terça-feira, maio 08, 2007
Poesia de José Verdasca
Dos filhos expatriados
Mas que anda fora de rota
A Câmara de cá está falida
Obra de políticos falhados
Que só sabem fazer batota
Alguns deles estão na Baía
A discutir assuntos rascas
E a depredar as finanças
Lá o interesse é seu guia
Mas faltam as verdascas
P´ra liquidar suas caganças
Lembranças, JVerdasca
Furacão - Citação do Público
Membro do Conselho das Comunidades Manuel Melo afirma que Lello não pode negar desconhecer financiamentos
Numa nota enviada ontem a um fórum de socialistas na Internet, o antigo dirigente do PS Manuel Melo, também membro do Conselho das Comunidades Portuguesas, atribuiu a José Lello e a Paulo Pisco a responsabilidade pela situação "dúbia" criada com as ligações do PS no Brasil. "Aqui está o resultado do rico trabalho de Lello, Pisco e Caio Roque", afirma.
"Há muito tempo que, juntamente com outros dirigentes do PS nas comunidades (Suíça, França, Alemanha e Benelux), denuncio o trabalho sujo desses senhores. Mas a direcção nacional do PS sempre lhes deu cobertura", escreveu. Contactado posteriormente pelo PÚBLICO, Manuel Melo esclareceu o sentido dessa afirmação: "A situação instalada é muito delicada e, certamente, envolverá outro tipo de responsabilidades, para lá da meramente partidária", disse.
Este elemento do Conselho das Comunidades Portuguesas na Suíça contesta ainda as declarações de José Lello ao PÚBLICO na sexta-feira - o dirigente socialista alegava desconhecer quem financiou a campanha de Aníbal Araújo no Brasil. "José Lello não pode negar que desconhecia quem apoiou financeiramente a campanha eleitoral do PS no Brasil porque foi ele que impôs o candidato Aníbal Araújo", sublinha. Nuno Amaral - Publico
acusam José Lello de escolha polémica
A opção por Aníbal Araújo levou a várias demissões. Antigo responsável do PS é acusado de ter "destruído" a federação no Brasil
A escolha do candidato do PS ao círculo fora da Europa em 2005, numa campanha financiada por um dos detidos na Operação Furacão, Licínio Soares Bastos, levou à demissão de alguns elementos socialistas no Brasil, que responsabilizaram José Lello e apelaram ao voto em branco nesse escrutínio.
O desagrado causado pela selecção de Aníbal Araújo chegou mesmo a ser exposto por carta ao então responsável do PS pelas comunidades, José Lello, e a José Sócrates. "No entendimento dos nossos camaradas do Brasil, o Aníbal Araújo não tem nem a confiança nem o prestígio suficiente para poder representar os nossos compatriotas na Assembleia da República. É conhecido na comunidade como um mero angariador de anúncios para uma publicação que poucos conhecem, porque não tem difusão. E nada tem a ver com as comunidades no exterior", escreveu o antigo militante socialista Miguel Reis ao actual primeiro-ministro.
Nas várias missivas que circularam por esses dias, os militantes do Brasil atribuíam a Lello, que coordenou a campanha do PS no exterior, a "responsabilidade" pela escolha do candidato.
A campanha de Aníbal Araújo foi financiada por Licínio Soares Bastos, o empresário português detido por suspeitas de pertencer à "máfia dos bingos" e que chegou a ser nomeado cônsul honorário no Brasil pelo secretário de Estado das Comunidades, António Braga.
Os nomes de Araújo e António Braga são referenciados numa escuta telefónica a outro dos detidos na Operação Furacão como os de elementos capazes de convencer um autarca, também do PS, a desembargar uma obra.
Imposição de candidato
Antes das legislativas de 2005, a Federação do PS no Brasil reuniu-se em congresso e decidiu avançar com o nome de António Almeida Silva, então presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas, como candidato ao círculo fora da Europa - a comunidade portuguesa no Brasil têm um peso estratégico na eleição deste deputado.
Troca de correspondência
Numa extensa troca de correspondência entre a Federação do PS do Brasil e a direcção nacional do partido a que o PÚBLICO teve acesso, a direcção nacional do PS não reconheceu a legitimidade do congresso realizado em Setembro 2004 e avançou com a escolha de Aníbal Araújo. "Não nos merecendo confiança os candidatos apresentados em nome do Partido Socialista e como forma de assegurarmos a autonomia do nosso futuro na escolha dos nossos representantes, decidimos não participar activamente numa campanha eleitoral para a qual não fomos solicitados a participar, nem ouvidos e sequer respeitadas as decisões que democraticamente tomamos", escreveu, em comunicado, Joaquim Magalhães, secretário-coordenador do PS, entretanto falecido.
Como forma de protesto, a federação socialista recomenda o voto em branco e acusa Paulo Pisco, do gabinete de relações internacionais das Comunidades Portuguesas, e José Lello de terem boicotado o processo. "Toda a documentação do congresso foi entregue no partido por duas vezes. Por mim próprio, pessoalmente, quando estive em Portugal no Congresso Nacional do Partido. Se os documentos desapareceram, estaremos perante um caso de polícia que deve ser denunciado. Nada há a discutir com o camarada José Lello sobre a federação. Se, como parece, o camarada também entende que a Federação é falsa... ponto final", escreveu Magalhães a Lello.
O PÚBLICO tentou, insistentemente, ouvir o deputado José Lello, mas, apesar dos diversos contactos realizados, não foi possível recolher declarações do dirigente socialista - nenhuma chamada telefónica foi atendida. O PÚBLICO tentou também, por diversas vezes sem êxito, contactar Paulo Pisco e o assessor de imprensa do secretário de Estado das Comunidades, Eduardo Saraiva (e antigo assessor de José Lello, quando este ocupou o cargo).
Os militantes do PS no Brasil dizem que foi José Lello que coordenou a campanha do partido no exterior.
Nuno Amaral - Publico
segunda-feira, maio 07, 2007
Operação Furacão: O meu depoimento I
O elemento mais surpreendente é o de que dois dos presos teriam sido os financiadores da última campanha eleitoral do Partido Socialista no circulo «fora da Europa».
Não sei se isso é verdade ou se é mentira.
Se for verdade estaremos a meio caminho de demonstrar que aconteceu alguma coisa que tem que ser qualificado como gravíssimo na vida política portuguesa.
Temos que ser muito prudentes e que analisar cuidadosamente todos os dados disponíveis, tomando sempre em consideração o sagrado princípio da presunção de inocência,
Mas a política é política e tem que ser encarada como tal.
