoal do cônsul,lendo a carta que este subscreveu e que nada tinha a ver com o ato. Também estamos dando continuidade ao caso por termos recebido inúmeros telefonemas de pessoas presentes à cerimônia e que se sentiram indignadas com o acontecido, rotulando-o de inadequado. Para ilustrar nossa crítica achamos útil mencionar alguns trechos da mencionada carta,quando Gama,o cônsul em exercício, dizia “não sou político,detesto política,não tenho amigos nem à direita,nem à esquerda,meu clube é o Sporting,não conheço Cavaco e Silva nem nenhum dos outros candidatos”. E, ao dizer isto, seguia para o jantar de recepção ao professor CAVACO que,chegava ao Rio de Janeiro,vindo de São Paulo. Esta lenga, lenga, não nos surpreende. estamos acostumados com ela. Nossos adversários políticos, alinhados à direita, enxovalham-se mutuamente. No Rio de Janeiro costumam até escrever cartas anônimas, onde apontam as misérias dos próprios companheiros, acusando adversários pela iniciativa .Depois, todos juntos, confraternizam em almoços, jantares e outros eventos de foro social e público. Aquelas declarações do Cônsul refletem sua condição de “ser mas não parecer”. É um chavão hipócrita que todos conhecem, é político,tem suas preferências, mas quer enganar a comunidade, dizendo-lhe de sua isenção,e faz isso de maneira insólita,tosca,em hora inoportunos e local inadequado.



RTPi – NO RIO DE JANEIRO


Nossa estatal da comunicação, que sempre gabamos e defendemos, também esteve na senda das mancadas, desta semana. A semana da VITÓRIA, quando o almoço em homenagem ao professor CAVACO se tornou o ponto central de diversão da Comunidade lusa do Rio de Janeiro. No Rio,dois profissionais fazem trabalhos para a RTPi,João Alves, faz produção independente,BRASIL CONTATO, um programa que prestigia a coletividade emigrante portuguesa. MARCELLA, a oficial,que dá noticias esparsas,pífias e de nula repercussão.

Assim, foi na cobertura do almoço em homenagem ao PROFESSOR, quando cunhou esta pérola da comunicação, na servil frase, de efeito banal “temos aqui milhares de pessoas,CAVACO SILVA é um vencedor,será o presidente de Portugal.”.Enquanto ao cobrir o jantar de Mário Soares alinhavou “o candidato parece vencido,desinteressado”, focalizando sua imagem cansada,pela travessia São Paulo – Rio.

A escassa votação do Rio de Janeiro,que costuma acontecer e que agora, certamente, se repetirá, reflete a ridícula colocação de Marcella,ao alvitrar que meia dúzia de gatos pingados podem decidir a eleição.

E quando destacamos o sofrível nível profissional da repórter,nada pessoal,apenas apontamos sua inapetência ao trabalho que lhe foi confiado,lamentando seu alheamento às coisas portuguesas, e não aceitando a escolha da emissora por quem não cultiva essa primária condição. João Alves, com sacrifício financeiro,mas vontade profissional,mostra-nos essa preferência.»

sábado, novembro 26, 2005

Sexo até ao fim

Correio da Manhã

Uma peça jornalística excelente.
Parabéns Fernanda Cachão

Um negócio a esclarecer...

BBCParaAfrica.com


Sempre pairou uma cortina de fumo sobre a questão de Cahora Bassa.
Discretamente, parece que se concluiu agora um grande negócio, que é apresentado como um negócio entre Estados, mas que envolve outros interesses.
Não adianto mais, porque me faltam elementos essenciais para preencher hiatos da história.
O que penso é que a todo este processo deve ser dada a transparência que merecem as coisas públicas.
Cada vez mais se justifica que a opinião pública conheça quem interveio nas negociações, ainda que em mera assessoria.
Cada vez mais se justifica que se conheça quem são os advogados que o Estado contrata para a assessoria em negócios deste tipo.

