quarta-feira, setembro 14, 2005

Suicídio por overdose... de cachaça

O meu amigo Roberto enviou-me a notícia com o seguinte comentário: «Vejam até que ponto chega a irracionalidade. Como diria o velho Professor Ademar Mendes.... existem alguns seres humanos que são, na verdade, "semoventes".
Não é a primeira vez que leio este tipo de notícias e estou convencido de que estamos perante um modelo de suicídio a um título semelhante ao da roleta russa (poderia sempre aparecer alguém, a tempo de salvar o apostador) e, a outro titulo, absolutamente original, por recorrer a um produto barato, cujo consumo provoca algum prazer, para, no limite encontrar a morte.
Há pessoas que se movem sem destino e que acabam assim... com oito garrafas de cachaça, menos de dez reais...
Segunda, 12 de setembro de 2005, 20h17 Atualizada às 22h32
Amigos fazem aposta e bebem até morrer em SE
Os trabalhadores rurais Carlos Alberto Aquino, 39 anos, e Joel da Silva, 23anos, morreram no domingo depois de participar de uma aposta para ver quem conseguia consumir mais cachaça, no povoado Cobra D'Água, a 95 quilômetros de Aracaju.
Eles participavam de uma festa acompanhada por alguns amigos, que também fizeram apostas.
O primeiro a morrer foi Aquino, vítima de coma alcoólica, após tomar o último gole da oitava garrafa de cachaçana disputa. Momentos depois, Silva se sentiu mal e foi transportado para o Hospital de Pronto Socorro Governador João Alves Filho, em Aracaju.
O quadro clínico também era de coma alcoólico.Esse tipo de disputa é comum no interior sergipano.
No final da década de 80 foi desativada uma disputa que acontecia anualmente em São Cristóvão, a 25 quilômetros de Aracaju, porque os dois finalistas morreram.
Durante mais de 15 anos as preparações para as disputas motivaram uma série decasos de cirrose e muitos dos candidatos não chegavam sequer a disputar a fase inicial por recomendação médica.
Agência Nordeste

3 comentários:

PORTUGALCLUB disse...

Fama, que não mereço!


O PORTUGALCLUB ter-me-á dado uma fama que não mereço. Tento cumprir apenas o meu dever de cidadão português. Um CIDADÂOdeCARDIGOS. Nem fama, nem difama: serviço, rigor, dignidade do Estado, liberdade e democracia. Este é o PORTUGALCLUB. O PORTUGALCLUB somos NÒS. NÓS somos PORTUGAL.
portugalclub@portugalclub.org
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De: JVerdasca A NOVA "B.B.C." CASCAVÉLICA

Caro Casimiro, depois de uma tão prolongada reformulação, esperamos um PORTUGALCLUB de âmbito UNIVERSAL, do tipo da famosa BBC Inglesa, ouvida e respeitada em todo o Mundo. Um grande abraço do JVerdasca
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Domingos em CARDIGOS
Caros Amigos:

Que saudades que tenho dos Domingos da minha infância em Cardigos .
Começava-mos logo manhã cedo a preparar a ida, a roupa de Domingo em cima da cama esperava que tomasse-mos o banho, pois o pó e terra acumulados durante uma semana não ligavam com a nossa roupa de Domingo. A roupa de Domingo, para ser mesmo roupa de Domingo, daquelas verdadeirinhas, não tinha que ser luxuosa, nem ter marcas, era aquela roupa passada à ferro com muito cuidado (e se
fosse de algodão, melhor) limpinha e branquíssima, e claro, muito cheirosa.
Porque a roupa de Domingo não era tanto para mostrar aos outros. Ela tinha
um outro significado muito melhor: mostrar que todos poderíamos ficar
bonitos. E mais importante ainda: a roupa de Domingo conferia dignidade.
Antes de a vestir tínhamos de almoçar como é óbvio, quem arriscaria sujar a roupa de Domingo, ninguém, até porque minha avó nunca deixaria.
Logo em seguida iniciávamos a longa caminhada até à Vila interrompida apenas quando o pó do caminho era substituído pelo alcatrão e aí sim, começava um novo ritual, a troca e sapatos das mulheres, guardados os velhos dentro de um saco e escondidos sempre atrás da mesma moita, esperavam pacientemente que os pés que guardavam durante uma semana e agora entregues aos seus rivais “sapatos de Domingo” voltassem. Digo-vos sinceramente nunca entendi porque mas só as mulheres trocavam os sapatos nunca os homens, bem podia ter os sapatos quase brancos de tanto pó mas trocá-los ou limpa-los, nã senhora, isso era coisas de mulher. O Sino já tocava, “tu queres ver que já começou a missa; mexam-me essas pernas, não vamos chegar atrasados! Nem pensar! o Sr. Prior não gosta”. Entravamos na igreja ofegantes já com o coro a tocar os primeiros acordes e um olhar reprovador do padre que no altar esperava o fim do cântico de entrada começar a eucaristia. Final da missa, aí sim, aí começava o Domingo a sério, enquanto a minha avó fazia as compras para semana e o meu avô acertava um negócio no meio de um “traçado” nós divertiam-nos à grande, nos matraquílhos nas traseiras do café tornava-mos heróis dos campos de futebol, outras vezes ficávamos hipnotizados com os jogos dos “grandes” e a força com que a bola entrava na baliza, “não vale fazer roleta” gritava além, “quem perde paga” e assim se passava o Domingo, não sem antes podermos ver ao final da tarde um jogo no campo de futebol onde os “craques” mostravam que os “Galitos “ não eram “pêra doce” Que saudades tenho desses Domingos em Cardigos pelos quais ansiávamos a semana inteira. Fico á espera de comentários vossos. http://blogcardigos.blogs.sapo.pt