Hoje estou absolutamente liberto das obrigações partidárias para reflectir sobre esta matéria, em público e sem nenhumas restrições.
Nunca fui dirigente do Partido Socialista, em que militei mais de trinta anos.
Fui sempre um militante de base e um militante activo. Por isso não resisti à tentação de ajudar os companheiros que, no Brasil, se empenharam, a partir de 2003, numa tentativa de criar uma estrutura que permitisse desenvolver um trabalho político sério, visando obter uma clara vitória eleitoral no círculo de fora da Europa, nas primeiras eleições que se realizassem.
Participei em dezenas de reuniões, convivi com centenas de pessoas, falei com a maioria dos lideres das comunidades do Brasil, da Argentina e do Canadá, troquei milhares de e_mails.
Procurei contribuir, à minha maneira, para o fim da política colonialista de Lisboa sobre as estruturas externa do Partido Socialista, defendendo como princípio fundamental o de que os deputados da diáspora devem sair das próprias comunidades.
Assisti a um trabalho metódico e sério feito pelos companheiros do Brasil, centrados em São Paulo.
A direcção do Partido Socialista decidiu escolher como cabeça de lista para as eleições de 2005 no circulo de fora da Europa o Sr. Aníbal Araujo, personalidade que nada tinha a ver nem com as Comunidades, como as entendemos, nem com o Partido Socialista.
Numa reunião realizada em Janeiro de 2005, em São Paulo, concluimos, eu e um grupo de amigos, que só qualquer coisa muito forte, que podia significar muito dinheiro, permitia que as deliberações de uma federação partidária, legal e organizada, fosse pisada a pés, com absoluto desrespeito pelas pessoas e, sobretudo, pelos métodos de trabalho que elas haviam adoptado.
Não havia quaisquer provas de que as listas haviam sido vendidas, como ainda hoje não há.
Mas o que tem vindo a público pode ajudar a esclarecer o enigma.
Será que o PS vendeu a lista para as últimas eleições no circulo fora da Europa?
Vamos tentar perceber se isso faz sentido, devagarinho, nos próximos dias.
Furacão
Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "Operação Furacão (continuação...)":
Anibal Araújo deveria ser investigado pela PJ para que se apuressem as responsabilidades e todos os subsídios que ele recebeu do ICS.
Citação
Pois, não se podem meter todos no mesmo saco, podem meter-se apenas os de Anibal Araújo. Está tudo dito, ivestiguem. Está tudo Claro.
Investiguem também os constantes subsídios do presidente da câmara de Espinho ao jornais e revistas de Anibal Araújo, revista Acontecimentos Lusiadas e Portugal em Foco. A Câmara Municipal de Espinho está tecnicamente falida mas continua a financiar a revista Acontecimentos Lusiadas e jornal Portugal em Foco, sob a capa de publicidade. Mas há mais: a Câmara de Espinho tem nas suas contas verbas atribuidas a instituições brasileiras, algumas delas no Rio de Janeiro. Somas que vão aos milhares de contos, falando em moeda antiga. Tudo isto terá de ser investigado.
Vergonha foi Anibal Araújo ser distinguido com a medalha da Ordem do Infante D. Henrique e agora andar nas bocas do mundo por causa destas noticias.
Comentário de Manuel de Melo sobre os financiamentos
Manuel Melo afirma que Lello não pode negar desconhecer financiamentos
Numa nota enviada ontem a um fórum de socialistas na Internet, o antigo dirigente do PS Manuel Melo, também membro do Conselho das Comunidades Portuguesas, atribuiu a José Lello e a Paulo Pisco a responsabilidade pela situação "dúbia" criada com as ligações do PS no Brasil. "Aqui está o resultado do rico trabalho de Lello, Pisco e Caio Roque", afirma.
"Há muito tempo que, juntamente com outros dirigentes do PS nas comunidades (Suíça, França, Alemanha e Benelux), denuncio o trabalho sujo desses senhores. Mas a direcção nacional do PS sempre lhes deu cobertura", escreveu. Contactado posteriormente pelo PÚBLICO, Manuel Melo esclareceu o sentido dessa afirmação: "A situação instalada é muito delicada e, certamente, envolverá outro tipo de responsabilidades, para lá da meramente partidária", disse.
Este elemento do Conselho das Comunidades Portuguesas na Suíça contesta ainda as declarações de José Lello ao PÚBLICO na sexta-feira - o dirigente socialista alegava desconhecer quem financiou a campanha de Aníbal Araújo no Brasil. "José Lello não pode negar que desconhecia quem apoiou financeiramente a campanha eleitoral do PS no Brasil porque foi ele que impôs o candidato Aníbal Araújo", sublinha.
Furacão
Socialistas do Brasil acusam José Lello de escolha polémica
07.05.2007, Nuno Amaral, Rio de Janeiro
A opção por Aníbal Araújo levou a várias demissões. Antigo responsável do PS é acusado de ter "destruído" a federação no Brasil
A escolha do candidato do PS ao círculo fora da Europa em 2005, numa campanha financiada por um dos detidos na Operação Furacão, Licínio Soares Bastos, levou à demissão de alguns elementos socialistas no Brasil, que responsabilizaram José Lello e apelaram ao voto em branco nesse escrutínio.
O desagrado causado pela selecção de Aníbal Araújo chegou mesmo a ser exposto por carta ao então responsável do PS pelas comunidades, José Lello, e a José Sócrates.
"No entendimento dos nossos camaradas do Brasil, o Aníbal Araújo não tem nem a confiança nem o prestígio suficiente para poder representar os nossos compatriotas na Assembleia da República. É conhecido na comunidade como um mero angariador de anúncios para uma publicação que poucos conhecem, porque não tem difusão. E nada tem a ver com as comunidades no exterior", escreveu o antigo militante socialista Miguel Reis ao actual primeiro-ministro.
Nas várias missivas que circularam por esses dias, os militantes do Brasil atribuíam a Lello, que coordenou a campanha do PS no exterior, a "responsabilidade" pela escolha do candidato.
A campanha de Aníbal Araújo foi financiada por Licínio Soares Bastos, o empresário português detido por suspeitas de pertencer à "máfia dos bingos" e que chegou a ser nomeado cônsul honorário no Brasil pelo secretário de Estado das Comunidades, António Braga.
Os nomes de Araújo e António Braga são referenciados numa escuta telefónica a outro dos detidos na Operação Furacão como os de elementos capazes de convencer um autarca, também do PS, a desembargar uma obra.