sexta-feira, novembro 25, 2005

Inscrições registrais

O que digo para os passaportes é válido, mutatis mutandis, para as inscrições e transcrições na área do registo civil.
Toda a segurança está as ser afectada (e eu tenho casos concretos) com a atribuição de competência para a feitura de registos de nascimento atributivos de nacionalidade.
Há coisas bárbaras, que passam no filtro dos Registos Centrais.
É preciso fazer uma reforma profunda, regressando ao sistema da centralização do registo e do controlo.
Os consulados são utilíssimos para a recepção dos pedidos, mas não devem fazer mais do que isso e que a autenticação dos documentos e à sua remessa para Lisboa.
Temos que passar à digitalização integral que, nesta área, exige uma operação de conferência dos arquivos digitais com os originais.
Essa conferência tem que ser feito em Lisboa, se quisermos que tudo isto tenha um mínimo de seriedade.
A distância propicia coisas incríveis em matéria de falsificações.
É um perfeito absurdo o que continua a fazer-se em matéria de legalização de documentos.
Uma certidão falsa vendida, aqui em S. Paulo, na Praça da Sé pode ter a assinatura de quem a emitiu reconhecida por um notário.
E o consulado limita-se a confirmar que a assinatura do notário é mesmo dele.
Assim pode passar um documento falso por verdadeiro.
E passam muitos, daqui, da Índia, do raio que os parta.
Há coisas que são elementares.

Passaportes

Jornal de Notícias - Consulados vão continuar a emitir passaportes

Não faz nenhum sentido.
O problema dos passaportes e dos bilhetes de identidade é, essencialmente, um problema de segurança.
A sua emissão deve ser centralizada, sem prejuizo de a impressão dos documentos poder ser feita nos consulados.
O método só pode ser um, sob pena de todo o sistema de segurança estoirar:
I. Recolha de dados nos consulados;
II. Transmissão dos dados a uma unidade central em Lisboa;
III. Emissão por essa unidade central, com impressão dos documentos onde o utente solicitar a sua entrega.
Ou então o Plano Tecnológico não passará de uma treta.

Desculpas

Jornal de Negócios Online :: Empresas -

Horta e Costa quer alterar o «quadro regulatório» das telecomunicações no Brasil.
Eu já tive Vivo e mudei, porque me clonaram o telefone e porque me desagradava o facto de aquele telefone estar preso a uma operadora.
Os meus amigos mudaram todos para os operadores GSM, porque o GSM permite uma mobilidade e uma qualidade que o CDMA não tem.
Essa liberdade de poder mudar de operador mudando apenas de cartão tem um preço: abandonar a Vivo.
Quem não percebe isto... não percebe nada.

Plano Tecnológico

Plano Tecnológico

É de analisar com atenção...

quinta-feira, novembro 24, 2005

Acrobacias...