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Actualmente estou a escrever um pequeno artigo sobre a actuação do CCP que será publicado no jornal canadiano Voz Lusitana (www.vozlusitana.com). No Dia de Portugal ocorreu algo aqui um pouco embaraçoso: O Prefeito de Vancouver, numa reunião pública, perguntou quem era o representante da comunidade. A Conselheira identificou-se e foi prontamente corrigida pelo Sr. Cônsul o qual declarou ser ele, o representante da Comunidade Portuguesa nesta cidade. Na minha opinião a Conselheira é realmente quem representa a comunidade e o Sr. Cônsul representa o Governo Português... Apesar de que ambos deveriam ter sido convidados à frente pelo Sr. Prefeito. O que dizem os Senhores? Agradeço, Cordialmente, Inácio Teodoro da Silva editor@vozlusitana.com
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De: JVerdasca O CÔNSUL E A CONSELHEIRA DE VANCOUVER

Caríssimos Companheiros Portugalclubenses, ainda a respeito da ocorrência de Vancouver, no dia de Portugal, gostaria de dizer o seguinte:

01-A conselheira representa EFECTIVAMENTE a COMUNIDADE LOCAL, que para o efeito a elegeu. Procedeu correctamente.

02-O cônsul de Portugal representa EFECTIVAMENTE O ESTADO PORTUGUÊS, e DEVE SERVIR A COMUNIDADE LOCAL. Procedeu INCORRECTAMENTE se disse representá-la, pois devia ser EDUCADO (é diplomata), e saber que representa o seu país, não os emigrantes imigrados no Canadá. É cada vez mais frequente os representantes de Portugal receberem lições das comunidades, pois nem todos estão à altura de suas funções. Sinal dos tempos!. Cumprimentos
JVerdasca
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Olá Sr.Inácio! De facto o amigo está correctíssimo. O Senhor Cônsul representa o governo português e é pago para o cumprimento do exercício diplomático de que é incumbido pela lei. O Conselheiro(a),aconselha o governo português sobre politicas para a emigraçâo,sempre que o governo português o solicitar para tal.È eleito pela comunidade para esse efeito e não é remunerado.Por conseguinte deve merecer por parte das entidades oficiais do país de acolhimento e da entidade governamental do nosso país na região a preservação desse estatuto. Ninguém estará em condições de aconselhar o governo se não participar nos acontecimentos que envolvam a comunidade.Por outro lado na função do Sr.Consul etambém está implicita essa tarefa.Como diz e muito bem deveriam ser os dois convidados.Mas não me espanta que alguns digníssimos representantes consulares,numa atitude de arrogância, reivindiquem apenas para si esse direito.Além disso se existir um Conselheiro para a Educação, na área de vossa jurisdição,também deve representar a comunidade.A educação e divulgação da língua portuguesa no estrangeiro é-o numa perspectiva recreativa e cultural.Agora que temos muitos representantes diplomáticos que deixam muito a desejar e se calhar conselheiros, lá isso temos. Um cordial abraço, sou, Manuel Carrelo
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Boa noite. A situação é interessante. Concordo em linhas gerais com a resposta do Conselheiro Manuel Carrelo. Se é verdade que o Conselheiro representa a Comunidade junto das Instituições Portuguesas, o Cônsul poderia muito bem ter explicado isso e apresentar-se ao lado da Conselheira. Não seria por isso que o Consul perderia o seu reconhecimento e so lhe teria ficado bem. Mas também é bem verdade que ainda ha muitos Consules que não vêm com bons olhos o CCP. Porque sera? Carlos Pereira Presidente do CCP
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Para Manuel Carrelo
