O secretário de Estado adjunto da Educação, Jorge Pedreira, anunciou, ontem, em Lisboa, o fim do destacamento de professores de Português no estrangeiro a partir do ano lectivo de 2006/07. "Em 2006, há um novo concurso de professores de Português no estrangeiro, com novas regras", disse Jorge Pedreira no final de uma reunião com a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), na qual debateram o ensino do Português no estrangeiro. De acordo com o secretário de Estado, actualmente Portugal está a destacar professores para leccionarem Português no estrangeiro, mas no futuro "a situação normal será a via da contratação". "Cerca de 60% dos professores de Português no estrangeiro são destacados, o que representa um encargo muito grande para Portugal, que não se justifica", acrescentou. Além do salário correspondente à sua categoria, os professores contratados têm direito a um suplemento de residência. A partir do próximo ano lectivo, os 300 professores actualmente destacados vão ser muito menos, indicou o governante, garantindo que existe "muita gente disponível e qualificada para desempenhar essas funções em regime de contratação".
In «Jornal de Notícias», 22.09.2005
In «Jornal de Notícias», 22.09.2005
1 comentário:
Esta tendencia tem vindo a crescer nos últimos tempos...
o Governo português está-se nas tintas para o direito (CONSTITUCIONAL) que os portuguses no estrangeiro têm ao ensino da língua aos seus filhos.
Querem que as associações se desenrasquem com isso (e os pais que paguem) ou transferir essa responsabilidade para os outros estados (que sejam eles a incluir a nossa língua nos seus programas escolares).
Agora vêm com a treta do e-learning, pela internet.
E assim vamos andando sem que ninguém tome medidas decentes!
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