Imposição de candidato
Antes das legislativas de 2005, a Federação do PS no Brasil reuniu-se em congresso e decidiu avançar com o nome de António Almeida Silva, então presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas, como candidato ao círculo fora da Europa - a comunidade portuguesa no Brasil têm um peso estratégico na eleição deste deputado.
Troca de correspondência
Numa extensa troca de correspondência entre a Federação do PS do Brasil e a direcção nacional do partido a que o PÚBLICO teve acesso, a direcção nacional do PS não reconheceu a legitimidade do congresso realizado em Setembro 2004 e avançou com a escolha de Aníbal Araújo.
"Não nos merecendo confiança os candidatos apresentados em nome do Partido Socialista e como forma de assegurarmos a autonomia do nosso futuro na escolha dos nossos representantes, decidimos não participar activamente numa campanha eleitoral para a qual não fomos solicitados a participar, nem ouvidos e sequer respeitadas as decisões que democraticamente tomamos", escreveu, em comunicado, Joaquim Magalhães, secretário-coordenador do PS, entretanto falecido.
Como forma de protesto, a federação socialista recomenda o voto em branco e acusa Paulo Pisco, do gabinete de relações internacionais das Comunidades Portuguesas, e José Lello de terem boicotado o processo.
"Toda a documentação do congresso foi entregue no partido por duas vezes. Por mim próprio, pessoalmente, quando estive em Portugal no Congresso Nacional do Partido. Se os documentos desapareceram, estaremos perante um caso de polícia que deve ser denunciado. Nada há a discutir com o camarada José Lello sobre a federação.
Se, como parece, o camarada também entende que a Federação é falsa... ponto final", escreveu Magalhães a Lello.
O PÚBLICO tentou, insistentemente, ouvir o deputado José Lello, mas, apesar dos diversos contactos realizados, não foi possível recolher declarações do dirigente socialista - nenhuma chamada telefónica foi atendida. O PÚBLICO tentou também, por diversas vezes sem êxito, contactar Paulo Pisco e o assessor de imprensa do secretário de Estado das Comunidades, Eduardo Saraiva (e antigo assessor de José Lello, quando este ocupou o cargo).
Os militantes do PS no Brasil dizem que foi José Lello que coordenou a campanha do partido no exterior.
Furacão
Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "Os portugueses da «Operação Furacão»":
Chancelaria das
ORDENS HONORÍFICAS PORTUGUESAS
DESTAQUES
(…)
10 de Junho
Imposição de insígnias na Sessão Solene Comemorativa do
Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas
Porto • 2006
Foram agraciadas diversas personalidades, na Sessão Solene Comemorativa do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas no Porto, em cerimónia de imposição solene de insígnias das Ordens Honoríficas, presidida pelo Presidente da República Portuguesa, Prof. Doutor Aníbal Cavaco Silva.
• Lista de agraciados:
(…)
Ordem do Infante D. Henrique
(…)
Comendador
(…)
Aníbal de Oliveira Araújo
in http://www.ordens.presidencia.pt/txt_destaques.htm
Furacão
Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "Mais notícias da Máfia dos bingos...":
Incentivos específicos
concedidos em 1999
Entidade
Aníbal Oliveira Araújo
Iniciativa
Colóquios integrados na Comemoração do aniversário do jornal "A Voz de Azeméis"
Incentivo atribuído
750.000
in http://www.ics.pt/index.php?op=cont〈=pt&Pid=1&area=419
Furacão
Polícia do Brasil investiga ligações a elementos do PS
Autoridades suspeitam de que detidos recorressem à influência do secretário de Estado das Comunidades e de Aníbal Araújo.
"Você sabe que o de Lisboa não foi nada de licitação não, inclusive a licitação do chinês lá de Macau", continua o advogado. O presidente da Associação de Bingos completa que "o de Macau é um gigante".
Nuno Amaral, Rio de Janeiro
A Polícia Federal do Brasil está a investigar as ligações entre os detidos na Operação Furacão e alguns elementos do Partido Socialista. Depois de ter já pedido às autoridades portuguesas para bloquearem contas bancárias pertencentes a off-shores registados na ilha da Madeira, o Ministério Público brasileiro solicitou a intervenção da Interpol para averiguar as ligações do grupo, nomeadamente em Portugal. A Polícia Federal (PF) suspeita de que pelo menos dois dos detidos recorressem à influência do secretário de Estado das Comunidades, António Braga, e de Aníbal Araújo, candidato socialista em 2005, e a autarcas do PS para expandir os negócios do grupo, conhecido como "Máfia dos Bingos", em Portugal e Macau. O grupo é suspeito de envolvimento na compra e venda de sentenças judiciais e decisões políticas para beneficiar casas de bingo e de máquinas de jogos de azar. Dois dos 25 detidos nesta megaoperação são empresários portugueses, sendo certo que um deles, Licínio Soares Bastos - que chegou a ser nomeado cônsul pelo Governo de José Sócrates - foi o principal financiador da campanha do PS no Brasil em 2005, que teve como cabeça de lista Aníbal Araújo, e é proprietário do imóvel onde está instalada a sede dos socialistas no Rio de Janeiro.
Numa das escutas telefónicas registadas pela PF a 2 de Setembro de 2006, o advogado brasileiro Jaime Garcia Dias pede a outro homem de nome "Adolfo" para falar com um presidente de câmara da região de Braga, dizendo que é "conhecido de António Braga, secretário de Estado" das Comunidades - o governante é também presidente da Assembleia Municipal de Braga.
Os dois brasileiros estudavam a forma de desembargar um obra e colocar máquinas de jogo num hotel. "O presidente de câmara é do PS?", pergunta Jaime Garcia Dias, entretanto detido, a "Adolfo", que, na altura, estava em Portugal. Na mesma escuta, o advogado brasileiro sugere a intervenção de "Aníbal", dizendo que "ele resolve isso na hora". A Polícia Federal suspeita de que os dois se referissem a Aníbal Araújo, candidato do PS ao círculo fora da Europa em 2005, cuja campanha foi apoiada por Licínio Soares Bastos, um dos empresários portugueses detidos nesta operação.
Um ano depois das legislativas de 2005, o empresário português veio a ser nomeado pelo secretário de Estado António Braga cônsul honorário de Portugal em Cabo Frio, perto do Rio de Janeiro, em despacho datado de 16 de Maio de 2006. Ontem, o Governo português fez saber que travou a nomeação de Licínio Bastos para esse cargo "assim que se soube das investigações das autoridades brasileiras no processo conhecido como "Máfia das Sentenças" (ou "Máfia dos Bingos").