O senhor parece-me ser uma pessoa muito distinta e preocupada os os problemas dos emigrantes e seus descendentes. Queria deixar registado que eu concordo com o senhor quanto a não efetividade do C.C.P. como um órgão. Eu não me refiro somente à questão da concessão da nacionalidade portuguesa aos nossos netos (reivindicação que o C.C.P. já alude há mais de 7 anos), mas também a precariedade da nossa rede consular, recenseamento eleitoral.... Enfim, uma infinidade de temas. Se o C.C.P. é a nossa voz perante o governo português, com todo o respeito, sinto-me mudo! Carlos
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Caríssimo Carlos, Sente-se mudo e diz muito bem. Eu também sinto que sou uma gota de água no oceano e pertenço ao malfadado Conselho.À razão da força,não se junta a força da razão.Vai me custar a compreender isto.Vamos ver se água mole em pedra dura tanto dá até que fura.A todos pertence mudar o rumo dos acontecimentos e as suas críticas vêm, acredite, dar uma bela ajuda.Pertinentes ou não elas são bem vindas.Portanto continue a dizer aquilo que o coração lhe manda dizer. A alma da diáspora portuguesa,também se constrói. Apesar de tudo devo dizer, que é pertencendo ao Conselho que melhor me faço ouvir.Caso contrário teria já desistido. Defendo que só com uma política voltada para a emigração é que podemos lá chegar. Mas também defendo que teremos que ser nós emigrantes a constrí-la. Ninguém dá nada a ninguém sem haver luta. Força com as suas razões, conte comigo e traga um amigo também. Um abraço fraterno. Manuel Carrelo
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"Se as imagens que as televisões nos mostram lembram as de um país do terceiro mundo afectado por uma catástrofe natural é porque nos Estados Unidos existe um enorme país do terceiro mundo acocorado em torno das suas ilhas de sucesso" José Vìtor Malheiros


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"Portugal vive em jejum de renovação da classe política. Os líderes das últimas três décadas ou sucedem a si próprios ou então criam clones dos seus tiques"

Fernando Sobral



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"Os partidos tomaram conta do Estado e puseram o Estado ao seu serviço. Os partidos sufocam e roubam o país" Vasco Pulido Valente


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"Quando se esperava que [Manuel Alegre] fosse levantar-se, sacudir a poeira e prosseguir, foi-se deixando ficar, entre ressentido e desiludido, apostando em ficar na foto com a imagem de um 'beautiful loser'" João Cândido da Silva


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Eles [Mário Soares e Cavaco Silva] apenas representam, cada um à sua medida, dois mundos que já não vivem em Portugal, mas que são a única coisa disponível para vender em cartazes eleitorais" Francisco Pacheco


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"A bem das democracias e também da luta contra o terrorismo, a farsa policial que procurou encobrir o assassinato de um cidadão brasileiro em Londres deve ter um desfecho implacável. Haja coragem para isso" Nuno Pacheco

PORTUGALCLUB Apoio & Informação
Arengas do Chefe

Em termos técnicos, o discurso da “rentrée” do nosso primeiro foi um autêntico desastre e não se percebe como os “marqueteiros” de serviço ( como se diz no Brasil ) não lhes conseguem emendar os Vícios declamatórios da arenga. O homem grita como um capado parece que está a ralhar com os “pertugueses”, mesmo quando lhes faz falsas promessas, berra desalmadamente como se estivesse zangado com o universo. È certo que tem razões para estar zangadíssimo, mas consigo próprio, pela figura que anda a fazer e pela forma como já desgraçou o país em tão pouco tempo. Dai que lhes sugira passar a discursar, mas frente ao espelho... E com as janelas fechadas. Coisas do Diabo


Como entender?

