quarta-feira, maio 09, 2007

Operação Furacão: O meu depoimento III

Procurei conter-me no que escrevi, perante a emoção que, a 5 de Janeiro de 2005, sofriam os meus amigos e camaradas do PS de São Paulo.
Antes tinham acontecido muitas coisas que procurarei relatar, com a maior fidelidade nos próximos escritos.
O mais importante havia sido um trabalho partidário limpo e o desafio ao envolvimento das personalidades independes mais prestigiadas da comunidade portuguesa no Brasil.
Por mim nunca morri de amores por José Sócrates e apoiei João Soares na candidatura alternativa de João Soares.
Tinham-se gerado sinergias com este e com Carlos Luis, as quais tinham produzido excelentes resultados no trabalho partidário realizado no Brasil e, eleito o novo secretário-geral, nunca acreditei que ele pudesse ser tão estúpido que pretendesse liquidar, por mera vingança, o excelente trabalho político realizado pelos camaradas da Federação do PS no Brasil, nascida de uma união de esforços locais com o apadrinhamento do próprio Carlos Luis, do Rui Cunha e do Alberto Antunes, que estiveram presentes no congresso fundador.

3 comentários:

Anónimo disse...

Isto vai escaldar... Numca este blog teve tantas visitas e tantas polémicos como actualmente apresenta. Parabéns ao seu autor.
Duas coisas mais: 1 - Concordo com o autor do post sobre Sócrates. Não gosto dele nem um pouquinho... arrogante... etc.
2 - Aníbal Araújo é nercedor de credibilidade? Se sim, teremos de ver o quê... se não...

A. Moura disse...

Mais uma bota para o Lello descalçar! Será que o vai fazer? Duvido...
Esta vem juntar-se à outra repescada nas escutas telefonicas do caso do "Apito Dourado", onde os dois interlocutores afirmam que se a deputada Ana Gomes for "entalada" o Lello ficará todo contente!

A Ana Gomes pediu explicações ao Lello e, até hoje, ele anda em parte incerta!

Quanto a mim o Lello está queimado. Bem feito. Mas não é somente ele o culpado. Mesmo se o Vitalino Canas vem com palavrinhas doces minimizar os problemas.
O PS insultou as comunidades com as escolhas que fez para cabeças de lista para deputados. A Maria Carrilho foi uma outra aposta errada. Erradissima, direi eu. E que o Vitalino não me venha com declarações sobre o respeito das normas estatutarias.

MANUEL DE MELO disse...

É importante que não se lancem suspeitas para o ar com o mero objectivo de manchar o bom nome de algumas pessoas com responsabilidades políticas, como já foi lançado por alguém neste blog, a título de comentário.
Para ajudar a aclarar a situação, recordo aqui um aspecto importante:os únicos membros da Comissão Política Nacional do Partido Socialista que votaram contra a lista do PS pelo círculo de fora da Europa foram Miguel Medeiros, actual governador civil de Leiria e José Mota, presidente da Câmara de Espinho.
MANUEL DE MELO
Genebra/Suíça