Contactado pelo PÚBLICO, Aníbal Araújo, que também preside à União Portuguesa da Imprensa Regional (Unir), que realiza durante este fim-de-semana um congresso em Salvador da Bahia, no Brasil, optou por não prestar declarações. Também presente neste encontro, António Braga, secretário de Estado das Comunidades, fez saber, através do assessor de imprensa, que "conheceu apenas Licínio Bastos, pessoa que considera um benemérito da comunidade portuguesa até que haja uma condenação". "O sr secretário de Estado desconhece por completo os restantes detidos nessa operação", disse o assessor de imprensa, Eduardo Saraiva, que, em 2005, participou, "enquanto cidadão", frisou, na campanha de Aníbal Araújo no Rio de Janeiro.
Casino, Lisboa e deputados
No congresso da Unir, organizado por Aníbal Araújo em Salvador da Bahia para debater a imprensa regional portuguesa e as relações com as comunidades, participou também o presidente da Câmara de Espinho, o socialista José Mota, deputados do PSD, jornalistas e o embaixador de Portugal no Brasil, Seixas da Costa.
Em Outubro de 2006, a Polícia Federal intercepta também um telefonema do advogado brasileiro Jaime Garcia Dias, que na altura estava em Portugal, para José Renato Granado, presidente da Associação de Bingos no Rio de Janeiro. "Eu já tive uma reunião com aquele outro negócio daquele outro investimento", diz Garcia Dias. A PF suspeita que se referissem à abertura de um casino em Portugal. "Você sabe que o de Lisboa não foi nada de licitação não, inclusive a licitação do chinês lá de Macau", continua o advogado. O presidente da Associação de Bingos completa que "o de Macau é um gigante".
Neste telefonema, datado de 20 de Outubro de 2006, Jaime Garcia Dias admite que está por conta de um presidente de câmara e expõe que se vai reunir com deputados. "Ficaram uns deputados de marcar um encontro comigo na terça ou quarta-feira. Que eu falei: a gente tem que tratar desse ponto aqui, agora a gente tem que chegar num ponto de valor, chegou no ponto da data da licença", anuncia. "Beleza", responde o responsável pelos bingos no Rio de Janeiro.
Em escutas realizadas dias mais tarde, Jaime Garcia Dias expõe a Evandro da Fonseca, também detido nesta operação, que irá encontrar-se com portugueses numa feira de Londres para "avançar com aquilo para a gente". Os dois combinam depois um encontro em Portugal, sem especificar onde.
António Braga é citado numa das escutas da polícia, mas já afirmou desconhecer o homem que fala no seu nome
Nuno Amaral publico.pt
Furacão
17h34 14/04/2005
O prefeito-em-exercício da Capital, Manoel Junior (PMDB), recebeu na manhã desta quinta-feira (14) o comendador da cidade portuguesa de Ovar, Aníbal Araújo. Os dois dirigentes públicos reativaram o convênio de geminação entre as duas cidades e também agendaram para o próximo dia 4 de julho uma viagem do prefeito Ricardo Coutinho (PSB) ao município português.
Manoel Junior explicou que o convênio é importante pela troca de experiências que vai proporcionar entre as duas cidades e também pela expectativa de estreitamento das relações comerciais. "O convênio tem importância, tanto pela troca de experiências entre as cidades envolvidas, quanto pela expectativa que poderá advir dessa relação", disse.
Ele falou ainda que a visita do prefeito Ricardo Coutinho a Ovar poderá envolver também uma comitiva de empresários, artistas, jornalistas e professores, para que a proposta de integração entre estas duas cidades possa ocorrer de fato. "Quando Ricardo Coutinho retornar de Salvador, ele irá tratar dos detalhes dessa viagem, mas o convite já nos deixa muito animados com a possibilidade de estreitarmos os laços entre os dois municípios", considerou o prefeito-em-exercício.
A proposta de Aníbal Araújo é que representantes da Prefeitura possam ir a Portugal e ter todos os gastos de hospedagem e translado financiados por aquele país. O comendador também falou de um projeto que está desenvolvendo em conjunto com um arquiteto brasileiro para a construção de um praça no bairro de Manaíra. O local ainda não foi definido, mas todo o material para a obra será custeado com recursos portugueses. A Prefeitura de João Pessoa entrará com a mão-de-obra.
A cidade de Ovar tem uma população de 60 mil habitantes e arrecada aproximadamente 25 milhões de euros por ano. A taxa de desemprego na cidade é uma das menores do mundo, atingindo apenas a 3% de seus moradores.
Furacão...
Um dos líderes da comunidade luso-brasileira no Rio de Janeiro, que pediu para não ser identificado, disse ao DN que Licínio e Laurentino se faziam passar por grandes empresários, com alta influência política.
SÉRGIO BARRETO MOTTA, Rio de Janeiro
domingo, maio 06, 2007
Que obsessão para queimar Braga?
A voz de Eulália e o Furacão
Os manos detidos, Laurentino e Licínio, patrocinaram a candidatura socialista do medalhudo Anibal Araujo a deputado pelo Círculo Fora da Europa. Aníbal, um dos maiores " mamões" do porte pago e " magnata da imprensa folha de couve".
Este Congresso que decorre aqui em Salvador está agendado desde finais de 2006 e como é mais um evento para prestígiar o Aníbal Araujo, as "bocas" aqui são mais do que muitas de que tudo está correndo por conta dos implicados na Mafia das Sentenças. Ou seja, o regabofe que tambem beneficia gente do PSD , teria o alto patrocínio dos manos Laurentino e Licínio.
A pouca vergonha que se apoderou da Secretaria de Estado das Comunidades desde a gestão Jose Lello , com Caio Roque a reboque, passando por patrocínios de eleições para vereadores aqui em São Paulo, com finais de semana românticos no litoral norte de São Paulo, das eleições, pouco claras, para as Federações socialistas de São Paulo e Rio de Janeiro, etc... certamente darão ao PSD munição suficiente. O eco dos tiros pouco repercutirá em Lisboa. Este escândalo só está nas primeiras páginas dos jornais portugueses graças a insistência e a coragem de alguns, caso contrário, seria apenas mais um caso abafado.
De Salvador, do Congresso da Imprensa Folha de Couve, às minhas custas
Eulalia»
Operação Furacão (continuação...)
Jaime Garcia Dias, advogado e um dos detidos pela Polícia Federal (PF) brasileira no caso da "máfia das sentenças", foi escutado a conversar com o pai, dizendo a este que o secretário António Braga poderia ser um contato para desembargar uma obra em Portugal.