Como entender este entusiástico apoio a Soares por parte de um governo que se bateu tão histericamente pela “renovação” dos detentores de cargos políticos, legislando para correr com os “velhos”, os “repetentes”, os “persistentes”? Só hipocrisia, não é? A não ser que a lógica do lançamento de Soares seja outra: á mingua de pão, o nosso primeiro quer dar-nos circo... Coisas do Diabo


Juventude SOARISTA

No dia do anúncio da candidatura SOARISTA, Dr. Mário Soares á Presidência da Republica falou-se muito do apoio que o simpático ancião receberia da (JS) juventude soarista. Não demos por isso. Para além do “conde” Castelo Branco e do antigo brigadeiro graduado Vasco Lourenço, a juventude não era assim tanta no “Altis”. Coisas do DIABO.


Uso e Abuso


O “Correio da Manhã” assinalava em titulo forte, ainda que sem qualquer comentário crítico, a presença de “viaturas do estado no Altis”. Não se tratando de acto “patrocinado” oficialmente pelo governo, é caso para perguntar da legitimidade deste uso e abuso dos meios do estado. Até o açoreano Carlos César veio de avião, imagine-se... Bom, mas esse deve ter pago do bolso dele, não acham?

Voto Aberto do PCP


Na festa do “Avante”, Jerónimo de Sousa ignorou Soares e atacou ferozmente Cavaco. Tudo claro, pois, quanto ao Voto do PCP nas presidenciais. Claro ficou, também, que os comunistas já andam a viver de fantasmas. Aquela de ressuscitar a voz de Cunhal foi de génio. Parece que até havia mesas pé-de-galo para “consultas” ao “além” dos camaradas mais saudosistas da URSS. Um susto! Coisas do DIABO


FAMOSOS


Depois de reguladas férias que não quis interromper indiferente á tragédia de Nova Orleães, Condoleezza Rice passou a ser conhecida na Casa Branca pela “Sócrates Americana”. Vejam lá como nosso primeiro é popular na América. Coisas do DIÀBO.


O Fogo Político


O “PR defende a limpeza coerciva “ das matas á semelhança das obras nos prédios urbanos degradados. Mas como? A resposta vem ao lado “nem a pagar há gente para cortar e limpar a mata”. E mesmo que houvesse, muitos proprietários, idosos com pensões de miséria, não poderiam suportar os custos da limpeza. E o Estado não está sintonizado com o pensamento do PR, ou vice versa, e isso vê-se no exemplo dado: “Estado não cuida da mata nacional”. (...) “Política séria precisa-se”. Enfim, é notório o desnorte desde o PR ao Governo e autarquias. Quer o inverno seja seco ou chuvoso, só nos resta recear, com muita apreensão, a repetição da catástrofe no próximo Verão, com políticos em visita mediática á zona dos incêndios a proferirem lindos e discursos demagogos e vazios de conteúdo real.

A. João Soares – Cascais. portugalclub@portugalclub.org


Correio do Inferno
“SOARES a Irresistível tentação do PODER”