Vai realizar-se, no dia 1 de Dezembro, um almoço com o Embaixador Francisco Seixas da Costa, promovido pelo Conselho da Comunidade Portuguesa de S. Paulo, na Casa de Portugal.
A matéria foi hoje objecto de comunicação pelo Presidente em exercício da CP, Dr. Fernando Leça, que se regozijou com o facto de a comunidade ter, finalmente, um interlocutor, mesmo que ele venha de Brasília.
Um drama é o da eventual presença do cônsul actual – um tipo de quem não me lembro o nome… - que é a personificação da injúria à Comunidade Portuguesa.
Não tenho nada contra o funcionário em causa, que nem sequer conheço e de quem nem sequer me lembro do nome.
Foi um erro de casting do governo anterior, que este governo tem que resolver urgentemente.
O homem tem o posto de embaixador e foi posto em cônsul, o que, seguramente, não aconteceria se fosse pessoa competente. Mas nestas coisas há regras: se é embaixador, deve ser colocado no sítio conveniente, não me chocando nada se o mandarem para a Gambia, para o Togo ou para um desses países esquisitos, de que também não lembro o nome, como é adequado.
Quando a criatura chegou à cidade, os líderes ficaram à espera que se apresentasse e dissesse ao que vinha, como era de bom-tom.
Nunca o fez, passando como cão por vinha vindimada perante quase todos eles e ignorando – porque só despreza quem pode – a generalidade dos dirigentes associativos. O porteiro que abriu portas a mais de uma dezena de figuras que antecederam a criatura, nunca mais ouviu um bom dia e o almoço das quintas nunca mais teve a presença do funcionário que representa a administração portuguesa no Estado e que é suposto relacionar-se com a Comunidade Portuguesa, como o fazem a generalidade dos nossos diplomatas e os dos países da União.
Nunca compareceu em nenhum dos eventos culturais da casa mater dos portugueses de S. Paulo, como se tivesse nojo destes energúmenos em que fomos transformados todos nós.
Depois foi a polémica – e injustificada mudança do Consulado.
Se fosse uma coisa clara (e é escura) e justificável, teria o aplauso de todos. Uma Loja do Cidadão, como foi prometido, que até nem tinha que ficar obrigatoriamente na Casa de Portugal, mas poderia ser instalada num edifício de escritórios da Paulista ou de Moema, num edifício funcional e moderno, com todas aquelas características que devem ter os serviços públicos, de acordo com o que são as regras portuguesas e com o que se contém na Carta Europeia do Serviço Público, tudo bem.
Mas não: o Consulado mudou para uma vivenda, inacessível ao público, no quadro de um negócio de legalidade muito duvidosa, nos aspectos que se conhecem e sobretudo nos que não se conhecem.
É preciso muita força e determinação – para não dizer força bruta – para enfrentar como a criatura enfrentou, com o maior silêncio, as principais forças vivas da terra, desde os lideres da Comunidade Portuguesa até aos representantes dos cidadãos brasileiros no município e no parlamento do Estado.
A criatura enfrentou e afrontou tudo e todos, com um poder que ninguém ousava imaginar na pequenez das suas calças curtas. Fechou as portas da repartição consular, absolutamente à margem da lei, impediu o acesso dos pobres, terceirizando o apoio social, instalou-se no silêncio da sua torre de marfim, a que chama «residência oficial», como se fosse um reizinho montado num cavalo de pau.
Com isto gerou ódios, admirações, indiferenças e até anedotas daquelas que se contam dos portugueses no Brasil.
«Sabem como é que os portugueses acabam com as filas à porta das repartições?»
«Fecham as repartições».
É evidente que quem frequenta os pequenos círculos do poder, mesmo que ele seja meramente fáctico, como é o de todas as prepotências, tem vocação para admirar, porque vive, como é natural, do oportunismo, que é incompatível com a massa crítica. Os oportunistas transformam as anedotas em coisas reais, ditas com ar sério, numa pose de estado.
Não estou, naturalmente, a insinuar que o Prof. Cavaco Silva é um oportunista, pelo facto de na sua recente visita ter aplaudido a anedota.
Estou a referir-me aos outros, que traem os que neles confiaram e que mentem aos que neles confiaram. Mas uma sociedade sem oportunistas também não tem graça nenhuma. Se eles não existissem eu não teria argumento para este pequeno naco de prosa.
Confrangido fico com o cansaço e a indiferença de muitos dos que se indignaram e agora se remetem ao silêncio, com a complacência dos cúmplices, porque mudou o governo. Não vou dizer que não são gente séria porque ontem diziam uma coisa e hoje se dispõem a engolir o que eles próprios disseram.
Rio-me, dou mesmo gargalhadas, numa extensão das memórias de infância, em tardes de circo. Confesso que sempre apreciei aquelas partes dos palhaços e dos acrobatas. Aqui alguns dos palhaços até são meus amigos, o que melhora a qualidade do espectáculo.
A política não pode ser, porém, uma actividade circense.
Estive entre os organizadores do almoço de campanha do Dr. Mário Soares e fui um dos responsáveis pela organização da mesa em que o mesmo se sentou.
A criatura inscreveu-se como era seu direito e, obviamente, que não a colocamos na mesa em que se sentou o candidato presidencial. Mas como o Dr. Júlio Rodrigues (a quem estava destinado o lugar) se atrasou, o indivíduo aproveitou para, numa atitude de penetra lhe ocupar o lugar, o que até não foi mau, porque ouviu o que tinha que ouvir, em lugar de melhor visibilidade.
Tanto quanto me disseram hoje, ainda não pagou o almoço, deixando o Joaquim Magalhães e o Fernando Miguel a arder, como aconteceu com mais meia dúzia de caloteiros convivas.
Como disse hoje Fernando Leça, é motivo de regozijo o convívio do Embaixador Seixas da Costa com a Comunidade Portuguesa de S. Paulo. É um diplomata culto, sensível e atento, que estou certo que tem condições para operar um virar de página nesta triste história.
Foi com o sentido de «virar de página» que foi anunciado o almoço.
É importante que o mesmo não seja uma palhaçada, mas um almoço sério.
Não pode ser um «passar de testemunho» como o que alguns estão a tentar preparar fazendo, como aqui se diz, uma «saia justa» ao Embaixador Seixas da Costa e desrespeitando um homem que, com todos os defeitos que possa ter, tem a virtude da frontalidade que têm os transmontanos.
Queiramos ou não, fazer este almoço sem a presença de António dos Ramos e com a presença da criatura tem um sabor de traição, depois de tudo o que se passou.
Talvez a criatura nem comparecesse pois que todos adivinhamos como seria o discurso do Comendador.
Dramático é que isto se está a desfazer, com uma progressiva decadência das elites liderantes. O mesmo espectáculo degradante – embora dégradé - a que assisti em Lisboa, ainda recentemente, quando uma série de amigos meus mudaram de roupa e de ideias para se colocarem na fila dos que procuram emprego.
Boa sorte, Dr. Seixas da Costa.