Licínio é também proprietário do imóvel onde está instalada a sede do PS na Barra da Tijuca (RJ). O empresário viria a ser nomeado cônsul honorário de Portugal em Cabo Frio, um ano depois de José Sócrates chegar ao poder, mas o processo nunca chegou a ser formalizado junto do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. A Polícia Federal (PF) brasileira suspeita que o português fosse o intermediário do grupo nas negociações para abrir cassinos em Portugal e no Brasil. Numa das escutas anexadas ao processo, outro detido, o advogado e empresário Jaime Garcia Dias, admitia ao vice-presidente da Associação dos Bingos do Rio de Janeiro, José Renato Granado, que estava em Portugal reunido com deputados e que as despesas da estadia estavam a ser suportadas “pelo presidente da câmara”. Na transcrição da escuta, o empresário brasileiro nunca revelava o nome ou o partido dos deputados e do autarca. José Cesário, deputado do PSD e antigo secretário de Estado das Comunidades, disse que o PS e o Governo têm de “clarificar esta situação com urgência”, referindo que é o nome de Portugal e das comunidades portuguesas “que está em risco”.
Licínio Soares Bastos é natural de Oliveira de Azeméis, de onde é também oriundo o candidato do PS ao círculo de fora da Europa em 2005, Aníbal Araújo. O primeiro é fundador de alguns dos jornais administrados por Aníbal Araújo.
sábado, maio 05, 2007
Mais notícias da Máfia dos bingos...
Peço a Vossa atenção para a excelente matéria publicada pelo jornal " Mundo Lusiada" ( www.mundolusiada.com.br) sobre o assunto que envolve os portugueses envolvidos na operação " Furacão- Máfia das Sentenças" e suas possíveis ligações com o Partido Socialista.
Abraço Eulalia
Portugueses presos no Rio citam ligação com António Braga
Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas nega envolvimento. Máfia dos bingos teria financiado PS no Brasil e queria cassino em Lisboa.
O deputado José Lello, antigo secretário de Estado e responsável pela área das Comunidades Portuguesas do PS, também alega desconhecer a origem do financiamento. “Isso é da responsabilidade do candidato. Conheci Licínio Soares Bastos durante essa campanha, foi-me apresentado por Aníbal Araújo. Não sei se foi ele o financiador”, afirmou, argumentando também ignorar que a sede do PS no Rio funciona em instalações do empresário agora detido.
Licínio é também proprietário do imóvel onde está instalada a sede do PS na Barra da Tijuca (RJ). O empresário viria a ser nomeado cônsul honorário de Portugal em Cabo Frio, um ano depois de José Sócrates chegar ao poder, mas o processo nunca chegou a ser formalizado junto do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
O secretário de Estado das Comunidades, António Braga, foi citado por um dos empresários portugueses detidos no Rio de Janeiro, no âmbito da ‘Operação Furacão’, que desmantelou uma rede de branqueamento de capitais, conforme anunciou o “Expresso on-line”. Fonte da secretaria de Estado disse que António Braga conhecia Licínio Soares Bastos (um dos detidos) de quem tinha as “melhores referências”.
Jaime Garcia Dias, advogado e um dos detidos pela Polícia Federal (PF) brasileira no caso da "máfia das sentenças", foi escutado a conversar com o pai, dizendo a este que o secretário António Braga poderia ser um contato para desembargar uma obra em Portugal.
Licínio é também proprietário do imóvel onde está instalada a sede do PS na Barra da Tijuca (RJ). O empresário viria a ser nomeado cônsul honorário de Portugal em Cabo Frio, um ano depois de José Sócrates chegar ao poder, mas o processo nunca chegou a ser formalizado junto do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. A Polícia Federal (PF) brasileira suspeita que o português fosse o intermediário do grupo nas negociações para abrir cassinos em Portugal e no Brasil. Numa das escutas anexadas ao processo, outro detido, o advogado e empresário Jaime Garcia Dias, admitia ao vice-presidente da Associação dos Bingos do Rio de Janeiro, José Renato Granado, que estava em Portugal reunido com deputados e que as despesas da estadia estavam a ser suportadas “pelo presidente da câmara”.
Licínio Soares Bastos é natural de Oliveira de Azeméis, de onde é também oriundo o candidato do PS ao círculo de fora da Europa em 2005, Aníbal Araújo. O primeiro é fundador de alguns dos jornais administrados por Aníbal Araújo. “É um benemérito que muito ajuda a comunidade portuguesa, não há qualquer promiscuidade”, enfatiza Araújo.
Antes das legislativas de 2005, a confusão instalou-se na secção do PS no Rio de Janeiro, sem se saber quem dirigia esta estrutura. Terá sido por essa altura que se tornaram públicas as relações entre Aníbal Araújo e Licínio Bastos - alguns elementos do PS defendem que o empresário brasileiro impôs o nome do futuro candidato.
Um escarecimento... esclarecedor
Nomeação de cônsul no Brasil foi logo suspensa, diz Lisboa
Évora, 05 Mai (Lusa) - O ministro-chefe da Casa Civil de Portugal, Pedro Silva Pereira, afirmou neste sábado que o Ministério luso das Relações Exteriores "suspendeu imediatamente" a nomeação de Licínio Bastos para o cargo de cônsul honorário no Brasil assim que se soube das investigações das autoridades brasileiras no processo conhecido como "Máfia das Sentenças".
As investigações já levaram à prisão vários juízes, advogados e empresários, entre os quais os portugueses Licínio Bastos e Laurentino dos Santos, por supostamente negociarem sentenças em benefício do funcionamento de casas de jogo.
Bastos foi indicado para cônsul honorário de Portugal em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, tendo apenas faltado sua nomeação oficial por parte das autoridades brasileiras - nomeação que também acabou sendo suspensa.
Em entrevista concedida ao término da reunião extraordinária do Conselho de Ministros de Portugal neste sábado, em Évora (centro), o ministro-chefe da Casa Civil destacou que Bastos nunca chegou a ser cônsul honorário de Portugal no Brasil, "apesar de ter havido uma proposta nesse sentido".
Segundo Pereira, "esse processo foi imediatamente suspenso pelo Ministério das Relações Exteriores assim que se tomou conhecimento das investigações a cargo das autoridades brasileiras".
Quanto às investigações realizadas no Brasil, o ministro-chefe afirmou que o governo português "não faz qualquer tipo de comentário".