No anúncio formal da sua candidatura á Presidência da Republica, o Dr. Mário Soares , com o intuito de desvalorizar a sua conhecida incompetência em matéria de Economia e Finanças, não se fez rogado e citou o grande Fernando Pessoa.: (( Mais do que isso é Jesus Cristo que não sabia nada de finanças nem consta que tivesse bibliotecas)). Em primeiro lugar, parece-me de mau gosto , podendo até ser ofensivo para muitos Cristãos, um laico trazer á baila o nome de Jesus Cristo apenas por mesquinhas ambições políticas. Em segundo lugar , o Dr. Soares esqueceu-se ( ou quer fazer-nos esquecer ) que aquelas palavras de Fernando Pessoa , no contexto de poema, encerram um tom irônico e fazer delas uma leitura literal para fazer passar a idéia de que elas exprimem uma verdade insofismável é tratar as pessoas como ignorantes e ingênuas. “Será que o Dr. Mário Soares que tem uma biblioteca vasta e bem recheada, também lê a letra outro verso do mesmo poema que diz: ““ Livros são pintados com tinta”? O Dr. Mário Soares disse que tem tido uma vida gratificante e ocupada em que se sentia completamente realizado como peixe na água. Estas palavras soam a falso e a hipocrisia porque para o “peixe” Mário Soares a água é o PODER e quem lhes tira o poder, tira-lhes a vida. Soares pertence á categoria de homens para quem a apetência pelo poder se sobrepõe a tudo o resto. A quem ainda tinha duvidas, o Dr. Soares acabou de confirmar que o seu fascínio pelo Poder não é muito diferente de Salazar, dos monarcas e ditadores vitalícios que morrem na cadeia máxima. O que pode ser diferente de Salazar é a forma como o poder é conquistado e exercido, enfim uma questão de estilo. Admiro muito a Dra. Maria Jesus Barroso que deve sofrer resignadamente e em silencio por ter um marido ditador e tão ambicioso e ávido de poder que nem sequer respeita a tranqüilidade e o merecido descanso da mulher. Por muito que o Dr. Mário Soares tente brincar com o POVO e sua idade, esta é uma questão que não pode ser iludida. O Dr. Soares pode muito que se sente em perfeitas condições físicas e intelectuais, que está ai para as curvas. Isso até pode ser verdade agora, que está a caminho dos 81 anos de idade se estive-se vivo, mas morreu, está morto e esqueceram de enterrar. Para o aristocrata do Poder chamado de Mário Soares, a melhor ocupação que alguém lhes pode dar é a vida faustosa e divertida de príncipe da Renascença rodeado da sua Corte de lacaios e bajuladores. Nem nos meus piores pesadelos sonhei que ainda pudesse vir assistir a situação caricata de esta jovem (dita) democracia poder vir a ter como máximo dirigente um velho caquético e senil, numa situação que faz lembrar os tempos do Salazarismo - o Presidente Carmona morreu no Poder antes de completar 82 anos de idade. A ironia da História é ainda maior porque tem como protagonista justamente, um defunto que se evidenciou na luta contra o regime cujos vícios ele agora imita, ocupa e resiste em soltar. Mas isto acontece porque esta Republica tem uma imperfeição que nem a vetusta monarquia pontifícia pode ser apontada: nenhum cardeal pode ser eleito papa se já tiver a idade de 80 anos. Isabel Silva - Lisboa

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Haja Decoro!


O Eng.° Sócrates ao fim de três meses de “Trabalhos” nas suas novas funções com Primeiro Ministro, tirou quinze dias de férias para fazer um safári em áfrica com seu filhos. Afinal, e ao contrário do que muitos dizem, a nova Legislação laboral é bastante generosa para os trabalhadores. Para um Primeiro Ministro que se dizia empenhado em combater o excesso de benefícios da nossa classe política, até que não começa nada mal. Mas antes de tirar os seus quinze dias de férias o Eng.° Sócrates desdobrava-se em duas personagens distintas ( ou talvez não ) umas vezes aparecia como Primeiro Ministro, outras, surgia como secretário Geral do PS. Isto pode parecer normal ao mais comum dos mortais, mas se transpusermos estas regras para o mundo laboral, é de estranhar que em dias / horários úteis de trabalho para a maioria dos trabalhadores portugueses, e em que o Eng.° Sócrates deveria estar a exercer as suas funções de Primeiro Ministro a tempo inteiro ( para a qual é pago pelos portugueses ), o mesmo surja ao lado de candidatos autárquicos do PS a fazer campanha com as vestes do líder Socialista ( soviético ). Não deve ter com certeza muito que fazer. Se um dia destes me cruzar com o Eng.° José Sócrates ( caso ele esteja de férias ou fugido dos fogos ), não sei se o hei - de tratar por Sr. Primeiro Ministro ou se por Eng.° José Sócrates ( o secretário geral do PS ). O Comportamento e postura do Eng.° Sócrates é a antítese da que deveria ter um Chefe do Executivo. O mais grave disto tudo é que o Eng.° Sócrates e os seus correligionários nem se quer têm a consciência que esta postura é IMORAL e não dignifica em nada a nossa classe política nem o Patrão deles o POVO PORTUGUÊS. Haja DECORO Ministrial ! Obs: por muito menos, o SR Presidente da Republica mandou O Santana Lopes do Partido Concorrente para Casa. Haja Decoro Presidencial? André Carvalho – Lisboa

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Nas próximas eleições para Presidente da Republica, não votes em Mário Soares. Porque se ele for eleito, o Sócrates vai alegar que é possível trabalhar até aos 86 anos e a idade de reforma será alterada em conformidade.
portugalclub@portugalclub.org

As Escrituras do Regime "SOARISTA"