terça-feira, novembro 22, 2005

O Portugal Media voltou...

Portugal Media

Voltou a publicar-se o jornal luso-francês Portugal Media.
Boa sorte... e longa vida.

O desmentido de Sócrates

PUBLICO.PT

Inevitável este desmentido que esperado e seria evitável se houvesse bom senso.
Quem ganha com isto, afinal?

O descambo...

DN Online: Alegre garante ter sido convidado por Sócrates

As coisas estão a descambar em Portugal... Com este tipo de tricas, não se vai a lado nenhum.
A política depende de decisões, não de conversas informais ou de sondagens não vinculativas. O que Alegre está a dizer é triste, pela forma com que o diz e que outra utilidade não tem que a de lançar suspeições sobre a seriedade das pessoas no terreno político.

Não há almoços grátis

DN Online: Cavaco Silva afirma que não há almoços grátis

Em 25 de Outubro, Cavaco Silva afirmava, no DN, que «não há almoços grátis».
A regra deve aplicar-se também aos jantares...
Quanto custou - e a quem - o jantar que o Consulado Geral de Portugal em S. Paulo ofereceu em sua homenagem?

Um lugar para Cesário

Notícias: Candidatura do Professor Aníbal Cavaco Silva à Presidência da República

Adivinha-se...
Se Cavaco Silva for eleito, José Cesário deverá ser o responsável pela sua assessoria para a emigração.

Um fiasco

Parece que foi um fiasco a visita de Cavaco Silva a S. Paulo, apesar dos meios envolvidos.
A Câmara de Comércio Portuguesa de S. Paulo envolveu-se a fundo na promoção do almoço de campanha do candidato presidencial e reservou o salão de festas, que não foi capaz de encher.
Na Portuguesa estavam umas 40 pessoas, muito menos que com Mário Soares.
Parece que a desculpa para tão reduzido número de pessoas está no facto de Soares ter recebido os portugueses com um beberete simples, enquanto a comissão de Cavaco apenas lhes ofereceu água.
Desculpas...
Significativo, significativo, foi o facto de Cavaco se ter recusado a participar no «Canal Livre» da Bandeirantes, que o queria entrevistar, como fez com Mário Soares.
Mais fome que barriga V Posted by Picasa
Mais fome que barriga IV Posted by Picasa
Mais fome que barriga III Posted by Picasa
Mais fome que barriga II Posted by Picasa
Mais fome que barriga... Posted by Picasa