Quando questionado sobre os critérios para a nomeação de cônsules honorários por parte do Estado português, Pereira declarou que "tem a ver com uma avaliação que é feita em função daquilo que se conhece sobre qualidades de certa pessoa e sobre sua possibilidade de dar contribuições relevantes no exercício da função".
"Naturalmente, trata-se sempre de uma avaliação casuística. Mas o que aconteceu nesse processo foi que houve uma proposta para nomear o empresário [cônsul honorário], e que foi imediatamente suspensa assim que o ministério teve conhecimento de um processo em andamento em relação a essa pessoa", destacou.
Esta notícia vem dier, com toda a clareza, preto no branco que o processo de nomeação do cônsul Licínio dos Bingos foi accionada e suspenso quando se soube da sua prisão.
sexta-feira, maio 04, 2007
Operação Furacão
Lisboa, 07 Jan (Lusa) - A Federação do PS no Brasil discordou hoje da lista de candidatos apresentada pelo círculo Fora da Europa às eleições legislativas de 20 de Fevereiro, recusando participar na campanha eleitoral.
Em comunicado enviado à Agência Lusa, o secretário-coordenador dos socialistas no Brasil, Joaquim Magalhães queixa-se de a federação não ter sido ouvida na escolha dos candidatos Aníbal Araújo, director e proprietário do Jornal "Voz de Azeméis", e Fernando Ramos, empresário da construção civil e serviços no Brasil.
Os suplentes são Manuel Carrelo, membro do Conselho das Comunidades Portuguesas nos Estados Unidos, e Gonçalo Martins, funcionário do consulado de Portugal em Toronto.
"Não nos merecendo confiança os candidatos apresentados e como forma de assegurarmos a autonomia do nosso futuro na escolha dos nossos representantes, decidimos não participar activamente na campanha eleitoral", refere o comunicado.
Contactado pela Agência Lusa, o coordenador nacional do PS para as comunidades Portuguesas, José Lello, defendeu que a "lista tem gente intimamente ligada aos portugueses residentes no estrangeiro".
Segundo o ex-secretário de Estado das Comunidades, a federação brasileira não foi ouvida porque "não está ainda reconhecida nos serviços centrais do PS" devido a questões "burocráticas".
Para Joaquim Magalhães a estrutura é "perfeitamente legal e Lisboa tem conhecimento da sua existência".
"Se Lisboa não tivesse conhecimento, a notícia da criação da Federação não teria sido publicada na Acção Socialista, nem o PS teria enviado três altos responsáveis (Carlos Luís, Alberto Antunes e Rui Cunha) para o seu congresso constitutivo", disse.
A criação da Federação do PS no Brasil decorreu em Fevereiro de 2004, em São Paulo, e foi apadrinhada pelo então coordenador das estruturas da Emigração e deputado eleito pelo círculo da Europa, Carlos Luís, pelo membro do secretariado Nacional do PS Rui Cunha e pelo presidente da federação distrital de Setúbal do PS, Alberto Antunes.
Incluindo 16 secções partidárias de São Paulo, Santos, Belo Horizonte entre outras, a Federação dividiu os socialistas do Brasil com a secção do Rio de Janeiro coordenada por Ofélia Guerreiro a distanciar-se da sua criação.
Com cerca de 30 mil portugueses aptos a votar (números de 2002), o Brasil é o país que tradicionalmente dita os resultados eleitorais pelo círculo Fora da Europa.
MCL.
Lusa/Fim
PORTUGALCLUB// Democracia é Mais Acima
Um blog de Ovar
Segundo a Rádio Voz do Caima, um familiar, embora sem querer entrar em detalhes, afirmou, repetidamente, serem "notícias erradas" que "não correspondem a nada do que se passa na realidade".
Essa é também a primeira reacção de Anibal Araújo, empresário de Oliveira de Azeméis ligado à imprensa regional que foi candidato do PS não eleito nas eleições legislativas de 2005 pelo círculo da Emigração (Resto do Mundo).
"É um grande empresário e um benemérito da sua terra que conheci no meu envolvimento nas associações de emigrantes de todo o mundo ao longo dos anos", disse o director de "A Voz de Azeméis".
Aníbal Araújo afirmou "desconhecer" se Licínio Soares Basto apoiou financeiramente a campanha do PS pelo círculo da Emigração.»
Curiosa coincidência de nomes
Veja o que vem no Público de 20/01/2007:
Os portugueses são o máximo, mas às vezes têm azar
Operação Furacão: Câmara homenagearia detido
Um dos presos pela Operação Furacação da Polícia Federal, que prendeu acusados de ligação com a Máfia dos Bingos, o empresário Licinio Soares Bastos, quase foi condecorado como cidadão honorário do Rio, nessa sexta, pela Câmara de Vereadores. Decreto da vereadora Cristiane Brasil, publicado ontem no Diário Oficial da Casa, autorizava a homenagem.
As primeiras noticias do «furacão»
Os portugueses da «Operação Furacão»
segunda-feira, abril 30, 2007
A importância do turismo religioso
ROTEIRO DE CHEGADA DA IMAGEM PEREGRINA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA
A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima - Portugal chegará ao Brasil em São Paulo na Terça Feira *01 de maio - Voo da TAP – TP 0187 com previsão de chegada às 15:45 horas no Terminal 2 do Aeroporto de Guarulhos, onde será feita a Cerimônia de Boas Vindas junto as autoridades locais e a Infraero.
Nesse mesmo dia a Imagem seguirá em Viatura do Corpo de Bombeiros para o Santuário no Sumaré, Av. Dr. Arnaldo 1831, onde será celebrado Santa Missa em Ação de Graças ás 19:30horas.
O Carro do Corpo de Bombeiros e o veiculo que estará levando o andor (marcelo Nhac) terão acesso as Docas do Terminal 2 onde se conduzira a Imagem do Avião até o Saguão Principal, lá será feita a Cerimônia de Boas Vindas, haverá no local: Imprensa escrita, Rede Globo e Rede TV. A seguir o Carro do corpo de Bombeiros em Carreata, conduzirá a Imagem ao Santuário, entretanto deverá ser aguardado ao lado do Posto de Gasolina externo ao Aeroporto, os veiculos que estarão estacionados.
No dia seguinte 02 de maio, a Imagem sairá do Santuário às 06:30h, seguindo em carro aberto do Corpo de Bombeiros para as dependências da Globo em São Paulo para divulgação e presença no programa "Mais Voce" de Ana Maria Braga.
CONFIRMADO - O Carro do Corpo de Bombeiros deverá estar pontualmente no local da saida, pois haverá filmagem da Globo na saida do Santuário e no trascorrer do percurso, a Ana Maria nos pediu que a Imagem esteja nos estudios, logo na abertura do programa; pontualmente as 08:00horas.