Na passada semana, quase no final do longo discurso de Mário Soares, a citação dos últimos quatro versos do poema Liberdade de Fernando Pessoa levantou a sala do Altis. Ouviu-se então um murmúrio de fundo, uma sacudidela no torpor do ritual, ou, até talvez, um rumor de felicidade pela devoção reencontrada. Não tanto a de Soares, mas uma outra mais profunda e silenciosa: precisamente aquela a que o regime vem devendo investiduras há já algumas décadas. É verdade que Fernando Pessoa se tornou, nos últimos trinta anos, numa espécie de texto puro e intocável que ninguém põe em causa e a que todos, ou quase todos, recorrem para tornar o presente num episódio com algum sentido. Tal como nos ‘tempos antigos’ os profetas utilizavam a citação da escritura para atribuir coerência ao vivido, e em primeiro lugar ao presente (em conformidade com uma ordem superior e indiscutível), também o actual regime – constitucionalmente laicizado e dissociado das âncoras espiritualizantes do regime que o antecedeu - acabou por encontrar em Pessoa o esteio ideal para transformar o seu verbo em convicção transparente. Ramalho Eanes surgiu no final do PREC como o homem estóico e imerso em voz seca de comando para, mais tarde, vir a repousar na melancolia aparentemente épica e almofadada do regime. E foi durante essa viragem que terá dito, com o intuito de desencorajar a letargia lusitana, que era chegada a hora: “É a hora!” (encerrando, talvez para sempre, “Os tempos” da terceira parte da Mensagem). O centenário do nascimento de Pessoa, em 1988, constituiu o momento por excelência de celebração escritural de Pessoa (a entrada para a CEE, de que os Jerónimos serviram de rosto para a cerimónia de investidura e também para a trasladação do corpo do poeta, definia um novo cenário a que a “identidade” não se podia subtrair). Vários livros importantes precederam a ritualização dessa data: de Eduardo Lourenço, Poesia e Metafísica: Camões. Antero Pessoa (1985) e o famoso Fernando, rei da nossa Baviera (1986); de António Quadros, Fernando Pessoa, Vida, Personalidade, Génio (1981) e iniciação global à obra (1982); de José Augusto Seabra, Fernando Pessoa ou o Poeta-Drama (1974) e O Heterodoxo Pessoano (1985); de Joel Serrão, Fernando Pessoa, Cidadão do Imaginário (1981), entre muitas outras obras de fixação mítica.
Para além da progressiva sacralização do baú do “Desassossego”, também Saramago colocou Pessoa na ribalta mística do renovado altar português, quando, após o sucesso da alegoria que foi o Memorial do Convento (1982), inventou um regresso ficcional de Ricardo Reis (1984) à “Pátria” (a 29/12/1935), um ano precisamente após a morte real do poeta, porventura para simbolicamente o ressuscitar. Pondo de parte a cenografia de louvores à nossa inteligentsia criada pelo “Prémio Pessoa”, a década de noventa afastou-se um pouco da saga pessoana, até porque os novos desafios de abertura do mundo e de assunção tecnológica convidaram a novas teias e projectos, dos quais ressaltou, entre um singular optimismo em fuga para a frente, o ‘espírito de obra pública’ que haveria de ligar o “centrão” político à gesta de construção do C.C.B. e sobretudo da Expo-98.
Meia década passada sobre o Carnaval dos nineties, é verdade que o mundo mudou radicalmente, sobretudo por causa do pós-09/11, enquanto, a nível interno, a crise passou a metaforizar a própria doxa quase surreal do país (os primeiros-ministros evadiam-se a meio dos mandatos ou caíam no “caos administrativo”; escândalos como o da Casa Pia ou o dos incêndios proliferavam). É assim, com toda a naturalidade e já nas vésperas das eleições presidenciais de 2006, que Fernando Pessoa acabou por reentrar no nosso caminho.
Foi Mário Soares, como já vimos, quem primeiro o utilizou para justificar quase tudo: a intemporalidade, a vocação íntima, a “não-obsessão financeira” e um certo “humanismo” que vive à custa da proclamação retórica. Dias depois, o pouco inefável Louçã voltou a relembrar Pessoa através de um cliché publicitário conhecido. Tudo para dizer que irá “até ao fim” e que o seu espírito acabará por se “entranhar” na galáxia da auto-flagelação ocidental. Não sei se Cavaco irá, dentro em breve, aparecer com a máscara de Alberto Caeiro a discursar sobre a sua aldeia e o quanto dessa “terra se pode ver no universo”. O que sei é que a mitografia portuguesa se reencontrou, mais uma vez, com a sua escritura preferida. Talvez assim descortinemos algum sentido, ou alguma “coerência forçada” como escreveu Franz Kermode, nos factos e nos meta-discursos que escorrem diariamente de modo instantanista diante dos nossos olhos.
PORTUGALCLUB // Apoio e Informação

PORTUGALCLUB disse...