Também, em carro aberto do Corpo de Bombeiros, a Imagem seguirá para o Palácio do Governo onde será recebida pelo governador José Serra e autoridades locais.
Em seguida a Imagem Peregrina seguira para a Rede TV programa da Sonia Abrão Estudos da Lapa ao Vivo
CONFIRMADO - Dia 03 de Maio - Será descanso para o pessoal da equipe de Peregrinação. Em virtude da intromissão do Paulo Machado, Guarulhos cancelou a ida da imagem para lá, e a imagem foi disponibilizada então para a Isabel Botelho que a levará para os estudios da radio, orfanato etc, e reaconduzirá ao Santuário.Segue anexo um pouco da história das aparições e as respectivas autorizações da visita da Imagem
sábado, abril 28, 2007
Parar para pensar melhor
sábado, março 03, 2007
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
A máquina de Alberto João
Violando a Constituição da República;
Violando o Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma da Madeira;
Violando, portanto os Direitos de cada um dos Madeirenses e Portossantenses, o poder socialista de Lisboa, com a cumplicidade e a traição de socialistas locais, publicou hoje a lei de finanças regionais, subtraindo-nos assim, pelo menos até 2014, à volta de 450 milhões de euros.
Cada um de Vós compreende o que significa para a Economia do arquipélago, uma quebra tão grande no dinheiro em circulação.
Sobretudo, cada um de Vós percebe as consequências em termos de aumento do desemprego.
Mais a mais que este ataque socialista à Madeira, propositadamente coincide com uma igual volumosa redução de apoios da União Europeia.
Redução de apoios que obrigava o Estado português a assegurar a coesão económica e social do País, através de solidariedade com o Povo Madeirense, bem como com outras Regiões de Portugal Continental.
Só que os socialistas, instrumentalizando o Estado para fins partidários, recusaram tal solidariedade.
Pelo contrário.
As Regiões mais desfavorecidas de Portugal Continental vêem a maioria dos Fundos Europeus ficar em Lisboa, a Região mais rica, com o pretexto da Ota e do TGV.
Quanto à Madeira, os socialistas desencadeiam uma série de medidas que visam retirar Direitos ao Povo Madeirense, especialmente através de leis, feitas à medida exclusiva de circunstâncias concretas na Região.
E, para além de não honrarem os anteriores compromissos do Estado para com o Povo Madeirense, os socialistas não pagam o total que o Estado deve à Região Autónoma, nem devolvem o Património regional que, indevidamente, ainda ocupam.
Pior ainda.
Os socialistas procedem à retenção ilegítima de verbas que são do Povo Madeirense, numa descarada manobra partidária para nos tornar a vida impossível.
Madeirenses e Portossantenses:
Isto sucede quando a Assembleia Legislativa da Madeira e o Governo Regional se encontram a meio de um mandato democraticamente eleito.
Trata-se de uma inadmissível alteração ditatorial e fora de tempo das regras democráticas, bem como de uma violação das expectativas legitimamente adquiridas.
Trata-se da violação do Princípio da Estabilidade e do Princípio da Confiança no Estado de Direito democrático.
(A situação criada aos Madeirenses, é como uma pessoa estar a fazer uma casa com o dinheiro que tem no Banco e, de um dia para outro, o Banco lhe tirar esse dinheiro, com o argumento de que não gosta dessa pessoa).
Como é evidente, sobretudo trata-se de uma falta de respeito pelas decisões democráticas do Povo Madeirense, na medida em que os socialistas, com a força que o poder central lhes dá, por razões partidárias querem impedir a concretização do Programa de Governo que os Madeirenses e Portossantenses decidiram em eleições livres.
Caras Cidadãs, Caros Cidadãos:
Ao longo destes anos, o Povo Madeirense viu-me transformar a Madeira e o Porto Santo, sempre num clima de absoluta estabilidade, a nossa Revolução Tranquila.
O Povo Madeirense viu-me criar Emprego, mudando uma terra condenada à emigração, num território de imigração.
O Povo Madeirense viu-me mudar as tenebrosas condições sociais anteriores, sempre num clima de paz democrática.
O Povo Madeirense viu que o meu “Partido” é a Madeira, perante seja quem for.
É tudo isto que, com a Autonomia Política, fomos capazes de conquistar, que os socialistas de Lisboa e os seus cúmplices de cá, pretendem forçar a um recúo para o passado.
Um recúo para o passado que traria dificuldades tremendas para cada Família residente no arquipélago, incluso para os que, enganados, votaram nos socialistas.
Não tenho, nem nunca tive, medo dos obstáculos.
Mas agora que, com uma gravidade sem precedentes, nos impõem uma alteração substancial e dramática das condições em que o Povo me elegeu em 2004, não estou em posição de enfrentar esta multiplicação de novos problemas, sem um mandato claro do eleitorado da Região Autónoma da Madeira.
Em Democracia, a fonte do poder é o Povo.
Em Democracia, o voto é o grande momento da Verdade.
Este é um momento de o Povo Madeirense tomar posição.
Decidi apresentar a demissão do Governo Regional, o que implica a dissolução da Assembleia Legislativa da Madeira já que a maioria social-democrata inviabiliza a formação de qualquer novo executivo.
Assim, nos termos e prazos da Constituição da República, terão de ocorrer eleições regionais para um mandato até 2011.
É a oportunidade para os Madeirenses e os Portossantenses mostrarem ao País e ao mundo, através do Direito de voto de cada um, que repudiam a maldade e a injustiça feitas contra cada um de nós, contra todos nós, seja qual for o Partido em que cada um votou.
É a ocasião para dizermos o que queremos.
Para provarmos que sabemos o que queremos.
Face às graves ofensas aos Direitos do Povo Madeirense, abster-se é fazer como Pilatos. É se render.
É hora de afirmação.
Afirmação de cada um de nós.
Temos de pôr as coisas claras:
- ou desejamos – e exigimo-lo democraticamente pelo voto – prosseguir no Desenvolvimento Integral da nossa terra;
- ou, mais uma vez fatalidade na História da Madeira, curvamo-nos às imposições de Lisboa.
Ao me demitir, provo não estar agarrado ao poder.
Coloco-me nas mãos do Povo.
Mas, ao me recandidatar à liderança do Governo Regional, demonstro que não fujo, nem abandono, quando as circunstâncias estão insuportavelmente muito mais difíceis.