Os Conselheiros das Comunidades Portuguesas e sua representatividade
Apreciando as diversas manifestações sobre a incorreta intervenção do Sr. Cônsul de Portugal em Vancouver, ao desmentir a Conselheira das Comunidades Portuguesas, apresentando-se ele como o representante da comunidade portuguesa, verifico que algumas estão equivocadas e, portanto, vale a pena corrigi-las. Sem dúvida alguma a Conselheira das Comunidades Portuguesas representa a comunidade pela qual foi democraticamente eleita. Esta representação é assegurada pelo Artigo 1, da Lei 48/96, de 3 de Setembro, alterada pela Lei 21/2002, de 21 de Agosto, que diz que o Conselho das Comunidades Portuguesas e, consequentemente seus membros, é "...representativo das organizações não governamentais dos portugueses no estrangeiro.......bem como dos elementos das comunidades...", portanto sendo legítima a reivindicação da Conselheira em se apresentar como representante da comunidade portuguesa. No entanto, o Sr. Cônsul não representa o Governo Português, como alguns afirmam e sim o Estado Português, do qual o mesmo é servidor, nem a Conselheira representa a comunidade junto às Instituições Portuguesas, pelo simples facto de que a mesma as representa, bem como os elementos que delas fazem parte ou não e que residem na área consular na qual ela foi eleita. É preciso não confundir Estado com Governo, nem Governo com Estado, para se entender correctamente tal representação.

Eduardo Neves Moreira

PORTUGALCLUB//Apoio e Informação

Anónimo disse...

Chegando do Reino
De Eulália Moreno

Caros Amigos(as)

Recém chegada do Reino, só tenho a dizer da minha tristeza de reencontrar um país que pouco ou nada mais tem a ver comigo. Grosseria, arrogância, depressão foi o que vi estampado nos rostos .Tudo endividado, tudo sem saber que contas dar à vida. E chegamos, falando com o sotaque brasileiro e eles a achar que somos alguns favelados, bandidos ou prostitutas. Durante 30 dias em Portugal, consegui o prodígio de utilizar 17 Livros de Reclamações, em hotéis, restaurantes e estabelecimentos comerciais. A princípio negados, mas , perante a minha insistência e legitimidade, apresentados para que eu formalizasse as minhas queixas desde quartos cheirando a mofo e infestados de formigas( em Sagres), até cabelos e objectos não identificados num almoço na Praia da Rocha, passando por banheiros inqualificáveis em Évora, Portalegre e Beja, em remarcações de objectos de artesanato em lojas de Lisboa, nos fados mal cantados e pagos a preço de ouro, na falta de carregadores de bagagens em todos os hotéis ( com excepção apenas para as Pousadas de Portugal na Flor da Rosa , no Crato e na de Óbidos), num Hotel do Parque em Braga completamente descaracterizado, etc... De resto continuam querendo mandar no nosso estomago e obrigar-nos a almoçar das 12h00 às 15h00, a jantar das 19h00 às 23h00 e bares ( mesmo em hotéis como o Marriott) fechados à meia noite. E tudo pago em euros. Para isso melhor ir para Paris. Enquanto os nossos não deitarem prá fora(por cima ou por baixo) o tal do rei da barriga que trazem, já morto e apodrecido, não há quem aguente fazer férias em Portugal sem passar nervoso e ficar mal disposta. Salvaram-me as férias tres dias na Ilha de São Miguel, nos Açores. Fiquei encantada com a natureza, a educação a cordialidade do povo.
Senhor presidente do Governo Regional dos Açores: arranje maneira dos aviões provenientes do Brasil pousarem directamente nos Açores, sem termos a grande maçada de descermos em Lisboa. Portugal é uma grande chatice, não vale o custo. Sinto dizer isso mas é a pura verdade. Portanto, sejam todos bem vindos às Terras de Vera Cruz, todos aqueles que estouraram os seus euros em Portugal pensando numas férias agradáveis, num país acolhedor. Isso, senhoras e senhoras, já era. O Reino está cada vez mais podre e ignorante.
Um abraço a todos Eulalia PORTUGALCLUB