Recandidato-me porque, em minha opinião pessoal, acho que a Madeira não merece passar a ter um Governo de medíocres, de incultos, de traumatizados sociais e de subservientes a Lisboa.
Se o eleitorado entender me atribuir um novo mandato de quatro anos, então, apesar destas novas dificuldades inesperadas:
- eu terei tempo para concretizar serenamente o Programa de Governo;
- eu terei tempo de proceder á mudança estruturante de um novo ciclo económico, caracterizado por mais investimento privado e por maior internacionalização da Economia do arquipélago;
- eu terei tempo para produzir novas leis regionais que sirvam de contrapeso às indecentes manobras partidárias dos socialistas;
- eu terei tempo, porque religitimado democraticamente, para avançar, no plano nacional, com novas iniciativas que possam alterar as dificuldades presentes;
- eu terei tempo para apresentar o alargamento e reforço da Autonomia, na revisão constitucional de 2009, bem como para as sequências que se lhe impuserem;
- eu terei tempo para ajudar os Portugueses a mudar este Governo da República, em 2009, e desta maneira recuperar novas perspectivas positivas para o Povo Madeirense.
Cabe a cada Madeirense e Portossantense, corajosamente decidir se quer, ou não, continuar o Desenvolvimento, em Paz e com Estabilidade.
Em Democracia, o voto é a arma do Povo soberano.
A arma de cada Cidadã e de cada Cidadão.
A partir de agora, é com a Consciência de cada um de Vós.
Comunicação ao Povo Madeirense em 19 de Fevereiro de 2007
O Presidente do Governo Regional da Madeira
Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim
O PRESIDENTE, DR. ALBERTO JOÃO JARDIM, JÁ ANUNCIOU QUE SE VOLTA A CANDIDATAR PARA MAIS QUATRO ANOS COMO PRESIDENTE DO GOVERNO REGIONAL DA MADEIRA E, AO QUE TUDO INDICA, AS ELEIÇÕES TERÃO LUGAR A 6 DE MAIO PARA MAIS QUATRO ANOS DE GOVERNO.
O DR. ALBERTO JOÃO JARDIM FEZ APELO AOS MADEIRENSES PARA QUE O APOIEM.
POR FAVOR PASSE ESTA MENSAGEM A TODAS AS PESSOAS DO SEU CONHECIMENTO.
Há outras formas de racismo e discriminação...
«Em funcionamento desde o final de 2006, este Gabinete vai desenvolver as suas actividades através do Programa “Cigadania” que apoia projectos de intervenção e capacitação no terreno, como a formação de professores, de técnicos de intervenção social e de mediadores ciganos.
O serviço, que era até agora prestado através do Gabinete de Apoio Técnico às Associações de Imigrantes e Minorias Étnicas (GATAIME), vai também trabalhar na área da informação e comunicação, estando previsto o lançamento de um site para fomentar um melhor conhecimento das populações ciganas e uma maior divulgação dos projectos e actividades que as envolvem.
O GACI prevê também continuar a publicar a “Colecção Olhares”, que trata a inclusão das comunidades ciganas, bem como editar guias e brochuras temáticas inéditos.»
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
domingo, fevereiro 04, 2007
... os bois pelos nomes
O PS e a Emigração...
«Hoje a Federação de França teve uma reunião com Paulo Pisco.
Fiquei surpreendido com duas afirmações :
- A federação de São Paulo não é legal porque "teria" lá gente no Secretariado Ncional que nem militantes são !
- A federação da Suiça já "haveria" 10 anos que não faz eleições !
Quem proclamou tais afirmações foi o nosso Director do Departamento Comunidades.
Como gosto de saber as verdades directamente pelos envolvidos, gostaria que me dissessem o que pensam disto ?
É verdade ?
Isto é sem polémicas, mas é uma curiosidade pessoal como militante de França ... sou curioso e gosto de saber !»
Respondi-lhe assim:
Meu Caro Adé:
Quero esclarecer, antes de tudo, que não sou a pessoa indicada para responder.
Não tenho nada a ver com o PS, do qual me auto-exclui há quase um ano.
Não conheço esse Pisco e tenho dele as piores referências, nomeadamente através do meu amigo Joaquim Magalhães, que faleceu no passado dia 22.
Só te respondo porque, na hora da morte, o Joaquim me pediu para evitar que procurasse evitar que o Pisco lhe mijasse na cova…
Não mija, em primeiro lugar , pela simples razão de que lhe preservamos as cinzas.
Não mijará sobre a memória de Joaquim Magalhães porque há evidências, há fotos e há pessoas envolvidas, a todos os niveis, que hão-de evitar que um ordinário qualquer possa faltar ao respeito de quem deu uma boa parte da sua vida dos últimos anos pelo Partido Socialista.
O Sr. Pisco ( que eu não conheço), a ser verdade o que reproduzes , é (literalmente) um ordinário, que envergonha o Partido Socialista e deve ser repudiado pelos que tiveram que abandonar o País para ganhar o pão no estrangeiro.
A única coisa que posso recomendar aos meus amigos do PS que militam no Brasil é que façam como eu: demitam-se e mandem o PS bugiar, porque o que o dito Pisco afirmou em Paris, seguramente com o apoio da direcção do PS, é uma ofensa a todos os que estiveram envolvidos na constituição da Federação do Brasil.
A verdade nua e crua é que sem uma intervenção do tipo da que tinha Joaquim Magalhães, que gastava várias horas, todos os dias, com o trabalho partidário, o PS não tem nenhuma hipótese no Brasil como partido sério. Claro que tem hipóteses como mercador de comendas ou negociante de influências, como já ocorreu em momentos passados. Mas toda essa história passada nos merece nojo, por não ser própria do escol de pessoas que Joaquim Magalhães arrebanhou para o PS.
No Brasil tenho que dar os meus parabéns ao Caldas (PSD). Se tiver alguns juizo e for sensato elimina o PS da cena política.
A grande vantagem do PSD sobre o PS, na área da emigração, está em que o PSD respeita a autonomia dos seus dirigentes locais e o PS não respeita sequer o período do nojo…
Parafraseando o meu amigo Emidio Guerreiro, sugiro-vos que se o Pisco aparecer no Brasil o recebam com merda…
Miguel Reis
sábado, fevereiro 03, 2007
A mesa do poder
Na última 5ª feira realizou-se o primeiro almoço do ano e o primeiro em que se sentiu o vazio da falta de Joaquim Magalhães.
Na foto o consul de Cabo Verde, Dr. Aguinaldo Rocha, o Dr. André Pinto de Sousa e a Ana Contreiras.
